Futebol
Leonor Pinhão manda boca a reforço do Benfica: "Injustificável esforço financeiro"
22 Ago 2026 | 13:55
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Futebol
13 Jun 2023 | 16:21 |
Luciano Junior, preparador de guarda-redes das camadas jovens do Palmeiras, que treinou Bento, guarda-redes do Atlético Paranaense e alvo encarnado, durante a formação, analisou o guardião brasileiro, de 24 anos.
“Cheguei ao Athlético em 2013 e o primeiro contacto com o Bento só aconteceu em 2016, já ele tinha 17 anos e começava a participar mais nos treinos da equipa profissional. A presença dele ainda não era regular. Quando trabalho nas equipas profissionais, gosto de ter contacto com os guarda-redes da formação, para que eles já possam ter esse contacto com o mundo profissional. Sabemos que esse intercâmbio ajuda na maturidade do atleta, na adaptação e na pressão que é atuar numa equipa profissional. A partir de 2016, o Bento começou a participar mais nos trabalhos da formação principal. Inclusivamente terminou na época a treinar com a equipa principal, teve as férias na mesma altura e regressou junto com os outros jogadores para a pré-época, já que o clube voltou mais cedo pois iria disputar a Libertadores. Esteve com o grupo durante seis meses, ou seja, os últimos três meses de 2016 e os três primeiros de 2017. Acredito que foi o período mais importante para ele. Conviveu com o Weverton, o Santos e com o técnico Paulo Autuori, que sempre apreciou muito as suas qualidades”, afirmou, declarações ao Record.
“O biótipo e o porte físico dele chamaram a atenção desde jovem. Chegou ao Athlético em 2009 e com 10 anos já se destacava por essas características, pelo que todos comentaram comigo no clube. Claro que oscilou dentro do seu comportamento de jogo, nos períodos em que tinha de oscilar, não há como evitar isso. Faz parte do indivíduo nas questões emocionais e na parte da formação. Até se conseguir assimilar tudo que é passado, é natural que os erros aconteçam. Se não houver nada para ajustar, aí sim é que está o erro. Há sempre algo para corrigir com os jogadores com que trabalhamos. Essa talvez seja uma das grandes mais-valias da escola de formação de guarda-redes do Athlético Paranaense. Existe uma preocupação para que os atletas evoluam sempre com um trabalho muito minucioso. É por isso que o Bento chegou ao nível que chegou. Sempre mostrou essa calma e tranquilidade que todos têm acompanhado. Para mim, são essas as suas principais características. Um guarda-redes muito calmo, um atleta leve que não é de se abalar e se deixar abater. Por isso, chegou ao nível que apresenta hoje”, analisou.
“Não tenho dúvidas disso. Vestir a camisola de uma seleção é uma grande responsabilidade, mas quando ele, no período da pandemia, fez dois jogos diante do River Plate conseguiu mostrar todo o seu equilíbrio emocional, o quanto é focado. Conseguiu fazer um bom trabalho naquele momento. Quando foi necessário assumir a titularidade para substituir um dos grandes ídolos do clube e um dos grandes guarda-redes do Brasil - o Santos - teve um bom desempenho, ele joga num alto nível. Mostrou todo o seu equilíbrio emocional. Suporta muito bem todos os testes que lhe são colocados, com um resultado altamente positivo”, afirmou em relação à capacidade potencial de Bento.
“O Felipe Farias trabalha muito bem isso, conheço os seus métodos. A prova disso é que os guarda-redes do Athlético estão sempre a garantir bons resultados, jogam bem e estão sempre entre os melhores”, terminou salientando o aspeto mental.
Esta temporada, Bento – avaliado em 7 milhões de euros – conta com 34 partidas, onde manteve a baliza em branco por 14 ocasiões.
Águias já deixaram recado de despedida oficial para o jogador e agora atleta manda mensagem para o Clube e os adeptos sobre saída
22 Ago 2026 | 16:43 |
Após 13 anos de águia ao peito, Mauro Furtado está oficialmente de saída do Benfica. O defesa-central, de 18 anos, vai prosseguir a carreira no Girona, depois de ter sido campeão do mundo de Sub-17 por Portugal, e recorreu às redes sociais para deixar uma emotiva mensagem de despedida ao clube onde cresceu.
O atleta chegou ao Benfica ainda criança, com apenas quatro ou cinco anos, e passou praticamente toda a formação no emblema da Luz. Agora, perante o início de uma nova etapa, o jovem defesa não escondeu a emoção ao recordar o longo percurso de águia ao peito.
“Cheguei ao Benfica com 4/5 anos, ainda uma criança, com um sonho que provavelmente nem conseguia explicar. Entrei neste clube sem saber o que a vida me tinha reservado e, desde então, cresci aqui. Cresci como jogador, mas principalmente como pessoa”, escreveu.
Para o jovem central, o Benfica foi muito mais do que um clube: “O Benfica foi o único clube que conheci. Foi a única camisola que vesti, a única casa que tive no futebol, o lugar onde vivi os meus primeiros sonhos, as minhas primeiras conquistas, as minhas primeiras derrotas, as minhas amizades e tantos momentos que vão ficar comigo para sempre”, acrescentou.
M. Furtado: “Certamente não saio da maneira que um dia imaginei sair"
Mauro Furtado reconheceu, contudo, que a saída não acontece exatamente da forma como tinha imaginado: “Certamente não saio da maneira que um dia imaginei sair do único clube que tive na minha vida, mas levo comigo a gratidão por tudo o que o Benfica me deu e ensinou durante tantos anos. Há coisas que não conseguimos controlar, por mais que queiramos, e esta é uma delas”, afirmou.
“Cada pessoa deixou alguma coisa em mim. Algumas ensinaram-me futebol, outras ensinaram-me a crescer, outras simplesmente estiveram lá nos momentos certos. Levo um pouco de todos comigo”, concluiu. Agora, Mauro Furtado prepara-se para iniciar uma nova aventura no Girona.
Jogador tem tido sequência no onze inicial com o novo técnico na equipa encarnada, mas Clube admite negociá-lo ainda nesta janela
22 Ago 2026 | 16:40 |
Enzo Barrenechea atingiu uma marca especial com a camisola do Benfica. O médio chegou aos 50 jogos pelas águias na passada quinta-feira, na vitória por 3-1 frente ao Aarhus. Aos 25 anos, o argentino tem sido uma das opções de confiança de Marco Silva neste arranque de temporada. O atleta foi contratado ao Aston Villa na temporada 2025/26, inicialmente por empréstimo, numa operação que custou 3+12 milhões de euros ao Benfica.
No entanto, a situação poderá mudar com a iminente chegada de João Palhinha. A contratação do internacional português poderá provocar alterações na hierarquia do meio-campo e colocar em causa a continuidade de Barrenechea no plantel encarnado.
Apesar da utilização regular neste início de época, a direção do Benfica está disponível para analisar propostas pelo médio argentino e privilegia uma transferência a título definitivo. O objetivo passa por recuperar o investimento realizado na contratação do jogador e, eventualmente, libertar espaço no plantel para a chegada de novas soluções.
Assim, a marca dos 50 jogos surge num momento particularmente curioso da carreira de Barrenechea na Luz. O médio alcançou um número importante e tem sido aposta de Marco Silva, mas poderá estar a viver os últimos dias como jogador do Benfica.
A eventual chegada de Palhinha promete, por isso, ter consequências diretas no setor intermediário das águias. Caberá agora ao mercado ditar se Barrenechea continuará a lutar por um lugar no meio-campo encarnado ou se encontrará um novo desafio ainda durante este verão.
Treinador analisou a chegada do novo reforço encarnado e vê potencial de grande valia no jogador, mas também a chance de se tornar bode expiatório
22 Ago 2026 | 16:33 |
Vítor Manuel, pai de Vítor Bruno, analisou o possível impacto da chegada de João Palhinha ao Benfica e deixou um alerta quanto às expetativas que estão a ser criadas em torno do internacional português. Para o treinador, as águias já dispõem de soluções suficientes no plantel para controlar os adversários e impedir que estes criem situações de grande perigo, mesmo sem a contratação do médio.
Vítor Manuel sobre o Benfica: "Palhinha não vai ser o salvador da pátria..."
O técnico e 74 anos considera, inclusive, que o atual plantel se adapta perfeitamente a um sistema de 4x2x3x1: “Atendendo ao perfil dos jogadores deste plantel, o 4x2x3x1 faz todo o sentido. Punha o Prestianni na direita, o Schjelderup na esquerda e o Rafa nas costas do Pavlidis. Atrás, Barrenechea e Aursnes”, explicou ao jornal 'A Bola'.
Com Palhinha, Vítor Manuel admite uma alteração na estrutura da equipa, apostando num meio-campo composto pelo internacional português e Aursnes: “Com Palhinha, metia Palhinha e Aursnes no corredor central e talvez optasse por um 4x4x2 clássico — como o grande Benfica usou nos anos 60, 70 e 80 —, com Rafa e Prestianni (ou Schjelderup) nas alas e, na frente, Durán e Pavlidis”, acrescentou.
Apesar de reconhecer a qualidade do médio, o treinador teme que a mediatização da contratação acabe por colocar uma pressão excessiva sobre Palhinha: “O excesso de mediatização da contratação de Palhinha pode transformar-se em demasiada responsabilidade para o jogador, enquanto os outros médios poderão pensar que para pouco contarão. Palhinha não vai ser o salvador da pátria e, se o Benfica não for campeão, pode tornar-se num bode expiatório”, alertou.
Vítor Manuel destacou, ainda assim, que a decisão cabe a Marco Silva e que o treinador saberá melhor do que ninguém aquilo de que a equipa necessita: “O Marco é que é o treinador e ele sabe, melhor do que ninguém, do que precisa a equipa. Ele acha que o Benfica precisa de um jogador com este perfil e só temos de aceitar”, afirmou.