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Conselho de Disciplina da FPF obriga diretor de comunicação do Benfica a pagar milhares de euros
10 Mai 2026 | 13:14
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15 Set 2024 | 12:00 |
João Diogo Manteigas defende que o Benfica deve avançar para a renegociação da dívida o mais rapidamente possível. Em entrevista exclusiva ao nosso Jornal, o candidato à Presidência do Clube da Luz fala em “amadorismo” na gestão da SAD e dá exemplo de … Otamendi.
“Benfica não tem outra hipótese se não reestruturar a dívida a nível transversal”
Glorioso 1904 (G). Qual é a sua posição sobre a dívida do Benfica?
João Diogo Manteigas (JMD). A cativação de receitas é obrigatória. Se o Benfica não cativa receita, como é que paga a dívida, se não há receitas extraordinárias? Temos de assumir que as vendas de jogadores se tornaram receitas ordinárias. Aliás, em abril, Luís Mendes disse que todos os clubes em Portugal têm de vender jogadores. Rui Costa está sempre a dizer isso. Há uma dependência de vendas. Apenas por aí, o projeto falhou.
Há outra questão que é, de vez em quando, o Benfica tem de ir buscar dinheiro. Tem duas formas de o fazer. Empréstimos obrigacionistas consideráveis, que tem vindo a acontecer nos últimos anos. O Benfica lança o empréstimo obrigacionista e depois reforça porque a procura é grande. É o Benfica. Quando o Benfica lança algo, as pessoas vão à procura, sejam ou não Benfiquistas. A maioria dos investidores, se calhar, nem são Benfiquistas. Há uma procura muito grande porque o Benfica é uma marca que cumpre.
Há outra forma de ir buscar dinheiro, que são contas correntes ou de apoio à tesouraria. Nas contas, vemos que há lá um banco estrangeiro, que é o LB Bank, alemão. Percebe-se que são contas correntes daquelas que, ao semestre, temos interesse em liquidar no imediato para não aparecerem nas contas.
O Benfica está constantemente a precisar de dinheiro. Há outras provas, como a antecipação da venda do Gonçalo Ramos. É evidente. A questão das vendas em cima do joelho. Todas umas atrás das outras. Um clube quando tem de vender porque está à beira do colapso e precisa de mascarar as contas, tem de o fazer (renegociar a dívida) obrigatoriamente, não pode esperar. Não vai fazer nada em termos comunicativos para os Sócios e Adeptos. É para vender, é para vender. Mais vale assumir imediatamente isso do que estar a esperar pelo tempo que vai ser sempre pernicioso e nocivo para a SAD. Há algum amadorismo na gestão do processo propriamente dito porque é inevitável quem mais se tem de valor em casa. Há uma comunicação que não é real relativamente àquilo que na realidade acontece.
O Benfica não tem outra hipótese se não reestruturar a dívida a nível transversal. Dentro da reestruturação, não sei se o Benfica não devia procurar um mercado emergente, com capital. Hoje em dia, temos os Estados Unidos e a Arábia Saudita, para poder convolar tudo num pacote e pagar a essa entidade e aliviar a carga que tem deste lado.
Cativações têm de ser uma projeção a médio/longo prazo. A receita não cai toda de uma só vez quando vendo um jogador. Os clubes nunca pagam os 60 milhões a pronto. As coisas são pagas em prestações de quatro/cino anos. As pessoas têm uma ideia de que o João Neves é vendido e caem logo os 60 milhões na conta. Não é assim. O PSG é muito rico, mas o dinheiro ainda tem de sair lá do país de onde sai, entrar em Paris e ir não sei para onde.
Acima de tudo, cortar em fornecimentos e serviços externos. Sou acionista da SAD e, se mandar uma carta ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, posso estar aqui cinco anos à espera que me digam e descrevam quem é que são os protagonistas dos FSE. Não me vão responder. Nem no Clube me respondem, quanto mais na SAD. Posso fazer uma queixa na CMVM. Vou fazer isso? Não me parece que seja o caminho a seguir.
Otamendi? “É uma renovação que não consigo entender”
G. E quanto à renovação com os jogadores de salários mais elevados?
JDM. O Di María até é um caso excecional porque beneficia de um determinado regime (fiscal) de regresso que permite ao Benfica poupar dinheiro, embora tenha um salário elevado. Desportivamente, não sei se esperamos do Di María aquilo de que precisamos.
Mas temos o caso do Otamendi. É uma renovação que não consigo entender. Sou suspeito porque, quando foi renovado o contrato, disse publicamente que era um erro por causa da promoção do talento e era preciso lançar o António Silva e o Tomás Araújo. Tenho que lançar outros jogadores. Não tem a ver com o Otamendi em si, tem a ver com o custo que tenho com o Otamendi e com aquilo que ele me dá em campo. É capitão? Certo, mas há coisas que não justificam a manutenção de determinados jogadores.
Quando o Benfica contrata jogadores por 20 milhões de euros, esses atletas recebem bem e implica que não se consiga renovar com um Rafa, que está a pedir o mesmo que esses jogadores que acabei de trazer e estão a ganhar mais do que ele. Isto é política de gestão, desportiva e financeira. Não é científico, nem da NASA. É fácil, tem de se aplicar mediante aquilo que está a acontecer. Quem entrar lá dentro, vai ter muita dificuldade em reorganizar tudo isto, mas vai ter de se sentar com todos os credores.
“Benfica tem de ganhar com a centralização e não pode ser prejudicado”
G. Qual a sua posição sobre a centralização dos diretos televisivos do futebol português?
JDM. A pergunta que me foi fazer [risos]. Não sou contra a centralização. Sou contra um determinado tipo de centralização que não vá ao encontro daquilo que os clubes têm de receber. Não digo só do Benfica. Agora, há aqui uma questão. O Benfica é maior que todos os outros. Não estou a falar desportivamente, nem vou por aí. Falo puramente a nível económico e financeiro.
Há um problema relativamente à centralização. Foi um decreto-lei imposto no COVID sem pés nem cabeça. Aquilo foi ‘tem de ser, isto é bom para o futebol português, entendam-se, façam um projeto e mandem que depois vemos e validamos’. Isto não funciona assim.
A questão da centralização tem sido sustentada com base no sucesso que têm tido outros países e outras ligas. Não consigo entender como se compara o futebol português à liga inglesa, italiana, francesa… Não faz sentido nenhum comparar a liga portuguesa com as principais ligas europeias por duas razões. A primeira é que não temos a capacidade financeira que todas essas têm. A segunda é que, culturalmente, ninguém consegue enfiar na cabeça que Portugal tem três clubes que têm basicamente tudo o que é a atenção dos Sócios e adeptos.
O Governo devia colaborar com a Federação Portuguesa de Futebol e com a Liga para fazer um censo para saber qual a percentagem de sócios e adeptos do Benfica, Porto, Sporting e dos outros clubes. Há 10 anos, havia uma massa grande adepta do Vitória de Guimarães, o Braga estava a aumentar e havia um outsider fenomenal que era o Setúbal. Era o quinto classificado em termos de sócios e adeptos. Tinha uma massa associativa brutal e fidedigna.
A centralização só pode ser implementada se estes três clubes tiverem a noção de qual é a divisão de poder a nível cultural. Quando o Benfica vai jogar a Arouca, quem enche o estádio é o Benfica. Os clubes que estão na primeira liga – e na segunda com o Benfica B – ganham com isso. O Benfica tem de ganhar com a centralização e não pode ser prejudicado.
Qual é o modelo da centralização? É o espanhol? Parece-me o mais equilibrado. Porquê? Porque o Benfica não é tão prejudicado. Há uma questão relacionada com a massa adepta, com os Sócios, presença nas redes sociais, etc. Acho que esse é o modelo que a Liga Portugal quer tentar implementar. Perceber qual é o clube – e de que maneira é que isso se traduz económica e financeiramente – no futebol, ou seja, qual é a marca mais poderosa. Tudo me diz que é o Benfica.
Quanto é que temos de meter de dinheiro em todos os outros clubes? O que é que eles precisam? A questão aqui é mais complexa. Se aumentar os direitos televisivos do Arouca, eles vão pegar no dinheiro e fazer o quê? Vão formar jogadores? Melhorar as infraestruturas do estádio? Formar dirigentes? O dinheiro é para quê? É que em Espanha o dinheiro é canalizado para estas coisas que disse. Ninguém recebe 10 milhões de euros e faz o que quer. Não sou contra a centralização, mas deve respeitar a história e a realidade daquilo que são os clubes em Portugal, à cabeça, o Benfica.
“Se amanhã tivesse de entrar no Benfica, a SAD estaria completamente composta”
G. Já tem algum nome pensado para CFO do Clube? Como será a sua relação com o CFO?
JDM. Vou-lhe responder politicamente porque não posso avançar com nomes. Sabia que ia ser confrontado com este tema porque antecipando muito tempo uma candidatura, corro o risco de ser confrontado com essa pergunta, que é uma que as pessoas mais querem saber.
Esta é uma candidatura que tenho pensada ao longo de muitos anos. Não nasceu ontem e fui falando com pessoas ao longo do tempo. Se amanhã tivesse de entrar no Benfica, a SAD estaria completamente composta com nomes assegurados, todos Benfiquistas, todos trabalhadores na área. Tenho assegurado um projeto losango: um CFO, um diretor desportivo para a equipa A e B, um diretor geral para o Benfica Campus. Todos eles teriam uma ligação direta. Isto está fechado. Tenho o ok dessas pessoas, que conheço muito bem e há muitos anos. Acompanharam o meu percurso, alguns até são mais velhos do que eu. Conhecem-me, sabem o que quero fazer e eu sei o que quero deles. Isto na SAD.
No Clube, é diferente. Posso assegurar que tenho já nomes seguros contratualizados para me acompanhar. Quero, com o progresso desta candidatura, que mais pessoas venham ter connosco. Quero fazer algo que acho que nunca foi feito no Benfica ou noutros clubes: conhecer mais pessoas, saber as suas capacidades e conhecê-las profissionalmente e juntar, na parte do clube, aos cargos de dirigente pessoas que venham de fora, ou seja, não programar uma equipa para os três órgãos sociais, mas juntar alguns elementos de fora para dentro. Sócios que se queiram juntar, e que se entrosem bem, para lhes dar oportunidade de estar connosco na nossa direção. Sei que é difícil, mas é exatamente por causa disso que estou aqui um ano e um mês antes para lhes dar essa oportunidade e conhecer pessoas.
Entrevista exclusiva de João Diogo Manteigas ao Glorioso 1904:
- Parte 1: Exclusivo Glorioso 1904 - “Tenho a certeza que Noronha Lopes e Benitez vão-me apoiar”
- Parte 4: A publicar no próximo domingo (15 de setembro)
- Parte 5: A publicar no próximo domingo (15 de setembro)
- Parte 6: A publicar na próxima segunda-feira (16 de setembro)
- Parte 7: A publicar na próxima segunda-feira (16 de setembro)
- Parte 8: A publicar na próxima segunda-feira (16 de setembro)
Confira aqui as declarações de João Diogo Manteigas, em exclusivo, ao Glorioso 1904:
Antigo vice-preseidente dos encarnados abordou novamente tema da venda das ações do Rei dos Frangos e deixou um alerta sobre possíveis consequências
16 Mai 2026 | 10:29 |
A venda de mais de 15% da SAD do Benfica a um fundo norte-americano continua a dar que falar, e Jaime Antunes voltou a tecer comentários a respeito desse tema sensível. Numa entrevista recente, o antigo vice-presidente dos encarnados alertou que o Clube da Luz, liderado por Rui Costa, deve colocar os interesses do Glorioso à frente e bloquear a compra.
Jaime Antunes: "A SAD do Benfica e a administração da SAD do Benfica só aceitam este negócio se quiserem"
"A SAD do Benfica e a administração da SAD do Benfica só aceitam este negócio se quiserem, porque os estatutos dizem que, quando se compram blocos de ações superiores a 2%, as ações de tipo A, ou seja, as ações que são detidas pelo Benfica, têm o direito de veto sobre essas transações, desde que o comprador esteja numa situação de concorrência com o Benfica", disse Jaime Antunes, em declarações à Agência Lusa.
"Por outro lado, os estatutos também definem o que é concorrência: é o comprador ter atividades na área do futebol ou da organização de eventos desportivos. Ora, é público que este fundo tem atividades na área da organização de eventos desportivos, porque gere arenas desportivas, e, agora, também foi anunciado o seu envolvimento, direto ou indireto, na compra do Veneza, em Itália. Portanto, a administração da SAD do Benfica tem tudo nas mãos para vetar o negócio, e eu acho que é isso que deve fazer", sublinhou o antigo vice-presidente do Glorioso.
Jaime Antunes: "Se a SAD não vetar o negócio, nós podemos considerar que há um prejuízo grave de uma estratégia futura do Benfica"
"A administração do Benfica na altura vetou o negócio e, por isso, é que John Textor acabou por não concretizar a compra das ações da SAD, porque era concorrente do Benfica em determinadas áreas. Portanto, agora, a administração da SAD tem todas as possibilidades, se assim entender, para vetar esta compra", apontou Jaime Antunes, recordando o artigo 13 que impediu a entrada de John Textor na sociedade vermelha e branca.
"Se a SAD não vetar o negócio, nós podemos considerar que há um prejuízo grave de uma estratégia futura do Benfica e da SAD do Benfica, e os sócios do Benfica poderão ser parte interessada numa contestação. Mas, para já, vamos esperar pela decisão da direção do Benfica", avisou o ex-dirigente à Lusa.
Comunicado das águias revela igualmente a localização do evento, tal como temas que vão figurar e ser debatidos com os associados das águia
13 Mai 2026 | 15:20 |
Terminada a temporada desportiva, que vai acontecer no próximo sábado, 16 de maio, o Benfica revelou as datas para a realização das próximas Assembleias Gerais do Clube. Segundo uma convocatória, emitida pelos encarnados, as duas reuniões vão decorrer a 27 de junho, ambas no Pavilhão n.º 2 da Luz. Confira o comunicado.
"Realizam-se no próximo dia 27 de junho (sábado) duas Assembleias Gerais Ordinárias do Sport Lisboa e Benfica, no Pavilhão n.º 2 do Clube", pode ler-se no comunicado partilhado pelo Benfica através das suas plataformas oficiais. De relembrar que as águias não corresponderam ao 'desafio' lançado por João Diogo Manteigas.
"A Assembleia Geral destinada a apreciar e discutir o planeamento, a gestão e os resultados desportivos da época 2025/26 do futebol, bem como das restantes modalidades do SLB, após o final da respetiva temporada desportiva, tem início marcado para as 8h30", pode ler-se na mesma convocatória, emitida pelo Benfica.
"No mesmo local, às 14h00, decorrerá a segunda Assembleia Geral (AG) do dia 27 de junho, para apreciar e votar o orçamento de despesas e receitas, o plano de investimentos e o parecer do Conselho Fiscal, para a época de 2026/27", acrescentou a mesma nota partilhada pelas águias.
No mesmo comunicado, o Benfica também deixou umas breves explicações sobre o processo de deliberação que vai acompanhar a realização das Assembleias gerais. No Pavilhão da Luz, será feito através de sistemas eletrónicos que vão estar disponíveis, no site oficial dos encarnados, na plataforma onde será acompanhada a transmissão, e, por fim, na app oficial do Clube da Luz.
Ex-dirigente, responsável por um dos departamentos mais importantes no Clube da Luz, abordou ainda os recentes resultados obtidos nas eleições de 2025
13 Mai 2026 | 13:21 |
João Carvalho não ficou por meias palavras ao afirmar que o principal problema do Benfica é Rui Costa. Numa entrevista recente, o antigo presidente do Conselho Fiscal, que já tinha abordado o negócio do Rei dos Frangos, apontou que a maior lacuna do Clube da Luz passa pelo dirigente máximo e que, não é com contratações que se vai encontrar uma solução.
João Carvalho: "Pode vir o Klopp, pode vir o Guardiola, que o problema do Benfica é o Presidente e a Direção"
"Pode vir o Klopp, pode vir o Guardiola, que o problema do Benfica é o Presidente e a Direção", começou por dizer João Carvalho, numa entrevista à Bola Branca, onde deixou duras críticas à estrutura encarnada, depois de um empate frente ao Braga que deu um rombo grande nas aspirações do Clube da Luz na Liga dos Campeões.
"O Benfica tem de ter um líder e não tem. Não tem um líder há bastante tempo. Era importante que as pessoas que rodeiam Rui Costa façam com que ele perceba isso, já que é natural que a pessoa não reconheça as próprias fraquezas", apontou o antigo dirigente dos encarnados, deixando críticas ao atual Presidente das águias.
João Carvalho: "Houve eleições há pouco tempo. Nessa altura, deviam ter ponderado bastante bem. Os sócios enganaram-se"
"Houve eleições há pouco tempo. Nessa altura, deviam ter ponderado bastante bem. Os sócios enganaram-se", atirou João Carvalho, na entrevista à Bola Branca, onde afirmou não estar de acordo com a decisão de dar mais quatro anos de mandato a Rui Costa. O ex-dirigente defende que se deveria ter dado um rumo diferente em novembro de 2025.
"Nesta altura, ainda não se sabe quem fica em segundo lugar. Vamos lá ver se vamos para o Marquês comemorar o segundo lugar. Ao ponto que chegámos", ironizou o antigo presidente do Conselho Fiscal. "Há que acabar a época, que já falta pouco, preparar a próxima e deviam ser preparadas novas eleições", concluiu João Carvalho.
Conselho de Disciplina da FPF obriga diretor de comunicação do Benfica a pagar milhares de euros
10 Mai 2026 | 13:14
Negócio Rei dos Frangos: saiba o que é o artigo 13 dos Estatutos do Benfica
09 Mai 2026 | 09:23
Jaime Antunes deixa sério aviso à SAD do Benfica e atira: "O artigo 13 dos Estatutos..."
08 Mai 2026 | 11:39