Futebol
Benfica perde no Dragão, mas Palhinha deixa garantia: "Ainda mais convicção"
21 Set 2026 | 15:54
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16 Abr 2024 | 16:39 |
Depois do duelo do Benfica frente ao Moreirense, onde as águias ganharam, por três bolas a zero, no passado domingo, contudo, João Diogo Manteigas, conhecido comentador, no artigo de opinião publicado no jornal A Bola, não mostra estar contente com o desempenho de Roger Schmidt. O advogado aproveitou, inclusive, para apontar o dedo a Rui Costa, que renovou com o técnico alemão sem que "nada estivesse ganho".
"Na verdade, desde que Schmidt aterrou em Portugal, a única grande surpresa foi somente a sua renovação no dia 31 de Março de 2023. Ou seja, Rui Costa só pode ser um homem de fé pois recusou aguardar pela experiência do alemão em Portugal para depois refletir, avaliar e decidir. Optou por renovar quando nada estava ganho, as duas taças nacionais já tinham ido à vida e apenas bem encaminhado a conquista da I Liga e uma difícil Champions que teve o seu auge na fase inicial de grupos", afirmou o advogado, que era um antigo comentador da BTV.
"A renovação de Schmidt fê-lo estender a sua ligação contratual até junho de 2026 e catapultar a sua conta bancária para mais um milhão de salário líquido por ano. E isto, relembro, sem que houvessem provas dadas lá fora no seu passado, quanto mais apostar o seu futuro em Portugal. O mais engraçado (mas que, na realidade, não tem piada nenhuma) é que o alemão fez com que as pessoas, do dia para a noite, o parassem de elogiar para passarem a criticar", referiu.
"Como se não tivesse bastado assistir, há uns meses atrás, ao seu discurso a criticar sócios e adeptos e a apelar para que estes ficassem em casa se não gostarem da sua gestão repetida, eis que agora decide reiterar a sua falta de noção em relação à exigência benfiquista e respetivo tribunal da Luz que só foi capaz de atestar com o seu treinador- adjunto (deduzo ser Javi García) e o diretor técnico Luisão, este último que foi pródigo enquanto jogador em fazer sair todas as épocas nos media que os melhores clubes da Europa o assediavam para, na realidade, poder melhorar o seu contrato de trabalho substancialmente", reiterou João Diogo Manteigas.
"Schmidt acredita mesmo que não lhe devem assacar responsabilidades com o ordenado que recebe, independentemente de a sua equipa ganha? E quando a mesma é humilhada por um clube falido desportivamente esta época, em convulsão social e que vai ser alvo de controlo pela UEFA devido ao buraco financeiro que apresenta nas contas? Schmidt também merece os euros que ganha? A gestão da SAD deve ser criteriosa no que respeita às contratações de todo o tipo de humanos, sejam eles treinadores, atletas ou até quadros de pessoal para uma qualquer sua área interna", disse.
"E no caso da Benfica SAD, há que reduzir brutalmente os custos e canalizar obrigatoriamente determinada percentagem da venda de jogadores para o abate da dívida que é enorme. Esta SAD dá a entender que só vende jogadores para financiar a sua operação corrente pois a dívida bancária ronda os 200 milhões e a obrigacionista é maior. Isto, meus caros, é um círculo vicioso e empurrar com a barriga não é solução pois a dívida praticamente não mexe e tem subido tal como os ativos para aumentar os capitais próprios positivos. Mas, pergunta-se, todos acreditam no valor oscilante do ativo atual declarado pelo Benfica?", concluiu, deixando a questão.
Comentador vê elo abaixo na exibição das águias frente aos dragões, em especial a partir do momento que os encarnados ficaram com dez no relvado
21 Set 2026 | 17:37 |
O Benfica saiu derrotado do Estádio do Dragão por 3-1 e terminou a sétima jornada da Liga Betclic com 16 pontos, sofrendo a segunda derrota da temporada e vendo interrompida uma sequência de cinco vitórias consecutivas. Para Paulo Alemão, houve um jogador das águias que ficou aquém das expectativas no Clássico: Rafa Silva.
Alemão sobre Rafa: "foi o elemento menos do Benfica em termos de produtividade..."
“Acho que o jogo pedia um pouco mais de Rafa hoje. Se calhar, para mim, foi o elemento menos do Benfica em termos de produtividade. Não é como se tivesse mal, mas também pedia-se mais, aqueles rasgos dele, aqueles momentos que ele tem de conduzir a bola muito rapidamente, de descobrir um passe para os seus colegas. Faltou Rafa hoje para ajudar o Benfica, principalmente a partir do momento que estava a jogar com dez”, definiu o treiandor.
Apesar das críticas ao internacional português, Paulo Alemão deixou muitos elogios a Marco Silva e à forma como o treinador tem gerido o plantel encarnado. Para o comentador, a capacidade de rotação demonstrada pelo técnico pode revelar-se importante ao longo da temporada e ajudar a manter os jogadores envolvidos no projeto.
“Marco Silva teve uma gestão espetacular. Chegou a Milão com dez jogadores diferentes, hoje volta a mudar. Isto mostra bem a capacidade que o treinador tem em gerir o plantel, em ter o plantel do seu lado, o que muitas vezes é o mais importante no sucesso de uma equipa. Ele mesmo já disse que daqui uns meses será difícil estabilizar um 11 do Benfica. E isso demonstra bem a capacidade que o plantel do Benfica tem e as soluções que tem para entrar”, concluiu Paulo Alemão.
Depois do desaire no Dragão, o Benfica só volta à competição após a pausa para os compromissos das seleções. As águias recebem o Vitória de Guimarães no Estádio da Luz, a 11 de outubro, procurando regressar aos triunfos na Liga.
Comentador não poupou esquema do treinador após falhas demonstradas no clássico com o Porto e compara com a própria situação dos dragões
21 Set 2026 | 17:07 |
O Benfica ficou reduzido a dez jogadores ainda durante a primeira parte do Clássico frente ao Porto, depois de Clément Lenglet ter visto o segundo cartão amarelo. A expulsão condicionou o encontro e, na opinião de Tomás da Cunha, acabou por retirar qualidade a uma partida que poderia ter tido outro nível competitivo.
Tomás da Cunha: "eixo defensivo de Marco Silva não dá garantias suficientes..."
O comentador considera que o vermelho mostrado por Miguel Nogueira prejudicou a possibilidade de tirar conclusões mais concretas sobre o momento das duas equipas, mas deixou um alerta a Marco Silva relativamente ao eixo defensivo das águias.
“Perdeu-se um bom clássico com a expulsão. Ambas as equipas são a imagem do treinador e o resultado não dava para prever. Confirmou-se que o Porto não podia dar margem ao Benfica para jogar desde trás. Há um grande crescimento em relação a anos anteriores, no que diz respeito ao ataque posicional encarnado”, explicou.
Foi, contudo, no setor defensivo que Tomás da Cunha identificou o principal problema para Marco Silva. “Fica também a certeza de que o eixo defensivo de Marco Silva não dá garantias suficientes”, afirmou. O comentador comparou ainda o desempenho dos centrais das duas equipas e deixou uma provocação ao setor defensivo do Porto: “Compare-se o número de erros de Kiwior-Bednarek com os erros dos centrais rivais.”
Tomás da Cunha entende que a expulsão facilitou algumas decisões ao treinador portista, nomeadamente na exploração da superioridade numérica e na gestão do meio-campo: “Ficou mais fácil para o Porto explorar vantagens em superioridade (Rosario aproveitou) e libertar Froholdt de Palhinha. Está à vontade para trocar Gabri Veiga por Hwang In-beom”, analisou.
Águias ficarão sem titular para o regresso da Liga Portugal após os jogos de seleções, mas o treinador já tem decisão tomada sobre o substituto
21 Set 2026 | 16:29 |
Clément Lenglet deixou uma baixa importante para Marco Silva após ter sido expulso no Clássico frente ao FC Porto. O defesa francês vai falhar o próximo encontro do Benfica na Liga e obriga o treinador encarnado a mexer na dupla de centrais diante do Vitória SC.
Lenglet viu o segundo cartão amarelo ainda na primeira parte da partida no Estádio do Dragão, deixando as águias reduzidas a dez jogadores durante grande parte do encontro. A suspensão será aplicada pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, ficando o central impedido de marcar presença no próximo compromisso do campeonato.
Perante a ausência do internacional francês, Marco Silva deverá apostar em Tomás Araújo e Alessandro Circati para formar o eixo defensivo no Benfica-Vitória SC. A dupla já foi utilizada anteriormente pela equipa técnica, nomeadamente no encontro frente ao AC Milan. Tomás Araújo e Circati também atuaram juntos durante parte do Clássico, depois de o defesa australiano ter entrado em campo na sequência da expulsão de Lenglet.
A solução ganha, assim, força para o próximo desafio das águias, com Marco Silva a poder manter uma dupla que já tem minutos em conjunto e que conhece as exigências do sistema utilizado pela equipa. Gabriel Índio surge como outra alternativa disponível para o treinador do Benfica, podendo também ser chamado algum jovem da equipa B caso seja necessário.
A possibilidade de Manu Silva ser adaptado ao eixo defensivo não está totalmente descartada, mas, nesta fase, trata-se de um cenário considerado pouco provável. Com Lenglet suspenso, Marco Silva terá, portanto, de encontrar uma nova solução para o centro da defesa, sendo Tomás Araújo e Alessandro Circati os principais candidatos a assumir a titularidade frente ao Vitória SC.
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