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Futebol
09 Mar 2026 | 10:31 |
No Benfica - Porto (2-2), Rafa Silva teve uma exibição para esquecer e os benfiquistas não perdoaram. No momento em que o speaker anunciou que o camisola 27 iria sair para dar o lugar a Franjo Ivanovic, ouviu-se um coro de assobios. Já em outros momentos do encontro, quando o jogador perdia a bola, os adeptos não deixavam de manifestar o desagrado com o que estavam a ver.
Ao minuto 57, quando as águias perdiam por 2-0 e tinham dificuldades em chegar à área de Diogo Costa ouviu-se uma assobiadela. Ainda assim, após as águias terem conseguido chegar ao empate, os adeptos despediram-se com aplausos.
Recorde-se que o avançado encarnado, ao ter disputado este encontro, fez história com a camisola do Benfica. Consequentemente, tal como já tinha sido adiantado pelo nosso Jornal, Rafa Silva completou o 600º encontro da carreira.
De referir que, com este empate – o nono em 46 encontros na presente temporada –, os comandados de José Mourinho somam 59 pontos e continuam no terceiro lugar da tabela classificativa da Liga Portugal Betclic. O Porto (66) está no primeiro posto. Já o Sporting é segundo com 62.
O emblema encarnado volta a entrar em campo no próximo sábado, dia 14 de março, frente ao Arouca. O encontro, a contar para a 26.ª jornada da Liga Portugal, diante da turma liderada por Vasco Sebara, jogar-se-á às 20h30, no reduto do adversário.
Empate no Clássico (2-2) entre águias e dragões, no Estádio da Luz, motivou várias reações entre conhecidos adeptos encarnados
09 Mar 2026 | 10:29 |
O empate (2-2) entre Benfica e Porto, no Estádio da Luz, motivou várias reações entre conhecidos adeptos encarnados. O Clássico acabou por deixar leituras distintas, num encontro marcado por duas partes bem diferentes e que acabou por ter impacto também na luta pelo título.
Luís Filipe Borges: “Foi uma pena. Benfica com um meio-campo, um treinador e um presidente era outra loiça”
O humorista Luís Filipe Borges recorreu à ironia para comentar o encontro: “Foi uma pena. Benfica com um meio-campo, um treinador e um presidente era outra loiça”, começou por dizer ao jornal 'Record', deixando ainda uma referência ao capitão encarnado: “E foi bonito ver o jogo de homenagem a Otamendi, com as duas equipas pelas quais mais brilhou em campo...”.
Para Gaspar Ramos, antigo dirigente, o jogo teve dois momentos claros. “Um jogo com duas partes distintas, com o Porto mais competitivo na 1ª e na 2ª o Benfica a virar um bocado, sobretudo na parte final. O vencedor foi o Sporting”. Ainda assim, o ex-dirigente considera que “o Benfica mostrou qualidade e pode ter ainda esperanças”.
Também João Manuel Pinto, antigo jogador, destacou a diferença entre as duas partes do encontro: “Um bom espetáculo e com golos. O Porto esteve fortíssimo na 1ª parte e o Benfica muito apático”, analisou, acrescentando que “a 2ª foi diferente, o Benfica correu alguns riscos e chega ao empate. Deixa tudo em aberto”.
Com a igualdade no duelo, neste momento, os comandados de José Mourinho somam 59 pontos e continuam no terceiro lugar da tabela classificativa da Liga Portugal Betclic. O Porto (66) está no primeiro posto. Já o Sporting é segundo com 62.
Comentador apontou erros coletivos na defesa encarnada, mas elogiou, no entanto, impacto da entrada de Leandro Barreiro na partida
09 Mar 2026 | 09:47 |
Vítor Pinto considera que Nicolás Otamendi, Richard Ríos, Anatoliy Trubin, Tomás Araújo e Amar Dedic tiveram responsabilidade direta nos golos sofridos no empate entre Benfica e Porto (2-2), apontando erros coletivos na defesa encarnada.
V. Pinto: “Otamendi tem responsabilidades, mas não está sozinho. Ríos e Trubin são cúmplices no 1-0, tal como Tomás Araújo e Dedic no 2-0”
“Otamendi tem responsabilidades, mas não está sozinho. Ríos e Trubin são cúmplices no 1-0, tal como Tomás Araújo e Dedic no 2-0”, escreveu no jornal 'Record'. Ainda assim, destaca o impacto de Leandro Barreiro para as águias terem evitado o desaire.
"Após o 2-1, a sua entrada deu essa injeção de crença que contagiou a equipa, evitou a derrota e mantém em aberto pelo menos a corrida aos milhões da Champions". Vítor Pinto entende também que o Porto deixou escapar uma oportunidade importante na luta pelo título.
“Desperdiçou o segundo match point para a decisão da Liga? É factual”, analisou. Apesar de José Mourinho ter considerado a conquista do campeonato um objetivo “difícil”, o cronista sublinha que o Benfica continua na luta pelos seus objetivos imediatos.
“O esforço que evitou a derrota permite ao Benfica continuar a depender de si para se manter na corrida aos milhões da Champions”, escreve, lembrando ainda que as águias podem beneficiar de “semanas limpas” numa fase em que rivais diretos continuam envolvidos nas competições europeias e na Taça de Portugal.
Clássico entre águias e dragões, da 25.ª jornada da Liga Betclic, terminou com um empate (2-2) e com a expulsão do Special One do banco de suplentes
09 Mar 2026 | 09:28 |
O Clássico entre Benfica e Porto, da 25.ª jornada da Liga Betclic, terminou com um empate (2-2). Na conferência de imprensa, José Mourinho começou por explicar o que levou à sua expulsão do banco de suplentes após o golo da igualdade, disse que foi insultado por Lucho González e nega ter conversado sobre Rui Costa sobre a renovação. Confira tudo o que foi dito pelo Special One.
Análise ao jogo e aos protestos de penálti na última jogada
"Não vi. Já não estava no banco, não tive ocasião de ver na televisão e não quero cometer o erro que cometi na semana passada, pedir penálti e depois não era. Mas gostava de falar da minha expulsão. O árbitro diz que me expulsou porque eu rematei uma bola para o banco do Porto, o que é completamente falso. Não sei se foram três, quatro ou cinco, mas já fiz muitas vezes no Estádio da Luz: golo nosso, bola para a bancada. Uma maneira de celebrar e dar uma bola ao sortudo adepto. Eu sei que tecnicamente não sou muito bom, mas não... era para a bancada".
Insultos
"Um elemento do banco do Porto (Lucho González), que também foi expulso, no túnel chamou-me 50 vezes traidor. Eu gostava que ele me explicasse: traidor de quê? Estive no Porto, dei a minha alma. Fui para o Chelsea, dei a minha alma ao Chelsea. Dei a volta ao mundo e dei a minha alma, a minha vida, 24 horas todos os dias. A isto se chama profissionalismo. Uma coisa são os insultos dos adeptos, é futebol. São os mesmos que há anos se ajoelhavam aos meus pés, agora insultam-me, não há problema nenhum. Mas um colega de profissão chamar-me traidor? Não gostei".
Expulsão e jogo
"Fui mal expulso. O 4.º árbitro fez um trabalho péssimo durante todo o jogo e quando diz ao árbitro que eu tinha rematado uma bola na direção do banco do Porto. Quanto ao jogo, estiveram mais perto de ganhar do que nós. Pode gostar-se muito, menos ou detestar, mas construíram equipa com uma ideia: o perfil de jogador é para aquele modelo de jogo, é equipa de uma fisicalidade tremenda. Tem quatro alas, qual deles o mais rápido. E são muito superiores a nós na intensidade do jogo. O melhor jogo que fizemos contra o Porto foi o da Taça de Portugal, porque jogámos com Aursnes e Barreiro, tivemos muita bola e perdemos muito pouca bola. Quando perdes muita bola, vais correr atrás deles, só que eles vão de mota e tu vais de bicicleta. O perigo esteve sempre ali. No 2-0 podia ter aparecido o 3-0, no 2-1 podia ter aparecido o 3-1. Eles fizeram o jogo que queriam fazer e levam um resultado bom para eles, mas eu acho que eles vieram para ganhar. Apanharam-se em vantagem e são peritos na gestão do jogo, dos tempos, faltas, cartões, no protesto. E depois levam o João Pinheiro atrás. Fizemos péssima primeira parte. Senti-me muito limitado: uma coisa é jogar com Aursnes e Barreiro e outra com Enzo e Ríos. Perfil é diferente. Estando limitado com as minhas substituições, porque o Barreiro não podia jogar mais do que 10/15 minutos — e foi ele próprio que definiu timings: 'Mister, 10/15 numa situação limite, não mais do que isto'. Sudakov igual ao Barreiro. E o Lukebakio ainda sem condições para eu o meter ao intervalo. Não quis que a equipa pensasse 'agora vamos chegar ali e vamos partir o jogo e vamos rebentar com eles'. Não vamos rebentar nada com eles. Eles é que rebentavam connosco se nós não fôssemos equilibrados. E eles trocam os dois alas e tiram dois Ferraris para meterem dois McLarens. Se fizéssemos o 2-1 o jogo poderia mudar, como mudou. Foi coração, foi orgulho, desejo de ganhar. Mas eles foram mais fortes do que nós".
Luta pelo título e renovação?
"Não tive nenhuma conversa nesse sentido. A classificação não se altera, mas já não jogamos com o Porto, já não podemos recuperar diretamente pontos. Considero difícil a recuperação de sete pontos. É muito fácil identificar como o Porto joga, é muito difícil jogar contra eles. E perderem pontos não me parece que seja fácil. Enquanto matemática é matemática, tudo pode acontecer".
Lucho González
"Chamou-me 20 ou 30. Traidor de quê? Ele quando foi para o Marselha traiu o Porto? Podia ter-me insultado de outra maneira, talvez aceitasse melhor, mas é ataque ao meu profissionalismo que prezo tanto. Fiquei um bocadinho desiludido, é profissional como eu".
Primeira parte?
"Conseguiram marcar uma superioridade, muita bola perdida. Se não tens grande controlo do jogo e se entras na parada e resposta não tens hipótese, fizemos isso na primeira parte. O segundo golo que nós sofremos é absolutamente ridículo. É o ala esquerdo do Porto num um contra um com o central esquerdo do Benfica. Onde é que estava o lateral direito, o central do lado direito e o médio do duplo pivot? O médio do lado direito? Tem que vir o central do lado oposto fazer uma diagonal para fazer um contra um dentro da área com um jogador criativo, rápido. Cometemos erros. Eu estava a ver a flash do Farioli e ele disse 'tivemos quatro ou cinco situações em campo aberto'. É verdade. Não foram situações de golo porque não conseguiram ser eficazes como o miúdo Pietuszewski. Não gosto nada de o fazer, mas a coisa é tão óbvia que tenho de o fazer: sem Aursnes a nossa música é diferente".