Receba as principais notícias do Glorioso 1904 no seu WhatsApp!
Futebol
13 Jun 2026 | 17:14 |
João Gabriel voltou a pronunciar-se sobre a atualidade do Benfica e não poupou críticas à liderança de Rui Costa. O antigo diretor de comunicação dos encarnados analisou a chegada de Marco Silva ao comando técnico da equipa principal, deixando ainda revelações sobre os bastidores da SAD benfiquista. Apesar dos elogios, João Gabriel divulgou que Rui Costa não queria continuar com Mourinho.
J. Gabriel: "Há muito tempo que Rui Costa não queria Mourinho"
"Rui Costa assumiu que Marco Silva não era a primeira escolha. É verdade, e isso em nada diminui o currículo de Marco Silva. O que Rui Costa não disse é que a primeira opção foi Ruben Amorim, e não José Mourinho. Há muito tempo que Rui Costa não queria Mourinho. O Real Madrid foi uma bênção", escreveu, num artigo publicado no Linkedin.
O antigo dirigente aproveitou ainda para alertar para a instabilidade vivida no banco do Benfica nos últimos anos. "O Benfica vai para o sexto treinador em apenas cinco anos", recordou, deixando implícita a preocupação com a falta de continuidade nos projetos desportivos do Clube.
J. Gabriel: "Marco Silva não precisa de apresentações nem de campanhas de marketing para justificar a escolha"
Ainda sobre Marco Silva, João Gabriel considerou que o técnico merece condições para trabalhar e deixou um apelo à estrutura encarnada. "Marco Silva não precisa de apresentações nem de campanhas de marketing para justificar a escolha. É um bom treinador. Merece tempo e merece condições. Espera-se que tenha o apoio e uma estrutura competente e capaz à sua volta, algo de que os seus antecessores não tiveram", pode ler-se.
A fechar, o consultor de comunicação dirigiu também críticas ao departamento de comunicação do Benfica. "Já agora, se o diretor de comunicação puder fazer prova de vida durante toda a época, e não apenas de ano a ano na apresentação dos novos treinadores, isso também ajudará", atirou.
Treinador teve passagens por clubes periféricos ao redor da Europa e, além do Fulham, teve dificuldade para se afirmar numa equipa
13 Jun 2026 | 17:13 |
A carreira de Marco Silva, novo treinador do Benfica tem sido marcada por altos e baixos. O técnico iniciou funções como diretor desportivo do Estoril em 2011/12. No entanto, a passagem pelos escritórios durou pouco tempo. O técnico rapidamente assumiu o comando da equipa principal e protagonizou uma das fases mais marcantes da história do clube da Linha.
Logo na primeira temporada conquistou o título da Liga 2, garantindo a subida ao principal escalão do futebol português. Nos dois anos seguintes, levou os canarinhos ao quinto e ao quarto lugar da Liga, assegurando inéditas qualificações para as competições europeias e as melhores classificações de sempre do Estoril.
O trabalho realizado na Amoreira abriu-lhe as portas do Sporting. Apesar da relação conturbada com o então presidente Bruno de Carvalho, Marco Silva conseguiu conquistar a Taça de Portugal ao serviço dos leões. Nem o triunfo na prova rainha evitou o desfecho polémico da ligação entre ambas as partes. O treinador foi alvo de um processo disciplinar relacionado com a utilização de vestuário num encontro da Taça de Portugal e acabou despedido com justa causa, colocando um ponto final na sua passagem por Alvalade.
A resposta surgiu rapidamente. Em 2015/16 assumiu o comando do Olympiacos e conduziu o emblema grego à conquista do campeonato nacional. A aventura em Atenas durou apenas uma época, mas foi suficiente para reforçar a sua reputação no panorama europeu. Seguiu-se o salto para Inglaterra. Marco Silva passou pelo Hull City, onde não conseguiu evitar a descida de divisão, mas o trabalho realizado valeu-lhe novas oportunidades na Premier League.
Depois de experiências ao serviço de Watford e Everton, encontrou estabilidade no Fulham. Chegou ao clube londrino quando este militava no Championship e conduziu-o imediatamente ao título e à promoção. Nas quatro temporadas seguintes consolidou os cottagers na Premier League, alcançando classificações tranquilas e valorizando diversos jogadores, trabalho que lhe valeu reconhecimento dentro e fora de Inglaterra.
Special One já terá entregue a lista de reforços pretendidos e entre os nomes destacados surge um jogador muito apreciado pelo técnico português
13 Jun 2026 | 17:12 |
José Mourinho já entregou ao Real Madrid uma lista com vários nomes que gostaria de ver reforçar o plantel merengue para a próxima temporada. Entre os jogadores referenciados pelo treinador português estará uma das figuras mais valorizadas do Benfica.
De acordo com o jornalista espanhol Ramón Álvarez de Mon, o nome em causa é o de Tomás Araújo. Mourinho conhece bem o internacional português dos tempos em que orientou o Benfica e continua a ser um admirador das qualidades do central encarnado. Apesar disso, a mesma fonte garante que o Real Madrid ainda não avançou com qualquer diligência formal para tentar a sua contratação.
Aos 24 anos, Tomás Araújo atravessa um dos melhores momentos da carreira e encontra-se atualmente nos Estados Unidos, onde representa Portugal no Mundial. A competição poderá servir como mais uma montra internacional para o defesa, que tem vindo a consolidar o seu estatuto dentro e fora do Benfica.
Ainda assim, na Luz o cenário é claro. Rui Costa e a estrutura encarnada não equacionam abrir mão do central, que é visto como uma das principais referências do presente e do futuro do clube. Mesmo com o alegado interesse de Mourinho, o Benfica não considera a saída de Tomás Araújo neste mercado.
Na última temporada, ao serviço do Benfica, Tomás Araújo — avaliado em 30 milhões de euros — realizou 39 partidas oficiais: 23 na Liga Portugal Betclic, nove na Liga dos Campeões, quatro na Taça de Portugal, duas na Taça da Liga e uma na Liga Portugal Meu Super. Nos 2.795 minutos em que esteve dentro das quatro linhas, o defesa registou um golo e duas assistências.
Presidente das águias falou aos adeptos antes da apresentação oficial de Marco Silva e jornalista vê declarações do dirigente como positivas
13 Jun 2026 | 17:11 |
Rui Costa quebrou o silêncio na passada quinta-feira para abordar os principais temas da atualidade do Benfica, desde a saída de José Mourinho para o Real Madrid até à análise de uma temporada marcada por resultados aquém das expetativas. A forma como o Presidente encarnado conduziu a comunicação mereceu elogios de Nuno Vieira, que destacou o facto de ter optado falar perante todos os órgãos de comunicação social, ao invés de recorrer apenas aos meios oficiais do Clube.
Nuno Vieira sobre Rui Costa: "o presidente quis dar o primeiro passo para o futuro do Benfica..."
“Depois de ter prometido, de forma algo precipitada, que iria dar explicações sobre a má época num determinado timing que não conseguiu cumprir, quis aparecer em público na véspera de apresentar Marco Silva como novo treinador para justificar o conturbado processo que precipitou a inesperada saída de José Mourinho”, escreveu no jornal 'O Jogo'.
Nuno Vieira considerou ainda que a decisão de enfrentar diretamente as perguntas dos jornalistas representa um sinal positivo num contexto em que, segundo o próprio, muitos protagonistas preferem evitar momentos de maior pressão: “Fê-lo perante todos os órgãos de Comunicação Social e não apenas ao canal do Benfica, um bom sinal numa altura em que cada vez são menos os protagonistas a dar a cara nos momentos negativos, preferindo refugiar-se em queixumes que cheiram a mofo”, acrescentou.
Na sua opinião, Rui Costa procurou transmitir uma ideia muito concreta relativamente ao processo que levou à saída de José Mourinho. “Rui Costa quis dizer, sobretudo, que Mourinho saiu porque quis, que era ele o escolhido para continuar a liderar o projeto e que só o apelo do Real Madrid o desviou da Luz”, considerou.
Apesar de reconhecer que nem todas as dúvidas ficaram esclarecidas, Nuno Vieira entende que a intervenção do presidente representou um passo importante para encerrar um capítulo turbulento e permitir ao Benfica focar-se no futuro: “Foi tudo perfeito? Claro que não, nem poderia ser num quadro de alguma contestação natural. Mas o presidente quis dar o primeiro passo para o futuro do Benfica. E ninguém o pode condenar por isso”, concluiu.