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Futebol
08 Nov 2024 | 15:48 |
Fernando Varela, que atua no Alverca, vai defrontar o filho Gustavo Varela, ponta-de-lança da equipa B do Benfica. Em entrevista ao jornal Record, o antigo central do Casa Pia revelou que vai fazer de tudo para não deixar o herdeiro passar por si.
"Antigamente era um pai mais chato, até ele ter uns 17 anos, estava sempre a corrigi-lo. Agora não. Em casa víamos muito os jogos dele, para o corrigir, mas hoje ele tem quem o aconselhe no Benfica", começou por mencionar. " Ainda vou dando umas dicas, principalmente a explicar-lhe os pormenores das coisas que os defesas não gostam que os avançados lhes façam, dou-lhe a visão de quem o pode ir marca", referiu.
Se tentar passar leva cotoveladas
O experiente central destacou as virtudes do avançado do Benfica: "É muito forte no jogo apoiado, dentro da área movimenta-se muito bem. É um jogador bastante completo, um ponta-de-lança moderno. Se continuar a evoluir assim, vai ter um futuro risonho. Já se estreou na equipa principal do Benfica e tudo isso é mérito dele, pois sabe o que quer e trabalha muito".
"Claro que ele já é mais rápido do que eu, só um pouco [risos], mas a experiência vale mais do que a velocidade dele. Conheço os atalhos todos para o travar", atirou. "Disse-me que se fizer uma entrada dura sobre ele mete-me as malas à porta de casa [risos]. Vai ser um duelo com o máximo respeito, rijinho, mas leal, com cada um a dar o máximo para ganhar", concluiu.
Esta temporada, com a camisola do Benfica, Gustavo Varela - atualmente avaliado em 500 mil euros - foi aposta de Nélson Veríssimo em 13 duelos: quatro na UEFA Youth League e nove na Liga Portugal Meu Super. Nos 994 minutos disputados, o camisola 89 fez o gosto ao pé em oito ocasiões.
Gustavo Varela chegou ao Benfica na época 2021/22, contratado aos gregos do PAOK, clube que representou por seis temporadas. Neste momento, cumpre a quarta época consecutiva de águia ao peito, tendo começado o seu percurso desportivo no Clube Miúdos Talentosos. É de destacar ainda a passagem pelo rival da Segunda Circular, Sporting, entre 2013 e 2016.
Escolha das marcas está a gerar opiniões distintas e as águias acabaram envolvidas numa análise que não passou despercebida
23 Set 2026 | 17:25 |
Os clubes europeus têm apostado cada vez mais na criação de diferentes equipamentos para os vários momentos da temporada, aumentando a variedade de camisolas disponíveis para os adeptos. Além dos tradicionais equipamentos principal e alternativo, existem atualmente versões para a Liga dos Campeões, aniversários, viagens, aquecimento e até para utilizar fora dos estádios.
O Benfica foi um dos clubes analisados pela ESPN neste início de temporada devido à camisola de aquecimento utilizada antes dos jogos. A publicação norte-americana decidiu avaliar os equipamentos de vários emblemas europeus, dando particular atenção às escolhas de padrões e cores feitas pelas diferentes marcas.
A ESPN destacou precisamente a liberdade que as marcas assumem neste tipo de equipamentos, com desenhos mais arrojados e combinações de cores que dificilmente seriam utilizadas nas camisolas oficiais. Foi neste contexto que a camisola do Benfica acabou por receber uma avaliação particularmente negativa por parte da publicação norte-americana.
ESPN: "Parece um erro de produção terrível"
"Um forte candidato a ser a camisola mais feia de 2026/27. Horrível padrão manchado, agravado por tons agressivos e de vermelho e roxo, que não funcionam. Parece um erro de produção terrível. Talvez não seja tarde demais para recolher?", escreveram, colocando o manto sagrado entre os menos apelativos da análise realizada aos clubes europeus.
Do outro lado da avaliação, o Barcelona - de João Cancelo - acabou por ser a escolha preferida, com as duas camisolas pré-jogo dos catalães a figurarem entre as mais bonitas. A análise demonstra, assim, como os equipamentos de aquecimento permitem às marcas assumir riscos maiores ao nível dos padrões e das cores, ainda que nem todas as apostas consigam convencer.
Clube vermelho e branco perdeu diante do rival azul e branco na sétima jornada do Campeonato Nacional, partida marcada pela expulsão de Lenglet
23 Set 2026 | 17:23 |
Clément Lenglet deixou uma baixa importante para a sua equipa após ter sido expulso no Clássico frente ao Porto. O central foi mandado para a rua na primeira parte e condicionou a estratégia das águias para o resto da partida, algo que foi bem aproveitado, segundo Nuno Vieira.
N. Vieira: " O Porto aproveitou uma espécie de força extra"
"Como disse o técnico do Benfica, foi uma questão de maturidade, ou falta dela, com o Porto a aproveitar uma espécie de força extra que emergiu ao longo da última época e que parece transportada para a campanha atual. E, como é natural nos clássicos, não faltou uma pitada de polémica", escreveu, no jornal 'O Jogo'.
De seguida, o diretor do jornal aproveitou para fazer uma semelhança com a época passada. "A arbitragem é tema incontornável nas discussões do futebol português e ao longo da semana haverá muitos comentários a fazer, mas a análise objetiva nas primeiras sete jornadas é simples: o Porto vai para a pausa do campeonato a contemplar o primeiro lugar e a sorrir perante os despistes dos rivais. Onde é que já se viu este filme", completou.
O internacional francês viu o primeiro cartão amarelo aos 25 minutos, na sequência de uma falta sobre Victor Froholdt junto à área do Benfica. 10 minutos mais tarde, Miguel Nogueira voltou a adverti-lo, desta vez com vermelho por acumulação, depois de Lenglet ter atingido André Silva com a mão esquerda na zona da nuca.
A expulsão terá ainda consequências no próximo compromisso do campeonato: Lenglet vai falhar o encontro entre Benfica e Vitória de Guimarães, marcado para 11 de outubro, às 18h00, no Estádio da Luz. Alessandro Circati deverá, assim, voltar a ter uma oportunidade no onze e formar dupla com Tomás Araújo.
Jovem jogador encarnado está a ser um dos principais destaques da equipa de Marco Silva e recebeu grandes elogios por parte de figura
23 Set 2026 | 17:23 |
Gianluca Prestianni é um dos nomes que mais tem dado nas vistas neste arranque de temporada do Benfica. O extremo argentino continua a afirmar-se dentro das quatro linhas, mesmo com o seu corpo fransino, algo destacado por Rui Dias.
R. Dias: "Está a crescer sem limites"
"Prestianni apresenta impressionante número de invenções deliciosas na temporada, com ferramentas ao nível do último avanço tecnológico, suportadas em argumentos atléticos mais robustos do que o físico (1,66m e 58 kg) permite antever. Sendo um artista com truques nos pés, faz do engano a sua força motriz. Está a evoluir tanto que o produto final já conjuga o domínio da geometria e o modo correto de alimentá-la. Ao improviso de quem inventa pelo caminho, tem juntado soluções refinadas, dignas de um estratega impensável. Está a crescer sem limites", escreveu, na sua crónica ao jornal Record.
O redator e repórter principal do órgão comunicacional, acima referido, destaca a sua adaptação ao futebol europeu. "Teve de adaptar-se a um futebol mais repressivo e a obrigações táticas para manter o equilíbrio. Sofreu na pele a intransigência, mas resistiu ao potencial efeito triturador do instinto; não perdeu o prazer de jogar e competir e manteve intacto o ímpeto de emocionar plateias com soluções criativas, algumas delas geniais. Quando recebe a bola e vai direto ao assunto transporta o atrevimento de um louco, a graça de um menino e a magia dos craques abençoados por qualquer força divina", pode ler-se.
R. Dias: "O golo do Benfica no Dragão é exemplo de um definidor requintado"
Rui Dias enaltece a assistência de Prestianni no último clássico. "O golo do Benfica no Dragão é exemplo de um definidor requintado; de uma estrela com visão e armas sublimes, cujo desplante de conceber o único espaço disponível para respeitar a desmarcação de Bah, selou o encontro do dinamarquês com a bola entre o guarda-redes e uma linha de cinco jogadores do Porto. O passe, visto e analisado isoladamente, identifica um extraordinário criador; não apenas o feiticeiro de soluções individuais, mas um potencial multiplicador da produção coletiva", analisou.
No final, o jornalista afirma que o sul-americano pode ter "o mundo aos seus pés". "Prestianni permanece como gestor privilegiado de um momento (finta) cuja matéria-prima é constituída por domínio, imaginação, arranque, travagem e aceleração, com saída para onde o instinto decidir. Quando o ensaia perto da área, disparam as sirenes nas fortalezas contrárias; quando o executa mais longe a agitação leva ao frenesim de faltas, livres, cartões e um ambiente global que, por norma, beneficia quem o provoca. Se continuar a evoluir a este ritmo, mais cedo ou mais tarde, terá o Mundo a seus pés", concluiu.