Futebol
António Silva divulga 'aventuras' que os jogadores do Benfica fazem durante as férias
14 Jun 2026 | 10:58
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09 Out 2024 | 08:12 |
Miguel Sousa Tavares considera inaceitáveis os constantes adiamentos dos jogos realizados na Choupana. Num artigo de opinião no jornal ‘Record’, o conhecido adepto do Porto comentou a não realização do Nacional – Benfica, considerando que os encarnados foram os grandes prejudicados. De resto, a remarcação da partida continua a dar que falar.
Miguel Sousa Tavares: "Mandaria a justiça que fosse o Nacional a ter de responder pelas despesas extraordinárias"
“Muito gostaria de saber como é que o Nacional foi construir o seu estádio da Choupana a 600 metros de altitude no clima da Madeira sem que nenhum projetista, engenheiro, arquiteto, dirigente do clube ou entidade licenciadora tivesse previsto a inevitabilidade de o local ficar coberto de nevoeiro várias vezes por ano. Mas fê-lo e, tendo-o feito, é apenas o Nacional que deve pagar as consequências disso e não os outros clubes que têm de lá jogar”, começa por referir Miguel Sousa Tavares.
“No mínimo, mandaria a justiça que fosse o Nacional a ter de responder pelas despesas extraordinárias que esses outros clubes fazem, com estadia acrescida ou nova deslocação, quando os jogos ali não são completados ou são adiados. E quando, como na época passada, os madeirenses andam pela segunda divisão, essas despesas acrescidas devem pesar e bem no orçamento dos pequenos clubes do continente chamados a pagar pelo nevoeiro na Choupana”, afirma Miguel Sousa Tavares.
Miguel Sousa Tavares: "Desta vez e por enquanto, a vítima foi o Benfica"
“Mas haveria outra medida ainda mais eficaz: digamos que quatro a seis horas antes da hora prevista para o jogo, o clube apresentaria à Liga e ao adversário uma previsão do IPMA sobre a possibilidade de nevoeiro à hora do jogo. E, sendo essa possibilidade elevada, teria de deslocar a partida para um estádio alternativo, que era obrigado a ter de reserva, sob pena de derrota por falta de comparência. Agora, assim, como as coisas continuam, mesmo ao fim de 17 adiamentos por força do nevoeiro neste século, sem que a Liga tenha dado um passo para encarar este problema surreal, é insustentável”, argumenta Miguel Sousa Tavares.
“Desta vez e por enquanto, a vítima foi o Benfica, como na época passada foi o Porto, obrigado a deslocar-se outra vez para cumprir o que restava do jogo contra o Santa Clara para os quartos-de-final da Taça – num estádio dos Açores onde não é o nevoeiro, mas a chuva, ali abundante, que num instante transforma o relvado numa piscina. No final dessa época, tive até ocasião de lamentar aqui que, a par da despromoção do Portimonense, dono de um dos melhores relvados do campeonato, a primeira divisão recebesse de volta o Nacional e o Santa Clara – não pelo mérito dos clubes, obviamente, mas pelas condições e condicionantes dos campos em que jogam e recebem”, considera Miguel Sousa Tavares.
“Mesmo para os interesses do futebol português, é inadmissível que o Benfica, muito bem lançado na Champions, tenha sido obrigado a inventar uma data num já saturado calendário, para voltar a testar o nevoeiro da Choupana. E se a cena se repete a 19 de Dezembro?”, finaliza Miguel Sousa Tavares.
Recorde o nevoeiro que obrigou o adiamento do Nacional - Benfica:
Antigo treinador do Clube encarnado está próximo de orientar equipa da Arábia Saudita e duelar com o capitão da seleção nacional
14 Jun 2026 | 13:00 |
Bruno Lage está em fase final de negociações para se tornar treinador do Al Diriyah, clube recém-promovido à Saudi Pro League, numa mudança que pode ficar oficializada nos próximos dias. O técnico português, de 50 anos, encontra-se sem clube desde a saída do Benfica, a 17 de setembro de 2025, e vê agora encaminhado o regresso ao ativo num projeto com forte investimento financeiro.
As conversações entre Bruno Lage e a estrutura do Al Diriyah decorrem há vários dias e estão já numa fase muito avançada, faltando apenas ajustar detalhes do contrato, nomeadamente a duração do vínculo. O entendimento entre as partes é considerado iminente.
O Al Diriyah, equipa sediada na cidade com o mesmo nome, situada a cerca de 15 quilómetros a noroeste de Riade, garantiu a subida ao principal escalão do futebol saudita após vencer o Al Ula, orientado por José Peseiro, no play-off de promoção, por 2-1.
Deste modo, o projeto saudita aponta para um investimento significativo no plantel, com o objetivo de garantir competitividade imediata na Saudi Pro League, prova na qual Cristiano Ronaldo disputa. Na última temporada, a equipa contou, entre outros nomes, com o avançado Moussa Marega, de 35 anos, com passado no Porto.
Caso o acordo se concretize, Bruno Lage volta a um contexto onde já trabalhou no passado, depois de ter orientado os sub-19 e a equipa B do Al Ahli, nos Emirados Árabes Unidos. Recorde-se que o treinador soma ainda passagens pelo Benfica, Botafogo e Wolverhampton, além de experiências como adjunto no Swansea e no Sheffield Wednesday.
Clube encarnado está a viver dias decisivos na preparação da nova temporada e presidente trabalha contra o relógio para satisfazer o treinador
14 Jun 2026 | 11:54 |
O Benfica está numa verdadeira corrida contra o tempo para preparar a nova temporada. Com o arranque da pré-época marcado para 25 de junho, Rui Costa e Mário Branco intensificaram os contactos no mercado, com o objetivo de entregar reforços a Marco Silva o mais rapidamente possível. Fechada a hipótese de Harry Wilson rumar à Luz, as águias já procuram por alternativas.
A estrutura encarnada considera essencial dar ao novo treinador uma base de trabalho sólida logo nos primeiros dias no Seixal. A intenção passa por permitir que Marco Silva possa concentrar-se na observação do plantel e na implementação das suas ideias sem grandes sobressaltos.
A principal prioridade está identificada há várias semanas: o centro da defesa - algo mencionado por Paulo Madeira. O Benfica pretende contratar dois centrais com características distintas. Um deles deverá ser esquerdino, enquanto o outro terá de apresentar versatilidade suficiente para atuar nos dois lados do eixo defensivo, independentemente do pé dominante.
Mas os planos da SAD não ficam por aí. Os encarnados procuram também reforçar as alas ofensivas. Apesar de Harry Wilson estar fora de hipótese, o perfil desejado é semelhante ao do internacional galês: um extremo capaz de desequilibrar no um para um, criar oportunidades e acrescentar qualidade ao ataque.
Outro aspeto importante da estratégia benfiquista prende-se com o Mundial. A SAD liderada por Rui Costa decidiu afastar a possibilidade de contratar jogadores que estejam envolvidos na competição, privilegiando atletas disponíveis de imediato. Em simultâneo, Marco Silva e a estrutura trabalham também na definição dos jogos particulares de pré-temporada, numa fase decisiva para preparar uma época que começará cedo: a 23 de julho, com a segunda pré-eliminatória da Liga Europa.
Novo treinador do Clube encarnado inicia funções numa das fases mais delicadas dos últimos anos e tem dossiês para solucionar
14 Jun 2026 | 11:49 |
Marco Silva já começou a preparar a nova época do Benfica, mas herda um cenário exigente e repleto de desafios. Depois da saída de José Mourinho para o Real Madrid, o técnico português assume o comando das águias num momento de mudança profunda, com a missão de lançar um novo ciclo desportivo na Luz.
Uma das primeiras tarefas passa pela construção de uma nova identidade competitiva. Mourinho deixou uma marca forte dentro e fora do balneário, sustentada por experiência, títulos e liderança. Agora, Marco Silva regressa a Portugal após vários anos na Premier League, com a responsabilidade de afirmar as suas ideias e conquistar rapidamente a confiança dos adeptos encarnados.
A pressão aumenta devido ao calendário. O Benfica inicia a pré-época a 25 de junho e terá pouco menos de um mês para preparar a segunda pré-eliminatória da Liga Europa, marcada para 23 de julho. Além disso, vários internacionais poderão chegar mais tarde ao Seixal devido ao Mundial de 2026, dificultando a preparação da equipa.
O mercado é outro dos grandes dossiers. A saída de Nicolás Otamendi deixou um vazio na defesa e a contratação de pelo menos um central parece inevitável. Em simultâneo, Marco Silva terá de recuperar jogadores que ficaram aquém das expectativas, como Dodi Lukebakio - que pode estar de saída, Franjo Ivanovic e Georgiy Sudakov, um atleta cujas características são particularmente apreciadas pelo novo treinador.
Por fim, existe uma missão que vai além das quatro linhas: reconquistar os adeptos. Após uma temporada dececionante, os benfiquistas esperam uma resposta forte da equipa e da estrutura. Marco Silva terá de devolver entusiasmo à Luz, reforçar a ligação entre equipa e bancada e aproveitar também o talento da formação, num Clube onde o sucesso passa tanto pelos resultados como pela identidade.