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Voleibol
31 Mar 2026 | 16:22 |
O alegado insulto racista de que terá sido alvo o jogador do Benfica, Lucas França, vindo das bancadas na Nave de Espinho, já se encontra sob a alçada do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Voleibol (FPV).
"A parte disciplinar está encaminhada [para o CD] agir em conformidade. São os procedimentos normais", adiantou o Diretor Técnico Nacional (DTN) da FPV, Leonel Salgueiro, em declarações à Lusa.
O incidente aconteceu no quarto set do segundo jogo dos quartos-de-final do play-off frente ao Espinho, levando o central francês a parar a partida para denunciar ter sido vítima do alegado insulto por parte de um adepto. As águias venceram por 3-1, qualificando-se para as meias-finais, onde vai defrontar o Leixões.
Ainda à mesma fonte, o dirigente admitiu não ter memória de uma situação semelhante na modalidade, sublinhando que a interrupção de jogos devido a insultos racistas “não é recorrente, nem normal no voleibol”. "A nossa posição é de que somos terminantemente contra atitudes desta natureza. São comportamentos que não são dignos dos valores do desporto", reforçou o DTN.
Recorde-se que Lucas França quebrou o silêncio ontem, pronunciando-se sobre a situação. Através das redes sociais, o central do Benfica condenou os insultos racistas de que foi alvo e agradeceu ao Clube da Luz pelo "apoio" e "suporte".
Através de uma publicação feita nas redes sociais, atleta dos encarnados revelou como tudo aconteceu, na noite de sábado, 28 de março
30 Mar 2026 | 12:22 |
Lucas França quebrou o silêncio, nas últimas horas, pronunciando-se sobre o incidente que aconteceu no último sábado, 28 de março. Através das redes sociais, o central do Benfica condenou os insultos racistas de que foi alvo, no decorrer da partida de voleibol, frente ao Espinho.
Lucas França: "Não reagi de forma agressiva, mas trouxe à luz, naquele momento, o que aconteceu"
"O desporto ensinou-me muito e ajudou a moldar quem eu sou. Fui educado pela minha mãe a respeitar o próximo e a tratar bem as pessoas. Em Cristo, aprendi também a não retribuir agressões na mesma moeda. No entanto, ontem, essa agressão ultrapassou uma barreira", começou por escrever o canarinho, na sua conta de Instagram.
"Não reagi de forma agressiva, mas trouxe à luz, naquele momento, o que aconteceu, para que as pessoas responsáveis pela condução do espetáculo — especialmente na ausência de policiamento — pudessem agir", acrescentou Lucas França, numa altura em que ambos os clubes já se pronunciaram sobre o ocorrido.
Lucas França: "Agradeço ao Benfica pelo apoio e suporte imediato"
"Sei que esse episódio não representa os valores dos atletas e diretores do Sporting de Espinho, pois, assim que comuniquei o ocorrido ao árbitro e à mesa, saíram em minha defesa e buscaram identificar o responsável. Infelizmente, entre tantas pessoas presentes, não foi possível encontrá-lo — mas quem fez, sabe o que fez", reconheceu o atleta do Benfica.
"Agradeço ao Benfica pelo apoio e suporte imediato. Aos meus colegas de equipa, comissão técnica e direção, obrigado por estarem ao meu lado nesse momento. Espero que a Federação Portuguesa de Voleibol tome as medidas necessárias para que isso não volte a acontecer, nem em Espinho nem em qualquer outro pavilhão em Portugal. Não há mais espaço para isso — atitudes assim empobrecem o desporto. Obrigado a todos que enviaram mensagens de apoio e demonstraram respeito", concluiu.
Através de uma nota emitida nas redes oficiais do emblema, dirigentes lamentam o ocorrido e assumem que vão apurar factos internamente
30 Mar 2026 | 08:48 |
A direção do SC Espinho já se pronunciou sobre o alegado caso de racismo contra Lucas França. Horas depois do ocorrido, durante o encontro entre a formação nortenha e o Benfica, os dirigentes do clube anunciaram que vão apurar os factos do ocorrido.
"O Espinho é um clube historicamente comprometido com os valores do desportivismo, respeito e inclusão", pode ler-se na nota emitida nas redes sociais, na sequência do comunicado divulgado pelo Benfica, onde as águias mostraram 'total solidariedade' para com a situação do seu central.
"Se houve algum insulto proferido da bancada ao atleta do Benfica, o Espinho lamenta o sucedido, apresenta publicamente desculpas ao visado e ao seu clube, mas reitera que só pode ter sido um ato isolado, que de forma alguma vincula a estrutura espinhense, os seus sócios e adeptos", escreveu a direção do Espinho.
"A posição de completo repúdio por atos desta natureza foi transmitida na própria Arena Tigre pela direção do Espinho ao atleta e aos dirigentes do Benfica", surge na mesma nota, emitida pelo clube. "Colaborar com as entidades competentes no esclarecimento cabal dos factos", pode ler-se no fim.
Recorde-se que o alegado caso de racismo, contra Lucas França, voleibolista do Benfica, aconteceu no decorrer do quarto set, quando o brasileiro afirmou ter ouvido a palavra 'macaco' vinda das bancadas. A partida chegou a estar interrompida durante 10 minutos, como está imposto nos protocolos.
No final da noite de sábado, 28 de março, encarnados emitiram comunicado onde condenam episódio e enaltecem ajuda do emblema adversário
29 Mar 2026 | 09:40 |
A partida entre o Espinho e o Benfica - que terminou com o triunfo das águias - esteve interrompida durante 10 minutos, depois de Lucas França, central encarnado, ter revelado que tinha sido alvo de insultos racistas, provenientes das bancadas. Na sequência deste episódio, o Clube da Luz emitiu um comunicado onde manifestou a 'total solidariedade' com o atleta.
"O Sport Lisboa e Benfica lamenta o incidente ocorrido no jogo de voleibol frente ao SC Espinho, que motivou a interrupção da partida durante o quarto set, na sequência de insultos racistas dirigidos ao nosso atleta Lucas França", pode ler-se no comunicado emitido pelas águias.
"O Clube manifesta a sua total solidariedade com o jogador, bem como com todos os restantes elementos da equipa de voleibol, reiterando o seu compromisso firme na promoção do respeito, da dignidade e dos valores fundamentais do desporto", acrescentou o Benfica, solidário com o que aconteceu com o voleibolista.
"O Sport Lisboa e Benfica enaltece a postura dos dirigentes do Sporting Clube de Espinho, que prontamente procuraram intervir e contribuir para a resolução da situação, num espírito de responsabilidade e defesa dos valores que devem nortear as competições desportivas", surge no final do comunicado.
Recorde-se que, no decorrer da partida, Lucas França terá dito o seguinte junto do banco de suplentes do Benfica: "Chamou-me de macaco, falou do meu cabelo, não pode". No final, após a qualificação das águias, Marcel Matz condenou a situação, visivelmente emocionado: "É triste. E é sempre com a raça negra... É uma m..., desculpem o palavrão. Gostaríamos que não acontecesse, mas acontece repetidamente".
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