Nuno Campilho
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26 Fev 2025 | 14:17

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Nuno Campilho

Já lá vão 8 anos desde a última conquista do Benfica no Jamor, e tão querida que é e sempre foi, a conquista da Taça de Portugal!


Pois é, já lá vão 8 anos desde a última conquista do Benfica no Jamor, e tão querida que é e sempre foi, a conquista da Taça de Portugal!


Quem não se lembra do Paulo Futre, vestido de vermelho e branco, a brilhar na Final frente ao Boavista, no dia 10 de junho de 1993, onde marcou dois golos, dos cinco (a dois) com que o Benfica bateu o adversário.


Mas a memória também já começa a faltar do dia 28 de maio de 2017, quando o Benfica, liderado por Rui Vitória, venceu o clube de onde o resgatou (Vitória SC), por 2-1, com golos de Jiménez e Salvio.

Andamos longe desse palco mítico e hoje podemos dar um longo passo para ficar mais perto.

Mas, para isso, temos de fazer, neste jogo, muito mais do que fizemos da última vez que defrontámos o Braga, na Luz. Felizmente, que a Bruma, agora, sopra a nosso favor…

Há muitas pessoas (independentemente da sua origem e labor), que não se cansam, ao longo da época, de apontar momentos decisivos. Talvez obnubilados pela reaproximação ao Sporting e o aprofundar da distância para o Porto, não pensam em mais nada, como se não tivéssemos hoje e na próxima 4ª feira, dois jogos, lá está, decisivos.

Não sei se é da idade, se é de viver perto do Jamor, mas, para mim, a Final da Taça não é só um jogo, é uma festa! Bem me lembro dessa tarde chuvosa do final de maio, durante a qual tive de mudar de roupa duas vezes e não tinha como cobrir a cabeça, senão com o cachecol do Glorioso. Começámos bem cedo, pela manhã, e já só acabámos pela madrugada dentro. A memória é longínqua, mas não deixa de estar fresca, embora eu a quisesse substituir por outra… mais fresca ainda.

Conto que a responsabilidade, seriedade e, também, a noção do dever e do privilégio associado ao vestir do Manto Sagrado, possa estimular os nossos jogadores e os faça encarar este jogo, da mesma forma como eu o encaro. É decisivo! E, logo depois, teremos outro…

É assim, no Benfica, caso alguns ainda não tenham percebido. O nível de exigência neste clube está sempre nos píncaros e quem andar distraído, não está no sítio certo. Só há uma forma de aliviar a pressão e, consequentemente, a exigência. Vencer mais – de preferência, sempre – pois, vá-se lá saber porquê, isso vai tornando os jogos… menos decisivos.

Bem, para trocadilhos, estou cá eu e o que espero do Benfica, dos seus jogadores e da sua equipa técnica, é que não se troquem e baralhem, contando que tenham aprendido a lição que os bracarenses nos eram na última visita à Luz e que interiorizem que não é só pelo facto de o Porto estar mais fraco, que o Braga já se colou a ele na classificação da Primeira Liga.

Carrega Benfica… Rumo ao Jamor!


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