Futebol
Leonor Pinhão manda boca a reforço do Benfica: "Injustificável esforço financeiro"
22 Ago 2026 | 13:55
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Futebol
31 Dez 2024 | 07:57 |
O Glorioso 1904 esteve à conversa com João Diogo Manteigas, candidato à Presidência do Benfica, que deu a conhecer a sua opinião relativamente ao duelo entre as águias e o Sporting, que se realizou no último domingo, 29 de dezembro, para a 16.ª jornada da Liga Portugal Betclic, tendo terminado na derrota encarnada por uma bola a zero.
"Uma exibição que se traduz em dois momentos: uma primeira parte que, para além de não ser expectável atendendo à relevância do jogo em causa, simplesmente não fez jus ao nome e história do Benfica; uma segunda parte que tentou ir atrás do prejuízo causado por culpa própria na primeira parte mas que se revelou insuficiente e tarde para resolver o dano consentido. A exibição, mesmo tendo sido melhor na segunda parte por o Benfica ter assumido mais posse e controlo do jogo, fica muito aquém do que era exigível pela necessidade de vitória e reforço do primeiro lugar". começou por analisar João Diogo Manteigas.
Relativamente à decisão de Bruno Lage em optar por Amdouni em vez de Pavlidis, no onze titular, João Diogo Manteigas referiu: "Lage é o máximo responsável por analisar e decidir quem está em melhores condições físicas, emocionais, entre outras, para representar o Benfica em campo. Não me parece que tenha tomado uma decisão condenável por vários fatores, incluindo, pelo facto de Pavlidis ter decaído em termos exibicionais nos últimos jogos e pela evidente mobilidade e técnica características de Amdouni. Agora, creio ser legítimo debater se Pavlidis pode ser melhor opção desde que o sistema de jogo do Benfica o beneficie. Continuo a achar que é um ponta de lança bastante válido mas que precisa de mais apoio próximo dele. Vejo Di Maria e Kerem muito afastados dele e Kokçu sem intuito, ou decisão, de o municiar mais vezes".
João Diogo Manteigas considera que a diferença estaria na "motivação" e realçou que as substituições foram "previsíveis": A diferença residiria toda na motivação que levaria à consistência. Não me parece que o insucesso do Benfica se tenha devido à falta de preparação técnica do jogo em si. No meu entendimento, os jogos grandes e mais relevantes (derby’s, clássicos, europeus, meias finais e finais de competições) exigem sempre uma preparação transversal. Temos que estar constantemente a relembrar os jogadores, sobretudo os estrangeiros que não conhecem tão bem o meio ambiente onde se vieram inserir, que não basta carregar o símbolo ao peito de um clube grande como o Benfica. Creio que a primeira parte revela que não encararam este jogo com a motivação extra e foco mental necessários para conseguir a vitória. Quanto às substituições, continuo a questionar o porquê de não apostar em Barreiro após boas exibições quando foi chamado e, estando a perder, não se apostar em Rollheiser e até Schjelderup, nem que seja para tentar algo de diferente. Nada contra Beste ou Cabral, simplesmente acho que as substituições foram previsíveis".
O Benfica tinha o dever de ter encarado o jogo de outra forma logo no seu início
"Creio que a preparação deveria ter sido mais holística do que acontece hoje no Benfica. Essa preparação implica saber que o oponente estará moralizado contra nós e que a atitude será, potencialmente, rejuvenescida pela mudança de treinador. Lida-se sempre com essa previsibilidade e probabilidade. Uma coisa é certa, o Benfica tinha o dever de ter encarado o jogo de outra forma logo no seu início, sobretudo, sabendo que do lado de lá o novo treinador teria que mudar o sistema tático por obrigação e que foi apanágio e característico desse clube nos últimos 5 anos. Note-se que o Benfica jogou 90 minutos contra o regresso de uma linha defensiva de 4 e que eram todos centrais de raiz. O Benfica não soube explorar essa, chamemos-lhe, fragilidade. Em particular, pelas laterais", acrescentou.
Acerca das aspirações do Benfica no Campeonato Nacional, João Diogo Manteigas nega qualquer complicação mesmo após o desaire em Alvalade: "De todo, nem faz sentido, com todo o respeito, pensar em complicação na aspiração a ganhar a 39.ª Liga. Temos dois pontos de desvantagem quase a fechar a primeira volta com uma segunda inteira por jogar. Agora, há algo a que não podemos ficar indiferentes e que causa verdadeiro impacto negativo e que não pode ser esquecido por direção, Staff técnico e jogadores: os sócios e adeptos tinham uma expectativa completamente diferente não só do resultado obtido, mas mais até do desempenho em si. Não vi os jogadores a darem tudo. E isso é inadmissível. Dirigentes, jogadores e treinadores jamais se podem queixar de falta de apoio nas bancadas mesmo quando as coisas correm mal por mais que tenha noção que mesmo a última jornada da 1.ª volta, desde que o Benfica ganhe, ainda pode trazer de novo uma reviravolta no topo da classificação. O Benfica ainda tem muito para conquistar esta época e vamos a tempo".
Por fim, João Diogo Manteigas acredita que Fábio Veríssimo foi "altamente rigoroso" com os atletas do Benfica: "Sempre extremamente permissivo com os jogadores adversários e altamente rigoroso com os do Benfica. Já é típico e o Benfica não pode ficar parado e ausente de comunicação com as entidades sobre isto. As regras são iguais para todos, independentemente de se jogar fora ou em casa. As minha críticas aos árbitros sempre se fundaram com base em incompetência e não por supostas intenções dos mesmos. Não digo que não tenham perfil para liderar determinados jogos mas conduzem os mesmos de forma duvidosa quando não aplicam os mesmos critérios às duas equipas em campo. Este não foi um jogo problemático em termos de casos, mas foi um jogo evidentemente prejudicial ao Benfica em termos corridos e de faltas no meio campo permitidas entre outras não permitidas, para não falar do comportamento anti-ético intencional do guarda redes do Sporting para perder tempo. Se têm que expulsar, que expulsem".
Águias já deixaram recado de despedida oficial para o jogador e agora atleta manda mensagem para o Clube e os adeptos sobre saída
22 Ago 2026 | 16:43 |
Após 13 anos de águia ao peito, Mauro Furtado está oficialmente de saída do Benfica. O defesa-central, de 18 anos, vai prosseguir a carreira no Girona, depois de ter sido campeão do mundo de Sub-17 por Portugal, e recorreu às redes sociais para deixar uma emotiva mensagem de despedida ao clube onde cresceu.
O atleta chegou ao Benfica ainda criança, com apenas quatro ou cinco anos, e passou praticamente toda a formação no emblema da Luz. Agora, perante o início de uma nova etapa, o jovem defesa não escondeu a emoção ao recordar o longo percurso de águia ao peito.
“Cheguei ao Benfica com 4/5 anos, ainda uma criança, com um sonho que provavelmente nem conseguia explicar. Entrei neste clube sem saber o que a vida me tinha reservado e, desde então, cresci aqui. Cresci como jogador, mas principalmente como pessoa”, escreveu.
Para o jovem central, o Benfica foi muito mais do que um clube: “O Benfica foi o único clube que conheci. Foi a única camisola que vesti, a única casa que tive no futebol, o lugar onde vivi os meus primeiros sonhos, as minhas primeiras conquistas, as minhas primeiras derrotas, as minhas amizades e tantos momentos que vão ficar comigo para sempre”, acrescentou.
M. Furtado: “Certamente não saio da maneira que um dia imaginei sair"
Mauro Furtado reconheceu, contudo, que a saída não acontece exatamente da forma como tinha imaginado: “Certamente não saio da maneira que um dia imaginei sair do único clube que tive na minha vida, mas levo comigo a gratidão por tudo o que o Benfica me deu e ensinou durante tantos anos. Há coisas que não conseguimos controlar, por mais que queiramos, e esta é uma delas”, afirmou.
“Cada pessoa deixou alguma coisa em mim. Algumas ensinaram-me futebol, outras ensinaram-me a crescer, outras simplesmente estiveram lá nos momentos certos. Levo um pouco de todos comigo”, concluiu. Agora, Mauro Furtado prepara-se para iniciar uma nova aventura no Girona.
Jogador tem tido sequência no onze inicial com o novo técnico na equipa encarnada, mas Clube admite negociá-lo ainda nesta janela
22 Ago 2026 | 16:40 |
Enzo Barrenechea atingiu uma marca especial com a camisola do Benfica. O médio chegou aos 50 jogos pelas águias na passada quinta-feira, na vitória por 3-1 frente ao Aarhus. Aos 25 anos, o argentino tem sido uma das opções de confiança de Marco Silva neste arranque de temporada. O atleta foi contratado ao Aston Villa na temporada 2025/26, inicialmente por empréstimo, numa operação que custou 3+12 milhões de euros ao Benfica.
No entanto, a situação poderá mudar com a iminente chegada de João Palhinha. A contratação do internacional português poderá provocar alterações na hierarquia do meio-campo e colocar em causa a continuidade de Barrenechea no plantel encarnado.
Apesar da utilização regular neste início de época, a direção do Benfica está disponível para analisar propostas pelo médio argentino e privilegia uma transferência a título definitivo. O objetivo passa por recuperar o investimento realizado na contratação do jogador e, eventualmente, libertar espaço no plantel para a chegada de novas soluções.
Assim, a marca dos 50 jogos surge num momento particularmente curioso da carreira de Barrenechea na Luz. O médio alcançou um número importante e tem sido aposta de Marco Silva, mas poderá estar a viver os últimos dias como jogador do Benfica.
A eventual chegada de Palhinha promete, por isso, ter consequências diretas no setor intermediário das águias. Caberá agora ao mercado ditar se Barrenechea continuará a lutar por um lugar no meio-campo encarnado ou se encontrará um novo desafio ainda durante este verão.
Treinador analisou a chegada do novo reforço encarnado e vê potencial de grande valia no jogador, mas também a chance de se tornar bode expiatório
22 Ago 2026 | 16:33 |
Vítor Manuel, pai de Vítor Bruno, analisou o possível impacto da chegada de João Palhinha ao Benfica e deixou um alerta quanto às expetativas que estão a ser criadas em torno do internacional português. Para o treinador, as águias já dispõem de soluções suficientes no plantel para controlar os adversários e impedir que estes criem situações de grande perigo, mesmo sem a contratação do médio.
Vítor Manuel sobre o Benfica: "Palhinha não vai ser o salvador da pátria..."
O técnico e 74 anos considera, inclusive, que o atual plantel se adapta perfeitamente a um sistema de 4x2x3x1: “Atendendo ao perfil dos jogadores deste plantel, o 4x2x3x1 faz todo o sentido. Punha o Prestianni na direita, o Schjelderup na esquerda e o Rafa nas costas do Pavlidis. Atrás, Barrenechea e Aursnes”, explicou ao jornal 'A Bola'.
Com Palhinha, Vítor Manuel admite uma alteração na estrutura da equipa, apostando num meio-campo composto pelo internacional português e Aursnes: “Com Palhinha, metia Palhinha e Aursnes no corredor central e talvez optasse por um 4x4x2 clássico — como o grande Benfica usou nos anos 60, 70 e 80 —, com Rafa e Prestianni (ou Schjelderup) nas alas e, na frente, Durán e Pavlidis”, acrescentou.
Apesar de reconhecer a qualidade do médio, o treinador teme que a mediatização da contratação acabe por colocar uma pressão excessiva sobre Palhinha: “O excesso de mediatização da contratação de Palhinha pode transformar-se em demasiada responsabilidade para o jogador, enquanto os outros médios poderão pensar que para pouco contarão. Palhinha não vai ser o salvador da pátria e, se o Benfica não for campeão, pode tornar-se num bode expiatório”, alertou.
Vítor Manuel destacou, ainda assim, que a decisão cabe a Marco Silva e que o treinador saberá melhor do que ninguém aquilo de que a equipa necessita: “O Marco é que é o treinador e ele sabe, melhor do que ninguém, do que precisa a equipa. Ele acha que o Benfica precisa de um jogador com este perfil e só temos de aceitar”, afirmou.