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Novidade à vista: Marco Silva trabalhou reforço em segredo e pode lançá-lo já no Benfica
08 Out 2026 | 09:27
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07 Ago 2026 | 17:31 |
A presença de Pedro Proença no camarote presidencial do Estádio da Luz, no Benfica-Hearts, continua a dar que falar. O presidente da FPF esteve no recinto encarnado depois da polémica em torno dos áudios divulgados e a forma como foi colocado na tribuna presidencial não passou despercebida, dando origem a várias interpretações. Leonor Pinhão abordou o episódio e considerou que o lugar do antigo árbitro na sexta fila da tribuna presidencial terá sido negociado com o Clube, afastando outras teorias sobre uma eventual decisão dos anfitriões ou questões de segurança.
L. Pinhão: "Outra coisa, aliás, não seria de esperar"
"Muito tem sido dito sobre a presença do presidente da FPF no camarote presidencial da Luz por ocasião do Benfica-Hearts. Uns dizem que foi mandado lá mais para trás por castigo imposto pelos anfitriões. Outros garantem que foi por razões de segurança que não o sentaram na primeira fila ao lado do presidente do Benfica, como é hábito, de modo a impedir que o público presente nas bancadas o detestasse à primeira vista e irrompesse algum motim. Mas o mais provável é que o lugar de Pedro Proença na sexta fila do camarote da Luz tenha sido negociado com o Benfica. Outra coisa, aliás, não seria de esperar", escreveu na sua crónica ao jornal Record.
A conhecida adepta das águias destacou ainda a composição da comitiva que acompanhou o presidente federativo e a presença de figuras ligadas à história das águias. "Prevenindo desacatos, a entourage federativa que acompanhou o samaritano que foi 27 vezes à Polícia Judiciária por causa de "processos do Benfica" tinha o número suficiente de figuras do Clube para lhe servirem de almofada no caso de passar das marcas qualquer eventual manifestação de desagrado. Jorge Jesus, campeão pelo Benfica, João Vieira Pinto, campeão pelo Benfica e Lourenço Pereira Coelho, outro campeão pelo Benfica, estiveram ao lado de Proença para o que desse e viesse. Felizmente, não deu nada. Digo-o sem ponta de sarcasmo", pode ler-se.
L. Pinhão: "Abaixo da sexta fila significa boas notícias para os donos da casa"
Leonor Pinhão deixou ainda uma reflexão sobre o significado do regresso de Pedro Proença à Luz e sobre o impacto que a posição ocupada na tribuna poderá ter no futuro. "O que importa é que Proença já foi à Luz no pós-áudios e exibiu a sua bravura – haverá quem lhe chame descaramento – a partir da sexta fila da tribuna presidencial. Voltará, certamente, à casa do Benfica em 2026/2027. O número da fila onde o sentarão dirá muito sobre o desenrolar da temporada para o Benfica do ponto de vista desportivo e do ponto de vista político. Acima da sexta fila significa trabalhos redobrados para Rui Costa e crise na Luz. Abaixo da sexta fila significa boas notícias para os donos da casa", afirmou.
Por fim, a cronista virou as atenções para Marco Silva e para as prioridades do treinador encarnado, destacando dois jogadores que considera fundamentais para o projeto. "Marco Silva tem a vantagem da clareza. Na conversa com os jornalistas depois do jogo com os escoceses não podia ter sido mais claro o sucessor de Mourinho, de Lage, de Schmidt, de Veríssimo e de Jesus, os treinadores da era Rui Costa.Vangelis Pavlidis e Andreas Schjelderup são-lhe essenciais. Perdê-los no mercado seria um rude golpe para as ambições do Benfica e do seu treinador. O grego é "um jogador muito importante que gosta de estar onde está". Quanto ao norueguês, disse que não precisou daqueles "vinte e cinco minutos para perceber a qualidade do jogador". Agora, vendam-nos…", concluiu.
Técnico das águias já recorreu a praticamente todo o plantel e os números revelam uma política de gestão que está a marcar a temporada encarnada
08 Out 2026 | 11:00 |
Marco Silva tem apostado numa gestão abrangente do plantel do Benfica desde o arranque da temporada. O calendário exigente, iniciado com três pré-eliminatórias europeias, obrigou o técnico a recorrer à profundidade das águias desde muito cedo.
Os números são claros e mostram a dimensão da rotação: 32 jogadores já entraram em campo, sendo que 27 foram titulares pelo menos uma vez. Ao fim de 14 jogos oficiais, já não existe sequer um futebolista totalista, sinal de que o treinador tem distribuído minutos por praticamente todo o grupo.
Entre os mais utilizados estão Samuel Soares, Alexander Bah - que está em dúvida para domingo - , Tomás Araújo, Clément Lenglet, Samuel Dahl, Leandro Barreiro, Enzo Barrenechea, Georgiy Sudakov, Rafa, Gianluca Prestianni e Vangelis Pavlidis. No total, 11 jogadores já disputaram pelo menos metade dos 1.240 minutos realizados pelo Clube da Luz nesta temporada.
A realidade aproxima-se da registada em 2025/26, quando as águias utilizaram 37 jogadores e tiveram 28 titulares diferentes ao longo de 55 encontros. Também as movimentações do mercado ajudaram a aumentar a lista de atletas utilizados, com Amar Dedic, António Silva, Richard Ríos e Franjo Ivanovic a somarem minutos antes de deixarem a Luz.
A estratégia de Marco Silva passa, assim, por manter toda a estrutura competitiva e evitar uma dependência excessiva de um grupo restrito. Numa época longa, exigente e com várias frentes, o treinador encarnado tem dado espaço a praticamente todos e mantém elevada a concorrência interna.
Treinador das águias terá problemas para montar a equipa devido às lesões nesta fase da época e começa a pensar em alternativas
08 Out 2026 | 10:36 |
O Benfica já conta novamente com os internacionais e prepara a receção ao Vitória SC, mas Marco Silva ainda tem algumas dúvidas por resolver. Alexander Bah, Georgiy Sudakov e Jakub Kaminski continuam em avaliação e estão em risco de falhar o encontro da oitava jornada do campeonato. A disponibilidade dos três jogadores não está, contudo, descartada. Bah e Kaminski são os casos que geram maior esperança, uma vez que regressaram mais cedo ao Seixal e tiveram mais tempo para trabalhar na recuperação das respetivas lesões.
O lateral-direito dinamarquês foi dispensado da seleção a 22 de setembro, depois de sofrer uma recidiva do traumatismo no ombro direito contraído frente ao Marítimo, no início de setembro. Desde então, tem realizado trabalho de recuperação no Benfica e procura agora reunir condições para voltar à competição.
Kaminski também está a recuperar de uma lesão contraída ao serviço da seleção. O extremo polaco sofreu uma lesão muscular diante da Bósnia e Herzegovina e abandonou o estágio da Polónia a 26 de setembro, tendo desde então permanecido no Seixal.
Já Sudakov enfrenta um cenário diferente. O médio-ofensivo sofreu uma entorse no tornozelo direito no encontro da Ucrânia frente à Irlanda do Norte, na passada sexta-feira, 2 de outubro. O jogador foi inicialmente avaliado pelos médicos da seleção ucraniana antes de regressar a Portugal e apresentar-se no Benfica no início desta semana.
A evolução do trio durante os próximos dias será determinante. Marco Silva deverá esclarecer a situação dos três jogadores na conferência de imprensa de antevisão ao encontro, marcada para sábado. Certo é que Enzo Barrenechea será baixa. O argentino foi submetido a uma artroscopia ao joelho esquerdo para tratar uma rotura do menisco medial.
Águias foram o clube que mais jogadores cedeu aos seus países e há vários nomes que regressam ao Seixal depois de uma maratona internacional
08 Out 2026 | 10:11 |
O Benfica foi o clube português que mais jogadores disponibilizou para as seleções durante a última paragem internacional, com 18 internacionais chamados. No total, os atletas das águias somaram uns impressionantes 2.404 minutos e percorreram 165.563 quilómetros.
Entre os mais utilizados estão Fredrik Aursnes, Andreas Schjelderup e Vangelis Pavlidis, todos acima dos 270 minutos. O capitão do Glorioso liderou a lista, com 291 minutos, enquanto os dois companheiros contabilizaram 279, num período particularmente exigente para o plantel de Marco Silva.
Nem todos regressam, porém, nas mesmas condições. Gianluca Prestianni, que esteve ao serviço da Argentina e participou na despedida de Lionel Messi, é o último a juntar-se ao grupo e é esperado esta quinta-feira no Seixal, enquanto Alessandro Circati enfrentou uma das viagens mais longas.
Apesar da elevada carga acumulada, há uma nota positiva para Marco Silva: os compromissos internacionais permitiram a Aursnes ganhar ritmo competitivo, algo encarado internamente como benéfico para o jogador. Ainda assim, o treinador terá de gerir cuidadosamente um plantel que percorreu milhares de quilómetros.
O calendário dá algum espaço para respirar às águias, com dois encontros consecutivos em casa. Primeiro, o Benfica recebe o Vitória de Guimarães no domingo e, quatro dias depois, mede forças com o Celtic, num ciclo que colocará à prova a condição dos internacionais encarnados.
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08 Out 2026 | 09:27
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