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Futebol

6-1, trocas posicionais e titularidade na baliza: Tudo o que disse Marco Silva após Benfica - Hearts

Vitória por goleada coloca as águias em vantagem na 3.ª eliminatória da Liga Europa e treinador falou sobre as incidências do jogo

Marco Silva falou sobre a goleada do Benfica contra o Hearts, as variações entre Rafa e Prestianni e a presença de Samuel Soares na baliza
Marco Silva falou sobre a goleada do Benfica contra o Hearts, as variações entre Rafa e Prestianni e a presença de Samuel Soares na baliza

07 Ago 2026 | 09:09 |

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O Benfica aplicou uma goleada das antigas ao Hearts por 6-1 e praticamente assegurou a qualificação para o playoff de acesso à fase regular da Liga Europa. No final da partida relativa à 1.ª mão da 3.ª pré-eliminatória, Marco Silva analisou a exibição dos seus jogadores, considerando que sempre que a equipa fez aquilo que tinha preparado.


Análise ao jogo


"(Em relação a um dos golos) Sabemos a capacidade que o Leandro (Barreiro) tem de aparecer na área, não é a primeira vez. Mesmo com o posicionamento do Rafa mais por dentro, precisávamos do Barreiro para completar o triângulo juntamente com o Bah. A 1.ª parte foi muito bem conseguida, a jogar muito tempo no meio-campo contrário e a conseguir penetrar na linha defensiva, criar oportunidades e fazer golos. Sempre que fizemos o que tínhamos preparado, fizemo-lo muito bem. Em alguns momentos falhou o momento certo para acelerar, mas de forma geral a 1.ª parte é muito bem conseguida. O adversário acaba por ter o momento numa bola parada com a bola à barra, mas de resto sempre tudo controlado, a sermos dominantes e a jogarmos como queremos jogar. Na 2.ª parte queríamos começar da mesma forma mas não começámos tão bem nos primeiros 20 minutos. Era importante manter a baliza a zero, era importante começar a 2.ª parte como começámos a 1.ª, mas não conseguimos. O adversário cresceu, mudou o sistema e tentámos ajustar. Custou-nos um pouco, mesmo os jogadores que entraram demoraram um pouco a entrar na intensidade. Mas quando aconteceu, voltámos a ser melhores e a conseguir algumas situações de transição ofensiva. Um excelente resultado, que nos dá não o conforto, mas a confiança de que estamos no bom caminho. Agradecer mais uma vez aos adeptos, acredito que o resultado também os deixe confiantes. Domingo começa uma grande batalha para nós e precisamos dos adeptos. Infelizmente retiraram-nos essa possibilidade, mas vamos todos lutar pelos 3 pontos. O futebol é feito para os adeptos, e quando os tiramos do estádio algo está mal. Mas a decisão está tomada. Os adeptos são a força do Clube"


Rafa no corredor direito

"Queria um jogador completamente aberto no corredor esquerdo. Mesmo que alterasse de posicionamento o Rafa, todos nós sabemos que o Rafa, hoje em dia, é um jogador muito mais de corredor central do que de jogar no corredor lateral. Nós, na esquerda, queríamos um jogador totalmente aberto no corredor. E não seria o Rafa. Pode fazê-lo, mas, para estar totalmente aberto, dar a largura total, juntamente depois com uma zona interior mais ocupada pelo Sudakov, não seria o Rafa. Continuaríamos com o Kamiński, ou o Andreas (Schjelderup), ou o Prestianni. Optámos pelo Prestianni e quisemos manter aquilo que tem sido a dinâmica no corredor direito, com o Rafa a procurar espaços interiores, com o Bah e depois com o Leandro (Barreiro) ou com o (Richard) Ríos a poderem depois vir numa linha mais atrasada. Essa foi a dinâmica que queríamos. Mesmo que começássemos com o Prestianni na direita, não seria o Rafa nunca na esquerda, porque nós percebemos a qualidade do Rafa, mas sabemos também quais são os caminhos que lhe temos de dar para ele render ao nível do que tem rendido. E é muito mais num corredor central, ou perto de um corredor central, mesmo vindo da linha, como tem feito desde o princípio da pré-temporada, a vir do corredor para dentro. Partir do corredor, mas mais a vir para dentro. E, na esquerda, temos um jogador totalmente aberto"


A vantagem de 5 golos e o desfecho da eliminatória

"Primeiro jogo, com um resultado muito positivo que nos dá, como eu tinha dito ontem [quarta-feira], não conforto, mas confiança para aquilo que é o segundo jogo. Quando consegues ganhar por esta vantagem, naturalmente sentimos que a eliminatória está do nosso lado, mas não há facilitismos e isso é muito importante para nós. Não vamos falar agora da 2.ª mão, porque ainda temos um jogo pelo meio, mas, quando chegar o momento, claramente vamos encarar o jogo, independentemente da vantagem que temos. Temos um ambiente que é sempre hostil que é sempre muito próprio para jogar na Escócia. Portanto, preparados para isso. Olhando para a exibição, foi uma exibição muito positiva da nossa equipa, uma 1.ª parte de muita qualidade, de boa qualidade. Percebe-se que a equipa está a melhorar, que se veem coisas que temos vindo a preparar. O primeiro golo é também um bom exemplo disso, da forma como o conseguimos fazer. Tinha pedido aos jogadores para termos uma entrada forte no jogo e foi o que tivemos. É sempre importante marcar cedo, mas não só marcar, também a forma como entrámos fortes, a tentar jogar em meio campo ofensivo, como nos competia também. Bons momentos da equipa, bons momentos de reação. Conseguimos ganhar a bola em zonas mais subidas, ao contrário do que tinha acontecido nos últimos jogos. E, por isso, conseguimos ter a 1.ª parte praticamente toda controlada. Lembro-me de uma transição do adversário, depois da bola parada que acaba por ir à barra. Sem ser isso, claramente o jogo esteve do nosso lado. Em muitos momentos fizemos as coisas muito bem, conseguimos circular bem a bola, levar a bola de um corredor ao outro e conseguir criar e explorar aquilo que queríamos na organização defensiva do adversário. A 1.ª parte positiva. A 2.ª parte não começámos bem, há que dizê-lo. Queríamos e deveríamos ter começado um pouco melhor a 2.ª parte. Perdemos algumas bolas que não devíamos. Naturalmente, o adversário mudou a estrutura tática, mudou para três centrais. Demorámos um pouco a ajustar aquilo que era o nosso posicionamento e os momentos de saltar à pressão. Mesmo os jogadores que entraram demoraram um pouco a entrar no ritmo do jogo. Quando conseguimos, naturalmente o quinto golo deu-nos essa confiança também. Conseguimos voltar a estar estáveis no jogo e ter o controlo do jogo de uma forma mais clara do que aconteceu nos primeiros 20 minutos da 2.ª parte. De uma forma geral, um jogo bem conseguido, uma 1.ª parte muito boa em muitos momentos. E é o que é, mais uma vitória, uma vitória importante. Como eu vos disse ontem (quarta-feira) também, estamos num momento em que estamos a jogar jogos oficiais, mas ainda estamos a terminar aquilo que é uma pré-temporada. Hoje fizemos a sexta semana de pré-temporada. Nós sabemos o que vem no domingo e depois, para a semana, falaremos da 2.ª mão"

A titularidade de Samuel Soares ao invés de Anatoliy Trubin 

"Eu não coloco jogadores a titular para depois indicar algo que seja de quem não joga. É o vosso trabalho e vocês é que levam por esse caminho. A minha decisão é puramente técnica. Da mesma forma que começou o Trubin nos primeiros dois jogos, da mesma forma que começou o Samuel no jogo com o Villarreal e o Trubin no jogo com o Flamengo. A decisão foi começar o Samuel hoje. Simplesmente isso"

Enzo Barrenecha e a dupla Barreiro-Richard Ríos

"(Sente que o Benfica se ressentiu da saída de um médio mais posicional na 2.ª parte, no caso Barrenechea?) Sim, mas a decisão foi consciente e não me escondo. Como estava o resultado, a pensar no jogo do próximo domingo. Não há que escondê-lo, foi essa a decisão. O Enzo (Barrenechea) é um jogador que tem vindo a crescer, mas é um jogador que tem algumas características muito próprias em termos físicos também. Queremos dar-lhe cada vez mais minutos, mas, ao mesmo tempo, sabemos que no domingo estaremos a começar outro jogo, e outro jogo que é para ganhar. E foi uma decisão de gestão, nada que ver com questões táticas. Estava a fazer um excelente jogo. Na 1.ª parte faltou-lhe um pouco perceber que podia estar numa linha mais adiantada, por trás dos dois avançados. E, se ele o conseguisse fazer, ainda tinha mais influência no nosso jogo. Foi isso que eu tentei explicar à equipa e a ele ao intervalo. Mas a decisão, neste caso, nem tem muito que ver com questões técnicas ou táticas. Tem que ver com uma gestão clara daquilo que é o jogo do próximo domingo"

Pavlidis: o presente e o futuro

"Estado de espírito de um grande profissional, de um jogador que respeita muito o clube onde está e que gosta de estar no clube onde está. Tão simples como isso. Nós sabemos, andamos no futebol há muito tempo, que o mercado, quando está aberto, os rumores, e não só rumores, mas também situações concretas, podem mexer ou não com a cabeça dos jogadores e mexer um pouco com os clubes também. Nós temos de estar conscientes daquilo que queremos. Temos de estar estáveis dentro do que é possível, mas temos de estar estáveis. Temos de transmitir essa mesma estabilidade para os jogadores e para os nossos adeptos, independentemente das decisões tomadas dia após dia, semana após semana. Em relação ao Pavlidis, respondendo novamente, tem reagido como o grande profissional que é, como um jogador muito importante para o Clube e como alguém que realmente gosta de estar onde está"

A importância de Schjelderup e exibição efetuada

"(Balanço da exibição?)Positivo, quando se consegue ver um jogador a decidir como o Andreas (Schjelderup) decidiu, em muitos momentos daqueles 25 minutos de que falou. Percebe-se que ainda não está no seu melhor. Fisicamente ainda não está no seu melhor. Mas, como eu disse ontem (quarta-feira), não tenho a menor dúvida. Não preciso destes 25 minutos para perceber a qualidade que o Andreas (Schjelderup) tem, aquilo que nos pode dar. Eu disse ontem (quarta-feira) que é um jogador que, em termos de definição, está a um nível muito alto. É um jogador que tem capacidade de decidir, como decidiu no passe para o Rafa, a isolar o Rafa, como decidiu na assistência para o golo do Durán. Parece fácil em alguns jogadores, mas não é assim tão fácil. O Andreas (Schjelderup) tem esta grande capacidade de tomar decisões, quer em espaços curtos, quer no último terço, e de ter a calma para depois decidir bem, como ele o fez. Para mim, deixa-me muito satisfeito, porque eu sei que ainda não está na melhor condição física e, quando estiver, ainda vai ser capaz de fazer isto de uma forma muito mais consistente. Vai ter de ser capaz, porque vai ter de fazê-lo a andar para cima e para baixo e a trabalhar, como tem de trabalhar sem bola. Mas é um jogador, um excelente jogador, um jogador de grande qualidade, um jogador que, na forma como nós queremos jogar, eu disse ontem (quarta-feira) e vou repetir hoje também, não há problema nenhum, é um jogador de quem eu gosto muito, que tem características muito importantes para aquilo que é o nosso jogar e para aquilo que nós vamos querer fazer no Benfica"

Prestianni e os lugares garantidos

"Não há lugares garantidos. Esse é o primeiro princípio num clube da dimensão do Benfica. Eu percebo a questão e, naturalmente, os jogadores que fazem bons jogos... não vamos estar aqui a mudar a equipa só por mudar, mas lugares garantidos ninguém tem. O Prestianni começou o jogo porque, independentemente da forma como fomos usando a equipa na pré-temporada, preparando a equipa para os primeiros jogos oficiais, em muitos momentos não começou jogos. Muitos desses jogos começou vindo do banco, mas eu sei como é que ele foi trabalhando. Teve uma excelente pré-temporada. Nos momentos em que jogou, e que vocês tiveram oportunidade de ver, deu uma boa resposta também nos jogos. Mas, durante as semanas, percebeu que o momento não lhe era favorável e trabalhou da forma como eu gosto realmente de ver os jogadores de futebol trabalharem. Sabia que não podia jogar, mas estava consciente de que tinha de trabalhar mais do que os outros para demonstrar a qualidade que tem e o porquê de merecer o lugar. Foi uma decisão. Disse há pouco: é óbvio que o Andreas (Schjelderup) também não está ainda no melhor nível. O Kamiński do primeiro jogo para o St. Gallen, para o segundo, melhorou, há que dizê-lo. Foi uma decisão fácil da minha parte, tendo o Andreas (Schjelderup) ainda não pronto para jogar 90 minutos, mas já a precisar de minutos para chegar ao seu nível, depois de um jogo em que ganhámos ao St. Gallen. Mas não tive a menor dúvida de que era o momento para o Prestianni começar o jogo. Faltava depois definir qual seria a posição em que iria começar. Decidimos que precisávamos de um jogador bem aberto no corredor esquerdo. Passava por aí o nosso plano para o jogo e, naturalmente, começámos com o Prestianni lá. Felizmente, teve um jogo de bom nível. Um pouco mais cansado já na 2.ª parte, porque é praticamente o primeiro jogo que joga em tanto tempo, tirando o jogo amigável que tivemos em casa. Também importante para ele marcar, excelente reação na forma como ganha aquela bola e depois uma excelente finalização. É importante para ele, também para ganhar confiança. É importante dividirmos os golos por muitos jogadores, porque isso dá confiança, naturalmente, aos jogadores que jogam na frente de ataque, neste caso tirando o Tomás (Araújo), que é sempre importante marcar golos"

Manu como defesa-central

"O Manu é um jogador de corredor central. Não é a primeira vez que joga como defesa-central. Não foi para essa posição que o Benfica o contratou, quando ele estava num excelente momento da sua carreira. Como vocês sabem, teve uma lesão grave no ano passado. Já está bem da lesão, mas ainda está num processo de readaptação, de ganhar confiança e de ficar fisicamente muito melhor. É um jogador que claramente joga na posição 6, mas, como já tem algum passado nessa função, temos vindo a testá-lo em alguns momentos no treino para que, em alguma eventualidade, e para aquilo que for necessário, esteja pronto para ajudar a equipa. Hoje foi essa a decisão, o porquê de ele ter entrado para defesa-central. Tínhamos duas hipóteses: ou retirar o Tomás para o poupar, porque praticamente não tinha jogado 90 minutos, ou retirar o Lenglet, que tem vindo a jogar mais tempo. Foi essa a decisão. Uma decisão de dar minutos ao Manu numa posição em que naturalmente não tem jogado tanto e, ao mesmo tempo, poder retirar do jogo um dos centrais para pensar naquilo que será o jogo de domingo"

O enquadramento de Rafa

"Em primeiro lugar, dizer que estamos muito satisfeitos com aquilo que têm sido as primeiras semanas do Rafa. Não só os primeiros jogos oficiais, mas também desde o princípio da pré-temporada. O jogador claramente é, hoje em dia, muito mais de corredor central. Acho que ele foi quase sempre um jogador mais de corredor central. Jogando muitas vezes sobre um corredor, procurava muitas vezes também o corredor central. Naturalmente, com a idade, foi jogando muito mais regularmente como um terceiro médio ou um segundo avançado. E é claramente a posição, a zona do terreno, onde ele se sente mais confortável. Depois é uma questão nossa decidirmos. Não há que esconder que todas as condicionantes que tivemos durante a pré-temporada me levaram a usar muito mais o Rafa por fora, porque vocês sabem: com o Andreas (Schjelderup) no Mundial, com o Lukebakio no Mundial e com o Prestianni sem poder jogar o primeiro jogo, os primeiros dois jogos oficiais, levaram-me a usar e a testar o Rafa muito mais por fora do que por dentro. Essa foi a razão por que ele começou a jogar lá. Naturalmente, tem jogado muito bem. Hoje decidi não o tirar da direita porque queria um jogador totalmente aberto no corredor esquerdo e, começando com o Prestianni, esse jogador tinha de ser o Prestianni. O Rafa, se jogar num corredor, não é o jogador para estar sempre aberto. Essa foi a decisão de o Prestianni jogar totalmente aberto no corredor esquerdo. Se iremos manter ou não, é uma decisão que iremos tomar jogo a jogo. Mesmo começando no corredor, pela nossa forma de jogar ele vai acabar por entrar em zonas interiores. Depois, com o perfil de laterais-direitos que temos, é uma situação que pode acontecer de uma forma natural no jogo. Quer o Bah, quer o Dedic, quer o Banjaqui, será algo que nós podemos usar no jogo. Em muitos momentos, o Rafa pode vir a ser o nosso quarto médio mais por dentro, dando o corredor ao lateral"

Pavlidis vs Jhon Durán: o que pode oferecer o colombiano à equipa

"São jogadores diferentes. Naturalmente, dois excelentes avançados, dois jogadores de enorme qualidade. O Jhon (Durán) vem de uma época não ao nível da capacidade que tem para jogar, não ao nível que, na minha opinião, vai atingir neste ano. São dois jogadores diferentes que, sinceramente, também podem ser compatíveis em alguns momentos, em alguns jogos, pelas características que o Pavlidis tem, podendo em alguns momentos jogar numa zona um pouco mais baixa, quase como um segundo avançado. É algo que poderá vir a acontecer. Assim tenhamos tempo também para experimentar e testar. É algo que já temos vindo, em alguns momentos, a fazer também ao nível de treino. Um golo dá sempre confiança a qualquer avançado, e para o Durán não será diferente. Mesmo a primeira oportunidade que teve, normalmente é um jogador que tem uma capacidade de remate de meia distância muito boa. Aquele primeiro momento não lhe correu tão bem. Importante para ele (o golo)... Uma excelente transição da nossa equipa, um excelente momento entre ele e o Andreas (Schjelderup) e uma muito boa finalização. Excelente assistência do Andreas (Schjelderup) também. Dá-nos coisas diferentes. Em alguns momentos é um jogador mais explosivo, mais rápido também. Tem capacidade para segurar, mas é um jogador muito explosivo com espaço. Mesmo no último terço é um jogador muito explosivo. Estamos muito satisfeitos com aquilo que tem sido o começo de pré-temporada do Pavlidis. É também um momento para irmos dando minutos aos outros jogadores. O Jhon [Durán] tem trabalhado bem, está melhor, fisicamente está um pouco melhor, ainda não ao nível ideal. Terá de continuar a melhorar e a trabalhar forte para poder ser uma opção para nós. Todos os minutos que lhe possamos dar ao nível da competição oficial serão sempre muito bons para ele e vai dar-nos coisas importantes para a equipa"


Futebol

Menino bonito do Benfica parte três e desvaloriza golaço: “Foi giro”

Jovem do Seixal marcou um belíssimo golo pela Seleção, mas não fez grandes alardes com a situação, e opta por elogiar a equipa

Formado no Benfica, Banjaqui não faz grande caso de golo marcado pela Seleção Nacional Sub-21, preferindo exaltar a equipa
Formado no Benfica, Banjaqui não faz grande caso de golo marcado pela Seleção Nacional Sub-21, preferindo exaltar a equipa

07 Out 2026 | 14:16 |

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Daniel Banjaqui voltou a estar em destaque ao serviço da Seleção Nacional sub-21. O lateral-direito do Benfica foi titular na vitória de Portugal diante da Chéquia, por 2-0, esta terça-feira, em Leiria, e assinou um verdadeiro golaço de pé esquerdo, depois de deixar três adversários para trás.


Apesar do momento de qualidade, o jovem de 18 anos desvalorizou o lance no final da partida, em declarações ao Canal 11: "Foi uma assistência do meu colega Tiago Gabriel, estive a ver e foi um golo giro", explicou Daniel Banjaqui, com simplicidade, ao analisar o encontro. Portugal já tinha a qualificação para o Campeonato da Europa sub-21 assegurada, mas a equipa das Quinas queria terminar a caminhada da melhor forma. O objetivo foi cumprido, com mais uma vitória e sem sofrer golos.


"Sentimento de dever cumprido. A qualificação para o Europeu já estava, o jogo era para acabar bem, com zero golos sofridos e continuar a marcar. É grupo muito forte e unido, nada a apontar, somos melhor defesa e melhor ataque, estamos bem preparados para o Europeu e vamos trazer a taça para casa", afirmou o lateral do Benfica.


Ao longo da partida, Portugal manteve-se por cima e procurou aumentar a vantagem, com velhos conhecidos do Benfica como Rodrigo Rêgo e Gustavo Varela a desperdiçarem algumas oportunidades. Antes do intervalo, Tobias Boledovic ainda teve uma ocasião para reduzir, mas falhou na cara da baliza portuguesa.

Na segunda parte, Afonso Moreira acabou por fechar as contas. Após um livre cobrado por Rodrigo Mora e um cabeceamento de Tiago Gabriel para a zona dos 11 metros, o extremo rematou de primeira e estabeleceu o resultado final em 2-0.



Futebol

Atenção, Benfica! Treinador pensou em pedir demissão antes do 2.º jogo da Liga Europa

Devido aos maus resultados, técnico ponderou sair do seu clube mas garante que a equipa estar focado nos objetivos de um futuro próximo

A poucos dias de defrontar o Benfica na Liga Europa, Martin O'Neill, treinador do Celtic, revelou que esteve para pedir demissão
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07 Out 2026 | 13:48 |

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Martin O'Neill confirmou oficialmente a permanência no comando técnico do Celtic, colocando um ponto final no período de reflexão que levou a cabo durante a recente paragem para os compromissos internacionais - na qual Georgiy Sudakov lesionou-se. 


O experiente treinador, de 74 anos, tinha admitido ponderar o seu futuro na sequência de três derrotas consecutivas, mas garantiu estar plenamente focado em liderar a equipa e prosseguir a luta pelo título de campeão escocês, a poucos dias do confronto com o Benfica.


M. O'Neill: "Estou extremamente preparado para isto"


"Estou extremamente preparado para isto. Tivemos uma semana difícil. Pode acontecer: pode-se perder contra o rival histórico, pode-se perder um jogo europeu. Certamente não é o fim do mundo, como pareceu ter sido descrito. Mas estou pronto para avançar", afirmou, em declarações prestadas ao site oficial do emblema escocês.

O antigo timoneiro do Aston Villa divulgou que pensou sobre a sua continuidade. "Pensei que iria tirar algum tempo e não precisei de muito para ponderar sobre o assunto. Quero liderar o clube, quero tentar vencer o campeonato, que é o nosso objetivo definido, e estou tão determinado agora como sempre estive. Foi um momento de reflexão e surgem coisas em que pensamos, mas, no geral, estou de volta, cheio de vontade de trabalhar e a equipa está pronta", revelou.


O Celtic regressa à ação a nível interno no próximo domingo, dia em que defronta o Motherwell em Fir Park. Na quinta-feira seguinte, tem uma deslocação ao Estádio da Luz para defrontar o Benfica, num encontro a contar para a segunda jornada da Liga Europa.


Futebol

Marco Silva passou da escassez ao excesso e Benfica tem batalha aberta nas alas

Ao chegar ao comando das águias, o treinador viu-se sem opções de extremos, mas agora o plantel tem muitos jogadores para a função

Após conviver com poucas opções no início de seu trabalho no Benfica, Marco Silva agora vê-se com excesso de extremos
Após conviver com poucas opções no início de seu trabalho no Benfica, Marco Silva agora vê-se com excesso de extremos

07 Out 2026 | 13:21 |

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O cenário mudou radicalmente para Marco Silva. Se, há pouco mais de dois meses, o treinador do Benfica se viu obrigado a lançar Jakub Kaminski, que pode ser negociado em janeiro, às "feras" devido à falta de opções para as alas, atualmente o problema é bem diferente: são tantas as soluções disponíveis que a principal dificuldade passa por escolher quem merece a titularidade.


Kaminski, contratado ao Colónia por cerca de 17 milhões de euros, estreou-se pelo Benfica a 23 de julho, diante do St Gallen. Na altura, Andreas Schjelderup e Dodi Lukebakio estavam de férias após o Mundial, Gianluca Prestianni cumpria castigo e Jaden Umeh encontrava-se lesionado.


Dois meses e meio depois, a realidade é completamente diferente. Rafa Silva, deslocado do centro para a direita, tornou-se uma das principais apostas de Marco Silva e apresenta números que justificam a confiança: cinco golos e uma assistência em 13 jogos oficiais. O internacional português teve ainda a vantagem de descansar durante a pausa para as seleções, depois de ter renunciado à Seleção Nacional.


Prestianni, por outro lado, esteve ao serviço da Argentina, mas regressa sem dar sinais de desgaste. O jovem extremo atravessa um excelente momento e soma oito golos e três assistências em 12 partidas pelo Benfica. Lukebakio tem tido uma utilização menos regular na Luz, mas aproveitou a ausência de Jérémy Doku e a quebra de rendimento de Leandro Trossard para brilhar pela Bélgica.

O extremo marcou dois golos e fez uma assistência nas primeiras quatro jornadas da Liga das Nações. E há ainda Schjelderup. Marco Silva já reconheceu que o norueguês precisava de "zerar" após o Mundial, mas o extremo respondeu em campo, com destaque para o bis na goleada por 0-4 ao Moreirense. Com tantas opções, a batalha pelas alas está mais acesa do que nunca.




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