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Nuno Lobo entrega proposta no Benfica para retirar confiança a Pedro Proença
02 Set 2026 | 17:18
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09 Abr 2026 | 10:49 |
O Benfica anunciou que vai emitir um novo empréstimo obrigacionista no valor inicial de 40 milhões de euros, com prazo de cinco anos e uma taxa de juro fixa bruta de 4,65% ao ano. A operação prevê a emissão de até oito milhões de obrigações, cada uma com o valor nominal de cinco euros, podendo o montante global ser aumentado caso a procura dos investidores ultrapasse a oferta disponível.
Denominado "Obrigações Benfica SAD 2026-2031", este financiamento tem como principal objetivo o reembolso parcial do empréstimo obrigacionista emitido em 2023, no valor de 50 milhões de euros, que atinge a maturidade em maio de 2026.
A nova emissão apresenta uma taxa de juro inferior à do empréstimo anterior, que oferecia 5,75%. Em paralelo, foi ainda lançada uma oferta de troca dirigida aos investidores que participaram na operação de 2023, permitindo substituir dívida com vencimento em 2026 por novos títulos com maturidade em 2031.
O período de subscrição decorre entre 13 e 24 de abril, estando a emissão prevista para o dia 29 do mesmo mês. Cada ordem de subscrição terá de contemplar um mínimo de 500 obrigações, o equivalente a um investimento inicial de 2.500 euros.
Com esta operação, o Benfica poderá manter três empréstimos obrigacionistas em simultâneo, juntando-se aos já existentes "Benfica SAD 2024-2027" e "Benfica SAD 2025-2029". No total, estes instrumentos somam 155 milhões de euros, inseridos num contexto financeiro em que a SAD, liderada por Rui Costa (que falou sobre o futuro de José Mourinho), reconhece riscos associados ao desempenho desportivo, à presença nas competições europeias e à dependência de receitas provenientes de transferências de jogadores.
Águias vão discutir contas do Clube encarnado, além de um voto de confiança na administração após reunião que já havia ocorrido em julho
09 Set 2026 | 15:30 |
A SAD do Benfica vai levar a Assembleia Geral, marcada para 30 de setembro, um conjunto de decisões importantes para o futuro da sociedade encarnada. Entre os cinco pontos previstos na ordem de trabalhos estão a aprovação das contas de 2025/26, um voto de confiança nos órgãos sociais e duas propostas com impacto na estratégia futura da SAD.
A reunião começa por colocar em cima da mesa o Relatório e Contas referente à época 2025/26, seguindo-se a habitual discussão sobre a aplicação dos resultados obtidos no último exercício. Um dos momentos de maior relevância será o voto de confiança na administração e nos órgãos de fiscalização.
“O Sport Lisboa e Benfica, enquanto titular da totalidade das ações de categoria A, propõe um voto de confiança no Conselho de Administração, Conselho Fiscal e Revisor Oficial de Contas pelo trabalho desenvolvido entre 1 de julho de 2025 e 30 de junho de 2026”, coloca a nota.
A AG terá ainda uma componente mais estratégica. A SAD pretende alargar o seu objeto social, passando a incluir áreas como formação, consultoria técnica, inovação e conhecimento aplicado ao futebol. A mudança está relacionada com o projeto Instituto Benfica de Excelência Desportiva, pensado para reforçar a formação de talento e a presença internacional do Clube, além de criar novas fontes de receita.
Por fim, será votada a renovação, por cinco anos, da autorização para aumento de capital até 50 milhões de euros. A medida pretende dar maior margem de manobra à administração para responder a futuras oportunidades de crescimento.
Dirigente encarnado aborda dossier financeiro sobre posição acionista superior a 16 por cento, abrindo porta a cenário importante para estabilidade
09 Set 2026 | 14:20 |
A estrutura diretiva do Benfica não coloca de parte a aquisição da participação de 16,38% detida por José António dos Santos , o Rei dos Frangos, na SAD encarnada, segundo o jornal Eco. A questão ganha forte destaque nos bastidores do Clube após o bloqueio oficial da venda do lote de 3.767.400 títulos ao fundo norte-americano Entrepreneur Equity Partners.
O negócio falhado com o grupo dos Estados Unidos da América pretendia alienar essa posição por um valor a rondar os 12 euros por título. Contudo, a SAD encarnada travou a transação com base nos estatutos do Clube, impedindo a entrada do fundo ligado ao empresário Tim Leiweke, proprietário do emblema italiano Venezia, no capital societário do Benfica.
Sobre a eventual transação interna, o vice-presidente e administrador financeiro Nuno Catarino - que "picou" Ruben Amorim - abordou abertamente o tema, clarificando as condições exigidas. "Aparentemente, a perspetiva do acionista é diferente, tem uma valorização que eu respeito e até posso concordar com ela", referiu o dirigente encarnado, sublinhando que qualquer compra por parte do clube terá de ser realizada estritamente "a preços de mercado".
Muitos adeptos questionam se o Benfica terá resposta positiva no curto prazo, dado o fosso entre a avaliação do empresário e a cotação em bolsa. Os títulos da SAD negociam na fasquia dos 6,56 euros, valor equivalente a pouco mais de metade da exigência inicial do líder do Grupo Valouro.
A direção encarnada mantém total prudência financeira na gestão dos ativos societários e estuda os cenários possíveis sem comprometer a estabilidade económica. Este assunto continuará a marcar a atualidade do Clube enquanto os intervenientes procurarem um entendimento equilibrado que proteja integralmente os superiores interesses da instituição da Luz.
Clube tem resultado positivo pelo segundo ano consecutivo, apesar da queda de quase 50% em relação ao exercício anterior
09 Set 2026 | 10:28 |
A SAD do Benfica fechou o exercício de 2025/26 com um resultado líquido positivo de 19,1 milhões de euros, garantindo assim o segundo ano consecutivo com lucros. Apesar do saldo positivo, o valor fica abaixo dos 34,4 milhões de euros registados no exercício anterior.
De acordo com o Relatório e Contas, o desempenho financeiro das águias é explicado pelo “crescimento de diversas linhas de receitas recorrentes, o controlo de gastos operacionais, bem como a evolução favorável do resultado com direitos de atletas”. O capital próprio da SAD também saiu reforçado, atingindo agora os 135,5 milhões de euros.
O resultado operacional, já com os direitos de atletas incluídos, fixou-se nos 32,4 milhões de euros. Excluindo esta componente, os rendimentos operacionais do Benfica chegaram aos 214,4 milhões de euros, uma quebra de 7% face ao exercício anterior. A descida é justificada, em grande parte, pela ausência das receitas extraordinárias associadas à participação no Mundial de Clubes.
No que diz respeito às receitas de matchday, estas cresceram 8,5%, para os 45,2 milhões de euros. Também as receitas televisivas registaram uma evolução positiva, atingindo os 55,7 milhões de euros, mais 6% do que no exercício anterior. Já os gastos operacionais, sem contabilizar os direitos de atletas, aumentaram 1,2%, fixando-se nos 229,4 milhões de euros.
A SAD encarnada explica a subida pelo aumento das imparidades, embora destaque, em sentido contrário, uma redução dos gastos com pessoal. O principal sinal de alerta surge no passivo. O valor ascendeu aos 513,9 milhões de euros, mais 8,2% do que no exercício anterior, com a SAD a justificar o aumento através do crescimento dos compromissos com fornecedores e outros credores.
Nesta altura, o passivo representa 79,1% do ativo, que atingiu os 649,4 milhões de euros, mais 10% face ao exercício anterior. A evolução do ativo é explicada, sobretudo, pelo aumento do valor do plantel e pelas verbas ainda a receber de clientes e outros devedores.