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Mauro Xavier é um dos nomes mais conhecidos do universo do Benfica e, com as eleições à Presidência em vista, em entrevista exclusiva ao Glorioso 1904, o Sócio das águias abordou a possibilidade de se juntar à corrida pela liderança do Clube. O gestor não fecha portas a essa hipótese, mas, também, não equaciona esse cenário, neste momento.
Glorioso 1904 (G). Já disse que, em condições normais, não será candidato nas próximas eleições. Um desastre desportivo no final da presente época faria avançar com a candidatura à Presidência?
Mauro Xavier (MX). Sou candidato a ir ao Marquês, que é uma coisa que gosto muito e enquanto for matematicamente possível não penso em sequer outro cenário. Deixo sempre estas duas mensagens, qualquer Benfiquista quer são vitórias e vitórias significa que ninguém se preocupa, com rigorosamente mais nada. Estamos em um momento de apoio inequívoco, faltam três provas para ganhar nesta época, o Campeonato, a Taça de Portugal e o Mundial de Clubes.
Só quero, e por isso é que o fiz propositadamente, contribuir com ideias para o Benfica que possam ser implementadas desde já por esta direção ou que possam ser usadas por qualquer outro candidato. Portanto, se equacionasse isso, não estaria a lançar um livro fora de tempo e fora de momento e sujeitar-me a fazerem-me esta pergunta todas as vezes e não ter muito mais para responder do que isto.
Mauro Xavier: Sou candidato a ir ao Marquês
A única coisa que disse no passado, e que repito, foi me perguntado se era uma porta que eu fechava. Ou seja, a pergunta começou de forma diferente. Perguntaram-me se eu me via a integrar alguma direção candidata ao Benfica. E eu disse, essa é uma porta que não fecho, que fecho totalmente. E a seguir perguntaram-me e se é candidato. E eu disse, essa porta é uma que eu não vou dizer que fecho.
Ficou esse soundbite, e esse soundbite depois transformou-se no resto, e, portanto, aproveitar para clarificar que ela vem de uma primeira pergunta, se eu me veria a integrar a alguma direção, e a resposta é não. Vejo-me a contribuir com ideias para o Benfica e a tentar defender o Benfica naquilo que acho que é o espaço mediático, que é nas redes sociais, que é nos medias, que é aí onde eu acho que posso aportar algum valor na defesa do Benfica e é isso que posso fazer.
Se algum dia sentisse que a minha experiência e o meu conhecimento pudessem aportar alguma coisa positiva ao Benfica, era uma porta que não fechava, simplesmente foi isso.
G. Se não avançar, em quem votaria, dos nomes que já vieram a público (Rui Costa, João Noronha Lopes, João Diogo Manteigas, Marco Galinha)?
MX. Costumo dizer que o voto é secreto, mas não vou fugir à pergunta. Eu gosto sempre de dizer quem apoio e quando vir os candidatos às equipas e os programas, direi quem apoio.
Também disse há pouco tempo é que me parece que há candidatos que não têm experiência profissional suficiente para gerir uma organização de 400 milhões. Portanto, isso deve ser uma avaliação. Mas, sendo o Benfica dos Sócios, somos nós livres de todos acharmos essa componente. Agora, dito isto, quando se apresentarem as suas equipas, apresentarem os seus programas, eu farei nota pública, portanto os Benfiquistas saberão quem é que eu apoiarei no próximo processo eleitoral e disso preciso primeiro, um, que estejam marcadas as eleições, dois, que haja pessoas a entregar candidaturas ratificadas pela mesa e então nesse momento será o momento de falarmos sobre isso.
G. Uma das críticas que lhe é feita foi o apoio que deu a Luís Filipe Vieira. Qual o balanço que faz da liderança do antigo Presidente do Benfica e como responde a essas críticas?
MX. Gosto mais de falar de futuro do que sobre passado, mas também já fiz questão de dizer que tenho tido o critério consciente e constante de apoiar e não apoiar presidentes e já votei mais vezes em não Luís Filipe Vieira do que em Luís Filipe Vieira, mas entendi que depois de se ganhar um tetra que nunca tínhamos ganho, e depois de uma Reconquista que tinha iniciado aquilo que eu chamo a primeira vez depois dos anos 70, ou seja, só nos anos 80 é que se ganhou mais na década de 2010, do nível local, que não vi ou que achei que seria a melhor eleição ou a melhor pessoa candidata naquela eleição. Agora, isso é passado.
Mauro Xavier: Já votei mais vezes em não Luís Filipe Vieira do que em Luís Filipe Vieira
Essa decisão foi pública. Passaram, entretanto, cinco anos. Acho que passou muita água debaixo dessa ponte. Portanto, a mim preocupa mais o futuro do Benfica do que o passado do Benfica. Acho que é isso que interessa aos Benfiquistas, simplesmente contra isso. E, portanto, não tenho mais nada a acrescentar. Lá está um caso em que os meus votos ou as minhas exposições são públicas. Felizmente ou infelizmente, não fui o único a tomar essa decisão. Houve mais Benfiquistas que entenderam que esse era o melhor projeto e foi esse que seguiu. O que se passou não é bom para o Benfica e espero que se clarifique rapidamente na Justiça o que houver para clarificar sobre esse assunto.
G. Qual o balanço que faz da Presidência de Rui Costa?
MX. Consegui escrever um livro de quase 200 páginas sem fazer uma única crítica a ninguém, nem a quem está na liderança, nem a quem está a ser candidato. E, portanto, vou manter exatamente a mesma coisa, que é, sou daqueles que gostam mais de falar do que está bem no Benfica versus do que está menos bem no Benfica. Se há coisas menos bem no Benfica ou podem ser melhores, há. Mas há uma coisa que me envaidece que é falar do que está bem no meu Clube e não de estar a fazer críticas do meu Clube. Eu gosto mais de fazer propostas pela positiva independentemente de quem as executa. Portanto, foi isso que tentei fazer.
Não quero de maneira nenhuma no momento em que estamos a lutar por 39 tecer qualquer palavra sobre o que quer que seja, que não um apoio incondicional. Como disse, haverá um momento para balanços, este não é um momento de balanços. Acho que vamos ter todos, durante a campanha eleitoral, oportunidade de fazer balanços. Mas acho que falar fora das campanhas eleitorais deve ser com propostas positivas.
Mauro Xavier: Sou daqueles que gostam mais de falar do que está bem no Benfica versus do que está menos bem no Benfica
Paulo Magalhães, chefe de segurança do Clube das águias, envolveu-se em confrontos físicos com um grupo de jovens, junto a uma escola
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Na passada segunda-feira, Paulo Magalhães, chefe de segurança do Clube da Luz, foi filmado a agredir jovens à porta de um estabelecimento de ensino em Alcabideche, Cascais. As imagens, que circulam nas redes sociais, mostram o responsável a desferir murros em dois jovens numa paragem de autocarro, levando ambos a cair inconscientes no local.
Paulo Magalhães não estava sozinho no momento do confronto. Acompanhado por outros seguranças ligados ao Benfica, envolveu-se fisicamente com um grupo de jovens que, segundo informações apuradas, fariam parte de um gangue conhecido na região. Estes jovens teriam sido responsáveis por vários atos de violência e bullying contra alunos da escola, incluindo o filho do chefe de segurança das águias. Entre os incidentes relatados, constam agressões e o roubo de um casaco e de um telemóvel.
Antes da cena de agressão registada em vídeo, Paulo Magalhães alega ter sido atacado pelos mesmos jovens. Segundo o próprio, um dos elementos do grupo agrediu-o com uma barra de ferro no peito, um incidente que motivou a sua reação violenta. Diante da gravidade da situação, o chefe de segurança do Clube da Luz apresentou queixa à PSP contra os jovens envolvidos.
O caso tem gerado ampla discussão pública e divide opiniões. De um lado, alguns defendem Paulo Magalhães, justificando a sua reação como uma tentativa de proteger o filho e de combater a criminalidade na zona escolar. Por outro, há quem critique a violência utilizada, alegando que um profissional de segurança deve recorrer às autoridades competentes em vez de se envolver em confrontos físicos.
A PSP está a investigar o caso e a recolher depoimentos para esclarecer as circunstâncias do incidente. Até ao momento, não há informação sobre possíveis medidas disciplinares contra Paulo Magalhães ou sobre eventuais consequências legais para os jovens envolvidos. O Benfica, por sua vez, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.
Confira aqui o vídeo:
Informação sobre a saída foi confirmada esta quinta-feira, 3 de abril, pelo Clube vermelho e branco, através de um comunicado
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É oficial: Rodrigo Magalhães, diretor técnico da formação do Benfica, vai deixar a Luz para rumar à Arábia Saudita. A informação foi partilhada ao início da tarde pelo Clube da Luz, através de um comunicado, onde dá conta da saída no final da temporada.
"Rodrigo Magalhães, diretor técnico do Futebol de Formação do Benfica, vai deixar o Clube no final da temporada 2024/25, abraçando um novo desafio profissional na Arábia Saudita na próxima estação. Até junho, mantém todas as responsabilidades na coordenação, preparando a transição para um novo ciclo no Benfica Campus", pode-se ler na nota partilhada pelo Clube da Luz.
Depois de vários rumores sobre uma possível saída, Rodrigo Magalhães acabou por explicar, em declarações à BTV, os motivos que o levaram a abraçar o novo desafio: "Motivou' e 'deixar' são palavras muito fortes, são palavras pesadas, estamos a falar de uma história com 20 anos de existência. Começou no campo pelado dos Pupilos do Exército, no campo sintético do Estádio da Luz, em que andava literalmente com a casa às costas, até hoje sermos uma referência mundial no que diz respeito ao Futebol de Formação. Portanto, acho que há uma página que está escrita, que está vinculada entre o Benfica e a minha pessoa. É extremamente difícil olhar dessa forma, porque eu acho que farei sempre parte da história do Benfica, e o Benfica fará sempre parte também da minha história de vida".
"O que me levou a não continuar no Sport Lisboa e Benfica para a próxima época acaba por ser uma conjuntura que faz emergir uma oportunidade muito diferenciada, uma oportunidade que me vai permitir estar na construção de uma academia de raiz, que se espera ser uma academia de referência no país de implementação [Arábia Saudita], que irá organizar o Mundial de 2034", disse ainda.
Em jeito de agradecimento, o diretor técnico da formação do Benfica acabou por deixar uma palavra aa Rui Costa: "Mobilizam os meios para que nós possamos operacionalizar a nossa missão, alicerçada naquilo que é a visão do Futebol de Formação. Como tal, o Benfica são as pessoas e, portanto, tenho de deixar um agradecimento aos jogadores, o nosso bem mais precioso, aos encarregados de educação, a todos os treinadores, a todo o staff, e obviamente aqui é muito difícil poder falar dos técnicos de equipamentos, falar dos psicólogos, falar dos nutricionistas, do departamento médico, dos fisiologistas, etc. O Benfica são as pessoas".
Confira as declarações de Rodrigo Magalhães:
Guerra dos comunicados continua ao rubro e depois da nota emitida pelos encarnados foi a vez dos azuis e brancos responderem
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A guerra dos comunicados está mesmo aberta. Depois do Benfica ter respondido ao Porto, lamentando as "alegações infundadas" dos dragões, agora foi a vez do emblema azul e branco emitir uma nova nota oficial, garantindo ter subscrito apenas a candidatura de José Gomes Mendes à presidência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.
"O presidente do Benfica pode fazer negócios com quem entender e quando entender"
"O FC Porto subscreveu uma só candidatura, posição essa que foi pública e oportunamente comunicada aos clubes da I e II Ligas", começaram por escrever os azuis e brancos na nota emitida na passada quarta-feira, esclarecendo o comunicado dos encarnados.
"O FC Porto não emitiu qualquer juízo sobre a legitimidade dos negócios celebrados entre o presidente do Benfica e Reinaldo Teixeira. O presidente do Benfica pode fazer negócios com quem entender e quando entender", destacou a estrutura presidida por André Villas-Boas.
"O FC Porto pretende ver esclarecido se Reinaldo Teixeira está ou esteve em situação de incompatibilidade e/ou conflito de interesses no contexto da sua atividade enquanto coordenador dos delegados, se cumpriu com as suas obrigações de reporte dos negócios mantidos com o presidente de algum clube ou com representantes de outras SAD, e se reúne as condições de idoneidade, credibilidade e independência para concorrer à presidência da LPFP e para exercer livremente as suas funções sem limitações ou ónus", frisaram os dragões.
"O FC Porto pretende ver esclarecido se Reinaldo Teixeira está ou esteve em situação de incompatibilidade e/ou conflito de interesses no contexto da sua atividade enquanto coordenador dos delegados"
"O FC Porto reitera, assim, o pedido para que sejam prestados todos os esclarecimentos necessários quanto às questões levantadas e para que a LPFP se pronuncie, com caráter de urgência, quanto ao cumprimento das obrigações por parte de Reinaldo Teixeira", terminou o emblema azul e branco.
Recorde-se que, numa primeira instância, o emblema de André Villas Boas 'atacou' o Presidente das águias, face a alegados negócios do dirigente máximo dos encarnados com um dos candidatos à presidência da Liga, negados posteriormente pelo Glorioso.