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Futebol
02 Out 2024 | 11:01 |
Rui Águas, antigo futebolista que passou, inclusive pelo Benfica, analisou aquelas que têm sido as estratégias de Bruno Lage para a vitória. As substituições feitas pelo timoneiro das águias e o sucesso que a equipa tem tido nas bolas paradas são alguns dos aspetos que o comentador destaca.
“As boas substituições são as que resultam”. Foi isso que aconteceu em mais um jogo que se tinha de ganhar e se ganhou”, começou por dizer Rui Águas. Agir em vez de ter de reagir. Terá sido o princípio que levou Bruno Lage a mexer triplamente na equipa com o resultado ainda em aberto e contra a lógica tradicional das substituições”, acrescentou.
“Pouco antes, em direto na BTV, previ erradamente que seria Bruno Pinheiro a substituir em primeiro lugar, em função da desvantagem da sua equipa. Numa fase crítica e de jogo indefinido, o treinador do Benfica decidiu, desde logo, avançar e este risco foi amparado pela qualidade indesmentível dos substitutos e pelas diferentes dificuldades que viriam a colocar aos adversários”, disse o antigo futebolista.
"Agir em vez de ter de reagir. Terá sido o princípio que levou Bruno Lage a mexer triplamente na equipa"
“Ao mesmo tempo, julgo poder pensar que, embora digamos que o jogo presente é que interessa, gerir três das mais importantes unidades da equipa terá tido em conta a proximidade do jogo com o Atlético de Madrid. No final, ficou um resultado robusto, uma eficácia quase total, ante um Gil Vicente que funcionando assim contentará por certo os seus adeptos.”
“É evidente a diferença para melhor, no aproveitamento e na variação das bolas paradas. Numa fase de construção tática coletiva complexa e mais demorada, as bolas paradas assumem um papel muitas vezes decisivo como neste jogo, enquanto o trabalho diário para a criação de oportunidades corridas prossegue e evoluirá mais gradualmente”, prosseguiu.
"É evidente a diferença para melhor"
“A gestão dos jogadores disponíveis é agora bem mais rotativa e motivadora do que antes”, terminou o antigo futebolista, que passou pelos quadros das águias em 1972/73 até 1973/74, nos Juniores e depois voltou em 1985/86, ficando até 1987/88, rumando para o rival Porto. Ainda entre 1990 e 1994 fez mais uma passagem pelo Benfica.
Médio ofensivo, de apenas 16 anos, estava referenciado pelas águias, que procuravam garantir contratação de uma das maiores promessas mundiais
21 Out 2026 | 03:00 |
O Benfica tentou contratar Mezian Soares no último verão, mas o Lens acabou por convencer o jovem talento a permanecer em França, prometendo-lhe oportunidades na equipa principal e tempo de jogo, sabe o Glorioso 1904. O médio ofensivo, de apenas 16 anos, estava referenciado pelas águias, que procuravam garantir a contratação de uma das promessas emergentes do futebol europeu.
A concorrência pelo jogador não se limitava ao emblema da Luz. Ao que o nosso Jornal apurou, o PSV (Países Baixos) também demonstrou interesse no criativo, mas o Lens conseguiu assegurar a continuidade do futebolista, que viu no projeto desportivo francês uma oportunidade para continuar a evoluir.
A aposta na equipa A terá sido determinante para o convencer a rejeitar outras possibilidades e assinar o primeiro contrato profissional. Nascido em Martigues, França, a 8 de novembro de 2009, o jogador cresceu no emblema francês, onde passou pelos escalões de formação.
A sua afirmação ganhou outro impacto em maio de 2026, quando se estreou pela equipa principal frente ao Nantes. Lançado aos 79 minutos, o internacional sub-21 português precisou de apenas cinco segundos para marcar o golo que garantiu a vitória por 1-0 e confirmou a qualificação do clube para a Liga dos Campeões.
O jovem já leva seis jogos e uma assistência esta época e continua a despertar interesse além-fronteiras. Para o Benfica, a contratação acabou por não se concretizar, mas o percurso do futebolista justificará a atenção dedicada a um talento que o Lens procura valorizar através de um projeto com espaço para crescer.
Águias têm interesse em contar com o avançado, mas antigo treinador do jogador quer entender planeamento do Clube da Luz
20 Out 2026 | 17:53 |
O provável regresso de Gustavo Varela ao Benfica está a gerar debate, sobretudo quanto ao espaço que o avançado poderá ter na equipa principal. Luís Silva, um dos primeiros treinadores do jovem ponta de lança, considera que a contratação só fará sentido se houver condições para este jogar com regularidade.
Luís Silva sobre regresso de Gustavo Varela ao Benfica: "Trazê-lo e colocá-lo no banco não faz sentido..."
O percurso de Gustavo Varela começou a ganhar destaque ainda em criança. Depois de ter sido inscrito pelo pai na Escola Academia Sporting de Manique, o avançado integrou os escalões de formação ligados ao clube leonino, chegando a competir com jogadores mais velhos devido à qualidade que demonstrava.
Luís Silva, coordenador do Estoril Elite Training Program, acompanhou essa fase inicial e recorda um jogador com características diferenciadoras desde muito cedo: “O Gustavo era diferente. Nasceu em 2005, mas estava inserido numa equipa de miúdos de 2003, o que já demonstra bem a sua qualidade. Fisicamente era muito forte, muito explosivo e, dentro da área, era um finalizador nato”, explicou ao jornal 'Record'.
Com o Benfica interessado em recuperar Gustavo Varela ao Monza, Luís Silva considera fundamental avaliar o espaço disponível no plantel: “Se não sair, no mercado de janeiro, nenhuma daquelas que são as atuais opções (Pavlidis, Durán e Anísio), não faz sentido ir buscá-lo”, defendeu.
O técnico acredita que o regresso poderá ser positivo caso haja uma saída, mas deixa um aviso: “Trazê-lo e colocá-lo no banco não faz sentido”. Para Luís Silva, nesta fase decisiva da transição para o futebol sénior, Gustavo Varela precisa de minutos e continuidade competitiva para prosseguir a sua evolução.
Treinador falou sobre atual estado do plantel madridista e acabou por fazer uma crítica ao ex Benfica ao explicar as suas escolhas
20 Out 2026 | 17:29 |
José Mourinho voltou a protagonizar um momento à Special One na conferência de imprensa de antevisão ao encontro frente ao Leipzig, para a UEFA Champions League. O treinador do Real Madrid explicou as opções táticas e deixou claro que o estatuto dos jogadores não garante a titularidade.
O técnico português usou Bernardo Silva e Arda Güler como exemplos para justificar a importância do equilíbrio da equipa. Recordando a reviravolta frente à Roma, na jornada anterior, Mourinho explicou por que motivo nem sempre aposta nos dois jogadores desde o início.
“Se tivéssemos jogado em Roma com o Bernardo e o Arda Guler desde o início, levávamos cinco golos, porque não tínhamos capacidade para suportar. Às vezes terei razão, noutras não”, afirmou, sublinhando que procura combinar jogadores com características diferentes, de forma a garantir equilíbrio e criatividade no meio-campo.
Questionado sobre a gestão das estrelas do plantel merengue, o treinador não deixou margem para dúvidas quanto aos critérios que utiliza na escolha dos titulares: “Intocável é apenas o escudo. O que torna os jogadores intocáveis não é a braçadeira, o estatuto ou os anos que levam de clube, é o seu nível no relvado”, declarou.
A mensagem de Mourinho reforça a ideia de que ninguém tem o lugar garantido apenas pelo nome ou pelo passado no clube. A prioridade passa pelo rendimento demonstrado dentro das quatro linhas. Na mesma conferência, o técnico português confirmou ainda que Vinícius Júnior será titular no lado esquerdo do ataque.