Nuno Campilho
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22 Mai 2024 | 06:00

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Nuno Campilho

Finalmente, e no que ao Benfica diz respeito, terminou a época para o futebol profissional.

Finalmente, e no que ao Benfica diz respeito, terminou a época para o futebol profissional.

E digo, finalmente, porque não é época que nos deixe grandes memórias, o que não é o mesmo que dizer que não nos deixa ensinamentos.

É tempo de virar a página e concentrarmos todas as nossas atenções na próxima época, que, espero, não seja o mesmo que virar o disco e tocar o mesmo.


Os ensinamentos que esta infeliz e pouco gloriosa época nos trouxe, devem servir de alerta para que os evidentes erros cometidos e que só não são reconhecidos por quem estiver de má-fé, se voltem a repetir.

Disse-o em outro artigo passado, que só não podemos intervir sobre aquilo que não controlamos, que resulta do que se passa em plena competição. A incerteza que daí advém é, afinal, parte daquilo que mais nos apaixona no futebol.


Não significa, porém, que não possamos ter em atenção tudo aquilo que se possa fazer para evitar que a incerteza da competição nos remeta para o papel secundário que representámos esta época. São esses ensinamentos que devem ser tidos em conta por todos os responsáveis pela respetiva estrutura e estou certo de que assim será.

Não tenho conhecimentos, nem veleidade de antecipar o que quer que seja, pelo que não esperem, de mim, uma súbita alusão futurológica àquilo que eu penso que deve suceder. Para isso é que lá estão os responsáveis, que nós, sócios (quem o é), elegeram, e é nestas alturas que melhor se depreende da capacidade de cada um para assumir essas mesmas responsabilidades.

Não nem mais, nem menos do que isso é o que espero do presidente Rui Costa, quando, na 5ª feira, se dirigir à nação benfiquista. Assunção de responsabilidades, enumeração dos erros cometidos e eventuais justificações (se as houver e se colherem) para terem acontecido e, acima de tudo, sinais de confiança e de muita esperança num futuro que deverá começar a ser construído “ontem”, porque já tarda naquilo que é a definição de uma época que se antecipa crítica e de redobrada pressão para todos aqueles que, como eu, e como a maior parte dos leituras deste artigo, vivem intensamente tudo aquilo que se passa em torno do nosso clube.

Sendo um pouco mais afirmativo, eu não quero desculpas e não sou grande adepto do voyeurismo associado às justificações. Preocupa-me mais saber aquilo que está e estará em marcha para inverter a tendência sensaborona de desperdício e pouca vontade de vencer com que encerrámos o campeonato em Vila do Conde.

Se é com este treinador, ou com qualquer outro; se é com estes jogadores, ou com quaisquer outros, é-me um bocado indiferente. O que tem de ser, sempre, é com exigência máxima, responsabilidade superlativa e uma infinita dose de respeito pela grandeza do Benfica, que foi, é e continuará a ser grande, esteja quem estiver e passe quem passar.

Só um espírito verdadeiramente comprometido e despojado de interesses que, não, os do coletivo e os da defesa da honra e do orgulho de ostentar o símbolo da águia, poderá contribuir para uma dinâmica vencedora, a qual, ainda que possa, para alguns, ser saudosa, está bem viva na minha memória.

Sejamos justos, honestos e, acima de tudo, unidos. A união, no Benfica, não só faz a força, como forja campeões e, a caso careçam de exemplos, sigam as pisadas do João Neves e verão, com a mesma facilidade e felicidade com que ele entra, dá tudo em campo e sai dele com a merecida sensação do dever cumprido, o que é a personificação do Ser Benfiquista.

Virem a página da história do livro do sucesso que faz parte da tradição do Benfica, mas não nos deem a música de um disco riscado de frustrações, anseios, ou medos, ou da mesma melodia dengosa de sempre, que nos fará, tristes, adormecer ao som do fracasso.

Venha daí a próxima época, que esta já deu o que tinha a dar, mas não nos esqueçamos daquilo que será bom de lembrar, quando as circunstâncias (vulgo, os jogos e as competições) assim o exigirem.

Como cantam os Delfins, “quando alguém nasce, nasce selvagem, não é de ninguém”... mas eu sou... do Benfica!!!


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