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02 Jan 2023 | 17:04
Eu, como provavelmente todos os Benfiquistas, quero muito que ele prove ser o nosso treinador para os próximos anos.
Seria injusto dizer que Schmidt ainda não provou nada no Benfica. Como escrevi aqui (Saiba mais AQUI) em cinco meses revolucionou a nossa forma de jogar, conciliando vitórias com espetáculo. Passou com distinção na prova da Liga dos Campeões e pelo caminho ganhou 12 em 13 jogos na Liga.
Mas se o calendário pós Mundial já prometia um recomeço desafiante, o falhanço na Taça da Liga (que além da perspetiva de um título nos retirou um jogo de rodagem face aos nossos principais rivais), a lesão de um jogador único no plantel (Neres) e o presente envenenado que acabou por ser o título mundial da Argentina criaram a tempestade perfeita para que o primeiro desafio, em Braga, não corresse bem. E não correu. Aliás, correu bem pior do que um Benfiquista pessimista poderia antecipar.
Frente a um adversário combativo e com jogadores de qualidade, o Benfica demonstrou que sem a imprevisibilidade do jogo de Neres, praticamente não tem soluções para desatar nós górdios como o que o Braga nos fez. Ficou igualmente demonstrado que o Benfica não tem mais de 14/15 jogadores preparados para jogar a titular, ou por falta de qualidade ou de maturidade. Parece-me também evidente que nos faltou o jogo dos quartos de final da Taça da Liga para reativar o chip Liga Portuguesa aos jogadores que estiveram no Mundial. E há ainda o caso do Enzo, cujo sucesso meteórico aparentemente esfrangalhou a solidez mental, respeito e foco que demonstrava ter há um mês e que contribuiu para uma adaptação e sucesso imediato.
E aqui chegamos à pergunta: e agora Herr Schmidt?
Todos nós nos lembramos de épocas recentes (nos últimos 12 anos foram pelo menos três) em que conseguimos desbaratar uma vantagem confortável em dois ou três jogos, para depois acabar a época em sofrimento. Os próximos dias vão por à prova as palavras do próprio: terá de provar que é suficientemente bom para treinar o Benfica.
Em duas semanas Schmidt vai ter de recuperar a mentalidade e qualidade competitiva que a equipa tinha há um mês, mas agora (muito provavelmente) sem Enzo, com poucas soluções e com jogos de grau de dificuldade elevado pelo caminho.
Os primeiros sinais dados pela forma como abordou o pós-jogo de Braga foram positivos, tendo demonstrado serenidade e confiança. Eu, como provavelmente todos os Benfiquistas, quero muito que ele prove ser o nosso treinador para os próximos anos: porque quero ganhar e porque me daria muito mais gozo isso acontecer com Roger Schmidt.
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