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Surpresa para o Arouca - Benfica: saiba quem é Miguel Figueiredo, a novidade de Mourinho
14 Mar 2026 | 11:44
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18 Set 2025 | 16:09 |
José Mourinho é, oficialmente, o novo treinador do Benfica. O anúncio do Clube da Luz surgiu ao início da tarde desta quinta-feira, 18 de setembro, seguido de uma conferência de imprensa no Campus do Seixal com Rui Costa, onde o novo treinador das águias já deixou as primeiras palavras como timoneiro encarnado.
"Tantas emoções mas a experiência ajuda a controlá-las. Quero agradecer a confiança. Sendo português obviamente não há um único que não conheça a história, a cultura da nação benfiquista e deste clube, mas quero deixar claro que tenho de ser capaz de bloquear todas estas emoções e olhar para o Benfica de um modo muito simplista. Sou o treinador de um dos maiores clubes do Mundo!", começou por dizer José Mourinho.
O novo treinador encarnado prosseguiu, antes de responder a questões dos jornalistas: "Quero fechar-me nesta missão, quero centrar-me, não na dificuldade mas no prazer do que é o trabalho de um treinador, de me focar em algo apaixonante. São 25 anos, mas não venho para celebrar carreira. São 25 anos em que tive a oportunidade de trabalhar nos maiores clubes do Mundo. Quero dizer-lhe, como representante dos benfiquistas, que nenhum dos clubes que tive a oportunidade de treinar, me fez sentir mais motivado do que ser treinador do Benfica. A promessa é clara, vou viver para o Benfica, para a minha missão. Saí de casa e disse 'até domingo'. É uma honra tremenda", começou por dizer José Mourinho, antes de responder a algumas questões dos jornalistas presentes".
Como vai para o Benfica a ganhar?: "Na cabeça de alguma pessoas tenho dois currículos, um que durou um certo período e outro que na cabeça de alguma pessoas é uma fase menos feliz da minha carreira. A minha infelicidade é que nos últimos 5 anos joguei duas finais europeias. Mas eu não sou importante, venho numa fase em que como pessoa sou mais altruista, menos egocêntrico, na alegria que posso dar aos outros. Eu não sou importante, os adeptos do Benfica é que são importantes. Estou aqui para servir, para fazer o Benfica ganhar. O ADN do Benfica é ganhar. Revejo-me muito na cultura, no perfil, naquilo que é o povo que ama o futebol. O povo quer ganhar mas quer sentir parte do esforço, da mentalidade, do sacrifício. Nós que somos privilegiados, mas durante 90 minutos representamos aquela gente. Tenho um respeito enorme pela minha profissão mas tenho um respeito enorme pelo meu clube. Ontem era acompanhado por algumas motas das TVS, o benfiquismo saltava à estrada, arrepia, faz pele de galinha. 25 anos ao mais alto nível não me tornaram imune a tudo isto. Não vamos ganhar sempre, mas não podemos perder como perdemos há dois dias. Não é Benfica. Benfica é o que jogou contra o Fenerbahçe 30 minutos, é quem esteve em Istambul com um jogador a menos conseguiu levar um resultado positivo. É o Benfica em que me revejo. Tenho jogo daqui a 48 horas, vou encontrar jogadores em recuperação, tenho de meter o meu dedo mas muito ao de leve, não posso radicalizar. Tem de se começar por este perfil ao nível emocional, entrar em campo a saber que somos muito milhões e pensar neles. Do ponto de vista tático vou meter o dedo mas de forma muito controlada. Muita coisa foi bem feita pelo meu antecessor".
Houve angústia de ter saído do Benfica da forma como saiu?: "Tento bloquear esses sentimentos e é importante fazê-lo. São duas fases diferentes, não só da minha carreira mas também da minha vida como homem. Foi o início da minha carreira e agora estou num momento de grande maturidade. Se esperam que acabe daqui a 4 ou 5 anos estão enganados, eu é que vou decidir. Eu queria vir ontem à noite, estar a trabalhar, reunir com os analistas, com os assistentes... Só vou acabar quando sentir que alguma coisa mudou. Hoje sinto que o que mudou é que tenho mais fome do que tinha há 25 anos. Se calhar hoje as coisas não teriam sido como foram há 25 anos. Hoje penso mais nos outros. Sou o último da fila, estou aqui para servir. Aquele momento era diferente em termos de maturidade. Estou super feliz de estar aqui, sinto-me mais vivo do que nunca. É pena que o jogo seja daqui a dois dias, mas ao mesmo tempo é bom, porque estou desejoso que aconteça. Se sinto que são todos os benfiquistas que estão felizes por eu estar aqui? Acho que não. Quem é magnânimo? Quem tem esse poder de ter toda a gente do seu lado? Ninguém. Mas sinto a responsabilidade de fazer coisas boas, que a nível nacional é ganhar títulos".
Sobre os termos do contrato: "É um contrato com uma grande ética por trás. Só assinei, não o elaborei. Só assino o que me agrada, mas tem da parte do clube um respeito enorme pelas eleições, pelos sócios que vão concorrer à presidência. Sensibilizou-me o contrato ser direcionado por essa ética. No dia seguinte às eleições eu serei o treinador do Benfica, mas a presença desse lado ético dá uma facilidade que noutras condições não existiria. Quero trabalhar no Benfica mas quero que as pessoas estejam no mesmo barco do que eu. Quero cumprir os dois anos e contrato, com êxito, que o clube depois queira renovar comigo".
O que é que ainda há no Mourinho de hoje?: "O que não mudou é que estou doido para ganhar o próximo jogo. Há 25 anos era a mesma coisa. Quando joguei contra o Benfica também estava. Essa é a minha essência. Mas há mais maturidade, é muito difícil acontecer alguma coisa com a qual não me tivesse já deparado. Venho para um clube com uma estrutura humana e profisional de altíssimo nível. As pessoas que trago comigo são a minha gente. É fantástico para mim".
José Mourinho que conhecíamos antigamente... três ou quatro centrais?: "No meu anterior clube as coisas eram fáceis, queria jogar a 4 mas o clube contratou 5 jogadores depois de eu ter saído. Enquanto lá estava era impossível. Mas adapto-me àquilo que existe. Tens de te adaptar ao que existe. Eu elogiei o plantel do Benfica e voltarei a fazê-lo. Se perguntar se joguei com as palavras, sim, mas achei que o Benfica tinha feito um ótimo trabalho no mercado, era uma equipa que gostei muito. Não sou um grande exemplo de fair-play, mas estou melhor, mas não foi com facilidade que me saiu os parabéns ao Benfica e ao Bruno. O Benfica tem bons jogadores, tinha um bom treinador, mas a nossa vida é assim. É um luto que nós treinadores temos de fazer quando o nosso trabalho é interrompido e o Bruno deve estar a sofrer, como eu sofri, mas desejo-lhe as maiores felicidades".
Pode prometer que vai ser campeão? Benfica é um bom contexto?: "As promessas valem o que valem, na altura, no FC Porto prometi e podia não ter cumprido. Penso verdadeiramente que o Benfica tem todas as condições para ganhar o campeonato. Tem dois pontos perdidos, seguramente iremos perder mais, espero que não muitos, mas partimos da estaca zero. Benfica tem potencial no balneário para ser campeão, mas não me escondo. Promessa não, mas a convicção que podemos e devemos fazer. O contexto para mim é treinar um dos maiores clubes do mundo, a minha carreira foi rica, treinei em diferentes países, tive uma opção errada, mas sem arrependimentos, mas a conciência do que fizemos bem ou mal existe. Fiz mal em ir para o Fenerbahçe, mas dei tudo até ao último dia. Treinar ao Benifca é regressar ao meu nível".
Como vai bloquear o ruído da campanha e do calendário exigente? Se pudesse dizer uma palavras a Mourinho de há 25 anos que diria?: "Diria 'fizeste tudo bem'. Obviamente fiz muita borrada, mas as coisas correram-me bem. Em relação ao ruído mediático sou muito forte a proteger-me disso. Não tenho tempo para me preocupar com coisas exteriores. Aquele que de vós me elogiar ou criticar não vai mudar a minha vida. Habituei-me a bloquear essas coisas. Não preciso de briefings diários, apenas os pontos-chave".
Disse que não é consensual, mas há uns anos era. Diz que se tornou num treinador mais defensivo, promete um jogo mais ofensivo? Que receção espera quando voltar ao Dragão?: "Espero uma receção diferente. A que tive [há uma semana] foi normal porque sou um treinador histórico no clube, não ia lá há 20 anos. Regressar como treinador do grande rival, obviamente será diferente. Mas o respeito não vai mudar. Volto como treinador do grande rival, não há muita volta a dar, mas não tenho qualquer tipo de problema. Em relação ao jogo, temos de morder muito. O Benfica mordeu pouco nos últimos jogos".
Águias apresentaram um recurso nas últimas horas, que foi tido em conta e apreciado pela entidade ligada à Federação Portuguesa de Futebol
14 Mar 2026 | 14:19 |
É oficial! José Mourinho não vai marcar presença no banco de suplentes. Pelo que foi revelado há minutos, o Benfica já sabe que o castigo aplicado ao Special One vai manter-se, o que indica que João Tralhão, treinador-adjunto, vai avançar para o comando técnico das águias, frente ao Arouca.
Segundo foi noticiado pelo jornal Record, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol não deu razão ao recurso apresentado pelo Benfica e mantém o jogo de suspensão a José Mourinho, que irá falhar assim o duelo deste sábado, 14 de março, frente ao Arouca.
No despacho emitido pela entidade que regula este tipo de casos, o CD considera que todas as consequências disciplinares, sejam elas anotadas pela equipa de arbitragem ou pelo delegado da Liga, devem ser aplicadas de forma imediata, ou seja, no encontro seguinte, tal como é o caso da expulsão do treinador do Benfica.
Na mesma nota, o Conselho de Disciplina adianta que, caso todas estas consequências disciplinares fossem sujeitas a recursos, os castigos em questão seriam sempre suspensos e não teriam o impacto imediato que devem ter. Esta foi a justificação dada pelo CD para rejeitar o recurso apresentado pelas águias.
Assim, fica confirmado que José Mourinho vai falhar a partida em Arouca, não tendo autorização para marcar presença no banco de suplentes das águias. Em seu nome vai estar João Tralhão, que vai comandar o Benfica frente ao Arouca, este sábado, 14 de março, às 20h30, em partida da 26.ª jornada da Liga Portugal Betclic.
Numa altura em que se entra na reta final do campeonato, imprensa aponta que treinador português pode ter mais surpresas preparadas
14 Mar 2026 | 12:56 |
Gonçalo Moreira pode ser, muito em breve, mais um nome a ser lançado por José Mourinho. Numa altura em que o médio tem dado nas vistas na equipa secundária do Benfica, tudo indica que é apenas uma questão de tempo até que o português de 20 anos some os primeiros minutos no plantel principal.
Segundo deu conta o jornal Record, apesar de ter uma vaga praticamente assegurada na pré-época, Gonçalo Moreira pode ainda fazer a sua estreia em 2025/26, juntando-se a nomes como Ivan Lima, Rodrigo Rêgo, Tiago Freitas, José Neto, Daniel Banjaqui e Anísio Cabral, todos eles lançados com o batismo do Special One.
Os mais preponderantes, porém, são os três atletas que conquistaram em 2025 o Campeonato do Mundo de sub-17. Tanto Neto, Banjaqui e Anísio já tiveram diversas oportunidades no plantel principal, com o camisola 72 a ter mais impacto, com dois golos registados em 28 minutos. Gonçalo Moreira pode seguir o caminho desses atletas.
Porém, não é apenas esse trio que esteve em destaque. Ivan Lima foi o primeiro projeto de Mourinho, mas entretanto o jogador rumou à Polónia. Pelo meio, Rodrigo Rêgo chegou a ser uma peça tida em conta pelo Special One, ao registar dois jogos a titular, contra o Atlético CP (Taça de Portugal) e Nacional (Liga Portugal Betclic). Tiago Freitas, apesar de uma presença mais modesta, pode ter o orgulho de se ter estreado na Liga dos Campeões, no triunfo frente ao Nápoles (2-0).
Na presente temporada, ao serviço do Benfica, Gonçalo Moreira - avaliado em 1,2 milhões de euros - já realizou o total de 31 jogos oficiais: 20 na Liga Portugal Meu Super, sete na UEFA Youth League, três na Premier League International Cup e um na Liga Revelação. Nos 1.950 minutos em que esteve dentro das quatro linhas, o médio registou 17 golos e 10 assistências.
Números revelam que atleta, apesar da aus pouca utilização, tem demonstrado que pode ser uma mais-valia nas opções de José Mourinho
14 Mar 2026 | 12:26 |
Anísio Cabral tem sido uma lufada de ar fresco no ataque do Benfica. Pelo que foi apurado, o jovem de 18 anos - que recentemente renovou com as águias - tem tido um impacto impressionante no plantel principal, que tem deixado todos rendidos ao seu talento.
Apesar do seu impacto nos jogos do Benfica, a utilização do camisola 72 tem sido cirúrgica no plantel principal das águias, porém, os seus números não deixam de impressionar. Até ao momento, o campeão do Mundo de sub-17 regista dois golos em 28 minutos.
Assim, fazendo as contas, Anísio Cabral marca em média um golo em cada 14 minutos, correspondendo aos 28 minutos em que esteve em campo no plantel principal. No entanto, depois do tento da vitória contra o Alverca, o atleta não foi opção frente ao Real Madrid, Gil Vicente e Porto, com o jornal A Bola a apontar para uma questão de tática.
Tal como a mesma fonte dá conta, o estilo de jogo de Anísio Cabral é mais posicional, dentro da área e com uma capacidade notável de jogar de costas para a baliza. Contudo, estas características não seriam as ideaiss para os encontros mais recentes, o que explica a sua ausência, mas isso não invalida o seu impacto imediato quando é lançado no terreno de jogo.
Na presente temporada, ao serviço do Benfica, Anísio Cabral - avaliado em 5 milhões de euros - já realizou quatro partidas oficiais no plantel principal, todas a contar para a Liga Portugal Betclic. Nos 28 minutos em que esteve dentro das quatro linhas, o português apontou dois golos.