João Diogo Manteigas

30 Abr 2025 | 07:01

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João Diogo Manteigas

Há que garantir transparência e escrutínio dos futuros processos eleitorais no Sport Lisboa e Benfica mas, acima de tudo, aumentar os índices de democracia


Na presente época desportiva, o Sport Lisboa e Benfica já teve oportunidade para brindar os seus sócios, adeptos e simpatizantes com vitórias e conquistas. Quer no masculino, quer no feminino, já amealhámos taças da liga e uma liga no futebol e, quanto às modalidades, começámos a época em alta com algumas supertaças e ainda estamos a discutir, com muita expetativa e esperança à mistura, os finais dos campeonatos em curso. Ninguém desarma. Todos juntos. Lutar até ao fim!


É verdade que estas conquistas constroem a grandeza desportiva do Glorioso e a exposição dos seus troféus no Museu Cosme Damião impõem recordação e celebração futuras. Mas, enquanto os nossos atletas elevam o manto sagrado nos relvados e pavilhões dentro e fora da Luz, também os sócios concretizaram um enorme feito que ficará para a história do Sport Lisboa e Benfica: a nossa nova magna carta, a nossa nova constituição ... os nossos Estatutos do Sport Lisboa e Benfica renovados e atualizados!


91% dos votos contados, representando essa percentagem 93% dos sócios votantes, exigiram mais democracia, transparência, pluralidade, igualdade e oportunidade. Eis o Sport Lisboa e Benfica!

Formalizada a escritura notarial no passado dia 22 de abril e independentemente da análise ao documento a ser realizada pelas entidades competentes, deve a Direção do Clube focar-se, imediatamente e com a maior brevidade possível, na elaboração de uma primeira minuta de Regulamento Eleitoral para apresentação aos sócios que assim o exigiram ao abrigo dos artigos 49.º e 96.º dos Estatutos.

Só a conclusão do primeiro draft do Regulamento pela Direção permitirá ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral convocar uma primeira Assembleia Geral Extraordinária (especificamente para explicar o procedimento que irá encetar para análise e discussão pelos sócios) ou incluir esta matéria numa Assembleia Geral Ordinária que não pode passar de Junho de 2025 (e já vai tarde ...) para análise ao orçamento destinado à época 2025-2026.

Portanto, está nas mãos e controlo da Direção que é composta, atualmente, por um presidente e seis vice-presidentes. Não faltam cabeças. Só mesmo vontade em reunir e trabalhar. Estes dispõem inclusivamente, se assim quiserem aproveitar para abreviar caminho, de uma base regulamentar curta mas claramente válida que se encontra disponível no site do Sport Lisboa e Benfica: o regulamento eleitoral aplicado ao último ato eleitoral de 2021.

Posto isto, é importante ter em conta que os membros dos órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica não são apenas eleitos para assumirem a gestão desportiva eclética do Clube. É-lhes confiada a honra pelos sócios também para dar corpo e vida às intenções destes a um nível político interno.

Há que garantir transparência e escrutínio dos futuros processos eleitorais no Sport Lisboa e Benfica mas, acima de tudo, aumentar os índices de democracia, igualdade e liberdade! De todos, um!


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