APONTAMENTO – Vermelho e Branco: FUTEBOL VERGONHA!
Uma critica a exigência interna do Benfica, à atuação dos dirigentes e o que considera ser um clima de impunidade no futebol português
09 Fev 2023 | 09:01
O Ex. Jogador, é o elemento mais subaproveitado do futebol e do desporto português.
Pese embora o esforço feito pelo Sindicato dos Jogadores (SJPF) e por vários clubes, para investir em conhecimento e competências, valorizar e promover os ex. futebolistas, nomeadamente na área da Formação e Prospecção, a verdade é que a maioria dos clubes têm subaproveitado os conhecimentos e aprendizagens dos ex. praticantes.
Qualquer estudo estatístico conclui que existe uma percentagem elevada de desperdício de conhecimentos e experiências especificas que urge reverter e rentabilizar a favor do aumento de valor do futebol português.
Um atleta que passa 20 anos no desempenho de uma actividade profissional, é possuidor de um capital acumulado de sabedoria, informação e know-how que não se apreende em nenhuma escola, universidade ou biblioteca. Estes créditos não podem ser desperdiçados.
A velha ideia de que o ex. jogador só tinha como saída profissional ser treinador principal ou adjunto, acabou quando o futebol deixou de ser apenas uma modalidade desportiva para ser uma indústria, um negócio e um espetáculo.
Pela ordem natural da vida, sabemos que apenas uma parte dos ex. praticantes tem as condições ideais para ser treinador principal ou membro de uma equipa técnica. Mas,
Porque não há mais ex-praticantes nas funções de presidente, dirigente, gestor desportivo, team manager, especialista em diversas áreas do treino, treinador-formador, scouter, comentador ou jornalista desportivo, etc.?
Por exemplo, é incompreensível que os ex. praticantes não tenham um papel mais activo na direcção das estruturas de Formação de Jogadores de Elite. É verdade que, a inexistência de cursos e formações de Treinadores Formadores, prejudica gravemente os seus maiores potenciais frequentadores, os ex. atletas.
As exigências do futebol actual, ao nivel competitivo e do campo, da organização, das estruturas de apoio, do jornalismo, do comentário desportivo, etc. não pode depender de experimentalismos, empirismos ou voluntarismos.
Na actual indústria do futebol, os ex. jogadores têm muitas áreas e níveis onde podem ser uteis, acrescentar valor e completar os profissionais com formação exclusivamente académica.
Quem tem experiência significativa na área do futebol? E sensibilidade especifica ao nivel do jogo?
Quem sabe o que é um jogador e um treinador? Quem consegue avaliar a qualidade de um jogador?
Quem melhor percebe um balneário? Quem conhece as regras do profissionalismo e da alta competição?
E a facilidade de relacionamento com todos agentes da indústria do desporto?
A resposta é incontestável - quem jogou, quem nasceu e cresceu no meio. Quem tem a experiência e o conhecimento de saber feito.
Claro que há excepções, os casos raros. Mas são isso mesmo, excepções que confirmam a lógica natural nas diferentes áreas profissionais.
Ter sido futebolista, ou praticante de outra modalidade, não confere o direito automático, nem outorga as habilitações necessárias para o desempenho da função de treinador, de dirigente, director desportivo, scouter, de comentador ou jornalista.
São necessárias mais competências e habilitações.
Aqui é bom lembrar a distinção que faz toda a diferença entre profissão de desportista e todas as restantes actividades e profissões – a grande maioria termina a carreira de praticante entre os 32 e 36 anos. Muito novos. Com uma vida pela frente. Logo, estão aptos para o desempenho cabal de muitos ofícios e funções durante um longo período das suas vidas activas.
Isto não acontece nas restantes profissões em que a “idade da reforma” acontece numa fase avançada da vida.
Em nome da verdade, este desaproveitamento não se deve exclusivamente à falta de visão dos clubes ou das federações.
Muitos praticantes não têm a devida a preocupação de completar as competências adquiridas no “terreno” com aquisição de habilitações académicas e conhecimentos científicos. São indispensáveis.
E alguns, quando têm a oportunidade de continuar no futebol exercendo outra função, cometem o erro de continuar a pensar como “jogador”, logo fracassam.
Cada função tem o seu perfil de competências e uma lógica própria inerente ao cargo.
O conhecimento empírico é importante, mas é insuficiente para as solicitações e necessidades do futebol e do desporto do século XXI.
Nos anos 60/70, os ex. jogadores não tinham o devido reconhecimento, mesmo pelos clubes onde jogaram. Na minha opinião eram depreciativamente chamados de “velhas guardas”.
A seguir nos anos 80/90, os ex. jogadores começaram a ganhar algum estatuto e protagonismo ao liderar movimentos e sindicatos que reivindicaram direitos fundamentais dos praticantes desportivos que posteriormente foram consagrados nos sucessivos Contratos Colectivos do Trabalho, e nas Normas do Regime Jurídico do Praticante Desportivo.
Cresceu o respeito pelos praticantes e a renasceu a gratidão pelos serviços prestados aos clubes e ao futebol pelos ex. jogadores.
Passaram a ser tratados por “Velhas Glórias”, uma designação bem mais respeitosa.
Desde o início deste século, cresceu o respeito, o reconhecimento, o peso e o prestígio dos jogadores de futebol. E fruto dessa relevância, os ex. Jogadores obtiveram a estima, o carinho e a admiração dos adeptos e dos clubes. Simultaneamente, a Liga e a Federação a nivel nacional, a FIFA e UEFA a nivel internacional, passaram a consagrar oficialmente a notoriedade destas “celebridades” populares.
Hoje são as “Legends”, as “Glórias”, as “Celebridades”. São designações mais adequadas ao mérito dos serviços prestados ao futebol e aos clubes.
Devemos elogiar o excelente trabalho de valorização dos ex. praticantes que vem sendo desenvolvido pelo Sindicato dos Jogadores.
Existem ainda muitos lugares na indústria do futebol para serem criteriosamente ocupados pelos ex. praticantes.
Quando já temos como presidente do maior clube português, um ex. jogador, foi dobrado o “cabo da boa esperança” para que mais ex. praticantes assumam cargos e funções importantes na indústria do futebol.
Esta questão do subaproveitamento dos Ex. Jogadores - merece uma profunda e articulada reflexão dos Governos, da Federação, da Liga, dos clubes, das universidades, do respectivo sindicato e da comunicação social.
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