Futebol
Arbitragem inacreditável dita derrota do Benfica no reduto do Porto (3-1)
20 Set 2026 | 22:35
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30 Set 2024 | 18:52 |
Com a rescisão com Roger Schmidt a ser tema de destaque, em declarações ao Record na Hora, Sérgio Krithinas, diretor executivo do diário português Record, analisou o dossiê, que atualmente, está nas mãos de Rui Costa. O jornalista não foi de meias medidas e 'apontou o dedo' ao Presidente do Benfica, que havia chamado ao barulho a imprensa, rejeitando a ideia de pagar 30 milhões ao timoneiro alemão.
"Não sei onde é que Rui Costa foi buscar os 30 milhões de euros, não me lembro de alguma vez ter sido noticiado, pelo menos em nenhum órgão de comunicação social, que o Benfica teria de pagar 30 milhões de euros a Roger Schmidt. Obviamente que é menos do que isso, mas continua a ser muito dinheiro. Tanto é que, Schmidt já saiu do Benfica há quatro semanas e ainda não há acordo para a rescisão", começou por mencionar.
Sejam 10, 12 ou 15 milhões é o equivalente a contratar um craque
"É uma negociação que está a ser difícil e Rui Costa reconhece que não há acordo ainda e que continua a conversar com advogado. É claro que Schmidt vai querer receber tudo aquilo a que teria direito. O Benfica está a estudar algumas condicionantes, por aquilo que sei, o Benfica talvez possa poupar algum dinheiro em impostos, pode obter um acordo com o Schmidt, que permitirá ao Benfica poupar algum dinheiro em impostos/ segurança social, fazendo com que Schmidt receba todo o dinheiro a que tem direito, em termos líquidos", atirou Krithinas.
"Não sei em que ponto estão as negociações. Claramente não estão encerradas, mas vai ser um encargo grande para o Benfica, que vai somar-se aos encargos normais, sendo uma despesa extraordinária para o Benfica, que no fundo é 10, 12 ou 15 milhões... isto é o equivalente a contratar um craque, que é normalmente o valor investido pelo Benfica", concluiu o diretor executivo do diário desportivo.
Recorde-se que, na reunião magna, Rui Costa falou sobre a rescisão com Schmidt: "Estamos no processo de rescisão. Estamos a negociar com o advogado de Roger Schmidt. Estamos num processo negocial, mas os números que se ouvem falar, pagar 30 milhões de euros, jamais iríamos pagar. Jamais estamos perto de pagar uma verba destas. Não confirmo a verba que iremos pagar, mas está muito longe dos 30 milhões de euros que se têm falado".
Nas duas temporadas que passou como treinador do Benfica, Roger Schmidt comandou as 'tropas' em 115 partidas, somando 80 vitórias, 20 empates e 15 derrotas. No comando técnico do Glorioso, o treinador alemão conquistou uma Liga Portuguesa (2022/2023) e uma Supertaça Cândido de Oliveira (2023/2024).
Confira aqui as declarações de Sérgio Krithinas:
Central encarnado viu o segundo amarelo ainda na primeira parte do clássico e o especialista em arbitragem acredita em erro que prejudicou os encarnados
21 Set 2026 | 11:00 |
A equipa de Marco Silva ficou reduzida a 10 jogadores ainda na primeira parte do clássico com o Porto após Lenglet ver o segundo amarelo. Contudo, na visão de Jorge Coroado, a expulsão do central do Benfica foi uma má decisão por parte de Miguel Nogueira.
“O comportamento foi antidesportivo e não violento ou grosseiro. Contudo, André Silva, pela provocação, justificava cartão amarelo. Face à gestão disciplinar efetuada, para ambos justificava-se uma chamada de atenção".
O presidente do Benfica, Rui Costa, fez muitas reclamações em relação à arbitragem após o jogo. De acordo com o dirigente, há uma dualidade de critérios nas decisões envolvendo o seu Clube e o Porto, onde não vê tamanho rigor com os Dragões.
“Há uma dualidade tremenda onde o Benfica foi extremamente punido nisso, porque a quantidade de faltas que o FC Porto faz, para além da falta normal e que não é punida com amarelo, vai dando força a uma equipa e vai tirando a outra. Há uma série de entradas, há uma série de faltas de jogadores do FC Porto que têm de ser punidas, mesmo antes da expulsão do Lenglet”.
Já Marco Silva falou em condicionamento da arbitragem durante a semana: “Em relação à expulsão, não vou fazer qualquer comentário. Se o clube tiver de dizer alguma coisa em relação ao jogo, deve dizê-lo. Não sei se irei conseguir continuar assim até ao final da época. Venho de uma cultura diferente. Aqui, infelizmente, consegue-se condicionar os árbitros antes dos jogos, depois dos jogos e durante a semana, de todas as formas possíveis, e por vezes dá resultado”.
Presidente acredita em critérios diferentes nas decisões da arbitragem durante o Clássico com os dragões e vê rigor maior com as águias
21 Set 2026 | 10:23 |
Rui Costa não escondeu a insatisfação com a arbitragem de Miguel Nogueira após a derrota do Benfica por 1-3 diante do FC Porto, no Estádio do Dragão. O presidente encarnado apontou uma alegada "dualidade de critérios", sobretudo no capítulo disciplinar, embora tenha reconhecido também os erros cometidos pela própria equipa.
Rui Costa sobre o Porto - Benfica: "acho que há uma dualidade tremenda..."
À saída do estádio, o líder das águias começou por destacar a entrada forte do Benfica no encontro, lamentando que a expulsão de Lenglet, aos 35 minutos, tenha condicionado o resto da partida: "O Benfica entrou muito bem neste jogo. Entrou a mandar no jogo como estrategicamente o Marco Silva tinha pedido aos jogadores. Fizemos uma primeira meia hora muito boa, apesar de, no único deslize que tivemos, acabar por sofrer um golo", começou por dizer.
Rui Costa considera que a igualdade numérica poderia ter alterado o desenrolar do encontro, tendo em conta aquilo que o Benfica conseguiu produzir nos primeiros minutos: "Claro que jogar aqui com 10 elementos não é a mesma coisa que jogar 11 para 11, e acredito que, se assim fosse, o resultado tinha sido diferente, ou o jogo tinha sido diferente, por aquilo que estávamos a fazer", afirmou.
Sobre o cartão vermelho mostrado a Lenglet, o presidente encarnado não quis contestar diretamente a decisão de Miguel Nogueira, mas considerou que o defesa francês, já amarelado, deveria ter evitado o contacto: "Não vou estar a discutir a expulsão do Lenglet, apesar de, se vocês analisarem, o André Silva queixar-se da cara quando é uma pequena, uma ligeira pancada na nuca - nem sequer é na cara. Mas não vou estar a discutir o lance, porque sobretudo aqui, depois de ter um amarelo, não pode arriscar uma ação daquelas", explicou.
"Em relação à dualidade de critérios, sobretudo no fator disciplinar, acho que há uma dualidade tremenda. Há uma dualidade tremenda onde o Benfica foi extremamente punido nisso, porque a quantidade de faltas que o FC Porto faz, para além da falta normal e que não é punida com amarelo, vai dando força a uma equipa e vai tirando a outra. Há uma série de entradas, há uma série de faltas de jogadores do FC Porto que têm de ser punidas, mesmo antes da expulsão do Lenglet. Vejo o Prestianni levar um amarelo por mostrar a cara cheia de sangue ao árbitro, numa pancada que levou quase sem bola e que nem sequer sancionada foi", referiu.
Apesar das críticas à arbitragem, o presidente do Benfica fez questão de reconhecer que a equipa também cometeu erros durante o encontro: "Não eliminando os erros que nós cometemos - porque depois acabámos por cometer erros -, a dualidade de critérios, sobretudo no critério disciplinar, foi por demais exagerada", concluiu.
Treinador acredita que as águias entraram bem no jogo, admite a culpa pelo resultado e evita falar sobre a expulsão de Lenglet
21 Set 2026 | 09:46 |
Após a derrota revoltante contra o Porto (3-1) no Estádio do Dragão, onde viu aumentar a distância para o líder da Liga Portugal Betclic, o técnico Marco Silva, do Benfica, analisou o jogo em conferência de imprensa. Veja tudo que disse o treinador.
Diferença no clássico
“Tivemos uma excelente entrada nos primeiros 20 a 25 minutos, dentro daquilo que era o nosso plano e a nossa identidade. Acabámos por perder o jogo por culpa nossa. Fomos nós que o perdemos, para além das coisas que aconteceram dentro do terreno, e temos de assumir isso mesmo. Perdemos três pontos importantes. Infelizmente para nós, há agora uma paragem e vão surgir todas as narrativas sobre o assunto. Temos de voltar mais fortes. Quero agradecer aos nossos adeptos o apoio incondicional desde ontem e hoje até ao final do jogo. Infelizmente, não lhes demos o que eles mereciam, mas estamos cá para continuar a crescer".
Expulsão de Lenglet
“Em relação à expulsão, não vou fazer qualquer comentário. Se o clube tiver de dizer alguma coisa em relação ao jogo, deve dizê-lo. Não sei se irei conseguir continuar assim até ao final da época. Venho de uma cultura diferente. Aqui, infelizmente, consegue-se condicionar os árbitros antes dos jogos, depois dos jogos e durante a semana, de todas as formas possíveis, e por vezes dá resultado. Não vou entrar por aí. Isso não me cabe a mim responder. Ele falou de coisas estranhas, portanto entrem vocês nessa conversa com ele. Em relação à expulsão, quero é que os meus jogadores sejam mais maduros e tenham capacidade de, havendo ou não provocações, manter o equilíbrio emocional".
Imaturidade do Benfica?
“Falei de uma forma geral, não quero estar a analisar todos os momentos convosco. Sofremos o primeiro golo num lance completamente evitável da nossa parte, algo que me compete a mim trabalhar com os meus jogadores. Mas falou do segundo golo e eu percebo porquê. Tivemos uma boa entrada, mesmo com dez jogadores. Eu disse aos jogadores que era fundamental não sofrermos golos na segunda parte, independentemente de estarmos a perder, porque sabia que íamos marcar. Quando digo que temos de crescer, é neste aspeto: sermos maduros, percebermos onde queremos ir e quais os caminhos para lá chegar. Sofremos um golo muito rápido após termos marcado, quando devíamos ter neutralizado a reação do Porto".
Agressividade do Porto
“Não sou eu que vou gerir a agressividade do adversário. Estão lá quatro árbitros, mais dois no VAR, para gerir isso. Não tenho de ser eu a avaliar se passa os limites ou não".
Ideais táticos para o jogo
“A nossa intenção na primeira parte foi clara: entrámos no 4-4-2 habitual e usámos gatilhos de pressão bem definidos para condicionar a primeira fase de construção do Porto. Fomos pressionantes, agressivos e recuperámos muitas bolas em zonas altas, anulando o jogo interior deles até meio da primeira parte. Com dez jogadores, tornou-se mais difícil manter essa pressão alta. A equipa baixou linhas e perdeu alguma coesão no meio-campo para acompanhar os movimentos de rutura do adversário. Tentámos corrigir a meio da segunda parte, mas sofrer dois golos logo após o nosso empate afetou a equipa. Faltou-nos mais critério com bola para gerir o ritmo de jogo e mais coesão a defender a linha de quatro perante a presença ofensiva do Porto".
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