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12 Dez 2023 | 17:27
O jogo de Salzburgo de hoje começa por ser uma oportunidade de mostrar que estamos recuperados e que os jogadores estão unidos à volta do treinador
Na passada sexta-feira à noite, depois de mais um empate, o segundo seguido, e numa noite cheia de incidentes paralelos com alguma gravidade, todos os benfiquistas anteviam o pior: Esta semana íamos jogar os jogos que iam definir a época.
Vinte e quatro horas depois tínhamos ganho um ponto e o jogo do próximo domingo deixou de ser de vida ou morte. É assim o futebol: de um momento para o outro o impossível passa a possível, o bestial a besta, o improvável a certo.
E, com a mesma facilidade que a bola, por capricho ou aselhice, não entra na baliza, do caos nasce um raio de luz de esperança.
É esse o meu sentimento. Já carpi mágoas, esmiucei todos os erros e equívocos de equipa técnica, direção e jogadores e, sem saber bem como nem porquê, passei a ver uma oportunidade.
Há precisamente um ano estávamos com apenas um ponto perdido, uma campanha quase perfeita na Liga dos Campeões e dependentes de uma vitória para o apuramento para a final four da Taça da Liga. O próximo jogo na Liga era uma visita a Braga onde íamos com a confiança de quem não perde.
Mas as nuvens negras aproximavam-se. Enzo era figura de proa da seleção argentina, apurada para as meias finais do Mundial, e já se falava do interesse do Chelsea. Dia 17 empatávamos em Moreira de Cónegos e ficávamos fora da Taça da Liga e no último jogo do ano eramos humilhados na Pedreira.
Toda a confiança acumulada foi-se em duas semanas. Na segunda metade da época nunca mais fomos a equipa dos primeiros quatro meses e não perdemos o título anunciado por uma unha negra.
O cenário de 2023/24 á quase o inverso. Estamos em terceiro lugar, a lua de mel entre adeptos e treinador acabou em agressões, fizemos uma das piores campanhas de sempre na Liga dos Campeões. Parece o cenário perfeito para a catástrofe. Mas a verdade é que eu vejo uma oportunidade. Chamem-me louco ou sonhador, mas é isso.
O jogo de Salzburgo de hoje começa por ser uma oportunidade de mostrar que estamos recuperados e que os jogadores estão unidos à volta do treinador. Uma eventual vitória com apuramento para a Liga Europa daria um extra de confiança à equipa antes do jogo de domingo em Braga.
Aí vamos precisamente numa posição inversa à do ano passado. Sem bazófias e a ter de provar que somos o Benfica, o Maior de Portugal. No plano inverso, é o nosso adversário, que venceu 6 dos últimos 10 jogos que disputou connosco (a que acresce o empate com eliminação da Taça), que está em alta de confiança.
Schmidt, se for hábil, pode usar os últimos acontecimentos para unir o grupo e aproveitar a melhoria evidente de forma da equipa para ganhar dois jogos que podem definir uma viragem na época do Glorioso. Depois destes disputamos o apuramento para a final four da taça da liga, de novo com o líder da 2ª liga, mas numa posição mais favorável que no ano passado. E na Liga seguem-se jogos mais “acessíveis” que, ganhos, podem dar um novo embalo para a segunda metade da época e para o bicampeonato que ambicionamos.
E ainda há a abertura de mercado de Janeiro onde, ao contrário do ano passado, podemos fazer ajustes ao plantel que preparem a equipa para o que resta da época.
É uma visão otimista? Claro, sobretudo tendo em consideração tudo o que de mau se passou nos últimos 4 meses. Mas o futebol é assim mesmo. Num dia bestiais, no seguinte bestas e, com um pouco de sorte e muito engenho, de novo bestiais no dia seguinte.
Hoje apetece-me estar otimista. Domingo à noite logo se vê.
Ganhar ao Salzburgo (por dois ou mais) e ao Braga.
Viva o Benfica!
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