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Clube
01 Nov 2026 | 12:20 | Por Redação
Pedro Proença poderá enfrentar um processo disciplinar no Benfica, na sequência de uma participação apresentada por João Diogo Manteigas durante a Assembleia Geral do Clube. A queixa contra o atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) poderá ter consequências significativas, uma vez que, em último caso, poderá levar à sua expulsão de sócio dos encarnados.
O antigo candidato à presidência do Benfica enquadrou a alegada infração nas categorias de natureza “grave” e “muito grave”, previstas nos estatutos. Na exposição entregue à Direção liderada por Rui Costa, o advogado aponta ainda a existência de circunstâncias agravantes, considerando que os áudios recentemente divulgados envolvendo Pedro Proença provocaram “desprestígio público para o Sport Lisboa e Benfica”.
A decisão está agora nas mãos da Direção encarnada. De acordo com o artigo 40.º dos estatutos, compete a este órgão instaurar procedimentos disciplinares contra os associados, podendo também delegar a instrução do processo num dos seus membros ou numa pessoa especialmente mandatada para o efeito.
Caso a participação seja aceite e avance para processo disciplinar, será necessário apurar os factos e determinar se existem fundamentos para aplicar uma sanção ao dirigente federativo. Os estatutos contemplam quatro possibilidades: repreensão simples, repreensão registada, suspensão temporária até um ano ou expulsão de sócio. A participação foi anunciada pelo próprio João Diogo Manteigas durante a reunião magna.
Na ocasião, o antigo candidato pediu à Direção que avançasse com a análise da queixa “sem medo, nem politiquices”, defendendo a necessidade de proteger o bom nome e o prestígio institucional do clube. Assim, Pedro Proença, atualmente identificado como sócio n.º 5.172 do Benfica, poderá vir a enfrentar consequências disciplinares.
Sócio do Clube faz muitas críticas ao Presidente encarnado durante Assembleia Geral e aponta para resultados inexpressivos no futebol
31 Out 2026 | 15:04 | Por Redação
Mauro Xavier aproveitou a Assembleia Geral do Benfica deste sábado para criticar a gestão de Rui Costa, exigindo explicações sobre os resultados desportivos e mudanças concretas após três épocas sem conquistar o campeonato nacional. Perante os sócios, o gestor e um dos fundadores do movimento Unum acusou a direção de repetir promessas sem esclarecer os motivos dos insucessos.
Mauro Xavier sobre Rui Costa no Benfica: "Gastamos cada vez mais para ganhar cada vez menos..."
“São três épocas sem sermos campeões. Mudaram as palavras, mas o discurso é o mesmo: promete sem esclarecer”, afirmou, questionando que medidas falharam e que decisões terão de ser alteradas. Apesar das críticas, reconheceu alguns aspetos positivos, como o novo contrato com a Adidas, a criação do Emirates Lounge e o recorde de quotização. Ainda assim, considerou que continuam por resolver problemas estruturais.
A situação económica da SAD esteve também no centro da intervenção. Mauro Xavier apontou um aumento superior a 4% nos custos operacionais e uma descida de cerca de 3% nas receitas. Na sua análise, sem as verbas das transferências e os cerca de 15 milhões de euros associados à chegada de José Mourinho, o défice operacional aproximar-se-ia dos 75 milhões.
O gestor alertou ainda para o impacto da ausência da Liga dos Campeões, estimando uma quebra de receitas entre 30 e 35 milhões de euros nesta temporada. Referiu também que, apesar da redução do número de jogadores sob contrato face a 2021/22, as amortizações e imparidades cresceram 23%, para 52,2 milhões de euros, enquanto os gastos com pessoal do grupo se aproximam dos 160 milhões.
“Gastamos cada vez mais para ganhar cada vez menos”, resumiu. Por fim, defendeu uma mudança no modelo de gestão: “O Benfica não pode vender os melhores jogadores para equilibrar as contas. Tem de equilibrar as contas para manter os melhores jogadores”.
Antigo governador do Banco de Portugal não esconde fanatismo pelas águias e confessa o que pensa sobre gerir contas do Clube
31 Out 2026 | 12:58 | Por Redação
Mário Centeno admitiu que já pensou na possibilidade de ajudar o Benfica a nível financeiro. O antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal, assumido adepto das águias, abordou o tema. Questionado sobre se teria vontade de intervir nas contas do Clube da Luz, Centeno não fechou a porta a essa possibilidade.
"Às vezes tenho vontade. Não sei se é tentação, mas vontade sim. Pode ser que aconteça um dia! Agora lançámos aqui o caos... Naqueles momentos se calhar de clubite, não é? Em que temos vontade de fazer tudo pelo Benfica, sem desprimor por ninguém que lá tenha estado, eu acho que até era capaz de dar alguma ajuda. Sabe que isto de se representar coisas...", disse no arranque da segunda temporada de 'O Meu Clube É o Maior'.
No mesmo podcast, Mário Centeno partilhou ainda uma história curiosa da primeira vez que esteve no camarote do Estádio da Luz. Na ocasião, o Benfica venceu o Braga e marcou cinco golos, mas o adepto encarnado foi surpreendido pelas regras daquele espaço.
"Na primeira vez que fui, ganhámos ao Braga, marcámos cinco golos e... Não, eu não fazia ideia daquilo! No primeiro golo vou-me levantar e o Humberto Coelho agarra-me a mão e diz: 'Aqui não se festeja golos!' E eu disse: 'Ó meu Deus, o que é que eu estou a fazer aqui?'"
A conversa surge numa altura em que a Benfica SAD apresentou resultados positivos em 2025/26. Os acionistas aprovaram as contas por unanimidade, com um resultado líquido de 19,1 milhões de euros, o segundo exercício consecutivo com lucros.
Presidente do Clube mostrou-se insatisfeito com os resultados desportivos da última época, mas aponta para os bons números no balanço financeiro
31 Out 2026 | 11:52 | Por Redação
Rui Costa abriu a Assembleia Geral do Benfica deste sábado com uma intervenção centrada nos resultados financeiros, na atividade desportiva e no crescimento associativo do Clube. O presidente encarnado aproveitou ainda a ocasião para apresentar o novo emblema, que será introduzido gradualmente nas diferentes áreas do universo benfiquista. No entanto, lamentou a "frustrante" época passada.
No plano financeiro, o dirigente destacou o resultado positivo consolidado de quase 24 milhões de euros relativo a 2025/26, que permitiu reforçar os fundos patrimoniais para perto dos 60 milhões de euros. No balanço desportivo, o presidente não escondeu a insatisfação com a temporada anterior, admitindo que ficou abaixo do desejado.
Leia o discurso na íntegra: "Encontramo-nos hoje aqui para apreciar e votar pela primeira vez, e no cumprimento do que ficou definido aquando da última revisão dos Estatutos, o relatório de gestão, as contas consolidadas e individuais do nosso Sport Lisboa e Benfica. Antes de mais, quero agradecer a vossa presença. A todos os que se deslocaram ao pavilhão e aos que, por via remota, por todo o país, dinamizam e valorizam ainda mais o debate que queremos cada vez mais alargado, numa vivacidade democrática que muito nos orgulha. Reitero a minha convicção de que a força do nosso Clube é a sua massa associativa e adepta e que quanto maior for o número de sócios envolvidos nas decisões, mais preparado e forte estará o nosso Sport Lisboa e Benfica para enfrentar o futuro.
O Relatório e Contas consolidado que hoje submetemos a vossa discussão e votação é um retrato fiel da atividade do Sport Lisboa e Benfica e expressa uma trajetória económica e financeira que cimenta a robustez do Clube. O exercício de 2025/26 foi mais uma época em que o Sport Lisboa e Benfica apresentou melhorias em relação aos anos transatos, tanto a nível consolidado como individual, o que é manifestamente de saudar. O resultado positivo consolidado ascendeu a quase 24 milhões de euros, um valor que permite, uma vez mais, reforçar os fundos patrimoniais, que se situam agora próximos dos 60 milhões de euros. Trata-se de uma melhoria significativa neste capítulo e um dos montantes mais elevados de sempre na história do Sport Lisboa e Benfica.
No plano desportivo, a nossa essência e a nossa história obrigam-nos a almejar sempre mais, porque não nos acomodamos nem escondemos os insucessos. Reconhecê-los é o primeiro passo para inverter o rumo quando este não é o desejado. A época futebolística transata, já o reconheci publicamente, mas também aqui diante de vós na última assembleia, ficou aquém das expectativas. Foi frustrante. E digo-o sem rodeios: não basta ao Clube terminar uma temporada apenas com uma Supertaça. Procurámos corrigir o que não correu tão bem na última época e estamos convictos de que as alterações efetuadas nos colocam no caminho certo, naquilo que é da nossa exclusiva responsabilidade e controlo. E temos muito para conquistar, sempre com o apoio decisivo, desde o primeiro ao último minuto, de todos vós e de todos os nossos adeptos.
No plano feminino, num projeto que se mantém muito sólido, a renovação do título e a terceira dobradinha do nosso historial merecem o nosso aplauso, o que não nos impede de ambicionarmos mais. E é para isso que vamos lutar nesta época. Relativamente às modalidades de pavilhão, tal como já aqui fiz referência na Assembleia Geral de junho, não é demais enaltecer, até porque alguns campeonatos não estavam ainda concluídos, o triplete no futsal, o título no hóquei em patins e o regresso do râguebi ao patamar de campeão, 25 anos depois. Já no feminino, congratulamo-nos com a dobradinha no futsal, o triplete no andebol, o tricampeonato no basquetebol, a conquista do heptacampeonato no polo aquático e o 13.º título nacional consecutivo no hóquei em patins. Fomos ainda campeões nacionais de natação, tanto em homens como mulheres. Vencemos a Taça dos Clubes Campeões Europeus de estafetas mistas em corta-mato. Vibrámos com diversas performances individuais, desde logo, com a campeã do mundo de salto em comprimento, Agate de Sousa, ou com o agora n.º 1 do ranking mundial de triatlo, Vasco Vilaça. E nunca esqueceremos, ano após ano, os nossos canoístas, com Fernando Pimenta enquanto figura mais proeminente. Para todos, fica a nossa gratidão pelos títulos alcançados, mas também o sentido de exigência e responsabilidade que é envergar a camisola do Sport Lisboa e Benfica.
Mas queremos mais e não pouparemos esforços para garantir as melhores e as mais completas condições para que todos os nossos atletas e todas as nossas equipas possam alcançar os títulos que os sócios desejam e tanto merecem. É esse o nosso propósito e é esse o nosso desafio: garantir títulos, lutando pela vitória em todas as frentes, em todos os pavilhões e em todos os campos.
A nível associativo quero realçar a evolução da massa associativa, com a entrada de mais de 30 mil novos sócios na época passada e mais 11 mil novos sócios desde o dia 1 de julho até agora, numa altura em que está em curso um processo de renumeração que atesta a grandeza e o fulgor da grande família benfiquista, num sentimento de pertença que continua a unir gerações. No que diz respeito ao processo de renumeração, quero nesta assembleia, perante todos vós, dar a conhecer em primeira mão o novo emblema que vai ao encontro do que ficou definido aquando da última revisão dos Estatutos. Este novo emblema, que aqui podem ver nos ecrãs, vai constar nos novos cartões de sócio a serem entregues após a renumeração e será introduzido paulatinamente em todas as áreas do Clube ao longo dos próximos meses.
Ainda no âmbito associativo, reforço o nosso compromisso em fazermos crescer o Benfica Social, colocando-nos ao lado dos sócios em situação de maior dificuldade. É a nossa obrigação. Uma dimensão social reforçada pelo extraordinário trabalho empreendido pela Fundação Benfica, ajudando quem mais precisa e, assim, elevando cada vez mais o nome do Sport Lisboa e Benfica. Permitam-me ainda deixar uma palavra de especial apreço às Casas do Benfica, cujo enorme contributo para o reforço e expansão do benfiquismo é notório e cuja vitalidade importa relevar. Esta vai ser a época em que mais Casas do Benfica vão ser inauguradas ou reabrir portas. 15 Casas do Benfica no total. Já aconteceu com Montreal, no Canadá, no passado dia 17 de outubro, e já no próximo dia 13 de novembro iremos inaugurar a Casa do Benfica em Cantanhede. A nossa ambição não fica por aqui e muitas outras se seguirão dando corpo e expressão ao espírito do Tratado do Estádio que emergiu do Congresso realizado aqui na Luz, no início de julho.
"Aproveito este momento e esta Assembleia Geral para prestar a minha homenagem e o meu agradecimento aos mais de 85 mil sócios, adeptos e cidadãos em geral que assinaram a petição lançada pelo Sport Lisboa e Benfica em defesa do futebol português e pela revisão do atual modelo de centralização dos direitos televisivos. Vamos lutar até ao fim por uma causa que é justa e vamos, de forma intransigente, defender os interesses do Sport Lisboa e Benfica. Foi mais um passo dado e agora outras ações e outras iniciativas irão ter lugar, porque não desistiremos da razão que nos assiste. Já a seguir, o vice-presidente Nuno Catarino irá debruçar-se em detalhe sobre os principais aspetos deste Relatório e Contas que hoje colocamos à vossa apreciação e votação. Estamos, naturalmente, disponíveis para vos ouvir e esclarecer todas as vossas questões. Apelo a todos que participem com a elevação e o respeito que nos caracterizam, à Benfica. Viva o Sport Lisboa e Benfica".