Receba as principais notícias do Glorioso 1904 no seu WhatsApp!
Futebol
05 Nov 2024 | 11:03 |
Vasco Mendonça acredita que o Benfica poderia fazer mais e melhor. O consultor de Marketing e conhecido adepto do Benfica, no seu espaço de opinião semanal 'Selvagem e Sentimental' no jornal 'A Bola' abordou a expectativa sobre o técnico Bruno Lage no pós-jogo diante do Atlético Madrid e os futuros duelos dos encarnados.
"Virada a página, veio Bruno Lage e o que interessava mesmo era colocar o Benfica a ganhar novamente. Mas não só, como o próprio Lage afirmou na sua apresentação. Era preciso jogar um futebol divertido, empolgar os adeptos e responder à exigência desmedida sem pestanejar. Foi assim que equipa técnica e jogadores deitaram mãos à obra. Os adeptos acrescentaram a sua esperança ao movimento regenerativo da presente época, et voilà, entre a qualidade dos novos reforços e o shot de entusiasmo próprio dos novos começos, estava dado o arranque para um capítulo mais risonho. A expectativa natural era que, antes de mais, conseguíssemos rapidamente uma série de vitórias. Esse pleno foi atingido até um tropeção chato com o Feyenoord", referiu.
Ser do Benfica é viver um pouco nesta vertigem. Queremos sempre mais
"Acontece que a expectativa é tramada: após a goleada frente ao Atlético de Madrid, tornou-se difícil aceitar que não poderíamos dizimar sempre os adversários. Ser do Benfica é viver um pouco nesta vertigem. Queremos sempre mais. Se me mostram que é possível jogar como se jogou naquela noite, eu tenho dificuldade em aceitar que possamos vencer de outra forma. Mas tudo bem, a pessoa acorda no dia seguinte, põe um pé à frente do outro e conclui que não tem outra opção que não seja habituar-se a não ganhar sempre por muitos ou a jogar muitíssimo bem. É triste, mas é mesmo assim", acrescentou o consultor de marketing.
"Permitam-me, no entanto, correr o risco de ser demasiado exigente. Sinto que devo salientar outra expectativa em relação a este novo ciclo. Lage chegou há pouco tempo e foi o próprio a referir em várias ocasiões a necessidade de mais tempo com estes jogadores para os fazer evoluir. Isto leva-me a crer que há sempre mais que alguém como Lage saberá tirar destes jogadores, espremendo um pouco de talento a cada semana que passe, consequentemente elevando o nível da equipa até não ser possível exigir mais. Ninguém sabe muito bem onde se situa este pico exibicional, mas pressinto que vimos algo muito parecido frente ao Atlético de Madrid. Daí decorre a parte chata: nos últimos jogos, por diferentes motivos, a trajetória de ascensão exibicional parece ter emperrado um pouco", destacou.
Não foi só o jogo do Feyenoord que expôs algumas destas vulnerabilidades
"Por um lado, vê-se que jogadores como Akturkoglu, Carreras e até Pavlidis são opções válidas que dão soluções à equipa, soluções que, no caso de Carreras e Akturkoglu, não apareciam com esta qualidade no onze há algum tempo. Por outro lado, há sempre Di María, pronto para desbloquear jogos da Liga portuguesa como se fosse um chamamento. Em sentido inverso, há um meio-campo mais macio do que seria desejável nesta fase da temporada e, na sua vizinhança, há uma defesa pouco oleada que tem pregado sustos em quase todos os jogos. Não foi só o jogo do Feyenoord que expôs algumas destas vulnerabilidades. Se formos práticos, é fácil concluir que os problemas não têm impedido a equipa de vencer praticamente todos os jogos. Também é aceitável afirmar que isso tornou alguns desses jogos menos confortáveis e, a espaços, menos interessantes. Junte-se a melhor preparação dos adversários, que já parecem começar a perceber algumas dinâmicas desta equipa do Benfica, e temos um desafio pela frente. Por exemplo: este último sábado, frente ao Farense, vimo-nos obrigados a jogar mais andebol do que estava à espera", prosseguiu.
"Em suma: estatisticamente, está tudo bem; mas, quando se vê a bola a rolar, fica a sensação de que é possível fazer mais e melhor. É o tal desfasamento entre os números e o que nos mostra a realidade. Não vejo a equipa a jogar o futebol que já esperava ver nesta fase, o que não equivale a dizer que esta equipa atingiu o seu pico exibicional. Estou ciente de que o Benfica não joga contra pinos, mas temo que existam ainda umas quantas inconsistências por resolver. Admito que o problema seja a minha exigência mal medida, mas sinto-me mais inclinado a pensar que é uma exigência legítima", escreveu ainda.
"Felizmente, vêm aí duas excelentes oportunidades para fazer aparecer o melhor Benfica da época até agora. Sem desprimor para quem nos defrontou até aqui, os jogos mais importantes começam agora. Houve tempo para fazer a equipa crescer dentro de campo e há jogos que concentram toda a motivação de uma época e permitem construir uma identidade vencedora e uma dinâmica mais difícil de interromper. Bayern e FC Porto serão testes fundamentais à capacidade de atingir um patamar exibicional mais elevado. A expectativa é tramada, mas o Benfica é mesmo assim", concluiu Vasco Mendonça.
Médio de 23 anos de idade dos espanhóis do Racing Santander tem sido apontado como uma possível solução para substituir Richard Ríos
21 Ago 2026 | 03:00 |
Apesar dos rumores que têm colocado Gustavo Puerta na rota do Benfica, o médio colombiano de 23 anos não faz parte da lista de alvos definida pela estrutura encarnada para reforçar o plantel orientado por Marco Silva, sabe o Glorioso 1904.
O jogador do Racing Santander tem sido apontado como uma possível solução para substituir Richard Ríos, mas, ao que o nosso Jornal apurou, neste momento, não existe qualquer intenção das águias em avançar para a sua contratação.
O futebolista encarnado continua a despertar interesse no estrangeiro e, segundo informações já divulgadas, Newcastle e Nápoles acompanham a situação do camisola 20 do Clube da Luz, cenário que alimentou especulações sobre um eventual sucessor.
Nesse contexto, Gustavo Puerta acabou por ser colocado entre os nomes alegadamente equacionados pelas águias. A prestação do centrocampista ganhou ainda maior visibilidade durante o Mundial de 2026, no qual foi titular em todos os jogos disputados pelos 'cafeteros'.
Na última época, com a camisola do Racing Santander, Gustavo Puerta - avaliado em 18 milhões de euros - fez 33 jogos: 32 na liga espanhola e um na Taça do Rey. Em 2.715 minutos em campo, o futebolista marcou três golos e fez uma assistência.
Resultado deixa Clube da Luz com uma vantagem confortável para a segunda mão, embora a eliminatória ainda não esteja fechada
20 Ago 2026 | 21:59 |
O Benfica deu um passo importante rumo à fase de liga da Liga Europa ao vencer o Aarhus, por 3-1, na primeira mão do play-off, que se jogou esta quinta-feira no Estádio da Luz. Rafa Silva abriu o marcador logo aos 2 minutos, Leandro Barreiro ampliou aos 31' e Pavlidis fechou as contas, de grande penalidade, já nos descontos da primeira parte. Pelo meio, Jorgensen reduziu para os dinamarqueses.
As águias entraram praticamente a ganhar e criaram várias oportunidades nos primeiros minutos, com Rafa - que foi elogiado por Jonas - a marcar na recarga depois de Christiansen defender duas tentativas anteriores. O guarda-redes contrário foi uma das figuras da equipa visitante, negando o segundo golo a Rafa aos 14' e voltando a travar Prestianni aos 19'. Aos 27', voltou a levar a melhor sobre Rafa, enquanto Pavlidis e o próprio Prestianni também ameaçaram a baliza nórdica.
A pressão encarnada acabou por dar frutos aos 31 minutos, quando Leandro Barreiro apareceu solto ao segundo poste após um canto e aproveitou um ressalto para fazer o 2-0. No entanto, o Benfica baixou a intensidade e acabou por permitir que o Aarhus reduzisse aos 40', com Jorgensen a aproveitar uma desatenção defensiva para bater Samuel Soares. Ainda antes do intervalo, a equipa de Marco Silva voltou a aumentar a vantagem: após intervenção do VAR, o árbitro assinalou penálti por mão de Bech num lance com Tomás Araújo e Pavlidis, aos 45+2', não desperdiçou a oportunidade para fazer o 3-1.
Na segunda parte, o ritmo baixou e o Benfica teve menos capacidade para acelerar o encontro. O Aarhus também não conseguiu criar grandes problemas. O resultado deixa o Benfica com uma vantagem confortável para a segunda mão, embora a eliminatória ainda não esteja fechada.
A decisão está marcada para a próxima semana, no Cepheus Park Randers, na Dinamarca. Pelo meio, o encontro com o Moreirense, referente à terceira jornada da Liga, foi adiado para 9 de setembro, permitindo às águias concentrarem-se agora na conclusão do apuramento para a Liga Europa.
Comentador analisou primeiras semanas de competição e deixou elogios a pupilo de Marco Silva, que considera ter assumido um papel de grande destaque
20 Ago 2026 | 17:22 |
Luís Freitas Lobo analisou as primeiras semanas de competição do Benfica e deixou elogios a Gianluca Prestianni, que considera ter assumido um papel de grande destaque na equipa. O comentador descreve o argentino - que mudou de empresário - como o novo "eletrão incontrolável", realçando a forma como procura constantemente criar desequilíbrios e assumir a iniciativa no ataque.
L. Freitas Lobo: "Arranca, finta "maradonianamente", busca passe ou remate"
"Prestianni tornou-se o novo "eletrão incontrolável". Arranca, finta "maradonianamente", busca passe ou remate. Levanta a cabeça no seu corpo "roda baixa" e olha de forma insolente, queixo erguido, para os defesas a quem parece dizer: "vou-te fintar a seguir". Gestos de fazer "gato e sapato" que tanto podem ganhar jogos como zangar-se com eles", escreveu no jornal 'O Jogo'.
O comentador considera, ainda assim, que o temperamento de Prestianni continua bem presente, embora esteja agora melhor direcionado para o rendimento coletivo: "Sente-se que o seu temperamento indomável continua bem latente dentro dele, mas agora tem esse catalisador de jogo bem direcionado para o local certo. E isso faz a diferença".
A análise estende-se também a Georgiy Sudakov, que ainda não conseguiu corresponder às expetativas: "O treinador tem lhe dado a oportunidade (na dimensão certa do que é isso para um jogador e que se traduz em dar-lhe a titularidade, com confiança, quatro/cinco jogos seguidos). Há momentos em que (por exemplo numa receção perfeita, amaciando a seus pés uma bola que vinha longa e difícil) tudo parece no melhor caminho nessa "redenção exibicional-individual", mas a evolução não dispara depois para os patamares altos exigíveis".
Luís Freitas Lobo enquadra Sudakov no modelo que tem sido utilizado pelo Benfica e explica o espaço que o jogador pode ocupar com Barreiro a atuar como "8 livre". "Com Barreiro taticamente perfeito a vir de trás (como "8 livre") as hipóteses de Sudakov jogar são naqueles espaços do trio nas costas de Pavlidis ("9" de referência)." Com a temporada a avançar e as escolhas a tornarem-se mais claras, deixa ainda uma previsão sobre o trio ofensivo que poderá ganhar maior preponderância: "Os jogos passam, os jogadores revelam-se para a época e cada vez mais parece claro que esse trio será Schjelderup-Rafa-Prestianni".