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Clube
05 Nov 2026 | 10:24 | Por Diogo Fernandes
O Movimento Servir o Benfica (SOB) divulgou, esta quarta-feira, um comunicado no qual faz o balanço da Assembleia Geral do passado dia 31 de outubro. Apesar de reconhecer alguns aspetos positivos, o movimento deixou várias críticas à forma como decorre a participação dos associados na vida democrática do Clube. Um dos pontos mais destacados prende-se com as perguntas colocadas pelos benfiquistas nas últimas três reuniões magnas.
SOB: "Ouvir os sócios sem lhes responder não é participação democrática"
"Demos particular atenção às perguntas dos sócios, nos mais variados temas. Nessas três reuniões, os sócios colocaram 155 questões. Apenas 40 tiveram resposta completa, 45 tiveram resposta parcial e 70 ficaram sem qualquer resposta. A Assembleia Geral de sábado não foi excepção e muitas outras perguntas ficaram por responder. Ouvir os sócios sem lhes responder não é participação democrática", pode ler-se nas redes sociais.
O movimento - do qual Pedro Brinca foi expulso - também se congratulou com a apresentação do novo emblema do Clube, considerando que esta aconteceu "em cumprimento dos Estatutos aprovados em março de 2025". Ainda assim, lamentou "que tenha sido necessário mais de um ano e meio para dar o primeiro passo no cumprimento de uma norma estatutária clara e objetiva". O SOB promete acompanhar o compromisso assumido pelo presidente de introduzir o símbolo em todas as áreas do Clube nos próximos meses, incluindo os equipamentos das diferentes modalidades.
SOB: "Permite decidir sem ouvir, votar sem debater e aprovar sem escrutinar"
O SOB voltou a manifestar-se contra o voto à distância, considerando que este modelo "afasta" os sócios da Assembleia Geral. "Permite decidir sem ouvir, votar sem debater e aprovar sem escrutinar. Um sócio pode hoje pronunciar-se sobre as contas, o orçamento ou o património do Benfica sem ter acompanhado um único minuto da Assembleia Geral", argumentou.
O comunicado termina com um apelo à participação ativa dos benfiquistas, independentemente dos resultados desportivos ou de quem dirige o Clube. "O Sport Lisboa e Benfica é muito mais do que a sua equipa de futebol e a vida democrática do clube não pode depender da sua prestação", defendeu.
Veja o comunicado em questão:
Clube vai associar o seu nome a um empreendimento habitacional no Seixal, numa iniciativa que marca a entrada das águias no segmento das branded residences
03 Nov 2026 | 13:54 | Por Redação
O Benfica, emblema liderado por Rui Costa, vai associar o seu nome a um empreendimento habitacional na zona do Seixal, numa iniciativa que marca a entrada do Clube no segmento das branded residences. O projeto, denominado The Official Benfica Residences, ficará situado nas imediações do Benfica Campus e pretende transportar a identidade das águias para o mercado imobiliário.
A iniciativa será promovida pelo Fundo Trindade e desenvolvida pela Libertas, numa ligação que representa a primeira aposta direta de um dos três grandes clubes portugueses neste tipo de empreendimento. A ideia passa por integrar elementos ligados à história e aos valores do Benfica nos espaços comuns e na decoração das habitações.
De acordo com o Expresso, o conceito foi trabalhado em conjunto com o Museu Benfica e procura ir além da simples utilização do símbolo ou das cores do Clube. A promotora descreve a proposta como uma "interpretação residencial da identidade benfiquista", procurando criar uma ligação entre a experiência de viver no espaço e a marca encarnada.
A localização, junto à Quinta da Trindade, é um dos pontos centrais do projeto. A proximidade ao centro de estágios poderá atrair famílias de jovens futebolistas, elementos das equipas técnicas e jogadores que procurem residir perto do local de trabalho. As vistas sobre o Tejo e Lisboa são também apontadas pelos promotores como argumentos para captar compradores.
O empreendimento pertence ao Trindade - Fundo de Investimento Imobiliário Fechado, gerido pela Norfin e com participação do Grupo Libertas. Através desta parceria, a marca Benfica passa a estar ligada a um projeto residencial que pretende valorizar os terrenos da Quinta da Trindade e explorar o reconhecimento do Clube dentro e fora de Portugal.
Presidente da Federação corre risco de enfrentar processo disciplinar no Clube após participação de antigo candidato na Assembleia Geral
01 Nov 2026 | 12:20 | Por Redação
Pedro Proença poderá enfrentar um processo disciplinar no Benfica, na sequência de uma participação apresentada por João Diogo Manteigas durante a Assembleia Geral do Clube. A queixa contra o atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) poderá ter consequências significativas, uma vez que, em último caso, poderá levar à sua expulsão de sócio dos encarnados.
O antigo candidato à presidência do Benfica enquadrou a alegada infração nas categorias de natureza “grave” e “muito grave”, previstas nos estatutos. Na exposição entregue à Direção liderada por Rui Costa, o advogado aponta ainda a existência de circunstâncias agravantes, considerando que os áudios recentemente divulgados envolvendo Pedro Proença provocaram “desprestígio público para o Sport Lisboa e Benfica”.
A decisão está agora nas mãos da Direção encarnada. De acordo com o artigo 40.º dos estatutos, compete a este órgão instaurar procedimentos disciplinares contra os associados, podendo também delegar a instrução do processo num dos seus membros ou numa pessoa especialmente mandatada para o efeito.
Caso a participação seja aceite e avance para processo disciplinar, será necessário apurar os factos e determinar se existem fundamentos para aplicar uma sanção ao dirigente federativo. Os estatutos contemplam quatro possibilidades: repreensão simples, repreensão registada, suspensão temporária até um ano ou expulsão de sócio. A participação foi anunciada pelo próprio João Diogo Manteigas durante a reunião magna.
Na ocasião, o antigo candidato pediu à Direção que avançasse com a análise da queixa “sem medo, nem politiquices”, defendendo a necessidade de proteger o bom nome e o prestígio institucional do clube. Assim, Pedro Proença, atualmente identificado como sócio n.º 5.172 do Benfica, poderá vir a enfrentar consequências disciplinares.
Sócio do Clube faz muitas críticas ao Presidente encarnado durante Assembleia Geral e aponta para resultados inexpressivos no futebol
31 Out 2026 | 15:04 | Por Redação
Mauro Xavier aproveitou a Assembleia Geral do Benfica deste sábado para criticar a gestão de Rui Costa, exigindo explicações sobre os resultados desportivos e mudanças concretas após três épocas sem conquistar o campeonato nacional. Perante os sócios, o gestor e um dos fundadores do movimento Unum acusou a direção de repetir promessas sem esclarecer os motivos dos insucessos.
Mauro Xavier sobre Rui Costa no Benfica: "Gastamos cada vez mais para ganhar cada vez menos..."
“São três épocas sem sermos campeões. Mudaram as palavras, mas o discurso é o mesmo: promete sem esclarecer”, afirmou, questionando que medidas falharam e que decisões terão de ser alteradas. Apesar das críticas, reconheceu alguns aspetos positivos, como o novo contrato com a Adidas, a criação do Emirates Lounge e o recorde de quotização. Ainda assim, considerou que continuam por resolver problemas estruturais.
A situação económica da SAD esteve também no centro da intervenção. Mauro Xavier apontou um aumento superior a 4% nos custos operacionais e uma descida de cerca de 3% nas receitas. Na sua análise, sem as verbas das transferências e os cerca de 15 milhões de euros associados à chegada de José Mourinho, o défice operacional aproximar-se-ia dos 75 milhões.
O gestor alertou ainda para o impacto da ausência da Liga dos Campeões, estimando uma quebra de receitas entre 30 e 35 milhões de euros nesta temporada. Referiu também que, apesar da redução do número de jogadores sob contrato face a 2021/22, as amortizações e imparidades cresceram 23%, para 52,2 milhões de euros, enquanto os gastos com pessoal do grupo se aproximam dos 160 milhões.
“Gastamos cada vez mais para ganhar cada vez menos”, resumiu. Por fim, defendeu uma mudança no modelo de gestão: “O Benfica não pode vender os melhores jogadores para equilibrar as contas. Tem de equilibrar as contas para manter os melhores jogadores”.