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Futebol
07 Ago 2024 | 13:25 |
João Neves deixou o Benfica para rumar ao PSG e, depois de terem tecidas várias críticas à Direção do Clube, com Rui Costa à cabeça, eis que José Manuel Capristano, antigo vice-presidente do Glorioso, parece entender a venda do médio formado no Seixal. Em entrevista ao Desporto ao minuto, o antigo dirigente mostrou-se satisfeito com o negócio.
"Só um lunático é que pode pensar isso numa ocasião destas, e, quando há o fairplay financeiro, que está asfixiar até os clubes estrangeiros, em que se recebe uma verba de 60 milhões mais o Renato Sanches, que pode render muito dinheiro... Embora seja longe da cláusula de rescisão. Mudam-se os ventos e mudam-se as vontades. Hoje, o mercado não está como estava até há bem pouco tempo. Já não vai para os três dígitos, vai para os dois. O João Neves foi a maior transferência da época no mundo do futebol. Claro que, para os que acham que está tudo mal, esta transferência também foi má. Eu também preferia que o João fosse vendido por 120 milhões e até que ele não fosse vendido. Mas são as circunstâncias, é a vida", começou por dizer.
"Benfica? Só um lunático recusaria um negócio como o de João Neves"
"Ninguém pode considerar isto um mau negócio. O Benfica está completamente defendido. Não vai pagar taxa de cedência, não paga ordenados e só paga se fizer 60 a 80% dos jogos. Deus queira que o Benfica pague, pois significa que o negócio foi um êxito completo. Alguém pode considerar este negócio ruinoso? Qual é o risco que o Benfica corre? Zero", disse o antigo vice-presidente.
Na temporada 2023/24, ao serviço do Benfica, João Neves – avaliado em 55 milhões de euros – realizou 55 encontros: 33 no Campeonato Nacional, seis na Liga dos Campeões, seis na Liga Europa, seis na Taça de Portugal, três na Taça da Liga e um na Supertaça Cândido de Oliveira. Ao todo, nos 4.304 minutos que disputou, o médio marcou três golos e fez uma assistência.
Ao todo, desde que se estreou com o Manto Sagrado, João Neves contabilizou 75 partidas, quatro golos, duas assistências e dois títulos conquistados: um Campeonato Nacional (2022/23) e uma Supertaça Cândido de Oliveira (2023/24).
Internacional grego voltou a estar em destaque no encontro, mas, apesar do feito com o Manto Sagrado, o atleta saiu com um sabor amargo
08 Jan 2026 | 16:04 |
Vangelis Pavlidis chegou ao golo número 10 na marca dos 11 metros. Pelo que foi apurado, foi a décima vez, na presente temporada, que o internacional grego foi chamado a cobrar um castigo máximo, situação que se verificou frente ao Braga, mas que acabou por ser insuficiente para ajudar o Benfica a alcançar a final da Allianz Cup.
À passagem do minuto 64, o camisola 14 converteu mais uma grande penalidade, entrando de imediato para uma lista restrita de jogadores que apontaram 10 ou mais golos de penálti numa só temporada com o Manto Sagrado. Ao lado de Pavlidis surgem nomes como Ángel Di María e Óscar “Tacuara” Cardozo.
De acordo com dados do portal Playmaker, o avançado grego, que tem atravessado um bom momento de forma nas últimas semanas, ocupa o quinto lugar deste ranking, atrás de Di María, do histórico artilheiro paraguaio e de João Mário, atualmente ao serviço do AEK. Ainda assim, o recorde pertence a Eusébio que, na temporada de 1966/67, converteu 14 grandes penalidades.
Apesar do golo marcado frente aos bracarenses, que ainda deu alguma esperança ao Benfica, o tento revelou-se insuficiente para evitar a eliminação diante dos minhotos. No final do encontro, o internacional grego analisou a partida e comentou o que aconteceu no relvado.
Na presente temporada, com a camisola do Benfica, Vangelis Pavlidis — avaliado em 35 milhões de euros — realizou 32 jogos: 17 na Liga Portugal Betclic, 10 na Liga dos Campeões, dois na Taça de Portugal, dois na Taça da Liga e um na Supertaça. Nos 2.279 minutos disputados, o avançado soma 20 golos e duas assistências.
Equipa encarnada, orientada por José Mourinho, foi alvo de críticas após derrota frente ao Braga que ditou a eliminação na Taça da Liga
08 Jan 2026 | 15:19 |
Richard Ríos foi um dos principais visados na derrota do Benfica na Allianz Cup perante o Braga (1-3), num jogo que deixou marcas profundas na massa associativa. A noite ficou marcada por exibições individuais que geraram uma onda de contestação entre figuras históricas do clube.
“Ríos corre só de vez em quando”
"Exibição miserável, alguns erros em que se insiste, como Sudakov a extremo-esquerdo. Rende zero. Tomás Araújo desposicionado. Ríos corre só de vez em quando. Assim é difícil. O Benfica parecia equipa amadora", comentou Braz Frade, antigo dirigente das águias, que critica fortemente os jogadores, incluindo o médio internacional colombiano.
Álvaro Magalhães, antigo internacional português e glória do clube, apontou o dedo à inconstância da equipa sob o comando de Mourinho. Para o ex-jogador, o Glorioso voltou a cometer o erro de entrar tarde no jogo, uma tendência que já se verificou no campeonato: “O Benfica fez uma primeira parte irreconhecível, melhorou muito na segunda. Tem sido um Benfica de duas caras. Dá 45 minutos ao adversário”.
Também o analista financeiro Camilo Lourenço reforçou a onda de insatisfação, sublinhando que os erros cometidos em Leiria foram "infantis" e fruto de uma má leitura estratégica: ”Meia parte de avanço ao Braga, como na Pedreira. Erros infantis no meio-campo e defesa. Noite para esquecer de Tomás Araújo, Sudakov e Dahl e uma equipa mal escalonada”.
O cenário torna-se ainda mais negro para as águias devido à expulsão de Otamendi, que deixa o capitão fora do Clássico no Dragão, frente ao Porto. O duelo está agendado para o dia 14, às 20h45, a contar para os quartos de final da Taça de Portugal, onde as águias têm o objetivo de regressar às vitórias.
No rescaldo do encontro, que ditou a passagem dos minhotos à final, futebolista abordou ainda o lance que disputou com Nicolás Otamendi
08 Jan 2026 | 14:39 |
Rodrigo Zalazar revelou que tirou proveito da situação de Nicolás Otamendi para marcar. No final da partida, o médio uruguaio, que tem sido uma dor de cabeça constante para o Benfica, assumiu que o facto de o capitão das águias já estar condicionado com um cartão amarelo foi determinante para chegar ao golo que ajudou o Braga a vencer.
Rodrigo Zalazar: “Penso que o amarelo que ele já tinha condicionou um pouco o Otamendi e aproveitei bem”
“Quando ganhei a bola, só queria ir para a frente. Penso que o amarelo que ele já tinha condicionou um pouco o Otamendi e aproveitei bem”, começou por dizer o criativo dos minhotos, reconhecendo que a situação do capitão do Benfica foi uma grande ajuda.
“Foi natural, não pensei, só deixei fluir e estou muito contente pelo golo e por ajudar a equipa”, acrescentou o pupilo de Carlos Vicens, que contribuiu para que os guerreiros do Minho garantissem a presença na final, depois de vencerem o Benfica por três bolas a uma.
Rodrigo Zalazar: “Sabíamos que o Benfica ia entrar com tudo”
“Sim, sabíamos que o Benfica ia entrar com tudo porque necessitavam. Obviamente têm jogadores de muita qualidade e falámos disso ao intervalo: tínhamos de entrar atentos porque eles iam dar tudo, e assim foi”, contou o futebolista uruguaio.
“Sofremos um pouco mais na segunda parte, mas a equipa soube reagrupar-se e fizemos um trabalho coletivo muito bom. Estou muito orgulhoso de todos os meus companheiros”, concluiu Rodrigo Zalazar, na flash interview realizada no final do encontro, em Leiria.