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Clube
04 Abr 2025 | 13:00 |
Mauro Xavier é um dos nomes mais conhecidos do universo do Benfica e, com as eleições à Presidência em vista, em entrevista exclusiva ao Glorioso 1904, o Sócio das águias abordou a possibilidade de se juntar à corrida pela liderança do Clube. O gestor não fecha portas a essa hipótese, mas, também, não equaciona esse cenário, neste momento.
Glorioso 1904 (G). Já disse que, em condições normais, não será candidato nas próximas eleições. Um desastre desportivo no final da presente época faria avançar com a candidatura à Presidência?
Mauro Xavier (MX). Sou candidato a ir ao Marquês, que é uma coisa que gosto muito e enquanto for matematicamente possível não penso em sequer outro cenário. Deixo sempre estas duas mensagens, qualquer Benfiquista quer são vitórias e vitórias significa que ninguém se preocupa, com rigorosamente mais nada. Estamos em um momento de apoio inequívoco, faltam três provas para ganhar nesta época, o Campeonato, a Taça de Portugal e o Mundial de Clubes.
Só quero, e por isso é que o fiz propositadamente, contribuir com ideias para o Benfica que possam ser implementadas desde já por esta direção ou que possam ser usadas por qualquer outro candidato. Portanto, se equacionasse isso, não estaria a lançar um livro fora de tempo e fora de momento e sujeitar-me a fazerem-me esta pergunta todas as vezes e não ter muito mais para responder do que isto.
Mauro Xavier: Sou candidato a ir ao Marquês
A única coisa que disse no passado, e que repito, foi me perguntado se era uma porta que eu fechava. Ou seja, a pergunta começou de forma diferente. Perguntaram-me se eu me via a integrar alguma direção candidata ao Benfica. E eu disse, essa é uma porta que não fecho, que fecho totalmente. E a seguir perguntaram-me e se é candidato. E eu disse, essa porta é uma que eu não vou dizer que fecho.
Ficou esse soundbite, e esse soundbite depois transformou-se no resto, e, portanto, aproveitar para clarificar que ela vem de uma primeira pergunta, se eu me veria a integrar a alguma direção, e a resposta é não. Vejo-me a contribuir com ideias para o Benfica e a tentar defender o Benfica naquilo que acho que é o espaço mediático, que é nas redes sociais, que é nos medias, que é aí onde eu acho que posso aportar algum valor na defesa do Benfica e é isso que posso fazer.
Se algum dia sentisse que a minha experiência e o meu conhecimento pudessem aportar alguma coisa positiva ao Benfica, era uma porta que não fechava, simplesmente foi isso.
G. Se não avançar, em quem votaria, dos nomes que já vieram a público (Rui Costa, João Noronha Lopes, João Diogo Manteigas, Marco Galinha)?
MX. Costumo dizer que o voto é secreto, mas não vou fugir à pergunta. Eu gosto sempre de dizer quem apoio e quando vir os candidatos às equipas e os programas, direi quem apoio.
Também disse há pouco tempo é que me parece que há candidatos que não têm experiência profissional suficiente para gerir uma organização de 400 milhões. Portanto, isso deve ser uma avaliação. Mas, sendo o Benfica dos Sócios, somos nós livres de todos acharmos essa componente. Agora, dito isto, quando se apresentarem as suas equipas, apresentarem os seus programas, eu farei nota pública, portanto os Benfiquistas saberão quem é que eu apoiarei no próximo processo eleitoral e disso preciso primeiro, um, que estejam marcadas as eleições, dois, que haja pessoas a entregar candidaturas ratificadas pela mesa e então nesse momento será o momento de falarmos sobre isso.
G. Uma das críticas que lhe é feita foi o apoio que deu a Luís Filipe Vieira. Qual o balanço que faz da liderança do antigo Presidente do Benfica e como responde a essas críticas?
MX. Gosto mais de falar de futuro do que sobre passado, mas também já fiz questão de dizer que tenho tido o critério consciente e constante de apoiar e não apoiar presidentes e já votei mais vezes em não Luís Filipe Vieira do que em Luís Filipe Vieira, mas entendi que depois de se ganhar um tetra que nunca tínhamos ganho, e depois de uma Reconquista que tinha iniciado aquilo que eu chamo a primeira vez depois dos anos 70, ou seja, só nos anos 80 é que se ganhou mais na década de 2010, do nível local, que não vi ou que achei que seria a melhor eleição ou a melhor pessoa candidata naquela eleição. Agora, isso é passado.
Mauro Xavier: Já votei mais vezes em não Luís Filipe Vieira do que em Luís Filipe Vieira
Essa decisão foi pública. Passaram, entretanto, cinco anos. Acho que passou muita água debaixo dessa ponte. Portanto, a mim preocupa mais o futuro do Benfica do que o passado do Benfica. Acho que é isso que interessa aos Benfiquistas, simplesmente contra isso. E, portanto, não tenho mais nada a acrescentar. Lá está um caso em que os meus votos ou as minhas exposições são públicas. Felizmente ou infelizmente, não fui o único a tomar essa decisão. Houve mais Benfiquistas que entenderam que esse era o melhor projeto e foi esse que seguiu. O que se passou não é bom para o Benfica e espero que se clarifique rapidamente na Justiça o que houver para clarificar sobre esse assunto.
G. Qual o balanço que faz da Presidência de Rui Costa?
MX. Consegui escrever um livro de quase 200 páginas sem fazer uma única crítica a ninguém, nem a quem está na liderança, nem a quem está a ser candidato. E, portanto, vou manter exatamente a mesma coisa, que é, sou daqueles que gostam mais de falar do que está bem no Benfica versus do que está menos bem no Benfica. Se há coisas menos bem no Benfica ou podem ser melhores, há. Mas há uma coisa que me envaidece que é falar do que está bem no meu Clube e não de estar a fazer críticas do meu Clube. Eu gosto mais de fazer propostas pela positiva independentemente de quem as executa. Portanto, foi isso que tentei fazer.
Não quero de maneira nenhuma no momento em que estamos a lutar por 39 tecer qualquer palavra sobre o que quer que seja, que não um apoio incondicional. Como disse, haverá um momento para balanços, este não é um momento de balanços. Acho que vamos ter todos, durante a campanha eleitoral, oportunidade de fazer balanços. Mas acho que falar fora das campanhas eleitorais deve ser com propostas positivas.
Mauro Xavier: Sou daqueles que gostam mais de falar do que está bem no Benfica versus do que está menos bem no Benfica
Comissão divulgou novas informações relativas a tentativa de aquisição de 16,38% da SAD benfiquista por grupo norte-americano
18 Jun 2026 | 11:28 |
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) divulgou esta quarta-feira nova informação relativa ao processo de tentativa de alienação de 16,38% do capital da Benfica SAD, detido pelo acionista José António dos Santos.
Segundo a informação tornada pública, a sociedade desportiva encarnada foi notificada da não concretização da venda das ações, numa operação que acabou por não avançar após a recusa do clube em aceitar o negócio, alegadamente devido a interesses do comprador noutro emblema desportivo.
No comunicado enviado, a Benfica SAD esclarece ter recebido a participação qualificada de José António dos Santos e do Grupo Valouro, na qual é confirmada a não concretização da transmissão de 3.767.400 ações da categoria B, correspondentes a 16,38% do capital social e dos direitos de voto da sociedade. De acordo com o documento, a operação previa a venda das ações detidas por José António dos Santos e pelo Grupo Valouro, mas acabou por não se realizar.
O comunicado explica que a entidade compradora, ENTREPRENEUR EQUITY PARTNERS SPV V, LLC, informou que não se verificou a condição precedente relativa à aprovação prévia da operação pela assembleia geral da Benfica SAD.
Dessa forma, e nos termos do contrato estabelecido, a aquisição das ações não se concretiza, não havendo lugar à transferência das participações anteriormente anunciadas. Com o incumprimento da condição exigida, a tentativa de aquisição fica sem efeito, mantendo-se inalterada a estrutura acionista da Benfica SAD neste processo.
Encarnados lançaram comunicado onde confirmam que a venda de 16,38% da SAD por parte de João António dos Santos para fundo Americano foi bloqueada
17 Jun 2026 | 11:37 |
O Benfica confirmou que não avançará com a entrada do fundo norte-americano Entrepreneurial Equity Partners (EEP) no capital da SAD encarnada. A decisão foi anunciada através de um comunicado oficial, no qual o Clube da Luz esclarece os motivos que levaram ao fim das negociações relativas à aquisição da participação de 16,38% detida por José António dos Santos, empresário conhecido como o "Rei dos Frangos".
Segundo a nota divulgada pelos encarnados, durante o período previsto no pré-acordo celebrado entre o EEP, o Grupo Valouro e José António dos Santos, decorreram várias reuniões e trocas de informação entre as partes. No entanto, a análise ao projeto de crescimento do fundo norte-americano levou à conclusão de que poderiam existir incompatibilidades com os princípios estatutários da Benfica SAD.
De acordo com o Benfica, o facto de o EEP pretender investir em participações minoritárias noutros clubes europeus poderia colidir com normas de não concorrência previstas nos Estatutos da sociedade encarnada. Face a esse enquadramento, Benfica e EEP chegaram a um entendimento comum para não prosseguir com a operação. “Para proteção da Benfica SAD e também do EEP, foi consensual a decisão de não entrar no capital da Benfica SAD”, pode ler-se no comunicado divulgado pelos encarnados.
Apesar deste desfecho, José António dos Santos mantém a intenção de alienar a sua participação na SAD benfiquista. Em declarações ao Negócios, o empresário mostrou-se tranquilo relativamente ao futuro da operação e acredita que continuarão a surgir interessados na aquisição das ações.
“Não tenho dúvidas nenhumas de que há mais pessoas interessadas”, afirmou o empresário, pouco depois de ter sido conhecida a decisão que inviabilizou a entrada do fundo norte-americano. Assim, a participação de 16,38% detida por José António dos Santos permanece disponível no mercado, mantendo-se em aberto a possibilidade de surgirem novos investidores interessados numa posição relevante no capital da Benfica SAD.
Operação tinha sido acordada entre todas as partes, mas acabou por ser esbarrada na oposição da estrutura do emblema encarnado
16 Jun 2026 | 15:43 |
O Benfica decidiu impedir a venda da participação de 16,38% da SAD detida por José António dos Santos, empresário conhecido como "Rei dos Frangos", ao fundo norte-americano Entrepreneur Equity Partner. A operação tinha sido acordada entre as partes, mas acabou por esbarrar na oposição da estrutura encarnada.
Segundo informações avançadas pela Bloomberg, o Clube da Luz justificou a decisão com uma cláusula dos estatutos relacionada com situações de concorrência e potenciais conflitos de interesse. Em causa está o facto de o fundo liderado por Tim Leiweke ter investimentos noutras sociedades desportivas europeias.
A principal preocupação do Benfica prende-se com a ligação do grupo ao Venezia, clube italiano do qual o fundo é o principal acionista. Na ótica dos responsáveis encarnados, essa relação inviabiliza a entrada do investidor no capital da SAD benfiquista.
O acordo para a aquisição da posição de José António dos Santos tinha sido tornado público em abril e, segundo informações conhecidas, o valor da transação rondava os 12 euros por ação. A decisão de bloquear o negócio já terá sido comunicada tanto aos representantes do fundo norte-americano como ao empresário português. Também Fernando Tavares se havia pronunciado sobre o tema.
Esta não é a primeira vez que o Benfica recorre aos seus estatutos para impedir a entrada de investidores estrangeiros na SAD. Em 2021, os encarnados já tinham utilizado um mecanismo semelhante para travar a entrada de John Textor no capital da sociedade. Ainda assim, a Bloomberg refere que as partes poderão continuar a dialogar, uma vez que o fundo norte-americano não pretende assumir qualquer papel na gestão da SAD, o que deixa margem para novas negociações.