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Clube
12 Mar 2026 | 17:09 |
João Gabriel, antigo responsável pela comunicação do Benfica, criticou o facto do Clube encarnado, na sequência do caso do túnel da Luz, em 2009. Fernando Tavares, agora, surge a deixar um apontamento sobre aquele que considera o erro estratégico na comunicação dos encarnados: A separação da comunicação institucional, liderada por Pedro Pinto, da do futebol, que tem Gonçalo Guimarães como principal responsável.
F. Tavares: "É um risco funcional"
"Separar a comunicação do futebol da comunicação institucional é um risco funcional. O futebol não é apenas mais um departamento, é o seu principal palco de exposição pública. Se a sua comunicação não estiver integrada numa estratégia global, corre-se o risco de perder consistência na forma como se apresenta ao exterior", começou por dizer, na sua conta de Linkedin.
O antigo vice-presidente reforçou a sua opinião: "Uma comunicação exige uma narrativa única e alinhada. Isso só é possível quando existe coordenação e uma liderança que assegure coerência entre todas as áreas. Mais do que um debate interno, esta discussão toca num princípio essencial da gestão da reputação. As instituições fortes falam com uma só voz", refletiu.
F. Tavares: "Hoje a realidade é diferente"
Fernando Tavares fez a comparação entre o atual departamento de comunicação e o antigo, dos tempos de João Gabriel. "Durante o período em que João Gabriel assumiu a direção de comunicação, o modelo assentava numa lógica integrada. Toda a comunicação, institucional, desportiva e estratégica, estava concentrada sob uma única direção, com uma única voz e uma linha de orientação definida. Isso permitia alinhar mensagens, reforçar a identidade do clube e garantir consistência entre aquilo que se dizia e aquilo que se fazia. Hoje, a realidade parece diferente", escreveu.
Para concluir, escreveu que uma fragmentação pode condicionar a imagem do Clube. " A separação da comunicação do futebol em relação à comunicação institucional pode parecer, à primeira vista, uma solução funcional ou especializada. No entanto, esta divisão acarreta riscos. O futebol é o principal motor mediático do Benfica e, por isso, separar a sua comunicação da restante estrutura institucional tende a fragmentar a narrativa do clube", finalizou.
Águias assumem a liderança de ranking, à frente dos leões, além de ainda superarem o Porto após uma época de gestão sólida
11 Set 2026 | 17:33 |
A SAD do Benfica é agora a mais valiosa de Portugal, com uma avaliação estimada de 581,23 milhões de euros, destronando o Sporting do primeiro lugar do pódio. Os dados são da Brands Capital Sports, que atualizou a metodologia utilizada para calcular o valor das sociedades desportivas.
As águias assumem assim a liderança, à frente do Porto, avaliado em 513,63 milhões de euros, e do Sporting, que cai para o terceiro lugar com uma estimativa de 493,12 milhões de euros. A nova avaliação resulta da introdução de três variáveis no estudo da Brands Capital Sports.
A entidade passou a considerar o valor elegível das equipas B, a situação contratual dos jogadores dos plantéis — incluindo contratos em final de vigência, renovações e empréstimos — e os novos resultados financeiros tornados públicos pelos clubes.
Segundo a responsável pelo estudo, a atualização pretende proporcionar uma análise mais completa da capacidade de cada SAD para criar e manter valor ao longo do tempo: “A edição de setembro considera a informação disponível até às 23h59 de 4 de setembro de 2026, numa referência temporal comum a todos os clubes”, esclareceu a Brands Capital Sports.
A entidade reforça ainda que a avaliação representa o valor global de cada sociedade desportiva, não constituindo uma classificação desportiva nem uma simples ordenação baseada no valor de mercado dos jogadores. O Benfica surge, desta forma, no topo da hierarquia financeira das SAD portuguesas, ultrapassando diretamente os dois rivais históricos. A nova metodologia acabou por favorecer as águias e coloca o Clube da Luz com uma avaliação próxima dos 600 milhões de euros.
Caso é relacionado com a polémica dos emails; Diretor de comunicação dos dragões cometeu infração e águias já confirmaram que receberam valor
10 Set 2026 | 16:35 |
O Benfica já recebeu os cerca de 800 mil euros que o Porto foi condenado a pagar no âmbito do denominado Caso dos Emails. A verba resulta da decisão do Supremo Tribunal de Justiça, que confirmou a condenação anteriormente determinada pelo Tribunal da Relação.
A informação consta do Relatório e Contas da Benfica SAD referente ao exercício de 2025/26. De acordo com o documento, o Supremo Tribunal de Justiça determinou, em fevereiro de 2025, a condenação do Futebol Clube do Porto, FC Porto – Futebol, SAD, FCP Media, Avenida dos Aliados e Francisco José Marques ao pagamento de 605.300 euros ao Benfica, valor ao qual acresceram juros de mora.
O montante acabou por ser integralmente liquidado. "O referido montante, incluindo os juros de mora devidos, foi, entretanto, integralmente regularizado", pode ler-se no documento, que revela ainda que a Benfica SAD recebeu um total de 799.328 euros.
Em causa esteve a divulgação de vários emails pertencentes a figuras ligadas ao Benfica por parte de Francisco J. Marques, então diretor de comunicação do FC Porto, através do canal do emblema azul e branco. A decisão judicial tornou-se definitiva em fevereiro de 2025, quando o Supremo Tribunal de Justiça manteve a sentença do Tribunal da Relação,
Com isso, foi determinado que o Porto indemnizasse o Benfica pela divulgação indevida da correspondência eletrónica do Clube. Assim, mais de uma década depois dos acontecimentos que deram origem ao processo, o Benfica vê agora concretizado o pagamento da indemnização, com a verba a entrar diretamente nas contas da SAD encarnada.
Águias vão discutir contas do Clube encarnado, além de um voto de confiança na administração após reunião que já havia ocorrido em julho
09 Set 2026 | 15:30 |
A SAD do Benfica vai levar a Assembleia Geral, marcada para 30 de setembro, um conjunto de decisões importantes para o futuro da sociedade encarnada. Entre os cinco pontos previstos na ordem de trabalhos estão a aprovação das contas de 2025/26, um voto de confiança nos órgãos sociais e duas propostas com impacto na estratégia futura da SAD.
A reunião começa por colocar em cima da mesa o Relatório e Contas referente à época 2025/26, seguindo-se a habitual discussão sobre a aplicação dos resultados obtidos no último exercício. Um dos momentos de maior relevância será o voto de confiança na administração e nos órgãos de fiscalização.
“O Sport Lisboa e Benfica, enquanto titular da totalidade das ações de categoria A, propõe um voto de confiança no Conselho de Administração, Conselho Fiscal e Revisor Oficial de Contas pelo trabalho desenvolvido entre 1 de julho de 2025 e 30 de junho de 2026”, coloca a nota.
A AG terá ainda uma componente mais estratégica. A SAD pretende alargar o seu objeto social, passando a incluir áreas como formação, consultoria técnica, inovação e conhecimento aplicado ao futebol. A mudança está relacionada com o projeto Instituto Benfica de Excelência Desportiva, pensado para reforçar a formação de talento e a presença internacional do Clube, além de criar novas fontes de receita.
Por fim, será votada a renovação, por cinco anos, da autorização para aumento de capital até 50 milhões de euros. A medida pretende dar maior margem de manobra à administração para responder a futuras oportunidades de crescimento.