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Clube
06 Jun 2025 | 04:00 |
Já depois de João Noronha Lopes formalizar a candidatura à Presidência do Benfica, fala-se sobre a possibilidade de Rui Costa avançar com uma recandidatura. O Glorioso 1904 esteve à conversa, em exclusivo, com um dos candidatos oficiais, João Diogo Manteigas, que analisou o mandato e o futuro do atual Líder máximo do Clube, com críticas à mistura, abordando, ainda, a eventual venda de Álvaro Carreras.
Numa primeira análise sobre se considera que Rui Costa poderá avançar com uma segunda candidatura, João Diogo Manteigas não hesita em 'atirar' essa decisão para o lado do antigo Maestro do Benfica: "Só o próprio Presidente do Sport Lisboa e Benfica é que poderá responder a essa pergunta. Da minha parte, anunciei a nossa candidatura “Benfica Vencerá” em setembro de 2024 por entendermos que o mandato não está a ter o sucesso que o Benfica merece".
João Diogo Manteigas: "O mandato não está a ter o sucesso que o Benfica merece"
Mandato de Rui Costa
Estes últimos quatro anos de Rui Costa no Benfica ficaram marcados por altos e baixos, tanto a nível institucional, como a nível desportivo. João Diogo Manteigas refere, em exclusivo ao nosso Jornal, que o ponto mais alto deste mandato foi, sem dúvida, a revisão dos Estatutos.
"Altos sem dúvida a revisão estatutária que ficará na história do Sport Lisboa e Benfica. Falta agora um regulamento eleitoral à altura dos pergaminhos da Instituição. Os mais negativos, sem dúvida, os resultados desportivos e a perda de força institucional perante os órgãos de gestão como FPF e Liga de Clubes. O Benfica tem que voltar a liderar e deve ser o catalisador das outras sociedades desportivas apresentando propostas e indicando o caminho", considera o advogado, que está na corrida pelo cargo máximo do Clube da Luz.
Impacto de uma eventual venda de Carreras ao Real Madrid
Está na iminência um anúncio sobre a saída de Álvaro Carreras do Benfica, apenas uma temporada e meia ao serviço das águias. Este negócio entre as duas partes tem sido alvo de críticas, face à importância que o espanhol assume no plantel de Bruno Lage. João Diogo Manteigas aponta para um modelo de gestão falido do Clube encarnado.
"Tem sido apanágio desta direção vender jogadores. Independentemente da sua necessidade. E a verdade é que não mudaram a forma de gerir. Está igual ao longo do tempo. A minha sensação é a de que os Sócios não gostam que o Benfica seja uma trading. A SAD luta por títulos. Se ganha, tem mais sucesso financeiro. Não ganhando, é um problema e continua a ter que vender. Acho que esta venda, a concretizar-se, é a confirmação de um modelo de gestão falido e que perspetiva que nada vai mudar no futuro com as pessoas que continuam a executar as mesmas práticas. Portanto, sai este jogador mas vai entrar outro, e os Sócios já perceberam que não querem que isto continue assim", afirma João Diogo Manteigas ao nosso Jornal.
João Diogo Manteigas: "Esta venda, a concretizar-se, é a confirmação de um modelo de gestão falido"
O candidato às Eleições de outubro vai mais longe e critica a estratégia aplicada pela atual Direção do Benfica. "A necessidade de encaixe de tesouraria exige a venda com a maior mais-valia possível. O Benfica precisa de vender e não mudou a sua estratégia económico-financeira que pudesse aliviar a carga e pressão de ter que receber dinheiro (controlo e redução de custos, corte de excessos como nos FSE’s, redução da folha salarial, etc). Por outro lado, é a prova de que não há um modelo desportivo sólido hoje no Sport Lisboa e Benfica que passaria sempre pela retenção por um período mínimo dos jogadores, aposta na formação e gestão dos contratos atuais", completou João Diogo Manteigas, em declarações exclusivas ao nosso Jornal.
Antigo responsável encarnado recuperou um tema que está a gerar discussão e deixou fortes críticas à estratégia seguida pelo Clube
12 Ago 2026 | 15:00 |
João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, lançou duras críticas à petição apresentada pelo Clube na Assembleia da República para travar ou rever o processo de centralização dos direitos televisivos do futebol português. O ex responsável encarnado considerou que a iniciativa surge demasiado tarde e assume sobretudo um caráter político e propagandístico.
J. Gabriel: Há mais de cinco anos que se sabe"
"Há mais de cinco anos que se sabe que a centralização dos direitos televisivos vai avançar. A lei é de 2021, o calendário é conhecido e a época de 2028/29 nunca esteve escondida de ninguém", escreveu numa publicação no LinkedIn.
As críticas à atual liderança foram particularmente fortes quando apontou diretamente aquilo que considera ter sido uma ausência de intervenção durante os últimos anos. "Esta direção teve cinco anos para estudar, negociar, propor, influenciar e, sobretudo, liderar. O Benfica não o fez, e agora, só agora, descobre a Assembleia da República na tentativa de suspender um processo que durante cinco anos ignorou", afirmou.
J. Gabriel: " É uma peça de propaganda"
João Gabriel classificou mesmo a iniciativa como uma ação essencialmente comunicacional. "É por tudo isto que esta petição é, acima de tudo, uma peça de propaganda. O Benfica tem razão em vários dos problemas que identifica; o que não pode é transformar quatro anos de ausência de liderança numa súbita demonstração de combate", pode ler-se.
O antigo diretor de comunicação também dirigiu críticas a Pedro Proença - novamente - , presidente da Federação Portuguesa de Futebol, pela forma como considera que o debate sobre a centralização foi conduzido. "Pedro Proença contaminou, desde o início, o debate sobre a centralização a uma discussão sobre distribuição de dinheiro, quando a questão central deveria sempre ter sido a reforma dos quadros competitivos. É legítimo que o Benfica esteja preocupado. O que não é legítimo é fingir que descobriu o problema em 2026", concluiu.
Veja a publicação de João Gabriel:
Adversário do atual presidente nas últimas eleições das águias, advogado volta a criticar Presidente das águias e pede fim às desculpas
09 Ago 2026 | 17:04 |
João Diogo Manteigas elevou a exigência antes da estreia do Benfica na Liga Betclic 2026/27. O antigo candidato à presidência das águias às redes sociais para deixar uma mensagem de apoio à equipa, mas aproveitou também para lançar fortes críticas ao percurso recente do Clube e deixar um recado à Direção liderada por Rui Costa.
Manteigas critica Rui Costa, Presidente do Benfica: "chega de desculpas..."
Manteigas não poupou nas palavras e apontou diretamente à falta de títulos nas últimas temporadas: "É tempo de dizer, sem rodeios, que chega de desculpas: vencer apenas um campeonato nas últimas cinco épocas é medíocre. Não conquistar uma Taça de Portugal desde 2017 é indesculpável."
Na mensagem publicada nas redes sociais, defendeu que o Benfica não pode baixar o nível de exigência perante resultados considerados insuficientes. "A exigência do Benfica não pode adaptar-se aos resultados. São os resultados que têm de estar à altura da dimensão, da história e da ambição do clube", escreveu.
A mensagem surge precisamente no dia em que as águias iniciam uma nova caminhada no campeonato, numa temporada em que a pressão por títulos volta a estar em cima da equipa. Manteigas dirigiu ainda a atenção para a liderança do Clube e deixou uma mensagem clara a Rui Costa e à restante direção.
"Defender o Benfica, em qualquer circunstância e sem restrições, é aquilo que esperamos de quem foi legitimamente mandatado pelos associados para essa missão", afirmou. O antigo candidato à presidência considera que cabe à direção criar todas as condições para o sucesso desportivo e, simultaneamente, defender os interesses do Benfica fora das quatro linhas.
Polémica em torno da estreia das águias na Liga Portugal Betclic ganhou um novo capítulo e a posição das autoridades promete dar que falar entre os adeptos
07 Ago 2026 | 16:13 |
A estreia do Benfica na edição 2026/27 da Liga Portugal Betclic continua a gerar polémica, não apenas pela ausência de público nas bancadas, mas também pela iniciativa preparada para permitir aos adeptos acompanhar o encontro nas imediações do Estádio da Luz. Nas últimas horas, as autoridades decidiram esclarecer publicamente qual será exatamente o seu papel durante o evento.
A PSP demarcou-se da organização da "fan zone" do Benfica, esclarecendo que a iniciativa instalada no exterior do Estádio da Luz é da "inteira responsabilidade" do Clube. A força policial confirmou, contudo, que vai assegurar o policiamento do encontro com os "viriatos", agendado para domingo, às 20h30, garantindo o cumprimento da sanção que obriga à realização da partida à porta fechada.
Em comunicado, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP explicou que "à PSP caberá a manutenção da ordem pública e a segurança do espetáculo e dos agentes desportivos". A nota acrescenta que a 3.ª Divisão Policial tem estado em articulação com a direção de segurança do Glorioso para "garantir o cumprimento dos normativos legais e o normal decorrer do evento", deixando ainda um apelo ao civismo de todos os envolvidos.
A posição da PSP surge depois de o Benfica ter anunciado a criação de uma "fan zone" com ecrãs gigantes e restauração no exterior do estádio, permitindo aos adeptos acompanhar a estreia da equipa na Liga apesar da interdição das bancadas. O Clube da Luz tinha garantido que a operação estava a ser preparada em conjunto com as forças de segurança para assegurar "todas as condições" aos adeptos, que poderão igualmente acompanhar a chegada da equipa junto à estátua de Eusébio.
Por outro lado, a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD), questionada pela Agência Lusa, afirmou não considerar que a concentração de adeptos no exterior possa "contornar a decisão judicial", uma vez que a sanção de jogo à porta fechada será cumprida. Assim, o Benfica - Académico de Viseu mantém-se marcado para domingo, às 20h30, com as bancadas interditas e uma operação especial preparada no exterior do Estádio da Luz.