Nuno Campilho
Biografiado Autor

08 Jan 2025 | 05:00

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Nuno Campilho

Ai de ti, Benfica, se não te encontras… que é para eu, também, me reencontrar contigo!


Onde está o Benfica?


Estou com azia!


É melhor fazer, desde já, a minha declaração de interesses, que é para ninguém ir ao engano.

Custa observar e, ainda mais, admitir a pobreza do futebol jogado pelo Benfica, em ambas as primeiras partes, frente a dois dos Sportings da nossa Liga. O “de Portugal” e o “de Braga”.

Esta última, então, é de bradar aos céus, porque se o domínio da 2ª parte foi tão avassalador, rapidamente todos nos questionamos porque é que não foi assim desde o início? Será que os jogadores precisam de ser acicatados com golos para reagirem? Quem faz as segundas partes que eles fizeram não há-de ter problemas físicos de qualquer espécie, certamente, e o que nós exigimos é um Benfica a full-time e que perca, de vez, o registo patológico de bipolaridade em que parece ter emergido.

Escalpelizando.

Todos verificámos – e saudámos – a começar por mim próprio, a alteração tática na equipa que jogou a 2ª parte do jogo com o Sporting CP, com a entrada do Barreiro e o recuo do Kökçü para uma função de primeira fase de construção, quase como um 6, ou um trinco, chamam-lhe o que quiserem. Sem dúvida que o jogador tem uma qualidade com a bola nos pés que é invejável, mas, jogar sem bola, está quieto.

Então, o que se viu na primeira parte do jogo com o SC Braga?

A equipa a entrar com o sistema tático com que tinha começado a 2ª parte do jogo com o Sporting CP. O que, diga-se, em abono da verdade, até parece lógico… não tivesse o Carvalhal colocado o Bruma na zona central do meio-campo, a galgar terreno pelo meio do ‘buraco’ aberto pela falta de cobertura de um médio que não é defensivo (Kökçü), e de dois médios que não estavam lá, o Barreiro porque a jogar mais à frente e o Aursnes que, passe a expressão, “está todo roto”.

Não é que o Lage seja vidente, mas a antecipar que tal pudesse acontecer, seria jogo para começar com o Florentino, que, estou certo, sem prejuízo das suas visíveis debilidades na construção, não pararia de correr atrás do Bruma, não lhe permitindo criar 1/10 dos desequilíbrios que criou.

Na 2ª parte, com o bloco bracarense a descer quase até ao cruzamento da Av. Lusíada com a 2ª Circular, já o posicionamento do Kökçü passou a fazer sentido, pois o Benfica asfixiou o adversário durante toda a etapa complementar.

Posto isto, o que fazer?

Bem, se fosse fácil, estava lá eu, mas, se me é permitido opinar, que tal começar por refrescar a equipa, quer física, quer exibicionalmente? O Aursnes é um assomo de jogador, mas, não está bem. O Aktürkoğlu foi um achado, mas, neste momento, “não dá uma para a caixa”. O Pavlidis está a fazer-me perder a paciência e o Di Maria e o Otamendi, enfim, é melhor ficarmos por aqui.

Com Rollheiser, Barreiro, Cabral, Amdouni, Schjelderup, Prestianni e António Silva prontos para a ação, como sempre que entram demonstram, fresquinhos e cheios de vontade de mostrar o seu valor, de que estamos à espera? Uma coisa é certa, se nunca se experimentar, nunca saberemos se resulta…

A minha amargura é muita e, quiçá, complexa, mas o meu desejo é único e claro… vencer o Braga na meia-final da Final Four da Taça da Liga, ir à final, ganhar ao Sporting e conquistar a nossa 9ª Taça da Liga, algo que não sucede desde 2016.

Não antecipo melhor forma de “matar” os dois borregos que nos feriram nos últimos dois jogos, por corresponderem, coincidentemente, aos mesmos adversários.

O futebol tem tudo e as suas circunstâncias, umas vezes felizes, outras infelizes. Que esta circunstância, tão do apanágio do desporto-rei, possa vir carregada de felicidade e nos devolva o ânimo que o Natal nos trouxe, o fim de ano amargou, e os Reis tirou.

Ai de ti, Benfica, se não te encontras… que é para eu, também, me reencontrar contigo!

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