Futebol
Leonor Pinhão manda boca a reforço do Benfica: "Injustificável esforço financeiro"
22 Ago 2026 | 13:55
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Futebol
08 Set 2025 | 21:01 |
O jornalista desportivo Paulo Cunha aproveitou o seu espaço de opinião semanal no jornal 'A Bola' para deixar um recado ao Benfica - que já tem novos objetivos para época - e respetivos rivais, Sporting e Porto, onde debateu sobre o dilema comum dos três clubes entre serem eficazes e alcançarem bons resultados enquanto que apresentam um futebol que encha os olhos dos adeptos.
Paulo Cunha: "Tal nota artística que Jorge Jesus trouxe para o léxico futebolístico"
"Deve uma equipa privilegiar, em regime de exclusividade, o resultado, custe o que custar, sem preocupações de brilhantismo, ou procurar dar espetáculo enquanto se fixa na vitória, a tal nota artística que Jorge Jesus trouxe para o léxico futebolístico, mesmo que essa escolha acarrete mais riscos?", começou por questionar Paulo Cunha.
Seguindo o ponto dos que apelida de 'resultadistas', Paulo Cunha decidiu contrastar tal com os que preferem um futebol ousado: "Os resultadistas têm um argumento poderoso: no fim, o que conta são as vitórias. Quantos se lembram hoje da qualidade estética de alguns campeões? O troféu ergue-se, os sorrisos ficam para sempre na fotografia e o resto esbate-se com o tempo. Os defensores do espetáculo contrapõem que o futebol é uma arte que nasce do risco, da ousadia, do improviso criativo, engodo que arrasta multidões e fideliza novas gerações. Ganhar é bom, sim, mas encantar é o que transforma triunfos em lendas".
Paulo Cunha: "Os jogadores que brilham em campo valorizam-se"
O jornalista desportivo argumenta também que apresentar um bom futebol atrai receitas financeiras, afirmando que os técnicos dos 'três grandes' têm as ferramentas para o praticar: "O bom futebol é também um ativo financeiro. Os jogadores que brilham em campo valorizam-se, tornam-se apetecíveis para os mercados endinheirados e geram receitas. Uma equipa que encanta atrai patrocinadores, vende camisolas, cria mitos que correm mundo. Ao cuidado, portanto, de Rui Borges, Bruno Lage e Francesco Farioli, todos com ovos suficientes para fazerem omeletes gourmet em 2025/26".
Por fim, Paulo Cunha recordou as últimas vezes que viu o Benfica, o Sporting ou o Porto a conciliarem a eficácia de resultados ás boas prestações: "A última vez que vi Sporting, Benfica e FC Porto a aliarem eficácia e beleza? Os leões nos primeiros meses da época passada, até à saída de Ruben Amorim para o Manchester United; as águias na metade inicial de 2022/23, sob as ordens de Roger Schmidt, pilhas que perderam energia assim que Enzo Fernández rumou ao Chelsea; os dragões em 2021/22, liderados por Sérgio Conceição, traído pelo adeus de Luis Díaz, em janeiro, para reforçar o Liverpool".
Águias já deixaram recado de despedida oficial para o jogador e agora atleta manda mensagem para o Clube e os adeptos sobre saída
22 Ago 2026 | 16:43 |
Após 13 anos de águia ao peito, Mauro Furtado está oficialmente de saída do Benfica. O defesa-central, de 18 anos, vai prosseguir a carreira no Girona, depois de ter sido campeão do mundo de Sub-17 por Portugal, e recorreu às redes sociais para deixar uma emotiva mensagem de despedida ao clube onde cresceu.
O atleta chegou ao Benfica ainda criança, com apenas quatro ou cinco anos, e passou praticamente toda a formação no emblema da Luz. Agora, perante o início de uma nova etapa, o jovem defesa não escondeu a emoção ao recordar o longo percurso de águia ao peito.
“Cheguei ao Benfica com 4/5 anos, ainda uma criança, com um sonho que provavelmente nem conseguia explicar. Entrei neste clube sem saber o que a vida me tinha reservado e, desde então, cresci aqui. Cresci como jogador, mas principalmente como pessoa”, escreveu.
Para o jovem central, o Benfica foi muito mais do que um clube: “O Benfica foi o único clube que conheci. Foi a única camisola que vesti, a única casa que tive no futebol, o lugar onde vivi os meus primeiros sonhos, as minhas primeiras conquistas, as minhas primeiras derrotas, as minhas amizades e tantos momentos que vão ficar comigo para sempre”, acrescentou.
M. Furtado: “Certamente não saio da maneira que um dia imaginei sair"
Mauro Furtado reconheceu, contudo, que a saída não acontece exatamente da forma como tinha imaginado: “Certamente não saio da maneira que um dia imaginei sair do único clube que tive na minha vida, mas levo comigo a gratidão por tudo o que o Benfica me deu e ensinou durante tantos anos. Há coisas que não conseguimos controlar, por mais que queiramos, e esta é uma delas”, afirmou.
“Cada pessoa deixou alguma coisa em mim. Algumas ensinaram-me futebol, outras ensinaram-me a crescer, outras simplesmente estiveram lá nos momentos certos. Levo um pouco de todos comigo”, concluiu. Agora, Mauro Furtado prepara-se para iniciar uma nova aventura no Girona.
Jogador tem tido sequência no onze inicial com o novo técnico na equipa encarnada, mas Clube admite negociá-lo ainda nesta janela
22 Ago 2026 | 16:40 |
Enzo Barrenechea atingiu uma marca especial com a camisola do Benfica. O médio chegou aos 50 jogos pelas águias na passada quinta-feira, na vitória por 3-1 frente ao Aarhus. Aos 25 anos, o argentino tem sido uma das opções de confiança de Marco Silva neste arranque de temporada. O atleta foi contratado ao Aston Villa na temporada 2025/26, inicialmente por empréstimo, numa operação que custou 3+12 milhões de euros ao Benfica.
No entanto, a situação poderá mudar com a iminente chegada de João Palhinha. A contratação do internacional português poderá provocar alterações na hierarquia do meio-campo e colocar em causa a continuidade de Barrenechea no plantel encarnado.
Apesar da utilização regular neste início de época, a direção do Benfica está disponível para analisar propostas pelo médio argentino e privilegia uma transferência a título definitivo. O objetivo passa por recuperar o investimento realizado na contratação do jogador e, eventualmente, libertar espaço no plantel para a chegada de novas soluções.
Assim, a marca dos 50 jogos surge num momento particularmente curioso da carreira de Barrenechea na Luz. O médio alcançou um número importante e tem sido aposta de Marco Silva, mas poderá estar a viver os últimos dias como jogador do Benfica.
A eventual chegada de Palhinha promete, por isso, ter consequências diretas no setor intermediário das águias. Caberá agora ao mercado ditar se Barrenechea continuará a lutar por um lugar no meio-campo encarnado ou se encontrará um novo desafio ainda durante este verão.
Treinador analisou a chegada do novo reforço encarnado e vê potencial de grande valia no jogador, mas também a chance de se tornar bode expiatório
22 Ago 2026 | 16:33 |
Vítor Manuel, pai de Vítor Bruno, analisou o possível impacto da chegada de João Palhinha ao Benfica e deixou um alerta quanto às expetativas que estão a ser criadas em torno do internacional português. Para o treinador, as águias já dispõem de soluções suficientes no plantel para controlar os adversários e impedir que estes criem situações de grande perigo, mesmo sem a contratação do médio.
Vítor Manuel sobre o Benfica: "Palhinha não vai ser o salvador da pátria..."
O técnico e 74 anos considera, inclusive, que o atual plantel se adapta perfeitamente a um sistema de 4x2x3x1: “Atendendo ao perfil dos jogadores deste plantel, o 4x2x3x1 faz todo o sentido. Punha o Prestianni na direita, o Schjelderup na esquerda e o Rafa nas costas do Pavlidis. Atrás, Barrenechea e Aursnes”, explicou ao jornal 'A Bola'.
Com Palhinha, Vítor Manuel admite uma alteração na estrutura da equipa, apostando num meio-campo composto pelo internacional português e Aursnes: “Com Palhinha, metia Palhinha e Aursnes no corredor central e talvez optasse por um 4x4x2 clássico — como o grande Benfica usou nos anos 60, 70 e 80 —, com Rafa e Prestianni (ou Schjelderup) nas alas e, na frente, Durán e Pavlidis”, acrescentou.
Apesar de reconhecer a qualidade do médio, o treinador teme que a mediatização da contratação acabe por colocar uma pressão excessiva sobre Palhinha: “O excesso de mediatização da contratação de Palhinha pode transformar-se em demasiada responsabilidade para o jogador, enquanto os outros médios poderão pensar que para pouco contarão. Palhinha não vai ser o salvador da pátria e, se o Benfica não for campeão, pode tornar-se num bode expiatório”, alertou.
Vítor Manuel destacou, ainda assim, que a decisão cabe a Marco Silva e que o treinador saberá melhor do que ninguém aquilo de que a equipa necessita: “O Marco é que é o treinador e ele sabe, melhor do que ninguém, do que precisa a equipa. Ele acha que o Benfica precisa de um jogador com este perfil e só temos de aceitar”, afirmou.