Futebol
A viver uma fase decisiva no Benfica, João Rego tem motivos para sorrir
20 Mai 2026 | 15:30
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13 Set 2025 | 19:59 |
Rui Costa (35%) e Luís Filipe Vieira (29%) lideram, com clara vantagem, as intenções de voto dos adeptos encarnados, em relação às eleições para a Presidência do Benfica. Os resultados surgem de um estudo realizado pelo IPOM – Instituto de Pesquisa de Opinião e Mercado, que decorreu nos primeiros dias do mês de setembro, e contou com mais de 500 entrevistas, feitas com base numa amostra aleatória extraída de uma base de 60 mil contactos.
O estudo revela, também, que a taxa de indecisos é significativa, nesta altura, com 17% dos contactados a apontar nessa direção. João Noronha Lopes alcança 9%, seguido por João Diogo Manteigas com 5%, enquanto Cristóvão Carvalho e Martim Mayer registaram intenções de voto residuais. No cálculo dos resultados, foram já tidos em conta os votos de que cada sócio dispõe, em relação à antiguidade da ligação ao Clube da Luz.
Vale apenas destacar outras conclusões alcançadas pelo estudo do IPOM. Em relação aos fatores mais valorizados na hora de escolher o candidato, os contactados apontaram, maioritariamente, para a experiência do candidato (32,5%) e a ligação histórica ao clube (29,1%).
Durante a realização do estudo, também foram contactados adeptos de clubes rivais. Os associados de Sporting e Porto foram claros nas suas respostas: o candidato que mais temem na Presidência do Benfica é Luís Filipe Vieira (52,3%), seguido, de longe, por Rui Costa (23,6%).
Por último, os adeptos do Benfica foram ainda questionados acerca dos fatores que mais os têm desagradado no passado recente do Clube da Luz, com a Direção de Rui Costa à frente das águias. Entre as muitas respostas obtidas, destacaram-se quatro pontos: o descontentamento com os resultados desportivos (70,5%) e com os resultados financeiros (61,3%); e níveis baixos de de aprovação em relação às modalidades extra futebol (42,4%) e à seleção de treinadores (41,5%).
Relembre a ida de Rui Costa ao balneário do Benfica depois da qualificação para a Champions:
Em reação à decisão de Roberto Martínez relativamente à lista anunciada, Clube da Luz recorreu às redes socias para prestar apoio ao central encarnado
20 Mai 2026 | 17:58 |
O Benfica reagiu na última terça-feira à ausência de António Silva da lista de convocados de Portugal para o Mundial'2026. Horas depois de Roberto Martínez divulgar os eleitos da Seleção Nacional, o Clube da Luz publicou uma mensagem de apoio ao defesa-central nas redes sociais.
“Um de nós”, escreveram as águias, acompanhando a frase com uma fotografia do internacional português vestido com as cores encarnadas. Antes dessa publicação, o Benfica já tinha destacado as chamadas de vários jogadores às respetivas seleções. Dodi Lukebakio, Sidny Cabral, Amar Dedic e Tomás Araújo mereceram destaque, após serem convocados para Bélgica, Cabo Verde, Bósnia e Herzegovina e Portugal, respetivamente.
Recorde-se que Roberto Martínez explicou a ausência de António Silva da convocatória final, garantindo, ainda assim, que o central do Benfica será o primeiro nome a ser chamado caso exista algum problema físico entre os defesas atualmente selecionados para representar Portugal no Mundial'2026.
"António Silva? Temos cinco centrais, trabalhámos com eles e, em março, precisámos de escolher. Esperávamos adversários diferentes, e a escolha recaiu sobre o Tomás Araújo", explicou Martínez, quando questionado sobre algumas das decisões em relação ao lote de convocados.
Na temporada 2025/26, ao serviço do Benfica, António Silva – avaliado em 28 milhões de euros – realizou 41 partidas oficiais: 25 na Liga Portugal Betclic, 10 na Liga dos Campeões, quatro na Taça de Portugal, uma na Taça da Liga e uma na Supertaça. Nos 3.118 minutos que esteve em campo, o defesa marcou um golo e registou uma assistência.
Confira a publicação feita pelo Benfica:
Numa altura em que a saída de José Mourinho do Clube da Luz ganha cada vez mais força, analista português 'decide' melhor cenário
20 Mai 2026 | 17:12 |
Numa altura em que Marco Silva ou Ruben Amorim são os treinadores apontados a colmatar a possível saída de José Mourinho em direção ao Real Madrid, Rui Malheiro decidiu analisar alguns pontos importantes entre os dois técnicos portugueses.
Rui Malheiro: "Amorim é quem mais garante continuidade ao ADN benfiquista. Mas Marco Silva terá contacto com um clube que produz tanto talento"
"O contraste é nítido. Amorim trabalha uma estrutura única — 3x4x2x1 com desdobramentos para 3x2x5/3x1x5x1, alas como faixa larga absoluta e pressão alta iniciada pelo trio atacante. Marco Silva, adepto declarado do jogo posicional, opera num 4x2x3x1 em cerca de 65% dos jogos, com mutações para 4x3x3 e, contra adversários de topo, se sentir necessidade, de recorrer a três centrais (3x4x3 ou 5x3x2 defensivo)", começou por analisar ambas estruturas táticas, escrevendo ao jornal Record.
De seguida, Rui Malheiro visou o tema em torno da aposta na formação: "Aqui o desnível é grande. Amorim é formativo por convicção, Marco Silva é-o por circunstância. Pelo passado, Amorim é quem mais garante continuidade ao ADN benfiquista. Mas Marco Silva terá, pela primeira vez se exceptuarmos o Sporting, contacto com um clube que produz tanto talento."
Rui Malheiro: "Amorim precisa de reconstruir o plantel à sua imagem; Marco Silva pode aproveitar grande parte do que existe"
Ao abordar a adaptação ao atual plantel do Benfica, o também comentador entendeu: "Amorim precisa de reconstruir o plantel à sua imagem; Marco Silva pode aproveitar grande parte do que existe. O 'trade-off' é claro: Amorim oferece identidade nova ao custo de uma janela refundadora; Marco Silva oferece transição suave ao risco da banalidade. A pergunta para Rui Costa é o que prefere: investimento estrutural ou continuidade pacífica."
Passando para a influência com a direção, staff de futebol e acerto no mercado, o especialista português declarou: "As personalidades de gestão são quase opostas. Amorim exige centralidade decisória. Marco Silva trabalha colegialmente. Para Rui Costa, Amorim implica conceder poder e ter um treinador pára-raios; Marco Silva instala-se sem fricção institucional, mas fará exigências."
Rui Malheiro: "Amorim é o melhor comunicador da sua geração no futebol português. Marco Silva é sereno, profissional, sóbrio"
Analisando o último ponto, Rui Malheiro tratou do poder de comunicação dos dois treinadores: "Aqui o desnível aparenta ser gigantesco, mas é bastante ambíguo. Amorim é o melhor comunicador da sua geração no futebol português. Articulado, acutilante, carisma genuíno, a frase que crava sem cair no barroco. Marco Silva é sereno, profissional, sóbrio: não vive de 'soundbites', prefere a substância à imagem", referiu.
"A vantagem inicial é toda de Amorim, mas é uma vantagem que se paga caro: a franqueza que o eleva quando ganha, pois pode expô-lo quando perde, e na Luz, com apenas 1 título nacional em 7 anos, a pressão multiplica-se mesmo para quem será recebido como o filho pródigo que realmente é. Marco Silva oferece tranquilidade, onde Amorim oferece eletricidade. Prefere a substância e a sobriedade à imagem e à guerrilha", concluiu.
A algumas horas do encontro que pode dar o título de campeão da Arábia Saudita aos amarelos de Riade, antigo treinador encarnado recorda altos e baixos
20 Mai 2026 | 16:50 |
Antes do derradeiro encontro que pode dar o tão desejado título de campeão, Jorge Jesus, antigo treinador do Benfica em duas passagens, recordou o caminho percorrido desde o início da temporada numa crónica marcada por altos e baixos. Contudo, o técnico português reconhece a dominância de apenas uma equipa durante toda a época na liga: o Al Nassr.
Jorge Jesus: "A primeira tarefa que tinha pela frente passava por fazer o Al Nassr subir vários patamares competitivos"
"Quando José Semedo (CEO) e Cristiano Ronaldo me convidaram há um ano para liderar o Al Nassr pediram-me ‘apenas’ uma coisa: queriam a equipa a lutar pelo título de campeão da Arábia Saudita. Decidi juntar-me a eles para tentar dar essa alegria a dirigentes, jogadores, funcionários e adeptos, todos a querer algo que parecia inalcançável", começou por escrever ao Jornal Record.
"A primeira tarefa que tinha pela frente passava por fazer o Al Nassr subir vários patamares competitivos. Tínhamos de garantir solidez para não deixar fugir os principais adversários na fase inicial. E a forma como entrámos no campeonato, com 10 vitórias consecutivas, levou-nos a ter êxito na primeira meta traçada. No final da primeira volta, quatro equipas podiam chegar ao título, só o Al Ittihad ficara para trás", frisou.
Jorge Jesus: "Dar à equipa a competitividade necessária para poder discutir o título até ao final foi uma vitória, foi o cumprir da missão que me tinha sido pedida"
"Em finais de dezembro, uma convulsão interna fez abanar a estrutura que me dava todo o suporte. A direção retirou capacidade de ação a José Semedo e Simão Coutinho no preciso momento da reabertura do mercado, e nessa ocasião a intervenção de Ronaldo foi decisiva para que tudo voltasse à normalidade", lembrou Jorge Jesus - que reagiu à recente derrota.
"Dar à equipa a competitividade necessária para poder discutir o título até ao final foi, desde logo, uma vitória, foi o cumprir da missão que me tinha sido pedida. Claro que isso significou um desgaste muito grande para os jogadores e como resultado desse esforço tivemos lesões nesta fase final que nos obrigaram a criar soluções de recurso. Isso faz parte do futebol, principalmente quando se tem plantéis curtos", destacou.
Jorge Jesus: "Se vencermos o Damac, seremos campeões sauditas e tornaremos real o sonho de vários milhões de adeptos"
"Como resultado de uma época muito desgastante, mas também de enorme entrega de todos, chegámos ao momento-chave: quinta-feira, se vencermos o Damac, no nosso estádio, seremos campeões sauditas e tornaremos real o sonho de vários milhões de adeptos. Iremos além daquilo que foi pedido. Para nós será o jogo mais importante do ano", concluiu.
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