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Leonor Pinhão manda boca a reforço do Benfica: "Injustificável esforço financeiro"
22 Ago 2026 | 13:55
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11 Ago 2023 | 10:08 |
Pouca serenidade em duelo de titãs
O Benfica venceu o Porto por 2-0 na passada quarta-feira, dia 9 de agosto, conquistando a Supertaça Cândido de Oliveira e permitindo assim ao Clube da Luz igualar o registo do Sporting com nove troféus conquistados nesta prova. Contudo, foi Luís Godinho a figura principal de um encontro, que teve 12 cartões amarelos e terminou com imagens pouco abonatórias ao futebol em Portugal.
Ainda assim, Tiago Godinho, comentador do Glorioso 1904, não tem receios em admitr que, perante as alternativas disponíveis, a nomeação do árbitro foi a decisão mais acertada: “Entre Luis Godinho ou Artur Soares Dias / Fabio Verissimo, Luís Godinho foi a melhor opção”.
O juiz da Associação de Futebol de Évora arbitrou pela segunda vez um encontro da Supertaça, tendo em 2018 dirigido o embate entre o Porto e o Desportivo das Aves, que os portistas venceram por 3-1, também em Aveiro.
De realçar que, o juiz de 37 anos, internacional desde 2017, dirigiu pela terceira vez na carreira um jogo entre águias e dragões, depois de ter arbitrado dois Clássicos para a Liga. Em 2020/21, dirigiu um embate no Estádio do Dragão, que terminou com um empate 1-1, seguindo-se o triunfo do Porto por 1-0 no Estádio da Luz, em 2021/22.
Cartões condicionaram o jogo
Desta feita, com sete cartões amarelos mostrados em apenas 45 minutos, o critério disciplinar adotado pelo árbitro acabou por ser demasiado apertado, não contribuiundo para um jogo sereno. Aliás, aos 14 e 28 minutos, mal aconselhado pelo auxiliar Paulo Soares, Luís Godinho mostrou amarelos injustos a Ristić e Namaso.
“Foi relativamente excessivo, depois sentiu dificuldades em manter o mesmo criterio”, fez questão de frisar o conhecido Benfiquista.
De facto, chegou a demonstrar alguma insegurança e prejudicou de forma clara a gestão do jogo. Luís Godinho acabaria por apostar num abordagem mais larga relativamente à marcação de faltas, procurando aumentar o tempo útil de jogo na segunda-parte da partida.
Ainda assim, somaram-se os problemas para o juiz do encontro, que teve Paulo Soares e Pedro Ribeiro como assistentes e Fábio Veríssimo no papel de quarto árbitro. Por exemplo, aos 81 minutos, verificou-se uma entrada antidesportiva de Pepe sobre Rafa, merecedora de cartão amarelo, que seria o segundo e expulsão, acirrando ainda mais o clima.
Para Tiago Gofinho, este foi um dos momentos mais cruciais do jogo e que podia ter influenciado significativamente o resultado. “Nessa situação é evidente pela perigosidade da jogada e pela pouca intenção de Pepe jogar a bola. Pepe começou, a partir do segundo golo, a perder a cabeça”, refere o comentador do Glorioso 1904.
Por outro lado, o videoárbitro (VAR) João Pinheiro e os assistentes (AVAR) Fábio Melo e Luciano Maia tiveram uma prestação interessante num embate de elevado grau de dificuldade, impedindo uma exibição ainda mais polémica de Luís Godinho, aspeto que Tiago Godinho faz questão de destacar.
“Mais que a ação disciplinar, existem dois lances que Luis Godinho deve ao VAR não ter tido influência no resultado, primeiro ao não expulsar Pepe na evidente agressão a Jurásek e depois ao validar o golo do Porto”, assinala o adepto encarnado.
Foi graças à intervenção imediata do video árbitro que Pepe acabaria por ser expulso aos 88 minutos, quando propositadamente, com o joelho, atingiu Jurásek nas costas.
Posteriormente, Galeno teve um espantoso remate aos 92 minutos, colocando a bola no ângulo superior da baliza de Vlachodimos. No entanto, Gonçalo Borges dominou a bola com o braço direito no início da jogada, sendo o golo corretamente anulado com boa intervenção do video árbitro.
Sérgio Conceição
Por fim, a Supertaça Cândido de Oliveira disputada entre encarnados e dragões teve um momento inédito em Portugal. Sérgio Conceição viu o cartão vermelho após protestos, mas recusou-se a sair do banco. Linguagem e comportamentos incorretos justificaram a expulsão do treinador que, ao não acatar de imediato a expulsão, agravou a situação e os possíveis castigos.
“É uma situação lamentável. Sérgio Conceição, que é bom treinador, perde todo o seu valor com estes episódios recorrentes, que infelizmente são também comuns em alguns dos jogadores por si treinados, entre os quais Pepe. Mais grave ainda, estas situações ocorrem com o beneplácito dos órgãos disciplinares da Liga e FPF”, rematou Tiago Godinho.
No final, para infelicidade dos Benfiquistas, retirou-se a importância devida à vitória dos encarnados frente ao emblema portuense, naquela que foi apenas a segunda vez que os Campeões Nacionais superaram os dragões na finalíssima. Desde 1985, há 38 anos, que as águias não venciam o Porto em decisões da Supertaça.
Águias já deixaram recado de despedida oficial para o jogador e agora atleta manda mensagem para o Clube e os adeptos sobre saída
22 Ago 2026 | 16:43 |
Após 13 anos de águia ao peito, Mauro Furtado está oficialmente de saída do Benfica. O defesa-central, de 18 anos, vai prosseguir a carreira no Girona, depois de ter sido campeão do mundo de Sub-17 por Portugal, e recorreu às redes sociais para deixar uma emotiva mensagem de despedida ao clube onde cresceu.
O atleta chegou ao Benfica ainda criança, com apenas quatro ou cinco anos, e passou praticamente toda a formação no emblema da Luz. Agora, perante o início de uma nova etapa, o jovem defesa não escondeu a emoção ao recordar o longo percurso de águia ao peito.
“Cheguei ao Benfica com 4/5 anos, ainda uma criança, com um sonho que provavelmente nem conseguia explicar. Entrei neste clube sem saber o que a vida me tinha reservado e, desde então, cresci aqui. Cresci como jogador, mas principalmente como pessoa”, escreveu.
Para o jovem central, o Benfica foi muito mais do que um clube: “O Benfica foi o único clube que conheci. Foi a única camisola que vesti, a única casa que tive no futebol, o lugar onde vivi os meus primeiros sonhos, as minhas primeiras conquistas, as minhas primeiras derrotas, as minhas amizades e tantos momentos que vão ficar comigo para sempre”, acrescentou.
M. Furtado: “Certamente não saio da maneira que um dia imaginei sair"
Mauro Furtado reconheceu, contudo, que a saída não acontece exatamente da forma como tinha imaginado: “Certamente não saio da maneira que um dia imaginei sair do único clube que tive na minha vida, mas levo comigo a gratidão por tudo o que o Benfica me deu e ensinou durante tantos anos. Há coisas que não conseguimos controlar, por mais que queiramos, e esta é uma delas”, afirmou.
“Cada pessoa deixou alguma coisa em mim. Algumas ensinaram-me futebol, outras ensinaram-me a crescer, outras simplesmente estiveram lá nos momentos certos. Levo um pouco de todos comigo”, concluiu. Agora, Mauro Furtado prepara-se para iniciar uma nova aventura no Girona.
Jogador tem tido sequência no onze inicial com o novo técnico na equipa encarnada, mas Clube admite negociá-lo ainda nesta janela
22 Ago 2026 | 16:40 |
Enzo Barrenechea atingiu uma marca especial com a camisola do Benfica. O médio chegou aos 50 jogos pelas águias na passada quinta-feira, na vitória por 3-1 frente ao Aarhus. Aos 25 anos, o argentino tem sido uma das opções de confiança de Marco Silva neste arranque de temporada. O atleta foi contratado ao Aston Villa na temporada 2025/26, inicialmente por empréstimo, numa operação que custou 3+12 milhões de euros ao Benfica.
No entanto, a situação poderá mudar com a iminente chegada de João Palhinha. A contratação do internacional português poderá provocar alterações na hierarquia do meio-campo e colocar em causa a continuidade de Barrenechea no plantel encarnado.
Apesar da utilização regular neste início de época, a direção do Benfica está disponível para analisar propostas pelo médio argentino e privilegia uma transferência a título definitivo. O objetivo passa por recuperar o investimento realizado na contratação do jogador e, eventualmente, libertar espaço no plantel para a chegada de novas soluções.
Assim, a marca dos 50 jogos surge num momento particularmente curioso da carreira de Barrenechea na Luz. O médio alcançou um número importante e tem sido aposta de Marco Silva, mas poderá estar a viver os últimos dias como jogador do Benfica.
A eventual chegada de Palhinha promete, por isso, ter consequências diretas no setor intermediário das águias. Caberá agora ao mercado ditar se Barrenechea continuará a lutar por um lugar no meio-campo encarnado ou se encontrará um novo desafio ainda durante este verão.
Treinador analisou a chegada do novo reforço encarnado e vê potencial de grande valia no jogador, mas também a chance de se tornar bode expiatório
22 Ago 2026 | 16:33 |
Vítor Manuel, pai de Vítor Bruno, analisou o possível impacto da chegada de João Palhinha ao Benfica e deixou um alerta quanto às expetativas que estão a ser criadas em torno do internacional português. Para o treinador, as águias já dispõem de soluções suficientes no plantel para controlar os adversários e impedir que estes criem situações de grande perigo, mesmo sem a contratação do médio.
Vítor Manuel sobre o Benfica: "Palhinha não vai ser o salvador da pátria..."
O técnico e 74 anos considera, inclusive, que o atual plantel se adapta perfeitamente a um sistema de 4x2x3x1: “Atendendo ao perfil dos jogadores deste plantel, o 4x2x3x1 faz todo o sentido. Punha o Prestianni na direita, o Schjelderup na esquerda e o Rafa nas costas do Pavlidis. Atrás, Barrenechea e Aursnes”, explicou ao jornal 'A Bola'.
Com Palhinha, Vítor Manuel admite uma alteração na estrutura da equipa, apostando num meio-campo composto pelo internacional português e Aursnes: “Com Palhinha, metia Palhinha e Aursnes no corredor central e talvez optasse por um 4x4x2 clássico — como o grande Benfica usou nos anos 60, 70 e 80 —, com Rafa e Prestianni (ou Schjelderup) nas alas e, na frente, Durán e Pavlidis”, acrescentou.
Apesar de reconhecer a qualidade do médio, o treinador teme que a mediatização da contratação acabe por colocar uma pressão excessiva sobre Palhinha: “O excesso de mediatização da contratação de Palhinha pode transformar-se em demasiada responsabilidade para o jogador, enquanto os outros médios poderão pensar que para pouco contarão. Palhinha não vai ser o salvador da pátria e, se o Benfica não for campeão, pode tornar-se num bode expiatório”, alertou.
Vítor Manuel destacou, ainda assim, que a decisão cabe a Marco Silva e que o treinador saberá melhor do que ninguém aquilo de que a equipa necessita: “O Marco é que é o treinador e ele sabe, melhor do que ninguém, do que precisa a equipa. Ele acha que o Benfica precisa de um jogador com este perfil e só temos de aceitar”, afirmou.