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Psicólogo defende que Benfica tem um papel fundamental para o bem-estar de Lisboa
09 Out 2026 | 12:57
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22 Jun 2025 | 18:31 |
Nos últimos dias, a imprensa nacional adiantou que a Direção do Benfica, liderada por Rui Costa, estava no terreno para deliberar sobre uma possível solução em relação a um caso que envolve Luís Filipe Vieira. No entanto, durante o dia de hoje, o Clube da Luz emitiu um comunicado a esclarecer toda esta situação, acabando por acusar a imprensa de "informações imprecisas e especulativas".
Ora, a nota de esclarecimento da parte do Benfica surgiu numa altura em que os órgãos de comunicação social avançavam que no dia de amanhã, 23 de junho, iria haver uma reunião para nomear um instrutor externo para avaliar as alegadas agressões de Luís Flipe Vieira, a um sócio do Glorioso, numa Assembleia Geral, em 2019.
No entanto, conforme escreveu o Benfica, o dito encontro, entre Rui Costa e os restantes elementos da Direção ficou adiada: “A próxima reunião de Direção será calendarizada em breve, considerando os compromissos no Mundial de Clubes”.
Ficando a reunião adiada, a mesma acaba por atrasar o processo em si, visto que ainda têm de ser apurados os testemunhos de todas as partes envolvidas no acontecimento: “No âmbito desse processo, todos os envolvidos terão oportunidade de se pronunciarem, no respeito pelo princípio do contraditório”.
Por fim, devido à habitual duração que são os casos jurídicos, no mesmo comunicado, o Benfica alertou que não existe uma previsão para a conclusão do processo, assumindo que o mesmo poderá não ficar concluído em 2025: “Não se prevê que o processo seja concluído, sem embargo da sua instrução atempada, antes do final do ano de 2025, pelo que qualquer especulação a esse respeito não assenta em factos”.
Confira aqui o comunicado do Benfica na íntegra:
"Em face de um conjunto de informações imprecisas e especulativas publicadas hoje na comunicação social, o Sport Lisboa e Benfica esclarece o seguinte:
1. De acordo com informações prestadas aos sócios pelo Presidente da Direção na última AG, os serviços jurídicos do SLB avaliaram o teor da ata n.º 6, tendo sido proposta a abertura de um processo de inquérito;
2. No âmbito desse processo, todos os envolvidos terão oportunidade de se pronunciarem, no respeito pelo princípio do contraditório;
3. Não se prevê que o processo seja concluído, sem embargo da sua instrução atempada, antes do final do ano de 2025, pelo que qualquer especulação a esse respeito não assenta em factos;
4. A próxima reunião de Direção será calendarizada em breve, considerando os compromissos no Mundial de Clubes".
Claque das águias parece estar envolvida em muitas confusões nos estádios e nos bastidores, mas alguns membros podem estar à trabalhar para o Clube
17 Out 2026 | 12:42 |
A presença de elementos dos No Name Boys na empresa responsável por serviços de segurança ao Benfica está a levantar questões sobre a separação entre o papel de adepto e o exercício de funções profissionais no Estádio da Luz. Vários membros da claque integram os quadros da PM - Segurança, situação que terá estado na origem de episódios de tensão dentro e fora do recinto.
A empresa terá sido criada durante os mandatos de Luís Filipe Vieira e começou por assegurar a segurança do centro de treinos do Seixal, alargando posteriormente a atividade a outras áreas do universo encarnado. É gerida por Paulo Magalhães, antigo pugilista do Benfica, que, de acordo com a informação avançada pelo Correio da Manhã, terá recrutado vários elementos ligados à claque.
A polémica prende-se com a alegada acumulação de funções: alguns dos trabalhadores estarão envolvidos em tarefas de vigilância e revistas a adeptos nos dias de jogo, regressando noutras ocasiões às bancadas enquanto apoiantes do Benfica. Segundo as notícias divulgadas, esta sobreposição terá contribuído para momentos de tensão, incluindo situações envolvendo adeptos de clubes rivais. Não foram, contudo, divulgados publicamente todos os detalhes dos episódios referidos.
Fundados a 4 de março de 1992, os No Name Boys nasceram de uma cisão no seio dos Diabos Vermelhos e tornaram-se um dos principais grupos organizados de apoio ao Benfica. A claque ocupa habitualmente setores da bancada Sul do Estádio da Luz e acompanha a equipa em jogos nacionais e internacionais.
O grupo não está registado oficialmente nos termos aplicáveis aos grupos organizados de adeptos. A questão da legalização tem sido motivo de debate, nomeadamente devido às exigências legais relativas à identificação dos membros e às condições de apoio às claques.
Antigo dirigente encarnado defende uma profunda mudança na organização do Clube e considera que a ambição europeia exige muito mais
15 Out 2026 | 10:55 |
O Benfica continua a viver demasiado preso às urgências do futebol, na perspetiva de Fernando Tavares, que defende uma reflexão profunda sobre o futuro da instituição. Para o antigo dirigente, a ambição de competir regularmente com a elite europeia exige mudanças que vão muito além dos resultados da equipa principal.
F. Tavares: " O Benfica não pode continuar a ser gerido ao sabor do futebol"
"O Benfica não pode continuar a ser gerido domingo a domingo ao sabor dos resultados da sua equipa de futebol", escreveu, no jornal Record, considerando que o desafio é também "estrutural, organizacional e empresarial".
Uma das propostas centrais passa pela reorganização da Benfica SAD e pela eventual recompra de parte das participações dispersas em mercado. "O Benfica deve estudar a possibilidade de recomprar parte das participações e ações dispersas em mercado, reforçando a sua capacidade de influência e reorganizando a estrutura de capital em função de uma visão estratégica de longo prazo", defendeu.
F. Tavares: "O Benfica beneficiaria de uma revisão global dos fluxos financeiros internos"
O antigo vice-presidente considera igualmente importante simplificar o universo empresarial do Grupo Benfica, eliminando estruturas redundantes e aumentando a transparência, defendendo ainda uma revisão dos fluxos financeiros internos, a regularização da dívida entre o Clube e a SAD e uma avaliação independente do Estádio da Luz - que tem novo espaço de luxo - , para que os ativos reflitam adequadamente o seu valor. "O Benfica beneficiaria de uma revisão global dos fluxos financeiros internos, assegurando que receitas, custos, ativos e responsabilidades estão alinhados com a realidade operacional de cada entidade", sustenta.
Na sua conclusão, Fernando Tavares deixa uma das mensagens mais fortes do texto sobre o caminho que considera necessário para as águias. "O Benfica passou as últimas duas décadas a profissionalizar a sua atividade desportiva. É tempo de profissionalizar a arquitetura que suporta essa atividade... A elite europeia não se alcança apenas através do talento desportivo. Conquista-se, sobretudo, através da qualidade das estruturas que sustentam esse talento", rematou.
Presidente dos azuis e brancos falou sobre as relações institucionais entre os dragões e águias, em evento realizado no norte do país
09 Out 2026 | 16:44 |
André Villas-Boas analisou, esta sexta-feira, as diferentes relações que existem, atualmente, com Benfica e Sporting. O líder máximo do Porto destacou o alinhamento que existe com os leões em algumas questões do futebol português e a discordância com o Clube da Luz.
Villas-Boas: "Temos um enquadramento muito específico em relação a determinados clubes"
"Temos um enquadramento muito específico em relação a determinados clubes, nomeadamente clubes sediados em Lisboa, a nossa capital, onde basicamente estão sediadas todas as grandes instituições do país", começou por dizer, no Cardiology Gaia Meeting 2026.
O presidente dos dragões realçou as divergências de visões com os encarnados, sendo algo antagónico em relação ao Sporting. "Nesta, no que navega dentro dos objetivos comuns que temos, há um alinhamento mais preciso do ponto de vista estratégico entre o Porto e o Sporting, que não existe no caso do Porto e do Benfica, porque têm diferentes visões para determinadas coisas, e desde logo a questão dos direitos audiovisuais, que neste caso partilhamos com o Sporting e não partilhamos com o Benfica", falou.
Recorde-se que André Villas-Boas tinha acusado o Benfica de ter uma "santa aliança" com os leões. "Se há algo que é verdadeiro e bem presente é uma santa aliança entre o Benfica e o Sporting. Somos o Porto, queremos o bem do futebol português", afirmou, em meados de setembro de 2026.
Nas mesmas declarações, o antigo técnico portista, na época de 2010/11, reforçou esse pensamento. "Clubes de Lisboa a tentar prejudicar o Porto? Naturalmente. Dois contra um é sempre mais fácil que um contra um", defendeu.