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Nuno Campilho
Biografiado Autor

O ESTRANHO CASO DE DR. JEKYLL E MR. HYDE

01 Dez 2023 | 22:22

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Nuno Campilho

O ESTRANHO CASO DE DR. JEKYLL E MR. HYDE

Com o Zé ou com o Manel, parecidos ou diferentes, eu quero é que o Benfica ganhe e jogue bem

Escrevo num semblante ainda carregado de frustração, provocada pelo misto de sentimentos que o jogo com o Inter de Milão me provocou.

Mas, mais do que repisar sobre a debacle a que se assistiu na 2ª parte, gostaria de destacar o que de muito bom se viu na primeira, pois encontrarão mais escritos sobre o Mr. Hyde, do que sobre o Dr. Jekill, algo que, infelizmente, já vem sendo comum no reino da Águia.

Sobre a magnifica 1ª parte e aquele sabor ao Benfica da época passada, parece que ninguém tem nada a dizer. Já sobre o que se passou na 2ª... É isso e a língua materna de Roger Schmidt, mas já lá vamos.


Embora eu próprio não traga grandes contributos para a razão de tão estranha exibição nos segundos quarenta e cinco minutos, deixem-me dizer-vos que aquela pressão sufocante e reação imediata à perda da bola, esteve de volta na primeira metade do jogo.

Não ando à procura de loas, nem de quem quer que seja que me venha dar razão, pois sou suficientemente racional para saber o que disse (e tanto funciona para o bem, como para o mal), sem precisar que ninguém me lembre, pois lembro-me eu bem de ter dito, há uns bons tempos atrás, que o Tengstedt era o jogador mais parecido que tínhamos com o Gonçalo Ramos, sobretudo com aquelas entradas ao primeiro poste, e que só precisava de melhor se enquadrar com a equipa e com a movimentação dos colegas, para exercer a pressão ofensiva que se exigia, em cumprimento das orientações do treinador e, assim, encaixar no modelo. Se mais provas eram necessárias, a sua participação direta nos três golos do Benfica, tornou evidente para ‘toda a gente’ aquilo que eu já vinha dizendo. Mas, enfim, o que é que isso interessa... Agora todos dizem, ‘à boca cheia’, que o Tengstedt é o mais parecido com o Ramos que o Benfica tem, mas eu não quero saber, com o Zé ou com o Manel, parecidos ou diferentes, eu quero é que o Benfica ganhe e jogue bem.


Com aquela pressão alta tão intensa e tão inibidora da transição do adversário, o trabalho de quem joga entrelinhas (mesmo que com relativa intensidade) fica facilitado, pois tem menos espaço para percorrer em direção à baliza, tem mais colegas para potenciar jogadas atacantes e encontra-se sempre melhor posicionado para almejar a baliza contrária, quer com jogadas de golo iminente, quer com golos propriamente ditos.

Os médios de construção e de cobertura podem estar de frente para o jogo e a defesa é pouco incomodada, face à inevitável retração da equipa contrária, no seu todo, incapaz de ter bola e forçada a correr atrás dela. Se ela está sempre no seu meio campo defensivo, é onde, forçosamente, os jogadores também estarão.

Sobre isto, poucos falaram. Preferiram falar sobre a moleza na entrada da 2ª parte, da falta de intensidade e do recuo das linhas, da pouca concentração dos jogadores e do défice físico de alguns deles.

Daí até apontarem as ‘facas afiadas’ ao treinador foi um ápice. E não é que não haja alguma razão nisso, pois, com maior ou menor acuidade nas críticas formuladas, o que é que um facto e o que todos estávamos a ver, fosse na televisão, fosse no estádio, é que a equipa precisava de ser retocada com o reforço de unidades no meio-campo e no ataque, que pudessem assegurar a continuidade da pressão e, acima de tudo, que não permitissem que o adversário tivesse bola para garantir as transições que lhes deram os golos e que nos foram fatais. Era preciso assegurar mais cobertura ao nosso lado direito e maior preenchimento da zona central do meio-campo, nem que, para tal, abdicássemos de um elemento mais ofensivo. Para não variar, o nosso treinador demorou a percecionar o que todos nós estávamos a ver e já antevíamos e embora seja fácil falar depois das coisas acontecerem, começa a ser difícil compreender, com tanta recorrência, o que é que o treinador espera alcançar, com o sucessivo ‘espremer’ de alguns jogadores e a tardia entrada de outros tantos. Até eu, que lhe tenho dado o benefício da dúvida, para além da dúvida de per se, começo a ficar sem argumentos...

No entanto, o que também se torna evidente, é que o pudor de falar em arbitragem continua a fazer o seu caminho e a angariar seguidores.

Mas como eu, com a idade que tenho, já perdi o pudor todo, não pouparei nas palavras. A este nível e numa competição como a Liga dos Campeões, ter uma equipa de arbitragem tão incompetente e tendenciosa, é uma vergonha para a UEFA e, consequentemente, para todos os representantes portugueses nesse organismo e noutros similares. Mas esperar que, em tempos, o Fernando Gomes, e, agora, o Pedro Proença, fizessem alguma coisa, é o mesmo que desejar que seja assim que eu ficarei à espera da morte...

Não vale a pena entrar em pormenores, todos viram e só têm de o admitir, com exceção de opinadores condicionados, anti-benfiquistas e pessoas pouco inteligentes.

E é a falar de pessoas pouco inteligentes que terminarei este meu arrazoado de hoje. Mais concretamente, de uma pessoa pouco inteligentes, de seu nome, Pedro Henriques, ex-aspirante-a-árbitro-de-futebol-que-está-no-bom-caminho-para-atingir-a-encefalia-de-que-padece-o-Coroado.

Então não é que esse “senhor” veio atirar-se ao Roger Schmidt por este não falar português, acrescentando que não respeita o nosso país e a nossa língua? A piada faz-se sozinha, mas aguardam-se as próximas declarações, onde, certamente, virá defender a atribuição do prémio fair-play ao Sérgio Conceição, o prémio da humildade ao Rúben Amorim, o prémio da honestidade ao Artur Soares Dias, e o prémio de comentadora do ano à Sofia Oliveira. Como é que dizia o Manuel Machado... “um vintém, é um vintém, um cretino é um cretino”.

Um bem-haja a este ambicioso projeto, protagonizado pelo Glorioso 1904, onde me dão o privilégio de poder, por vezes, disparatar sem qualquer ponta de censura, e onde o Benfica, como não poderia deixar de ser, é sempre Rei e Campeão. Que este primeiro ano, que ora se comemora (e que coincide com a redação do meu 50º artigo), seja, apenas, o primeiro de muitos, carregado de títulos e 

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Nuno Campilho
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AI DESTINO, AI DESTINO...

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