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Futebol
16 Set 2026 | 10:05 |
Alessandro Circati pode ser uma das surpresas de Marco Silva no onze do Benfica para o duelo com o Milan. O defesa australiano leva apenas 36 minutos disputados desde que chegou à Luz, mas a ausência de Alexander Bah abriu uma possibilidade inesperada para o internacional australiano ser lançado de início em San Siro.
Bah chegou a ser uma das boas notícias do último treino em solo português, tendo trabalhado integrado no grupo e sem limitações, cerca de uma semana e meia depois do traumatismo sofrido no ombro direito frente ao Marítimo. No entanto, o lateral acabou por não viajar para Milão, numa decisão da equipa técnica que também terá em conta a proximidade do clássico com o FC Porto, marcado para domingo.
Daniel Banjaqui é o único lateral-direito de raiz presente na comitiva e foi titular nos últimos dois encontros, diante de Moreirense e Gil Vicente. Apesar dos bons sinais deixados, Marco Silva poderá optar por uma solução mais conservadora frente ao Milan.
É aqui que surge Circati. Dos 36 minutos que o australiano já somou pelo Benfica, 29 foram disputados precisamente como lateral-direito, no encontro com o Marítimo. Na altura, o defesa entrou na segunda parte, numa fase em que as águias procuravam maior segurança defensiva, depois de Kaminski ter substituído Bah aos 16 minutos. A informação foi avançada pela A Bola.
Outra possibilidade passa por Tomás Araújo ocupar o corredor direito. O internacional português já desempenhou essa função em várias ocasiões pela equipa principal, incluindo na segunda metade da temporada 2024/25, precisamente após uma lesão de Bah.
A eventual alteração no lado direito poderá não ser a única novidade no onze. Com 12 jogos já disputados esta temporada e o clássico com o Porto apenas quatro dias depois, Marco Silva pode aproveitar a visita ao Milan para gerir a condição física de alguns titulares. Prestianni, por exemplo, terminou o encontro com o Gil Vicente visivelmente desgastado.
Águias entram no relvado esta quarta-feira para o duelo com a equipa de Ruben Amorim e Marco Silva deverá promover mudanças
16 Set 2026 | 09:38 |
O Benfica desloca-se esta quarta-feira a Milão, onde vai enfrentar o AC Milan, para a sua estreia na fase principal da Liga Europa. A partida está marcada para as 20h00 e marcará o reencontro das águias com Ruben Amorim e Gonçalo Ramos, ambos com passagem pelo Clube encarnado.
Na sua última partida, o Benfica venceu o Gil Vicente por 3-1, no domingo, em encontro a contar para a 6.ª jornada da Liga Portugal Betclic. Com sofrimento, as águias derrotaram o conjunto de Luís Pinto, no Estádio da Luz, com dois golos de Vangelis Pavlidis e um de Gianluca Prestianni. Já para o duelo com o Milan, Marco Silva deve promover algumas mudanças.
Anatoliy Trubin, Daniel Banjaqui, Circati, Clément Lenglet e Samuel Dahl; João Palhinha e Fredrik Aursnes; Lukebakio, Sudakov, Schjelderup e Durán. Estes devem ser os 11 escolhidos pelo treinador do Benfica para começar o confronto em San Siro.
Na antevisão ao encontro, Marco Silva analisou o duelo desta quarta-feira: "É uma equipa de qualidade. Como disse, e bem, tenta pressionar, mas não em todos os momentos. Acreditamos que amanhã, pela dimensão do jogo e jogando em casa, isso fará parte, possivelmente, da estratégia. Mas, no momento em que essa mesma pressão é batida, é uma equipa que tem a capacidade de agrupar; não a vejo só como uma equipa pressionante sempre no último terço, olhando para o que foram os quatro jogos oficiais que disputaram”.
Para o compromisso desta quarta-feira, Jaden Umeh encontra-se lesionado na coxa direita e Alexander Bah, que recuperou-se de um traumatismo no ombro direito, não foi chamado para a viagem a Itália. Ambos os atletas falham o duelo com a equipa orientada por Ruben Amorim.
Informações: Quarta-feira – 16 de setembro – 20h00 – San Siro
Transmissão: Sport TV 5
Quem está fora: Jaden Umeh e Alexander Bah (lesão)
Equipa de Arbitragem: Árbitro: Jarred Gillett (ING); Auxiliares: Neil Davies (ING) e Nick Greenhalgh (ING); 4.º árbitro: Tony Harrington (ING); VAR: Stuart Attwell (ING); AVAR: Tomasz Kwiatkowski (POL).
Jogador tem demonstrado fragilidades neste aspecto do jogo, o que faz com que treinador tenha mais cautelas com oportunidades
16 Set 2026 | 03:00 |
Souffian El Karouani, ainda tem aspetos a melhorar no Benfica. O Glorioso 1904 sabe, em exclusivo, que Marco Silva identificou algumas debilidades no momento defensivo do lateral-esquerdo marroquino, entendendo que o reforço precisa de evoluir nesse capítulo, o que justifica o jogador não ser o plano A do Benfica.
O novo jogador esteve nos Países Baixos, onde desenvolveu grande parte da carreira. O contexto competitivo neerlandês é conhecido pela valorização da componente ofensiva e pela liberdade dada aos laterais para participar na construção e no último terço, algo que ajudou El Karouani a apresentar números de destaque nas assistências para golo.
No entanto, a realidade encontrada na Luz é diferente. Segundo apurou o nosso Jornal, Marco Silva pretende que o lateral seja mais consistente nos momentos sem bola, aumentando o compromisso defensivo e a capacidade de cumprir as tarefas exigidas pela equipa.
Apesar da qualidade que El Karouani já demonstrou no capítulo ofensivo, o treinador do Benfica entende que o jogador precisa de se adaptar a uma nova realidade. Na Luz, a exigência é superior e todos os elementos têm de apresentar maior equilíbrio entre aquilo que fazem com e sem bola. O técnico encarnado está, por isso, atento à evolução do lateral e pretende trabalhar os aspetos defensivos do reforço ao longo da temporada.
A ideia passa por potenciar as suas qualidades ofensivas sem descurar um capítulo considerado fundamental no modelo de jogo. El Karouani tem, assim, pela frente um período de adaptação ao futebol português e às exigências de Marco Silva.
Na antecâmara do duelo, treinador das águias, e Alessandro Circati, central australiano, realizaram a tradicional antevisão ao duelo
15 Set 2026 | 20:19 |
O Benfica desloca-se, esta quarta-feira, a Milão, em jogo a contar para a primeira jornada da fase de liga da Liga Europa. Na antecâmara do duelo, Marco Silva, treinador das águias, e Alessandro Circati, central australiano, realizaram a tradicional antevisão ao duelo.
Balanço da equipa e Prestianni?
"Continuo a dizer que ainda estamos longe. Convenço-me disso e quero convencer os nossos jogadores do mesmo: é um bom princípio. Não quer dizer com isto que não estejamos satisfeitos com o que temos vindo a fazer e com a evolução da equipa — estaria a mentir se o dissesse. Estamos a evoluir e estamos satisfeitos. Basta olhar para os nossos primeiros jogos. Não apenas para o primeiro encontro da época, onde sei que, até pelo resultado, não demos um sinal daquilo que somos e podemos fazer, mas, de uma forma geral, a evolução da equipa tem sido clara: tem vindo a melhorar e a construir a identidade com que queremos ver o Benfica jogar. Nesse aspeto, estamos melhores, satisfeitos com o comportamento dos atletas, com a sua evolução e com o foco com que chegam todos os dias ao treino para melhorar. Isso tem-se refletido no jogo. Agora, continuo a dizer — porque é a única postura que faz sentido para mim — que temos muito a melhorar enquanto equipa, individual e coletivamente. Se melhorarmos todos os dias, nem que seja um pouco, naturalmente essa evolução será evidente com o passar das semanas e dos meses, que é o que pretendemos. Em relação ao Prestianni, o início da temporada tem demonstrado que tem funcionado muito bem à esquerda. Não há dúvidas e estaria a mentir se dissesse o contrário, até porque os dados estão à vista e vocês também analisam os encontros. A realidade é que está mais do que preparado para ajudar a equipa noutras posições. Connosco, não começou nenhum jogo à direita esta época, embora no ano passado tenha jogado quase sempre por aí. O seu rendimento tem sido excelente, tem evoluído diariamente de partida para partida. Pode atuar por dentro, como fez nos últimos dois ou três jogos e em variadíssimos momentos comigo esta época. É uma decisão que nos cabe tomar e que muitas vezes se torna vantajosa: tê-lo em campo permite-nos alterar a estrutura e colocá-lo numa posição diferente. Foi o que fizemos no último fim de semana: queríamos um elemento mais criativo por dentro quando lançámos o Cláudio nos últimos 20 ou 25 minutos, mantendo essa criatividade no espaço onde estava o Prestianni, e acabámos por puxá-lo para a esquerda, onde teve um impacto muito forte. Os números são claros e falam por si. Ele está preparadíssimo para atuar nas três posições atrás do ponta de lança — nos dois corredores ou como médio ofensivo. Sendo sincero, não tem trabalhado muito a ala direita nos treinos até ao momento, embora já tenha feito alguns períodos aí connosco, até porque temos utilizado mais o Rafa e o Lukebakio nessa zona".
O que espera do jogo? São dois treinadores que se conhecem bem também do futebol inglês...
"Um jogo muito difícil, sem dúvida. São duas equipas habituadas a estar noutra competição e não na Liga Europa, pelo seu historial e pelo que têm sido os últimos anos em termos de provas europeias. A realidade é que ambas estão na Liga Europa. Nós tivemos de percorrer um caminho ainda mais difícil, com seis jogos para aqui estar, por circunstâncias distintas. É um jogo muito complicado. Qualquer equipa que joga aqui, seja a nível interno ou nas competições europeias, tem sempre grandes dificuldades. É um recinto difícil para jogar, pela qualidade da equipa adversária — tal como o Milan teria essas mesmas dificuldades se jogasse no Estádio da Luz. Como referiu, e bem, é um treinador que nos conhece bem a nós, conhece bem o Benfica e conhece bem o futebol português. Há um conhecimento mútuo entre mim e o Ruben, pelo número de vezes que nos defrontámos no curto espaço de tempo em que ele esteve em Inglaterra. Hoje em dia também já não há segredos. Mesmo que não houvesse esse conhecimento mútuo e a ligação do Ruben ao futebol português, a preparação está facilitada pelo acesso a todas as ferramentas disponíveis. Será um jogo muito complicado em que esperamos estar à altura..."
João Palhinha
"Não sei se o Ruben falou com o João ao telefone, não faço ideia. Mas para domingo, com certeza que ele não sabe se vai jogar; nem o João sabe se joga amanhã, quanto mais no domingo. É uma previsão do Ruben. Respondendo diretamente: sobre domingo não confirmo; sobre amanhã, basta olhar para o nosso último jogo e perceber que gerimos um jogador, e esse jogador foi o João, pela carga e densidade de partidas que tem tido desde que chegou, sem muitos jogos nas pernas pelo contexto que conhecem no Bayern. Acaba por ser uma conclusão que o Ruben tira; amanhã perceberão se está correta ou não. Quanto à rotação: não sei o que o Porto fez no ano passado porque não estava em Portugal. Desculpem a ignorância nesse aspeto, mas não tive tempo nem capacidade de acompanhar nessa altura; estava a disputar outro campeonato. O Porto jogou contra equipas inglesas e acabei por ver um ou outro encontro, mas não sei qual foi a dimensão da rotação, pelo que não posso comentar. Em relação ao que poderemos apresentar amanhã, tem a ver connosco e com a sequência de jogos que temos vindo a disputar. Independentemente de acreditarem ou não — sei que não vão acreditar —, não tem a ver apenas com o jogo de domingo. Prende-se com o facto de, desde a deslocação à Amadora até ao jogo de amanhã, termos quatro partidas em 11 dias, sendo três fora de casa. É quase humanamente impossível o mesmo onze disputar quatro jogos num intervalo inferior a três dias. Temos de ser inteligentes na gestão. Hoje tive dados sobre os jogadores e a sua condição física; amanhã terei outros para tomar a melhor decisão para a partida e salvaguardar a condição física do grupo. Temos gerido alguns elementos dentro do possível, mas outros já somam quase dez partidas nesta fase inicial. Não tanto pelo número total de jogos, mas pelo ritmo dos últimos quatro. Podem dizer que foi decisão do Benfica agendar o jogo com o Moreirense para esta altura — não quisemos colocá-lo no meio do playoff, foi uma opção nossa —, mas ainda não tinha havido o sorteio da Liga Europa, que nos colocou mais uma deslocação fora. São decisões tomadas por antecipação das quais não estamos nada arrependidos. Amanhã é um novo desafio, analisaremos as condições da equipa e tomaremos as melhores opções em termos estratégicos e físicos".
Daniel Banjaqui
"Banjaqui, eu disse-vos: está no plantel, nós temos de acreditar nele. É óbvio que é um jovem de 18 anos, muito do que está a acontecer na sua carreira são as primeiras sensações que tem tido. Não foi a primeira vez este ano que jogou com a camisola do Benfica, mas tem tido sensações diferentes: sensações de que é importante sentir o peso de ter de ganhar sempre, de trabalhar todos os dias sabendo que, quando entra em campo, não há outra hipótese senão jogar sempre para ganhar. Tudo isto cria exigências num jovem de 18 anos, em que uns, pela sua maturidade — não só pela qualidade futebolística, mas pela maturidade e pela forma como foram crescendo —, têm mais capacidade, outros não. Compete-nos a nós, depois, ajudá-los e prepará-los da melhor forma que conseguimos. Teve, como eu vos disse, no jogo com o Moreirense, algumas dúvidas no começo do jogo; foi crescendo ao longo da partida, e o resultado, os colegas e o próprio público — como falei também — ajudaram-no nesse aspeto. O último jogo foi uma experiência no Estádio da Luz, mais uma vez um jogo de exigência máxima para nós, que é sempre termos de ganhar, com o Estádio da Luz cheio, lotado. E tem dado os passos. Não esperávamos que estivesse completamente preparado em todos os momentos; faz parte. A este nível e com jovens, temos de lhes dar espaço para vermos algumas coisas que, no dia a seguir, temos de corrigir imediatamente. Isso faz parte de um processo. Tem vindo a jogar, tem dado a sua resposta. Eu quero é que, sempre que ele tenha a oportunidade de jogar e de fazer aquilo que era o sonho dele, não tenha dúvidas nenhumas na cabeça, vá para o jogo completamente limpo e, depois, independentemente de jogar bem ou menos bem, dê tudo pela camisola e esteja concentrado, que é isso que nós lhe exigimos".
Estratégia no meio-campo e a dupla Modric-Rabiot
"É uma equipa de qualidade. Como disse, e bem, tenta pressionar, mas não em todos os momentos. Acreditamos que amanhã, pela dimensão do jogo e jogando em casa, isso fará parte, possivelmente, da estratégia. Mas, no momento em que essa mesma pressão é batida, é uma equipa que tem a capacidade de agrupar; não a vejo só como uma equipa pressionante sempre no último terço, olhando para o que foram os quatro jogos oficiais que disputaram. Foram encontros de cariz diferente, quase todos fora de casa, por isso é difícil antecipar em definitivo o que será, mas percebe-se perfeitamente que querem dar passos em frente nesse aspeto — o próprio Ruben falou disso durante a manhã. Depois, sobre as ligações que referiu: são uma equipa diferente se o Rabiot jogar na dupla de médios ou numa linha mais avançada, como aconteceu nos primeiros jogos. Jogando mais adiantado, com aqueles dois médios interiores por dentro, são uma equipa; se o Rabiot se juntar ao Modric ou a outro médio, ganham dimensões distintas: ficam com um jogador um pouco mais ofensivo na segunda linha. Portanto, é uma equipa diferente consoante o posicionamento de certos atletas que são versáteis e atuam em várias posições".
Experiências na Grécia, na Premier League e na Champions
"Na nossa carreira, todos os momentos, todos os anos e todos os passos que damos — as experiências que temos em Portugal e depois quando a carreira se internacionaliza — são importantes no crescimento e na maturação de uma ideia e de uma identidade que queremos para as nossas equipas. Parto do princípio de que em todos os anos e em todos os momentos há sempre algo a melhorar e a crescer. Faz parte da autoanálise que se faz e de procurar evoluir no ano seguinte; esse é sempre o meu objetivo. Foram experiências diferentes, com praticamente os últimos dez anos na competição que é a melhor e a mais difícil..."
Alessandro Circati também fez a antevisão.
Circati a titular?
"De certeza que será um jogo com muita intensidade, vamos para o jogo com a ambição de vencer. Sobre ser titular, ainda não sei, estou aqui para disfrutar do jogo. Ambos os treinadores se conhecem bem, mas é só um simples jogo de futebol, e vamos tentar vencer."
Qualidade da Liga face à Serie A
"É muito diferente, o estilo de jogo e as viagens são diferentes, mas a I Liga tem grandes equipas e jogadores bons individualmente. A qualidade da Liga é muito boa e bem melhor do que as pessoas que estão de fora poderiam pensar."
Ajuda do futebol italiano
"O primeiro ano não foi fácil, foi o ano onde tinha de demonstrar o que podia fazer em campo, e começar a jogar mais encontros e não consigo colocar um número de jogos que fiz, e tudo foi graças ao treinador".
Diferenças entre Parma e Benfica
"Senti a diferença mal cheguei ao Benfica. É um mundo totalmente diferente, não pela dimensão do clube, mas sim porque o Benfica joga para ganhar o campeonato, ganhar todos os jogos. Com o Parma jogávamos apenas jogo a jogo para nos salvar, mas agora, neste clube, são duas posições diferentes entre jogar para ficar na Liga e ganhá-la. São duas posições diferentes, como podem imaginar."