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Fernando Tavares 'explode' e aponta o que falta para Benfica ser um clube de topo mundial
15 Out 2026 | 10:24
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17 Jul 2024 | 11:09 |
O diretor executivo do Benfica para a expansão internacional, Bernardo Faria de Carvalho, concedeu uma entrevista à plataforma de negócios 2PlayBook, na passada terça-feira, dia 16 de julho, onde o sucesso do Benfica Campus foi assunto principal, comparando o Seixal à Universidade de Harvard.
"Somos um país pequeno, porque somos 11 milhões de pessoas a viver em Portugal e só temos 220 mil crianças federadas no futebol de competição, um número que estabilizou e não está a crescer. A mina de ouro está a ficar mais pequena e com uma concorrência interna cada vez maior. Entretanto, sabem quantas crianças federadas jogam futebol nos Estados Unidos? 25 milhões. Por isso entendemos que o próximo passo era internacionalizar isto e como é que o fazemos? Através de um programa comercial, claro, mas sobretudo um programa real. Quando me apresento, faço-o com treinadores reais e um parceiro local", começou sobre a importância da internacionalização de marca para o Benfica.
O dirigente continua sobre a forma de identificar novas academias: "Percebemos que há talento em quase todo o lado, por isso é uma mistura entre o lado desportivo e o lado comercial. É apenas uma questão de tempo até sabermos quando é que os melhores talentos começam a ser pagos num país. No Brasil, abrimos o primeiro centro há três anos e agora vamos abrir o segundo. Na Costa do Marfim vamos encarregar-nos do desenvolvimento de todas as suas camadas jovens, temos uma parceria nos Estados Unidos com o Dallas FC... Quando vamos a um lado, eles sabem que somos nós que mandamos, porque a academia para nós é como a universidade que nos prepara antes de sairmos para o mercado de trabalho. Somos a Harvard do futebol".
"Há talento em todo o lado e o futebol não para de crescer, mas, mais do que os números, o que é importante para nós é criar a infraestrutura com as associações certas em todo o mundo. A América do Sul, a América do Norte, o Médio Oriente e a Ásia são os principais mercados onde gostaríamos de ter academias, mas não nos podemos esquecer que quanto mais longe formos, mais complicada é a operação. E a tecnologia tem-nos ajudado e hoje qualquer sessão de treino que ocorra no Brasil pode ser vista em direto a partir do nosso campus em Lisboa, por isso não precisamos de esperar por um telefonema a dizer ‘Uau, temos aqui um miúdo fantástico e vamos enviar-lhe um vídeo agora mesmo'", acrescenta Faria de Carvalho.
O diretor executivo do Benfica termina olhando às oportunidades nos Estados Unidos da América: "É um mercado que tem duas coisas ótimas e onde queremos criar um verdadeiro caminho. Tem um grande potencial de crescimento e existem grandes oportunidades comerciais, porque existem fortunas importantes entre os investidores da MLS. Penso que um dia veremos a MLS a competir da melhor forma para contratar o futuro Cristiano ou Messi. Sei que isso é correto e falo com as pessoas da MLS".
Antigo candidato à presidência do Clube vermelho e branco reagiu à sua saída do grupo político encarnado e deixou várias críticas
19 Out 2026 | 10:51 |
A vida associativa do Benfica continua marcada por movimentações e divergências. Este domingo, o movimento Servir o Benfica anunciou, através de um comunicado oficial, o fim da ligação a Francisco Benitez. Nas suas redes sociais, o antigo candidato à presidência do Clube lamentou a sua saída.
F. Benitez: "Há dias que custam"
"Há dias que custam. Hoje é um desses dias. Hoje chegou ao fim a minha ligação ao movimento Servir o Benfica. Seis anos depois de ter ajudado a criar este projeto, de lhe ter dedicado tempo, energia, convicção e uma parte importante da minha vida, vejo este percurso terminar da forma que menos esperava: por decisão de outros", começou por escrever.
De seguida, o conhecido adepto revelou que irá juntar-se ao grupo UNUM. "E porquê? Porque decidi juntar-me ao UNUM. Porque entendi que, num Benfica tantas vezes dividido, valia a pena construir pontes em vez de alimentar trincheiras. Porque acredito que pessoas com opiniões diferentes podem sentar-se à mesma mesa, conversar, encontrar soluções e trabalhar por aquilo que verdadeiramente as une: o amor ao Sport Lisboa e Benfica", pode ler-se.
F. Benitez: "Deixa-me uma mágoa profunda"
Francisco Benitez não esconde a sua desilusão. "Nunca pensei que querer unir pudesse ser motivo para excluir. Durante seis anos dei tudo o que podia ao movimento. Fi-lo de forma desinteressada, com entrega, lealdade e, sobretudo, com a consciência de estar a fazer aquilo em que acreditava...Não escondo a tristeza. Ser afastado de um projeto que ajudei a criar, não por ter traído os seus princípios, mas por continuar a acreditar na liberdade de pensar e de participar, deixa uma mágoa profunda. Mais do que a decisão, dói perceber que, afinal, a diferença de pensamento pode valer mais do que seis anos de dedicação.
Para concluir, o benfiquista defende que ninguém pode impedir as suas convicções. "Podem afastar-me de um movimento. Não podem afastar-me das minhas convicções, da minha liberdade de pensamento ou do meu amor ao Benfica. Saio triste, naturalmente...Hoje termina um capítulo de seis anos. Não termina, nem nunca terminará, a minha vontade de servir o Benfica. Porque os movimentos passam, as pessoas seguem os seus caminhos, mas o Benfica fica. E o Benfica, para mim, estará sempre acima de tudo", finalizou.
Veja o "tweet" de Francisco Benitez:
Dupla importante acaba em divórcio com grupo político encarnado com antigo candidato à presidência entre os membros a desligar-se
18 Out 2026 | 15:16 |
A vida associativa do Benfica continua marcada por movimentações e divergências. Este domingo, o movimento Servir o Benfica anunciou, através de um comunicado oficial, o fim da ligação a Francisco Benitez e Guilherme Fontes.
Francisco Benitez foi uma das figuras de destaque do movimento, tendo sido o candidato à presidência do Benfica nas eleições de 2021, nas quais acabou derrotado por Rui Costa. Um ano antes, integrou também o processo eleitoral encarnado, ao ser proposto para a liderança da Mesa da Assembleia Geral na lista encabeçada por João Noronha Lopes, em 2020.
A decisão agora anunciada surge na sequência da integração de Benitez na plataforma UNUM, um grupo independente criado em setembro de 2026 por 32 adeptos e figuras ligadas ao universo benfiquista. Apresentada como uma "casa de ideias", a iniciativa está associada ao movimento Benfica de Todos.
Perante este novo envolvimento, o Servir o Benfica esclareceu que não faz parte de outras iniciativas promovidas por sócios, nem presta apoio institucional a esses projetos. No comunicado, o movimento oficializa, assim, o afastamento de Francisco Benitez e Guilherme Fontes, sublinhando que a decisão do antigo rosto da candidatura presidencial foi tomada a “título individual”.
Esta separação representa mais um episódio na dinâmica associativa do clube da Luz, num contexto em que diferentes grupos, como o recém formado UNUM, e plataformas procuram afirmar as suas ideias e posições sobre o futuro do Benfica.
Claque das águias parece estar envolvida em muitas confusões nos estádios e nos bastidores, mas alguns membros podem estar à trabalhar para o Clube
17 Out 2026 | 12:42 |
A presença de elementos dos No Name Boys na empresa responsável por serviços de segurança ao Benfica está a levantar questões sobre a separação entre o papel de adepto e o exercício de funções profissionais no Estádio da Luz. Vários membros da claque integram os quadros da PM - Segurança, situação que terá estado na origem de episódios de tensão dentro e fora do recinto.
A empresa terá sido criada durante os mandatos de Luís Filipe Vieira e começou por assegurar a segurança do centro de treinos do Seixal, alargando posteriormente a atividade a outras áreas do universo encarnado. É gerida por Paulo Magalhães, antigo pugilista do Benfica, que, de acordo com a informação avançada pelo Correio da Manhã, terá recrutado vários elementos ligados à claque.
A polémica prende-se com a alegada acumulação de funções: alguns dos trabalhadores estarão envolvidos em tarefas de vigilância e revistas a adeptos nos dias de jogo, regressando noutras ocasiões às bancadas enquanto apoiantes do Benfica. Segundo as notícias divulgadas, esta sobreposição terá contribuído para momentos de tensão, incluindo situações envolvendo adeptos de clubes rivais. Não foram, contudo, divulgados publicamente todos os detalhes dos episódios referidos.
Fundados a 4 de março de 1992, os No Name Boys nasceram de uma cisão no seio dos Diabos Vermelhos e tornaram-se um dos principais grupos organizados de apoio ao Benfica. A claque ocupa habitualmente setores da bancada Sul do Estádio da Luz e acompanha a equipa em jogos nacionais e internacionais.
O grupo não está registado oficialmente nos termos aplicáveis aos grupos organizados de adeptos. A questão da legalização tem sido motivo de debate, nomeadamente devido às exigências legais relativas à identificação dos membros e às condições de apoio às claques.