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Clube
16 Out 2024 | 07:37 |
O caso dos emails voltou a estar na ordem do dia, após a acusação do Ministério Público contra o Benfica. No entanto, há agora um jogo que salta à vista, devido a um penálti assinalado a favor da equipa encarnada em 2017/18, um caso que acabou arquivado pelo Ministério Público.
Na altura, disputava-se a 29.ª jornada e as águias mediam forças com o Vitória de Setúbal. Já em período de descontos, o Benfica conseguiu chegar à vantagem, após uma grande penalidade cometida por Luís Felipe. A polémica surge, visto que o defesa dos sadinos raramente jogou na temporada em questão, mas foi lançado aos 88 minutos e acabou por fazer a falta sobre Salvio, que levou Raul Jiménez a chegar ao 2-1, dando a vitória ao Glorioso.
A situação polémica piorou quando surgiu Valter Vieira, assessor da direção do Vitória de Setúbal, admitiu que Luís Felipe pertencia ao Benfica e que tinha sido contratado de um "clube que não existe".
"Depois de referido jogo, Luís Felipe e o V. Setúbal encetaram diligências para que o jogador terminasse o contrato e saísse, tal como resulta das interceções telefónicas levadas a cabo nos autos", pode-se ler no despacho de acusação, onde ainda está a conversa de Valter Vieira transcrita.
"Os gajos do FC Porto, do Sporting e não sei quê, se eles souberem que ele foi comprado ao Benfica e quem tratou de tudo foi o Paulo Gonçalves. E o Paulo Gonçalves contratou um clube brasileiro que não existe, é um clube brasileiro que o Benfica pagou, e que a seguir desapareceu. Criaram aquele clube, tinham de pagar aquele valor, quinhentos mil que pagaram pelo jogador, transferência, e o clube a seguir fechou. Não existiu, criaram o clube mesmo para fazer esse negócio do Luís Felipe", afirmou o dirigente.
Criaram aquele clube, tinham de pagar aquele valor, quinhentos mil que pagaram pelo jogador, transferência, e o clube a seguir fechou. Não existiu, criaram o clube mesmo para fazer esse negócio do Luís Felipe
"Eu sei, porque ele tá metido com uns gajos que eu me dou, que foi os que o trouxeram. Tás a perceber? Imagina, então, se os gajos sabem desta m****. Lá está, são coincidências. E eu, honestamente, digo-te, não acredito que o miúdo tenha feito de propósito, não é? Mas depois juntas tudo isto, Paulo Gonçalves, Benfica, compras fictícias com clubes que não existem, o gajo não tem um minuto para o campeonato", continuou.
"Ele nem convocado é, ele nunca é convocado. Ele deixou o miúdo, filho do Hélio, que pode fazer de defesa esquerdo, fora. Deixou o Vasco Fernandes, central, que pode fazer de defesa esquerdo ou defesa direito, fora dos eleitos e leva este? Ainda a semana passada, olha, no jogo com vocês em Aves, ele nem foi para o banco, ficou em 19", sustentou, na altura.
Ouvido durante a investigação do Ministério Público, Valter Vieira argumentou de que esta conversa tinha sido escutada nos bastidores, pelo que não existe qualquer certeza, sendo que Fernando Oliveira, presidente do Vitória de Setúbal à data, foi quem admitiu ao assessor de que Luís Felipe tinha sido contratado ao Benfica. O caso em questão acabou por ser arquivado pela justiça.
Dupla importante acaba em divórcio com grupo político encarnado com antigo candidato à presidência entre os membros a desligar-se
18 Out 2026 | 15:16 |
A vida associativa do Benfica continua marcada por movimentações e divergências. Este domingo, o movimento Servir o Benfica anunciou, através de um comunicado oficial, o fim da ligação a Francisco Benitez e Guilherme Fontes.
Francisco Benitez foi uma das figuras de destaque do movimento, tendo sido o candidato à presidência do Benfica nas eleições de 2021, nas quais acabou derrotado por Rui Costa. Um ano antes, integrou também o processo eleitoral encarnado, ao ser proposto para a liderança da Mesa da Assembleia Geral na lista encabeçada por João Noronha Lopes, em 2020.
A decisão agora anunciada surge na sequência da integração de Benitez na plataforma UNUM, um grupo independente criado em setembro de 2026 por 32 adeptos e figuras ligadas ao universo benfiquista. Apresentada como uma "casa de ideias", a iniciativa está associada ao movimento Benfica de Todos.
Perante este novo envolvimento, o Servir o Benfica esclareceu que não faz parte de outras iniciativas promovidas por sócios, nem presta apoio institucional a esses projetos. No comunicado, o movimento oficializa, assim, o afastamento de Francisco Benitez e Guilherme Fontes, sublinhando que a decisão do antigo rosto da candidatura presidencial foi tomada a “título individual”.
Esta separação representa mais um episódio na dinâmica associativa do clube da Luz, num contexto em que diferentes grupos, como o recém formado UNUM, e plataformas procuram afirmar as suas ideias e posições sobre o futuro do Benfica.
Claque das águias parece estar envolvida em muitas confusões nos estádios e nos bastidores, mas alguns membros podem estar à trabalhar para o Clube
17 Out 2026 | 12:42 |
A presença de elementos dos No Name Boys na empresa responsável por serviços de segurança ao Benfica está a levantar questões sobre a separação entre o papel de adepto e o exercício de funções profissionais no Estádio da Luz. Vários membros da claque integram os quadros da PM - Segurança, situação que terá estado na origem de episódios de tensão dentro e fora do recinto.
A empresa terá sido criada durante os mandatos de Luís Filipe Vieira e começou por assegurar a segurança do centro de treinos do Seixal, alargando posteriormente a atividade a outras áreas do universo encarnado. É gerida por Paulo Magalhães, antigo pugilista do Benfica, que, de acordo com a informação avançada pelo Correio da Manhã, terá recrutado vários elementos ligados à claque.
A polémica prende-se com a alegada acumulação de funções: alguns dos trabalhadores estarão envolvidos em tarefas de vigilância e revistas a adeptos nos dias de jogo, regressando noutras ocasiões às bancadas enquanto apoiantes do Benfica. Segundo as notícias divulgadas, esta sobreposição terá contribuído para momentos de tensão, incluindo situações envolvendo adeptos de clubes rivais. Não foram, contudo, divulgados publicamente todos os detalhes dos episódios referidos.
Fundados a 4 de março de 1992, os No Name Boys nasceram de uma cisão no seio dos Diabos Vermelhos e tornaram-se um dos principais grupos organizados de apoio ao Benfica. A claque ocupa habitualmente setores da bancada Sul do Estádio da Luz e acompanha a equipa em jogos nacionais e internacionais.
O grupo não está registado oficialmente nos termos aplicáveis aos grupos organizados de adeptos. A questão da legalização tem sido motivo de debate, nomeadamente devido às exigências legais relativas à identificação dos membros e às condições de apoio às claques.
Antigo dirigente encarnado defende uma profunda mudança na organização do Clube e considera que a ambição europeia exige muito mais
15 Out 2026 | 10:55 |
O Benfica continua a viver demasiado preso às urgências do futebol, na perspetiva de Fernando Tavares, que defende uma reflexão profunda sobre o futuro da instituição. Para o antigo dirigente, a ambição de competir regularmente com a elite europeia exige mudanças que vão muito além dos resultados da equipa principal.
F. Tavares: " O Benfica não pode continuar a ser gerido ao sabor do futebol"
"O Benfica não pode continuar a ser gerido domingo a domingo ao sabor dos resultados da sua equipa de futebol", escreveu, no jornal Record, considerando que o desafio é também "estrutural, organizacional e empresarial".
Uma das propostas centrais passa pela reorganização da Benfica SAD e pela eventual recompra de parte das participações dispersas em mercado. "O Benfica deve estudar a possibilidade de recomprar parte das participações e ações dispersas em mercado, reforçando a sua capacidade de influência e reorganizando a estrutura de capital em função de uma visão estratégica de longo prazo", defendeu.
F. Tavares: "O Benfica beneficiaria de uma revisão global dos fluxos financeiros internos"
O antigo vice-presidente considera igualmente importante simplificar o universo empresarial do Grupo Benfica, eliminando estruturas redundantes e aumentando a transparência, defendendo ainda uma revisão dos fluxos financeiros internos, a regularização da dívida entre o Clube e a SAD e uma avaliação independente do Estádio da Luz - que tem novo espaço de luxo - , para que os ativos reflitam adequadamente o seu valor. "O Benfica beneficiaria de uma revisão global dos fluxos financeiros internos, assegurando que receitas, custos, ativos e responsabilidades estão alinhados com a realidade operacional de cada entidade", sustenta.
Na sua conclusão, Fernando Tavares deixa uma das mensagens mais fortes do texto sobre o caminho que considera necessário para as águias. "O Benfica passou as últimas duas décadas a profissionalizar a sua atividade desportiva. É tempo de profissionalizar a arquitetura que suporta essa atividade... A elite europeia não se alcança apenas através do talento desportivo. Conquista-se, sobretudo, através da qualidade das estruturas que sustentam esse talento", rematou.
Psicólogo defende que Benfica tem um papel fundamental para o bem-estar de Lisboa
09 Out 2026 | 12:57