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Clube
14 Set 2024 | 17:05 |
João Diogo Manteigas tem dúvidas de que Bruno Lage tenha sido a primeira escolha de Rui Costa para suceder a Roger Schmidt no comando técnico do Benfica. Em entrevista exclusiva ao Glorioso 1904, o candidato à Presidência dos encarnados abordou o despedimento de Roger Schmidt, considerando que, ao dia de hoje, Rui Costa já estará arrependido de ter segurado o alemão para a temporada 2024/25.
"Não tenho Bruno Lage como uma pessoa de pulso forte"
Glorioso 1904 (G). Bruno Lage foi apresentado como novo treinador do Benfica. Seria a sua primeira escolha?
João Diogo Manteigas (JDM). Quando se abre a brecha relativamente a Roger Schmidt, têm de ser ponderados vários treinadores. Acredito que a Direção do Benfica o tenha feito. Não acredito que Bruno Lage tenha sido a primeira e única opção. O projeto desportivo foi todo construído com base na validação de um treinador que já não está no Benfica. Bruno Lage acaba por ser uma opção viável para entrar com o projeto em andamento. Não tenho Bruno Lage como uma pessoa de pulso forte.
Bruno Lage vai ter de reconquistar os adeptos porque foi despedido e teve uma série de derrotas que condicionaram completamente a sua passagem pelo Benfica. A segunda época de Bruno Lage tem uma primeira volta espetacular, renova contrato em dezembro, e, depois, no ano da COVID, é um desastre completo. Saiu de uma forma pouco elogiosa não para ele, mas sim por parte da Direção que estava na altura. Há uma sequência de atos poucos elogiosos da parte da Direção, à cabeça, Luís Filipe Vieira.
O regresso é surpreendente. Temos de olhar para Bruno Lage e perceber o que aprendeu nos últimos anos. Teve uma primeira experiência em Inglaterra, e depois no Brasil, que não correram nada bem, exceção feita ao primeiro ano no Wolverhampton. Mas a verdade é que conhece bem esta casa, tem vontade e vai ter de provar aos Sócios do Benfica que está preparado. Bruno Lage conhece o Benfica, é Benfiquista, e parece-me ter o perfil adequado. A questão é se é capaz de aguentar a pressão se as coisas começarem a correr mal.
"Há uma altura em que se percebe que era inevitável chegar a acordo com Roger Schmidt”
G. Teria mantido Roger Schmidt depois do final da época passada? Se sim, teria despedido o técnico alemão ao fim de quatro jornadas?
JDM. Para começar, não teria renovado com Roger Schmidt. O problema é criado aí porque Schmidt renova menos de um ano depois de ter assinado pelo Benfica: chega em junho e renova em março numa altura em que o Benfica não tinha ganhado nada. É verdade que a época estava a correr muito bem, era uma lufada de ar fresco, a comunicação era espetacular, louvei-o várias vezes.
Ao ter renovado com o Roger Schmidt, a Direção do Benfica torna-se muito dependente dos resultados desportivos. Ninguém conseguia garantir que Roger Schmidt iria fazer a mesma coisa no ano seguinte. O Benfica tinha feito a primeira fase da época com um brilhantismo enorme. As coisas começam a correr mal a partir do momento em que Enzo Fernández, que era um jogador essencial, sai e a equipa começa a perder alguns jogos. O final dessa época, já após a renovação, não é fantástico.
Há uma altura em que se percebe que era inevitável chegar a acordo com Roger Schmidt para não continuar nesta época. A Direção do Benfica tem sempre de escutar os adeptos. Não estou a falar de televisões, não estou a falar de programas de comunicação social, estou a falar da insatisfação dos Sócios no estádio. Ainda por cima Roger Schmidt criou um problema com os Sócios. Não interessa se foi encostado à parede – que foi – em determinados jogos. Havia uma insatisfação e estava em todo o lado. A partir daí, não poderia ter começado esta época.
Acho estranho que o projeto desportivo se tenha mantido o mesmo. O projeto desportivo tem de ser pensado para o caso de o treinador principal falhar. E o risco era enorme. Quando vemos a entrevista de Rui Costa, no Benfica Campus, percebe-se que é uma aposta pessoal dele e, a partir daí, está completamente dependente do treinador. Saindo o treinador, está ainda mais dependente do novo treinador, que é uma escolha pessoal. Foi um processo mal gerido, mas ao menos tomou uma decisão, assumiu-a publicamente e não se pode levar a mal Rui Costa por tê-lo feito. Foi um risco e está certamente insatisfeito com a decisão que tomou.
“A um ano do final do mandato, reestruturar o Conselho de Administração é grave. Significa que alguma coisa falhou redondamente”
G. Nos últimos dias, foi conhecida a nova constituição da administração da Benfica SAD. Que comentário pode fazer sobre os nomes escolhidos, em particular ao de Nuno Catarino, que ficará com a área financeira
JDM. Desconheço por completo quem é Nuno Catarino. Não sabemos nada de mau, nem nada de bom. Vamos dar a possibilidade de ser uma coisa nova.
A um ano do final do mandato, reestruturar o Conselho de Administração é grave. Significa que alguma coisa falhou redondamente naquilo que é a gestão da SAD. O Benfica não tinha, desde a saída de Luís Mendes, um interlocutor para o mercado – e é obrigatório por lei –, mas houve uma recomposição e temos de dar a mão à palmatória e acreditar que vão fazer um bom trabalho até ao final do mandato.
Seria muito mais grave se não se resolvesse, se houvesse eleições antecipadas, se houvesse uma crise ainda mais grave. Não concordando, reconheço que há algum alinhamento em quem está lá dentro. Viu-se uma entrevista de Jaime Antunes a validar isso. Relembro que, em abril, Luís Mendes, antes de sair do Benfica, tinha dado uma entrevista em que disse que o Benfica não precisava de vender jogadores e que estava bem financeiramente.
Confira aqui as declarações de João Diogo Manteigas:
Entrevista exclusiva de João Diogo Manteigas ao Glorioso 1904:
- Parte 1: Exclusivo Glorioso 1904 - “Tenho a certeza que Noronha Lopes e Benitez vão-me apoiar”
Com a confirmação de renovação com a Adidas, empresa vai trazer de volta clássico detalhe na farda das águias após uma década
19 Set 2026 | 13:00 |
A camisola do Benfica deverá recuperar um elemento clássico na próxima temporada. Segundo o 'Footy Headlines', portal especializado em equipamentos desportivos, o modelo dos encarnados para 2027/28 deverá voltar a apresentar a tradicional gola, numa mudança que acontecerá precisamente 10 anos depois da última vez em que o detalhe marcou presença na camisola principal, em 2017/18.
A gola já fez parte do equipamento das águias em várias ocasiões ao longo dos últimos anos, nomeadamente nas temporadas de 2007/08, 2009/10, 2010/11 e 2012/13. O novo equipamento deverá ser apresentado, como é habitual, no início do verão de 2027, altura em que será conhecida a nova ‘pele’ do Clube da Luz.
A camisola continuará a ser produzida pela Adidas, depois de o Benfica ter oficializado recentemente a renovação da parceria com a marca alemã até 2033. O novo acordo representa também um importante reforço financeiro para os cofres encarnados.
Segundo os valores divulgados, o contrato irá render 120 milhões de euros ao Benfica ao longo de seis anos, correspondentes a 20 milhões de euros por temporada. A verba representa o dobro do valor previsto no vínculo anterior e estabelece um novo máximo em Portugal no que diz respeito a acordos de fornecimento de equipamentos desportivos.
A Adidas mantém-se, desta forma, como fornecedora oficial das equipas de futebol do Benfica, bem como das restantes modalidades do clube. A renovação da parceria foi inicialmente avançada pelo Record. Para 2027/28, a marca alemã prepara, assim, uma camisola com um detalhe que promete recuperar uma imagem bem conhecida pelos adeptos encarnados.
Valor representa dobro da verba prevista no anterior vínculo e estabelece um novo recorde em Portugal no que diz respeito a contratos do género
15 Set 2026 | 09:49 |
O Benfica oficializou a renovação da parceria com a Adidas até 2033, num acordo que representa um importante reforço financeiro para os cofres do Clube da Luz. O novo contrato vai render 120 milhões de euros ao Benfica ao longo dos próximos seis anos, à razão de 20 milhões por temporada.
O valor representa o dobro da verba prevista no anterior vínculo e estabelece um novo recorde em Portugal no que diz respeito a contratos de equipamentos desportivos. A Adidas mantém-se, assim, como fornecedora oficial das equipas de futebol do Benfica e das restantes modalidades. A renovação foi avançada pelo Record.
Mas a nova parceria vai mais longe. A marca alemã adquiriu também os direitos de naming do centro de formação encarnado, no Seixal. Desta forma, o atual Benfica Campus passa a chamar-se Adidas Benfica Campus, reforçando ainda mais a presença da multinacional na estrutura do Clube.
O acordo agora anunciado surge depois de cerca de um ano de negociações entre as duas partes. Benfica e Adidas decidiram rever antecipadamente as condições do contrato assinado em 2021, que tinha validade até 2027. A evolução da marca Benfica e o crescimento da sua valorização comercial permitiram às águias renegociar os termos da parceria e alcançar uma atualização financeira bastante significativa.
Com 20 milhões de euros por ano garantidos, o Benfica assegura uma fonte de receita de enorme dimensão e estabelece um novo máximo no mercado nacional. A extensão da parceria até 2033 confirma ainda a confiança da Adidas no projeto encarnado e aprofunda uma ligação que se mantém há vários anos.
Nome ligado aos encarnados surge agora associado a um caso criminal que está a causar enorme impacto e a deixar muitos adeptos completamente surpreendidos
14 Set 2026 | 12:35 |
Um caso investigado pela Polícia Judiciária está a causar enorme impacto e envolve uma pessoa ligada ao Benfica. A investigação decorre há vários meses e levou já à detenção de dois homens, num processo que está a gerar grande atenção.
Segundo o Correio da Manhã, um dos detidos é João Paulo Santos, de 46 anos, conhecido por estar ligado ao tratamento e amestramento da águia Vitória - que já foi provocada por adeptos do Nice. O homem surge no processo que está a ser investigado pelas autoridades, numa operação que teve como cenário o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.
De acordo com a mesma fonte, o esquema envolvia malas carregadas de cocaína, transportadas em voos provenientes da América do Sul e posteriormente retiradas à saída dos aviões. João Paulo Santos é suspeito de ajudar um funcionário de uma empresa de "handling" a retirar a droga do aeroporto.
A Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária (UNCTE/PJ) investigava o esquema há cerca de quatro meses. Os dois homens foram detidos na sexta-feira e, segundo o Correio da Manhã, ficaram ambos em prisão preventiva.
A ligação de João Paulo Santos ao Benfica acaba por colocar o caso ainda mais em destaque, uma vez que o detido é apontado como um dos responsáveis pelo tratamento e amestramento da águia Vitória. As suspeitas estão agora sob investigação judicial, sendo as responsabilidades dos envolvidos determinadas pelas autoridades competentes.