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Exclusivo Glorioso 1904 - Venda de João Neves? Mauro Xavier tem certeza: "Rui Costa não..."

Gestor e conhecido Sócio do Benfica esteve à conversa com o nosso Jornal, onde abordou o plano desportivo e financeiro do Clube da Luz

Mauro Xavier concedeu uma entrevista em exclusivo com o Glorioso 1904 e falou sobre a venda de João Neves, com uma certeza à mistura
Mauro Xavier concedeu uma entrevista em exclusivo com o Glorioso 1904 e falou sobre a venda de João Neves, com uma certeza à mistura

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Em conversa exclusiva com o Glorioso 1904, Mauro Xavier abordou um pouco do universo desportivo e financeiro do Benfica. O Sócio do Clube defendeu um novo modelo para os direitos televisivos e, também, um molde distinto para as competições portuguesa, de forma a mudar a competitividade do futebol luso. Além disso, Mauro Xavier deixou uma certeza que envolve a venda de João Neves, no verão de 2024.


Glorioso 1904 (G). Como analisa o atual momento desportivo do Benfica?


Mauro Xavier (MX). Tem sido um campeonato muito atípico. Parecia que o mundo tinha acabado na terceira ou a quarta jornada, em que o Benfica esteve afastado. Chegamos a estar a 6, quase 7 pontos. Chegamos a entrar em campo com 11 de atraso no momento em que o Sporting esteve num pico de forma. Mudámos de treinador, chegamos a dezembro em primeiro e, de repente, no espaço de uma semana, passamos de primeiro para estar novamente a 6 pontos. Temos tido aqui ataques cardíacos consistentemente e espero que amanhã se recupere o primeiro lugar e se continue a depender de nós. Só estamos a depender de nós numa época em que se chega a abri-lo e que se está a depender dele próprio independentemente dos méritos e deméritos que aconteceram, leva-nos a sonhar. E o direito a sonhar é aquilo que nós gostamos mais. Eu continuo com o direito a sonhar de poder ir à final da Taça de Portugal. Temos umas meias de finais pela frente e temos o direito a sonhar com o Mundial de Clubes. Competição nova, que eu espero que o Benfica possa levantar bem alto o seu emblema e a sua bandeira e que possa estar. Esse é o objetivo de cada adepto. Não é discutir se foi mal planeada ou menos bem planeada. Neste momento estamos todos dentro de um barco, garantir que eles chegavam a um porto. Quando chegarmos ao lado de lá, veremos onde chegamos.


G. Uma das ideias que tem defendido é a manutenção dos jovens da formação pelo menos durante 3 anos na equipa principal. Acredita que é possível segurar jogadores como João Neves mais do que uma temporada?

MX. Acredito piamente nisso e acredito por duas razões, ou seja, eu gosto sempre de explicar. Não é que seja mais imune à venda ou menos imune à venda. O Benfica tem que vender, isso é uma matéria objetiva, mas o Benfica, em primeiro lugar, tem que vender não para pagar as contas do dia-a-dia, mas deve ter que vender para investir e modernizar o clube. E essa é uma grande diferença do ter que vender. Primeira coisa é, tem que vender? Tem. A segunda é, quanto? Portanto, aquilo eu acredito é que o quando é que é um bocadinho diferente do modelo dos últimos anos que nós temos vindo a ver.


Só para se ter noção, em média, passam mil jogadores pelo Seixal por cada fornada de idade. Ou seja, imagine-se, começam a ser vistos mil, chegam duas a três equipas em idade de 17, 18 anos para poderem ver. Portanto, são reduzidos para 60, 70 jogadores e desses dois, três no máximo entram no plantel principal. Aquilo que eu digo é que deve haver uma época de descoberta, uma época de afirmação e uma época de consagração. E porquê que eu falo em três épocas e não cinco, ou dez? Porque estes jogadores com 18 anos, quando entram na equipa principal, até antes de serem conhecidos, eles fazem um contrato do Benfica de cinco anos. O Benfica sabe como qualquer outro clube, que chegando ao terceiro ano de um contrato, se o jogador não renovar, a probabilidade do seu valor começar a descer é grande, porque ele pode sair a custo dele em breve. Portanto, nós temos que o vender no pico da sua valorização. E por isso é que eu digo que desse lado devem ser estas três épocas o momento ótimo para o fazer. Porque, quer se queira, quer não, há muito poucos jogadores no mundo que lhes foi paga a sua cláusula. E um deles não foi o João Félix. O último jogador português que pagaram a sua cláusula chama-se Luís Figo, que foi pago em pesetas pelo próprio depositado em conta. Isso é que significa ao clube não querer vender e ser acionada a sua cláusula, seja ela qual for. Porque a cláusula é uma vontade entre as duas partes. O Benfica não pode dizer que quer 500 milhões de cláusula, se outra pessoa não quiser acionar. Não há cláusula. E existe a boa regra entre pessoas de dizer que se a tua cláusula é de 50 milhões e se alguém trouxer 50 milhões eu considero aceito, que é diferente de pagar a cláusula. É um pormenor diferente de pagar a cláusula, porque pagar a cláusula implicava o clube para onde o jogador fosse a receber desse clube pagar impostos e o próprio jogador ir pagar a sua rescisão contratual e não é isso que acontece.

Mauro Xavier: Estou perfeitamente convencido se Marcos Leonardo e Neres já tivessem sido vendidos nessa altura do mercado, que Rui Costa não tinha vendido o João Neves

Acho que se o Benfica tiver um bocadinho de folga financeira e ser muito claro do ponto de vista estratégico ao dizer: meus caros, nós apostamos na vossa formação nós e não vamos deixar a não ser que seja pela cláusula efetiva, nós estamos bem financeiramente. Estou perfeitamente convencido se Marcos Leonardo e Neres já tivessem sido vendidos nessa altura do mercado, que Rui Costa não tinha vendido o João Neves. O problema é que o mercado pelas questões que sabemos arrancou muito tarde, ao arrancar muito tarde não foi um mercado que se mexeu com as propostas que se estavam à espera inclusivamente nesse momento e acho que se tomou uma decisão mais com a carteira do que com a cabeça e ficámos todos com o coração a chorar.

Acho que é isso que tem que haver com os tais princípios orientadores que obrigam a pensar no futuro mas, para os jogadores saberem que isso vai acontecer, o Benfica deve-lhes dar também um contrato assinado pelo Benfica a dizer que aceitam o seu regresso, desde que em boas condições físicas aprovadas pelo departamento clínico entre os 29 e 32 anos. Aquilo que estamos a dizer aos jogadores é aos 18, 19 e 20 anos estão no Clube, lutam pelo Clube, ganham pelo Clube, vão ganhar a vida durante 10 anos, podem regressar e queremos a experiência outra vez para um contrato de 3 ou 4 anos para o final. Porquê? Para em vez de aproveitamos 6 meses, passamos a aproveitar 6 anos. 3 no início, 3 à frente. Aproveitar o verdadeiro ouro que temos que é a Academia do Seixal, que muito bom resultado tem dado no passado

Volto a dizer isto só é possível se as despesas da operação do Benfica forem iguais às receitas da operação. Ou estão desbalançadas e obriga a ter que vender jogadores. Acho que temos que atacar muito rapidamente o primeiro ponto e depois mudar a estratégia para permitir que a venda dos jogadores seja para investir em infraestruturas.

G.E relativamente aos direitos televisivos, qual é o modelo que defende?

MX. Temos tido aqui uma vertente mais ou menos histórica. Antes de chegar aqui ao modelo dos direitos televisivos, gosto sempre de olharmos para trás, ou seja, o futebol em Portugal durante muito tempo era o feito em canal aberto, com base em receitas de publicidade. Os clubes começaram a não ter receitas e venderam a um player chamado Sport TV, que oportunamente viu que conseguia comprar aqui uns direitos televisivos bastante baratos, durante um período de tempo longo em troca de dinheiro imediatamente. Criou um monopólio, foi transmitido em canal pago, introduziu-se a componente de canal pago em Portugal e o Benfica foi a entidade que desbloqueou isso com a BTV. Nós chegamos a ter 300 mil subscritores, chegamos a transmitir a Liga Inglesa, entre outras. Foi aqui um bocadinho de história

Depois no momento em que a NOS e a MEO se separaram, houve uma corrida aos direitos, Há 10 anos atrás, as pessoas já não se lembram muito bem, mas apareceu um novo operador em Portugal e esse novo operador tentou comprar diretamente, depois perceberam todos que um tinha 6 jogos de um, 6 jogos de outro, que era mais fácil voltar a juntá-los de onde tinham sido originalmente, que era dentro da Sport TV, e depois tinham um produto da Benfica TV e transmiti-los na mesma versão paga. Isto é aqui um bocadinho de história para se perceber o que é que se chegou.

Só há uma entidade que tem interesse em comercializar direitos televisivos que são os operadores de comunicação. Se os operadores de comunicação tiverem um canal e agirem em monopólio, os direitos vão sempre cair. Portanto, o modelo que defendo é que em primeiro lugar a BTV, porque faltam dois anos para a centralização e depois a Liga TV, ou como se chame esse novo momento onde estão centralizados, possa estar disponível num único operador, mas em sinal aberto. Ou seja, é um canal de um operador não pago. E nesse concurso, que seria um concurso por 24 meses, que é o tempo da fidelização, o operador não poderia subir o preço daquele pacote. Portanto, vamos dizer hoje, os pacotes clássicos de 29,99 ou 34,99 seria o limite máximo. E quem quiser futebol, subscreve esse operador.

Quem não quiser futebol, vai para os outros operadores. Mas isto significa que estes operadores passariam a ter um impacto em ter o produto de futebol ou não ter o produto de futebol. E é sobre esse custo de aquisição dos clientes. Dar um exemplo aqui em Espanha, não há uma penetração de cabo como nós temos em Portugal. Nós em Portugal temos mais de 95% dos lares com cabo penetrado, com o triple play. Em Espanha este número não chega a 40. Portanto, os operadores financiam a novos clientes que não tenham cabo. Nós aqui, se queremos ganhar mais receitas, vamos ter que financiar, ou que o produto seja diferenciador, para clientar, trocar o operador de cabo pelo A ou pelo B. Se fizermos um leilão nessas condições, as receitas vão subir. Se não fizermos um leilão nessas condições, todos os outros modelos vão dar menos receitas do que aconteceu há 10 anos atrás, porque o de há 10 anos atrás foi entre concorrência, direto entre operadores. Portanto, se os operadores não concorrerem, todos têm interesse em que aquilo custe o mínimo possível. E depois não querem saber se há pirataria, não querem saber nada porque não perderam clientes, aquilo não é só um custo de operação que tem. E esse é o modelo que defendo. É o modelo de um leilão rápido entre os três operadores, BTV em canal aberto, não pago, combate à pirataria, depois cabe ao operador explora as receitas comercialmente, atrair mais clientes e explorar o espaço de publicidade.

G. Defende uma remodelação dos quadros competitivos?

MX. Acho essencial. Portugal tem perdido alguma competitividade na Europa. Temos visto que não estamos em condições de competir. Temos visto as lesões nos plantéis de todos. Nós não conseguimos ter plantéis muito grandes e muito densos com a mesma qualidade. Hoje fazemos 34 jogos, mais aquilo que é componente da Taça da Liga, mais Taça de Portugal. A Liga dos Campeões acabou de subir de 6 jogos para 8. Dar aqui o exemplo, a Liga dos Campeões já se reinventou 3 vezes, sendo que era um modelo tipo Taça de Portugal, depois modelo de grupos e agora um modelo de Liga. Tem 8 jogos na fase de grupos e o normal a acontecer nas equipas portuguesas é irem ao playoff. Portanto, não são 8, passam a 10. São mais 4 jogos do que tinham antes. Acho que é essencial reinventarmos isto. Mas também sei que nenhum clube vai votar para que haja menos clubes na Primeira Liga. Porque isso é contra a natura, é contra a senso. Ninguém vai votar contra ele próprio.

Mauro Xavier: Defendo adicionalmente o fim da Taça da Liga porque não é uma tradição portuguesa

E as televisões também não vão comprar menos minutos de transmissão televisiva. Também ninguém vai comprar menos do que o que tem. Aquilo que defendo é que a Primeira Liga passa a existir num modelo misto. 18 equipas na mesma, uma primeira volta do campeonato, ou um primeiro momento do campeonato, onde as 18 equipas jogam todas contra todas, mas não em casa e fora. Só a uma mão. São 17 jogos. Portanto, é equivalente à primeira volta do campeonato. Há um sorteio, umas vezes joga-se em casa, outras joga-se fora, mas não se joga com a mesma equipa em casa e fora. É só uma volta. 17 jogos. E depois, as oito melhores equipas, quem ficar classificado nos primeiros 8 jogos vai para um lado da tabela, quem ficar do nono ao 18º fica oito. Portanto, temos uma pole com 10 e uma pole com 8. Isto permite o quê? Que os oito primeiros classificados só façam 31 jogos, menos três do que o atual. O que é que ainda é de melhor deste ponto? É que passa por um lado a haver três Benfica - Sporting e três Benfica- Porto, porque depois a seguir têm a segunda volta a duas mãos. Portanto, são feitos mais que 14 jogos, ou seja, 17 da primeira volta e 14 da outra, que são sete de cada uma da mão. Permite-nos, quando estamos na Europa, poder rodar em Portugal e jogar na Europa, porque só precisam de ficar nos oito primeiros, depois volta a zero e depois uma segunda fase do campeonato, só com oito equipas para discutir o campeonato e com dez equipas para discutir quem é que não desce. Eu acho que isto permite muito mais competitividade e muito mais atratividade do ponto de vista de receitas e de mobilização e esse é um modelo que defendo e que acho que é muito importante juntar as pessoas porque melhora o produto, reduz o número de jogos e permite maior competitividade e, portanto, eu acho que consegue juntar todas ao mesmo tempo.

Defendo adicionalmente o fim da Taça da Liga porque não é uma tradição portuguesa e que a Supertaça passe a ser uma espécie de Final Four da Supertaça que o possa trazer dessa maneira porque eu acho que isso acrescentava muito valor ao produto num momento em que a pré-época precisa de jogos e não num momento em que na época em janeiro que estamos aterrados de jogos até cima.


Clube

Exclusivo Glorioso 1904 - Presidência do Benfica? Mauro Xavier responde: "Sou candidato a..."

Em conversa com o nosso Jornal, o gestor português abordou o ato eleitoral das águias e, ainda, falou sobre o apoio dada a Luís Filipe Vieira no passado

Em conversa com o Glorioso 1904, Mauro Xavier abordou a possibilidade de se candidatar à Presidência do Benfica
Em conversa com o Glorioso 1904, Mauro Xavier abordou a possibilidade de se candidatar à Presidência do Benfica

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Mauro Xavier é um dos nomes mais conhecidos do universo do Benfica e, com as eleições à Presidência em vista, em entrevista exclusiva ao Glorioso 1904, o Sócio das águias abordou a possibilidade de se juntar à corrida pela liderança do Clube. O gestor não fecha portas a essa hipótese, mas, também, não equaciona esse cenário, neste momento.


Glorioso 1904 (G). Já disse que, em condições normais, não será candidato nas próximas eleições. Um desastre desportivo no final da presente época faria avançar com a candidatura à Presidência?


Mauro Xavier (MX). Sou candidato a ir ao Marquês, que é uma coisa que gosto muito e enquanto for matematicamente possível não penso em sequer outro cenário. Deixo sempre estas duas mensagens, qualquer Benfiquista quer são vitórias e vitórias significa que ninguém se preocupa, com rigorosamente mais nada. Estamos em um momento de apoio inequívoco, faltam três provas para ganhar nesta época, o Campeonato, a Taça de Portugal e o Mundial de Clubes.


Só quero, e por isso é que o fiz propositadamente, contribuir com ideias para o Benfica que possam ser implementadas desde já por esta direção ou que possam ser usadas por qualquer outro candidato. Portanto, se equacionasse isso, não estaria a lançar um livro fora de tempo e fora de momento e sujeitar-me a fazerem-me esta pergunta todas as vezes e não ter muito mais para responder do que isto.

Mauro Xavier: Sou candidato a ir ao Marquês


A única coisa que disse no passado, e que repito, foi me perguntado se era uma porta que eu fechava. Ou seja, a pergunta começou de forma diferente. Perguntaram-me se eu me via a integrar alguma direção candidata ao Benfica. E eu disse, essa é uma porta que não fecho, que fecho totalmente. E a seguir perguntaram-me e se é candidato. E eu disse, essa porta é uma que eu não vou dizer que fecho.

Ficou esse soundbite, e esse soundbite depois transformou-se no resto, e, portanto, aproveitar para clarificar que ela vem de uma primeira pergunta, se eu me veria a integrar a alguma direção, e a resposta é não. Vejo-me a contribuir com ideias para o Benfica e a tentar defender o Benfica naquilo que acho que é o espaço mediático, que é nas redes sociais, que é nos medias, que é aí onde eu acho que posso aportar algum valor na defesa do Benfica e é isso que posso fazer.

Se algum dia sentisse que a minha experiência e o meu conhecimento pudessem aportar alguma coisa positiva ao Benfica, era uma porta que não fechava, simplesmente foi isso.

G. Se não avançar, em quem votaria, dos nomes que já vieram a público (Rui Costa, João Noronha Lopes, João Diogo Manteigas, Marco Galinha)?

MX. Costumo dizer que o voto é secreto, mas não vou fugir à pergunta. Eu gosto sempre de dizer quem apoio e quando vir os candidatos às equipas e os programas, direi quem apoio.

Também disse há pouco tempo é que me parece que há candidatos que não têm experiência profissional suficiente para gerir uma organização de 400 milhões. Portanto, isso deve ser uma avaliação. Mas, sendo o Benfica dos Sócios, somos nós livres de todos acharmos essa componente. Agora, dito isto, quando se apresentarem as suas equipas, apresentarem os seus programas, eu farei nota pública, portanto os Benfiquistas saberão quem é que eu apoiarei no próximo processo eleitoral e disso preciso primeiro, um, que estejam marcadas as eleições, dois, que haja pessoas a entregar candidaturas ratificadas pela mesa e então nesse momento será o momento de falarmos sobre isso.

G. Uma das críticas que lhe é feita foi o apoio que deu a Luís Filipe Vieira. Qual o balanço que faz da liderança do antigo Presidente do Benfica e como responde a essas críticas?

MX. Gosto mais de falar de futuro do que sobre passado, mas também já fiz questão de dizer que tenho tido o critério consciente e constante de apoiar e não apoiar presidentes e já votei mais vezes em não Luís Filipe Vieira do que em Luís Filipe Vieira, mas entendi que depois de se ganhar um tetra que nunca tínhamos ganho, e depois de uma Reconquista que tinha iniciado aquilo que eu chamo a primeira vez depois dos anos 70, ou seja, só nos anos 80 é que se ganhou mais na década de 2010, do nível local, que não vi ou que achei que seria a melhor eleição ou a melhor pessoa candidata naquela eleição. Agora, isso é passado. 

Mauro Xavier: Já votei mais vezes em não Luís Filipe Vieira do que em Luís Filipe Vieira

Essa decisão foi pública. Passaram, entretanto, cinco anos. Acho que passou muita água debaixo dessa ponte. Portanto, a mim preocupa mais o futuro do Benfica do que o passado do Benfica. Acho que é isso que interessa aos Benfiquistas, simplesmente contra isso. E, portanto, não tenho mais nada a acrescentar. Lá está um caso em que os meus votos ou as minhas exposições são públicas. Felizmente ou infelizmente, não fui o único a tomar essa decisão. Houve mais Benfiquistas que entenderam que esse era o melhor projeto e foi esse que seguiu. O que se passou não é bom para o Benfica e espero que se clarifique rapidamente na Justiça o que houver para clarificar sobre esse assunto.

G. Qual o balanço que faz da Presidência de Rui Costa?

MX. Consegui escrever um livro de quase 200 páginas sem fazer uma única crítica a ninguém, nem a quem está na liderança, nem a quem está a ser candidato. E, portanto, vou manter exatamente a mesma coisa, que é, sou daqueles que gostam mais de falar do que está bem no Benfica versus do que está menos bem no Benfica. Se há coisas menos bem no Benfica ou podem ser melhores, há. Mas há uma coisa que me envaidece que é falar do que está bem no meu Clube e não de estar a fazer críticas do meu Clube. Eu gosto mais de fazer propostas pela positiva independentemente de quem as executa. Portanto, foi isso que tentei fazer.

Não quero de maneira nenhuma no momento em que estamos a lutar por 39 tecer qualquer palavra sobre o que quer que seja, que não um apoio incondicional. Como disse, haverá um momento para balanços, este não é um momento de balanços. Acho que vamos ter todos, durante a campanha eleitoral, oportunidade de fazer balanços. Mas acho que falar fora das campanhas eleitorais deve ser com propostas positivas.

Mauro Xavier: Sou daqueles que gostam mais de falar do que está bem no Benfica versus do que está menos bem no Benfica


Clube

Funcionário do Benfica dá que falar e não é pelos melhores motivos (Vídeo)

Paulo Magalhães, chefe de segurança do Clube das águias, envolveu-se em confrontos físicos com um grupo de jovens, junto a uma escola

Funcionário do Sport Lisboa e Benfica envolveu-se numa troca de agressões com jovens, junto a uma escola
Funcionário do Sport Lisboa e Benfica envolveu-se numa troca de agressões com jovens, junto a uma escola

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Na passada segunda-feira, Paulo Magalhães, chefe de segurança do Clube da Luz, foi filmado a agredir jovens à porta de um estabelecimento de ensino em Alcabideche, Cascais. As imagens, que circulam nas redes sociais, mostram o responsável a desferir murros em dois jovens numa paragem de autocarro, levando ambos a cair inconscientes no local.


Paulo Magalhães não estava sozinho no momento do confronto. Acompanhado por outros seguranças ligados ao Benfica, envolveu-se fisicamente com um grupo de jovens que, segundo informações apuradas, fariam parte de um gangue conhecido na região. Estes jovens teriam sido responsáveis por vários atos de violência e bullying contra alunos da escola, incluindo o filho do chefe de segurança das águias. Entre os incidentes relatados, constam agressões e o roubo de um casaco e de um telemóvel.


Antes da cena de agressão registada em vídeo, Paulo Magalhães alega ter sido atacado pelos mesmos jovens. Segundo o próprio, um dos elementos do grupo agrediu-o com uma barra de ferro no peito, um incidente que motivou a sua reação violenta. Diante da gravidade da situação, o chefe de segurança do Clube da Luz apresentou queixa à PSP contra os jovens envolvidos.


O caso tem gerado ampla discussão pública e divide opiniões. De um lado, alguns defendem Paulo Magalhães, justificando a sua reação como uma tentativa de proteger o filho e de combater a criminalidade na zona escolar. Por outro, há quem critique a violência utilizada, alegando que um profissional de segurança deve recorrer às autoridades competentes em vez de se envolver em confrontos físicos.

A PSP está a investigar o caso e a recolher depoimentos para esclarecer as circunstâncias do incidente. Até ao momento, não há informação sobre possíveis medidas disciplinares contra Paulo Magalhães ou sobre eventuais consequências legais para os jovens envolvidos. O Benfica, por sua vez, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.


Confira aqui o vídeo:


Clube

Oficial: Rui Costa vê peça-chave trocar o Benfica pela Arábia Saudita

Informação sobre a saída foi confirmada esta quinta-feira, 3 de abril, pelo Clube vermelho e branco, através de um comunicado

Está confirmado: Rui Costa vê peça-chave trocar o Sport Lisboa e Benfica pela Arábia Saudita. Clube da Luz emitiu um comunicado
Está confirmado: Rui Costa vê peça-chave trocar o Sport Lisboa e Benfica pela Arábia Saudita. Clube da Luz emitiu um comunicado

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É oficial: Rodrigo Magalhães, diretor técnico da formação do Benfica, vai deixar a Luz para rumar à Arábia Saudita. A informação foi partilhada ao início da tarde pelo Clube da Luz, através de um comunicado, onde dá conta da saída no final da temporada.


"Rodrigo Magalhães, diretor técnico do Futebol de Formação do Benfica, vai deixar o Clube no final da temporada 2024/25, abraçando um novo desafio profissional na Arábia Saudita na próxima estação. Até junho, mantém todas as responsabilidades na coordenação, preparando a transição para um novo ciclo no Benfica Campus", pode-se ler na nota partilhada pelo Clube da Luz.


Depois de vários rumores sobre uma possível saída, Rodrigo Magalhães acabou por explicar, em declarações à BTV, os motivos que o levaram a abraçar o novo desafio: "Motivou' e 'deixar' são palavras muito fortes, são palavras pesadas, estamos a falar de uma história com 20 anos de existência. Começou no campo pelado dos Pupilos do Exército, no campo sintético do Estádio da Luz, em que andava literalmente com a casa às costas, até hoje sermos uma referência mundial no que diz respeito ao Futebol de Formação. Portanto, acho que há uma página que está escrita, que está vinculada entre o Benfica e a minha pessoa. É extremamente difícil olhar dessa forma, porque eu acho que farei sempre parte da história do Benfica, e o Benfica fará sempre parte também da minha história de vida".


"O que me levou a não continuar no Sport Lisboa e Benfica para a próxima época acaba por ser uma conjuntura que faz emergir uma oportunidade muito diferenciada, uma oportunidade que me vai permitir estar na construção de uma academia de raiz, que se espera ser uma academia de referência no país de implementação [Arábia Saudita], que irá organizar o Mundial de 2034", disse ainda.

Em jeito de agradecimento, o diretor técnico da formação do Benfica acabou por deixar uma palavra aa Rui Costa: "Mobilizam os meios para que nós possamos operacionalizar a nossa missão, alicerçada naquilo que é a visão do Futebol de Formação. Como tal, o Benfica são as pessoas e, portanto, tenho de deixar um agradecimento aos jogadores, o nosso bem mais precioso, aos encarregados de educação, a todos os treinadores, a todo o staff, e obviamente aqui é muito difícil poder falar dos técnicos de equipamentos, falar dos psicólogos, falar dos nutricionistas, do departamento médico, dos fisiologistas, etc. O Benfica são as pessoas".


Confira as declarações de Rodrigo Magalhães:


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Clássico já se joga fora de campo! Porto volta a atacar Benfica: "O presidente..."
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