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Clube
21 Jun 2023 | 11:39 |
Carlos Barbosa da Cruz, comentador afeto ao Sporting, no artigo de opinião publicado pelo jornal Record, esta quarta-feira, dia 21 de junho, teceu duras críticas a Rui Costa.
“Rui Costa, ao dizer que o Benfica não cumpriria a lei da negociação centralizada dos direitos televisivos se a mesma prejudicasse o clube, cometeu a primeira grande calinada do seu mandato”, começou por dizer o adepto leonino.
“A cultura sobranceirista que desde há décadas anima o Benfica (a tal dos 6 milhões de portugueses) pode acomodar muita coisa, mas nunca um apelo à amotinação cívica”, continuou.
Contudo, Barbosa da Cruz acabou… a dar razão ao Presidente do Benfica. “Numa coisa, porém, Rui Costa tem razão; este tema da centralização tem tudo para se tornar uma tempestade perfeita. A começar pela legislação que a impõe e cuja conformidade constitucional me suscita enormes dúvidas, configurando uma paternalística e desproporcionada intervenção estatal na esfera própria da iniciativa privada, mesmo com o pretexto de evitar distorções da concorrência nesse mercado”, referiu o sportinguista.
“Esta equação tem dois nós górdios. O primeiro consiste em haver acordo sobre a distribuição de verbas. O segundo em haver quem banque o negócio”, conferiu.
Por fim, o adepto verde e branco admitiu que o Maestro “disse alto (e desajeitadamente, convenhamos) o que muitos pensam baixinho”. “Para que os grandes adiram à centralização, é preciso que o bolo aumente substancialmente; no fundo, Rui Costa disse alto (e desajeitadamente, convenhamos) o que muitos pensam baixinho. Neste negócio não há boleias e não estou a ver ninguém com espírito de sacrifício”, concluiu.
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Iniciativa das águias ganhou uma nova dimensão e prepara-se para chegar ao centro do debate político, depois de ultrapassar o número de assinaturas
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A petição apresentada pelo Benfica contra o modelo de centralização dos direitos televisivos do futebol profissional ganhou força nos últimos dias e já ultrapassou o número de assinaturas necessário para ser discutida em Plenário da Assembleia da República. A iniciativa foi apresentada a 8 de agosto e pretende colocar em causa a forma como está prevista a comercialização centralizada dos direitos audiovisuais.
À data desta terça-feira, petição intitulada "Pela suspensão e revisão do Modelo de Comercialização Centralizada dos Direitos Audiovisuais" contava com 7.684 assinaturas, ultrapassando as 7.500. Rui Costa, presidente do Benfica, surge como primeiro signatário da iniciativa, que pretende agora levar o tema para uma discussão no Parlamento.
A petição está disponível para subscrição desde 10 de agosto e continuará aberta durante mais 50 dias no site da Assembleia da República (28 de setembro). O objetivo definido pelos encarnados passa pela suspensão da implementação do atual modelo de centralização dos direitos audiovisuais do futebol profissional, até que seja realizada uma avaliação técnica, económica e jurídica independente.
Além da suspensão, o Clube pretende também que sejam revistas as soluções atualmente previstas para o processo. A posição foi apresentada pelo clube através de um comunicado divulgado a 10 de agosto, no qual foi explicada a intenção de promover uma análise independente antes da implementação do modelo.
A discussão em Plenário poderá ainda abrir diferentes possibilidades no plano institucional. Segundo a informação disponibilizada pela Assembleia da República, a apreciação de uma petição pode resultar na comunicação ao ministro competente para eventual medida legislativa ou administrativa, na remessa do processo ao Procurador-Geral da República, Polícia Judiciária ou Provedor de Justiça, na iniciativa de um inquérito parlamentar ou até na apresentação de um projeto de lei ou de resolução sobre a matéria.
Antigo responsável encarnado recuperou um tema que está a gerar discussão e deixou fortes críticas à estratégia seguida pelo Clube
12 Ago 2026 | 15:00 |
João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, lançou duras críticas à petição apresentada pelo Clube na Assembleia da República para travar ou rever o processo de centralização dos direitos televisivos do futebol português. O ex responsável encarnado considerou que a iniciativa surge demasiado tarde e assume sobretudo um caráter político e propagandístico.
J. Gabriel: Há mais de cinco anos que se sabe"
"Há mais de cinco anos que se sabe que a centralização dos direitos televisivos vai avançar. A lei é de 2021, o calendário é conhecido e a época de 2028/29 nunca esteve escondida de ninguém", escreveu numa publicação no LinkedIn.
As críticas à atual liderança foram particularmente fortes quando apontou diretamente aquilo que considera ter sido uma ausência de intervenção durante os últimos anos. "Esta direção teve cinco anos para estudar, negociar, propor, influenciar e, sobretudo, liderar. O Benfica não o fez, e agora, só agora, descobre a Assembleia da República na tentativa de suspender um processo que durante cinco anos ignorou", afirmou.
J. Gabriel: " É uma peça de propaganda"
João Gabriel classificou mesmo a iniciativa como uma ação essencialmente comunicacional. "É por tudo isto que esta petição é, acima de tudo, uma peça de propaganda. O Benfica tem razão em vários dos problemas que identifica; o que não pode é transformar quatro anos de ausência de liderança numa súbita demonstração de combate", pode ler-se.
O antigo diretor de comunicação também dirigiu críticas a Pedro Proença - novamente - , presidente da Federação Portuguesa de Futebol, pela forma como considera que o debate sobre a centralização foi conduzido. "Pedro Proença contaminou, desde o início, o debate sobre a centralização a uma discussão sobre distribuição de dinheiro, quando a questão central deveria sempre ter sido a reforma dos quadros competitivos. É legítimo que o Benfica esteja preocupado. O que não é legítimo é fingir que descobriu o problema em 2026", concluiu.
Veja a publicação de João Gabriel:
Adversário do atual presidente nas últimas eleições das águias, advogado volta a criticar Presidente das águias e pede fim às desculpas
09 Ago 2026 | 17:04 |
João Diogo Manteigas elevou a exigência antes da estreia do Benfica na Liga Betclic 2026/27. O antigo candidato à presidência das águias às redes sociais para deixar uma mensagem de apoio à equipa, mas aproveitou também para lançar fortes críticas ao percurso recente do Clube e deixar um recado à Direção liderada por Rui Costa.
Manteigas critica Rui Costa, Presidente do Benfica: "chega de desculpas..."
Manteigas não poupou nas palavras e apontou diretamente à falta de títulos nas últimas temporadas: "É tempo de dizer, sem rodeios, que chega de desculpas: vencer apenas um campeonato nas últimas cinco épocas é medíocre. Não conquistar uma Taça de Portugal desde 2017 é indesculpável."
Na mensagem publicada nas redes sociais, defendeu que o Benfica não pode baixar o nível de exigência perante resultados considerados insuficientes. "A exigência do Benfica não pode adaptar-se aos resultados. São os resultados que têm de estar à altura da dimensão, da história e da ambição do clube", escreveu.
A mensagem surge precisamente no dia em que as águias iniciam uma nova caminhada no campeonato, numa temporada em que a pressão por títulos volta a estar em cima da equipa. Manteigas dirigiu ainda a atenção para a liderança do Clube e deixou uma mensagem clara a Rui Costa e à restante direção.
"Defender o Benfica, em qualquer circunstância e sem restrições, é aquilo que esperamos de quem foi legitimamente mandatado pelos associados para essa missão", afirmou. O antigo candidato à presidência considera que cabe à direção criar todas as condições para o sucesso desportivo e, simultaneamente, defender os interesses do Benfica fora das quatro linhas.