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Clube
09 Set 2023 | 08:17 |
O Benfica enviou, nesta quarta-feira, dia 6 de setembro, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) o Relatório e Contas relativo ao exercício financeiro praticado na temporada 2022/23. Ainda assim, nesta sexta-feira, dia 8 de setembro, o documento foi divulgado ao público pelo Clube da Luz, comprovando o lucro de 4,2 milhões de euros face ao ano de 2021/22.
O nosso jornal falou com Bernardo Alegra, Diretor do Glorioso 1904, que fez uma análise breve dos pontos que mais se destacaram no relatório financeiro apresentado.
Saldo positivo às custas de Enzo Fernández
O lucro apresentado representa um resultado positivo que colocava fim aos dois anos em que o Glorioso apenas apresentou resultados negativos. Este valor é explicado com o crescimento dos rendimentos operacionais, vendas com transações com jogadores e o aumento de gastos operacionais.
Enzo Fernández é o caso que mais se destaca, uma vez que foi a venda do jogador que ajudou a que as contas atingissem valores positivos. A saída do internacional argentino aconteceu a troco de 121 milhões de euros, colocando os rendimentos da SAD encarnada acima dos números de endividamento.
No entanto, não foi o único ponto que ajudou. Também, o bom desempenho desportivo da formação orientada por Roger Schmidt trouxe novidades ao Relatório e Contas. É de recordar que as águias alcançaram os quartos-de-final, o que resultou num valor que ultrapassou os 74 milhões de euros em prémios.
Bernardo Alegra não olha para este valor da mesma forma que a direção das águias. "Não olho para este resultado com grande entusiasmo. Aliás, o resultado por si é pobre se considerarmos a receita do Benfica na Champions e o lucro obtido com a venda de Enzo Fernández. Se num ano destes temos um lucro pouco mais de 2% de receitas, o que acontecerá num ano mau?"
Rendimentos com jogadores
Os rendimentos operacionais que incluem, então, operações com jogadores, que tem ligação com o Clube da Luz, correspondem a 284, 7 milhões de euros, resultando num aumento de 21,9% em comparação com o ano passado.
No que toca às transações de direitos de atletas, os valores ultrapassam os 88 milhões de euros, o que marca um aumento de 38,5%. Destaca-se o facto de, nos últimos cinco anos, a média estar estabelecida em cerca de 98 milhões de euros.
Luís Mendes, Vice-Presidente do Clube da Luz, em entrevista à BTV, já tinha deixado o 'aviso' de que era necessário fazer operações de vendas de jogadores para o bem das contas do Glorioso. Já Bernardo Alegra revela-se no lado oposto desta linha de raciocínio.
"Não concordo com este racional de inevitabilidade de vendas de jogadores ano após ano. Pelo contrário, é algo que nos fragiliza até do ponto de vista negocial. Para mim devia ser prioridade do clube diminuir passivo, sobretudo o financeiro, de forma a não entregar a terceiros 20 ou 30 Milhões de euros por ano em juros e comissões. As vendas que o Benfica fez nos últimos 10 anos seriam mais do que suficientes para garantir uma situação financeira mais saudável, fosse esse o foco de quem geria e ainda gere o clube", explicou o diretor do Glorioso 1904.
Aumento das receitas
De acordo com o Relatório e Contas apresentado pelo emblema da Catedral, as receitas beneficiaram de um aumento. Desta forma, os encarnados garantiram um crescimento nas receitas da TV e na bilhética do Estádio da Luz.
Depois de uma análise ao documento, o Glorioso 1904 consta que o 'Inferno da Luz' recebeu mais de 57 mil adeptos, em média, por jogo, sendo que auferiu mais de 33 milhões de euros com a venda de bilhetes, incluindo lugares anuais e camarotes. É de destacar que a Catedral disponibiliza 125 camarotes.
Gastos com pessoal são alvo de aumento
Na tabela dos gastos com pessoal, nota-se um claro aumento relativamente ao exercício anterior. Contudo, salienta-se um fator bastante importante. Apesar do aumento com os gastos, o Benfica apresentou uma redução no dinheiro que paga em salários.
Sendo um facto curioso, existe, igualmente, uma explicação para este aspeto. A SAD do Glorioso tratou de pagar menos em salários fixos, tendo apostado mais em prémios para compor as remunerações dos funcionários. Neste sentido, os gastos com pessoal cresceram em 1,9% relativamente ao exercício da temporada 2022/23.
O Diretor do nosso jornal apresenta-se com uma opinião bastante forte, ao analisar o parâmetro dos gastos, considerando uma questão que deve preocupar tanto a direção do Glorioso, como os próprios adeptos do emblema da Catedral.
"Essa é, sem dúvida, um dos pontos mais preocupantes dos resultados apresentados. O Benfica continua a aumentar significativamente os seus gastos, sobretudo com o pessoal, o que é difícil de compreender face ao período de pandemia que passámos e, sobretudo, à redução significativa de jogadores com contrato, uma medida necessária e urgente. O Benfica vive acima das suas possibilidades e depende de receitas extraordinárias que a direção parece considerar certas."
Remunerações dos membros da Benfica SAD
Importante referir, ainda, que, no que toca às remunerações da SAD das águias, Domingos Soares de Oliveira encontra-se no topo da tabela, contando com um total de 580 mil euros. É um valor que se divide em 350 mil fixos, correspondente a 60%, e 230 mil em variáveis, resultante em 40%.
"Eu considero que os órgãos de gestão do Benfica devem ser bem pagos. É uma posição de enorme responsabilidade e pressão permanente. Não vou por isso discutir o valor, até porque não o consigo comparar. Podemos é discutir o que ainda tem DSO para oferecer ao clube após todos estes anos e considerando a responsabilidade que teve nos na gestão de exercícios anteriores?", analisou Bernardo Alegra.
Instituição bancária pretende desfazer-se de diversos créditos, imóveis e participações ligados ao empresário que liderou emblema da Luz
27 Ago 2026 | 15:23 |
O Novo Banco está a avançar com uma operação de grande dimensão para tentar recuperar parte da exposição financeira associada ao universo empresarial de Luís Filipe Vieira, ex presidente do Benfica (que foi recentemente elogiado por Adel Taarabt). Em causa estão créditos, imóveis e participações em sociedades que representam uma dívida superior a 400 milhões de euros, acumulada pelo grupo desde os tempos do BES. O processo, conhecido como “Project Horizon”, está a ser conduzido pela KPMG.
A operação já entrou numa fase de abordagem ao mercado, com potenciais investidores a serem sondados. As propostas não vinculativas estão a ser analisadas e a expectativa passa por receber as ofertas vinculativas até outubro, com a conclusão do processo apontada ainda para este ano. O pacote colocado à venda reúne vários ativos problemáticos ligados a Vieira, numa tentativa do banco de encontrar uma solução mais abrangente para uma exposição que há vários anos procura recuperar.
Entre os bens abrangidos estão terrenos para construção em Loures, Vila Franca de Xira e Tavira, avaliados em cerca de 56 milhões de euros, embora sem licenciamento válido neste momento. Estes ativos servem de garantia para dívidas na ordem dos 65 milhões de euros. O processo inclui ainda um edifício de escritórios em Maputo, avaliado em aproximadamente 20 milhões de euros, com 17 pisos, uma ocupação de 35% e receitas anuais de cerca de 900 mil euros.
Também fazem parte da operação as participações do Novo Banco na Promovalor e na Inland, sociedades imobiliárias que passaram para o controlo da instituição após uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça. O banco ficou com 66,3% da Promovalor e 63% da Inland, mas atribuiu valor zero a essas participações no balanço. A KPMG procura, ainda assim, apresentar aos investidores uma possível margem de valorização, através da execução de direitos contratuais no valor de 352 milhões de euros que poderão permitir o acesso a património dos beneficiários efetivos do grupo.
O problema é que grande parte desta dívida já foi considerada perdida pelo Novo Banco e acabou coberta pelo Fundo de Resolução através do mecanismo de capital contingente. A instituição já tinha avançado anteriormente para a execução de vários ativos ligados a Vieira, incluindo ações que o empresário detinha na SAD do Benfica, vendidas posteriormente em leilão por mais de cinco milhões de euros. Agora, com o “Project Horizon”, procura encontrar compradores para o conjunto da exposição e recuperar, dentro do possível, parte de uma dívida que chegou a atingir os 466 milhões de euros em 2015.
Presidente do Porto voltou a lançar fortes críticas aos encarnados e recuperou um episódio que está a gerar nova tensão no futebol português
26 Ago 2026 | 10:18 |
André Villas-Boas voltou a colocar o Benfica no centro das atenções. O presidente do Porto decidiu abordar a relação dos encarnados com Pedro Proença, recuperando um episódio ocorrido durante uma recente visita do dirigente ao Estádio da Luz.
A. Villas-Boas: "Segundo clube português com mais títulos no futebol"
"Continuemos este capítulo com o SL Benfica na versão 2026/27, ainda sem "update" de sofrimento para o segundo clube português com mais títulos no futebol. Depois de negarem à Seleção Nacional a utilização do seu estádio, decidiram reservar ao Presidente da Federação Portuguesa de Futebol um lugar na sexta fila da tribuna", começou por escrever na edição de agosto da revista Dragões.
O antigo técnico dos azuis e brancos deixou mais críticas mais fortes ao Clube da Luz. "Que forma tão cruel e desrespeitosa de tratar uma figura institucional da maior relevância", atirou o presidente portista, mostrando-se particularmente crítico relativamente à forma como Pedro Proença foi recebido na Luz.
A. Villas-Boas: "Para uma instituição que distribui lições permanentes sobre respeito, o mapa de lugares da tribuna transformou-se rapidamente num manifesto político"
Villas-Boas não ficou, contudo, por aqui e voltou a questionar a postura pública assumida pelo Benfica. "Para uma instituição que distribui lições permanentes sobre respeito, o mapa de lugares da tribuna transformou-se rapidamente num manifesto político. É pena que a renovada eficiência comunicacional, entre instituição e acólitos, não tenha sido mobilizada para esclarecer, com serenidade e transparência, o contexto de tantos processos e episódios que, com uma persistência notável, regressam continuamente à discussão pública", pode ler-se.
Na parte final do texto, o presidente do Porto voltou a deixar uma provocação aos encarnados e colocou em causa a existência de um critério uniforme no tratamento das figuras institucionais. "O respeito institucional, afinal, parece depender da conveniência do momento. Contra os aliados de ocasião, o silêncio, porém, a indignação é habitualmente mais discreta, talvez por razões de vizinhança ou pela simples preservação desse histórico entendimento e lugar garantido na primeira fila", concluiu.
Iniciativa do Clube traz a oportunidade de levar a paixão pela equipa a todos os membros da família; modelo custará 35 euros
22 Ago 2026 | 13:15 |
Os animais de estimação dos adeptos do Benfica têm agora uma nova forma de vestir as cores do clube. As águias, em parceria com a adidas, lançaram uma camisola especialmente criada para os companheiros de quatro patas dos benfiquistas, com um design inspirado no equipamento utilizado pelos jogadores.
A novidade foi apresentada esta terça-feira, 18 de agosto, e surge com o objetivo de “levar a paixão pelo SL Benfica para todos os membros da família”, reforçando a aposta do clube no universo dos animais de estimação através do projeto Benfica Pet.
A nova camisola transporta para os animais a identidade e as cores tradicionais do emblema da Luz e permite aos adeptos vestir os seus companheiros com as cores encarnadas em diferentes ocasiões: seja em casa, durante um passeio ou, naturalmente, num dia de jogo.
Além da componente estética, a peça foi desenvolvida com foco no conforto e está disponível em vários tamanhos, do XS ao XXL. A camisola pode ser adquirida por 35 euros, com os sócios do Benfica a beneficiarem de um preço especial de 31,50 euros.
O projeto Benfica Pet foi lançado a 4 de outubro de 2025, precisamente no Dia Mundial do Animal. A iniciativa procura acompanhar uma realidade cada vez mais presente nas famílias e reforçar a ligação entre o Benfica e os seus adeptos, incluindo os membros de quatro patas. José Gandarez, responsável pelo marketing do Benfica, explicou anteriormente que o projeto acompanha uma “evolução cultural” que atribui cada vez maior importância aos animais de estimação dentro das famílias.