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Clube
28 Abr 2024 | 11:44 |
Foi à passagem do minuto 27, no duelo frente ao Braga, que o grupo organizado de adeptos do Benfica, No Name Boys, deu início ao protesto prometido contra Rui Costa e Roger Schmidt. Os aficionados começaram por erguer uma tarja, respondendo ao antigo camisola 10, que na reação à contestação em Faro garantiu que foi "ultrapassado um limite pela segunda vez".
"Presidente, o nosso amor não tem limites", escreveram. Ao minuto 33, os ânimos aqueceram e a tensão acabou por escalar, uma vez que dito grupo chegou mesmo a arremessar várias tochas para o relvado, obrigando à interrupção da partida, que ficou em suspenso durante qualquer coisa como cinco minutos. Esta ação valeu uma valente assobiadela por parte de outros Benfiquistas, que consideraram que a ação só estaria a prejudicar o Clube, gritando, inclusive, segundo o jornal Record, "palhaços, palhaços".
Tudo este protesto coincidiu com o golo do Braga, que surgiu, um minuto após a primeira tarja (que dizia apenas "Presidente") ter sido erguida. Face a todas as interrupções, no final, a equipa de arbitragem acabou por dar apenas quatro minutos de compensação, mesmo com todo o tempo perdido a retirar as tochas do relvado, com os encarnados a irem para os balneários em desvantagem no marcador.
Recorde-se que Rui Costa reagiu à contestação diante do Farense, deixando um apelo aos adeptos, para o embate do passado sábado (veja mais AQUI): "Todos nós queríamos mito mais e acima de tudo, nenhum de nós está imune à crítica quando as coisas não correm como nós esperamos. Nenhum de nós e quando falo em nenhum de nós falo em todos os profissionais que trabalham no Clube. Nenhum está imune à crítica e portanto temos que respeitar e aceitar as críticas, sendo que acredito que também da mesma forma que pela segunda vez, agora em Faro, este ano ultrapassámos esse limite. Faço esse apelo".
"Faltam 4 jornadas para acabar o Campeonato. Cá estarei no final do ano para assumir todas as responsabilidades, como faço sempre. Mas nestas 4 jornadas recuso-me a atirar a toalha ao chão, ainda com o campeonato por se jogar e portanto independentemente da classificação é obrigatório no Benfica que se façam estas 4 jornadas com o máximo de dignidade", disse Rui Costa.
Numa entrevista à imprensa nacional, figura de relevo no universo encarnado defende que águias vão sair prejudicadas com este modelo apresentado
14 Abr 2026 | 12:49 |
Nuno Catarino voltou a frisar que o atual modelo da centralização dos direitos televisivos vai ser prejudicial para o Benfica. Numa entrevista à imprensa nacional, o CFO da SAD encarnada - que também falou do financiamento do District - considera que os vermelhos e brancos podem vir a ter perdas significativas nas receitas.
Nuno Catarino: "Estamos a falar de uma perda provável de 5 a 15 milhões de euros [por ano] para o Benfica"
"Com base no cenário de €220 milhões apontado pela Liga, estamos a falar de uma perda provável de 5 a 15 milhões de euros [por ano] para o Benfica, dependendo de outras variáveis", começou por dizer Nuno Catarino, em declarações ao jornal ECO, alertando que o atual momento apresentado é prejudicial.
"É uma situação inaceitável para nós, e por isso a nossa abordagem tem sido construtiva — que é a nossa postura natural — mas simultaneamente assertiva", assumiu Nuno Catarino, frisando que o Benfica tem de ter em conta os seus interesses e o seu bem-estar financeiro.
Nuno Catarino: "Em 99 por cento das decisões, o bem do futebol português é o bem do Benfica, e vice-versa"
"Reconhecemos que para a maioria dos clubes nacionais esta centralização representa uma situação muito complexa. Já existem cinco ou seis clubes que não conseguiram negociar, ou que receberam propostas muito baixas, porque os operadores tiram partido da situação. Em 99 por cento das decisões, o bem do futebol português é o bem do Benfica, e vice-versa", explicou, assumindo que as águias podem entrar no projeto.
"O Benfica não precisa desse processo para ter boas condições de mercado — mas reconhece que, para muitos outros clubes, faz todo o sentido. O valor total de receitas de televisão para as duas épocas chega a 114,2 milhões de euros se incluirmos a publicidade dinâmica no estádio retida pelo Benfica [€7,2 milhões para duas épocas] e o contrato de exploração publicitária da BTV [€2,4 milhões]", concluiu, em entrevista ao jornal ECO.
Numa entrevista exclusiva à imprensa nacional, antigo dirigente máximo dos encarnados também falou da atual gestão, sob a responsabilidade de Rui Costa
14 Abr 2026 | 11:49 |
Manuel Damásio quebrou o silêncio e concedeu uma grande entrevista, onde falou da atualidade do Benfica. À conversa com a imprensa nacional, o antigo presidente das águias - que revelou o motivo por detrás do voto em Rui Costa - assumiu que precisou de alguma ajuda enquanto liderava os destinos dos encarnados.
Manuel Damásio: "Eu fui presidente e de futebol não percebia nada. Pedi a Mário Wilson para me ensinar a ver futebol"
O Benfica precisa de nova revolução no plantel, depois de mais um investimento avultado, superior a 100 milhões de euros? "Não estou à altura de dizer se o plantel precisa de uma revolução. Se precisamos de mais jogadores ou não, vai ser decidido por Rui Costa e José Mourinho", começou por dizer Manuel Damásio, numa entrevista exclusiva ao jornal Record.
"Eu fui presidente e de futebol não percebia nada. Pedi a Mário Wilson para me ensinar a ver futebol", revelou Manuel Damásio, na mesma resposta à questão colocada pelo diário desportivo. O antigo dirigente das águias revelou que o seu conhecimento do desporto não era suficiente para um cargo como o que detinha na altura.
Manuel Damásio: "O Mundo mudou. Há 10 ou 20 anos, não se podia dizer isto ou aquilo porque os jogadores podiam ficar melindrados"
"Sentei-me ao lado dele em quatro ou cinco jogos e disse-lhe que tinha um produto para vender e que sabia o que qualquer ser humano sabia, mas que precisava de aprender mais. Daí ter grande admiração por ele, era um senhor", apontou, deixando rasgados elogios a Mário Wilson.
José Mourinho tem sido, não raras vezes, duro com os jogadores: "O Mundo mudou. Há 10 ou 20 anos, não se podia dizer isto ou aquilo porque os jogadores podiam ficar melindrados. Mas os jogadores são profissionais, ganham fortunas e, por isso, tem de se exigir deles. Se ele tratasse mal os jogadores... Não devemos ficar chocados quando um responsável chama alguém à atenção", assumiu o antigo presidente das águias.
Os dois adversários nas últimas eleições presidenciais do Clube encarnado voltam a ser tema e comentários causam polémica
14 Abr 2026 | 09:57 |
O antigo presidente do Benfica, Manuel Damásio, voltou a intervir no debate sobre o futuro do Clube, deixando declarações fortes em que abordou liderança, eleições e o momento atual das águias. O antigo vice - presidente da FPF defende que Rui Costa é "doente" pelo Benfica e que Noronha Lopes não tem mística para liderar as águias.
M. Damásio: "Não tinha coração e a mística"
"Como empresário, Noronha Lopes tinha boas ideias. Tinha até boa equipa, mas não o apoiei porque não tinha o coração e a mística... Para se ser presidente do Benfica não basta pensar apenas na gestão. Daí ter dito que a gestão compra-se. Não me importo de pagar 1 milhão de euros ao melhor gestor português. Rui Costa é doente pelo Benfica. Para se ser presidente, tem de sacrificar pelo clube" , disse, em entrevista ao jornal Record.
Além disso, deixou uma mensagem sobre estabilidade no comando técnico, defendendo uma posição clara por parte da direção. "Rui Costa devia dizer que Mourinho tem um contrato para cumprir... "Corre-te bem a ti, corre bem a mim. Não te corre bem, não continuo para não prejudicar o Benfica" , afirmou.
Vale lembrar que Manuel Damásio votou em Rui Costa nas eleições do Benfica. O presidente do Clube da Luz entre 1994 e 1997 deslocou-se ao Estádio das águias, no dia 8 de novembro, para exercer o seu direito de voto, e confessou à comunicação social quem foi o escolhido.
Rui Costa venceu precisamente essas eleições. Através das fontes oficiais, na altura, o Benfica informou que a contagem de votos em todas as 108 seções garantiu que o atual líder das águias renovasse o seu mandato para o quadriénio de 2025-2029. Pelo que foi apurado, o dirigente máximo do Clube da Luz alcançou cerca de 65,89% dos votos, contra 34,11% de Noronha Lopes.