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Clube
05 Abr 2025 | 09:14 |
Na última sexta-feira, 4 de abril, a Benfica SAD emitiu através das fontes oficiais dos vermelhos e brancos que irá lançar um novo empréstimo obrigacionista. Segundo a informação que os encarnados entregaram à Comissão de mercados de Valores Mobiliários (CMVM), o Glorioso irá emitir até cerca de 8 milhões de ações, cada uma com um valor de 5 euros, o que irá perfazer um total de 40 milhões de euros. A taxa de juro fixa bruta será de 4,50% e o reembolso irá acontecer em abril de 2029.
Estas novas obrigações, presentes no novo empréstimo obrigacionista irã ficar denominadas de ‘Benfica SAD 2025-2029’. As mesmas irão ser emitidas no âmbito de duas ofertas distintas, de subscrição ou de troca. Segundo informaram as águias, a aquisição destas obrigações irá ter início às 8h30 de 9 de abril de 2025 e irão manter-se disponíveis até às 16h00 do dia 24 de abril do mesmo ano. No entanto, o valor nominal pode ser alterado conforme o Clube da Luz assim o entender.
Assim, as duas ofertas repartem-se da seguinte forma: a oferta pública de subscrição tem como objeto até 8.000.000 de obrigações, com o valor nominal unitário de 5 euros e o valor nominal global inicial de até 40.000.000 euros; e a oferta pública de troca tem como objeto até 8.000.000 de obrigações, com o valor nominal unitário de 5 euros e o valor nominal global de até 40.000.000 euros emitidas pela Benfica SAD a 1 de junho de 2022, com data de reembolso a 1 de junho de 2025, com taxa de juro fixa bruta de 4,6% ao ano, sendo representativas do empréstimo obrigacionista denominado ‘Benfica SAD 2022-2025’.
No documento emitido pelo Benfica, as águias explicam todo o processo: “As ordens de subscrição e/ou de troca transmitidas em aceitação da respetiva Oferta e devidamente validadas estarão sujeitas aos critérios de alocação de ordens e de rateio aplicáveis e serão satisfeitas de acordo com os mesmos, caso a procura no âmbito das Ofertas exceda as Obrigações Benfica SAD 2025-2029 disponíveis. Todas as Obrigações Benfica SAD 2022-2025 adquiridas pelo Oferente para satisfazer ordens de troca serão adquiridas pela Benfica SAD tendo em vista a sua amortização e cancelamento na Data de Emissão”.
Por fim, o Glorioso também deixa esclarecimentos sobre as ofertas: “A Oferta de Subscrição visa a obtenção de fundos através do recurso ao mercado de capitais, para reembolsar parcialmente, até ao montante de €40.000.000, o empréstimo obrigacionista denominado “Benfica SAD 2022-2025”, emitido em 1 de junho de 2022, no montante de €60.000.000, e com reembolso agendado para 1 de junho de 2025 e, no seu remanescente, se aplicável, financiar o desenvolvimento da atividade corrente da Benfica SAD, bem como a diversificação e otimização das suas fontes de financiamento e reforço de liquidez. A Oferta de Troca visa permitir à Benfica SAD substituir parte da sua dívida com vencimento em 2025 por dívida com vencimento em 2029”.
Dupla importante acaba em divórcio com grupo político encarnado com antigo candidato à presidência entre os membros a desligar-se
18 Out 2026 | 15:16 |
A vida associativa do Benfica continua marcada por movimentações e divergências. Este domingo, o movimento Servir o Benfica anunciou, através de um comunicado oficial, o fim da ligação a Francisco Benitez e Guilherme Fontes.
Francisco Benitez foi uma das figuras de destaque do movimento, tendo sido o candidato à presidência do Benfica nas eleições de 2021, nas quais acabou derrotado por Rui Costa. Um ano antes, integrou também o processo eleitoral encarnado, ao ser proposto para a liderança da Mesa da Assembleia Geral na lista encabeçada por João Noronha Lopes, em 2020.
A decisão agora anunciada surge na sequência da integração de Benitez na plataforma UNUM, um grupo independente criado em setembro de 2026 por 32 adeptos e figuras ligadas ao universo benfiquista. Apresentada como uma "casa de ideias", a iniciativa está associada ao movimento Benfica de Todos.
Perante este novo envolvimento, o Servir o Benfica esclareceu que não faz parte de outras iniciativas promovidas por sócios, nem presta apoio institucional a esses projetos. No comunicado, o movimento oficializa, assim, o afastamento de Francisco Benitez e Guilherme Fontes, sublinhando que a decisão do antigo rosto da candidatura presidencial foi tomada a “título individual”.
Esta separação representa mais um episódio na dinâmica associativa do clube da Luz, num contexto em que diferentes grupos, como o recém formado UNUM, e plataformas procuram afirmar as suas ideias e posições sobre o futuro do Benfica.
Claque das águias parece estar envolvida em muitas confusões nos estádios e nos bastidores, mas alguns membros podem estar à trabalhar para o Clube
17 Out 2026 | 12:42 |
A presença de elementos dos No Name Boys na empresa responsável por serviços de segurança ao Benfica está a levantar questões sobre a separação entre o papel de adepto e o exercício de funções profissionais no Estádio da Luz. Vários membros da claque integram os quadros da PM - Segurança, situação que terá estado na origem de episódios de tensão dentro e fora do recinto.
A empresa terá sido criada durante os mandatos de Luís Filipe Vieira e começou por assegurar a segurança do centro de treinos do Seixal, alargando posteriormente a atividade a outras áreas do universo encarnado. É gerida por Paulo Magalhães, antigo pugilista do Benfica, que, de acordo com a informação avançada pelo Correio da Manhã, terá recrutado vários elementos ligados à claque.
A polémica prende-se com a alegada acumulação de funções: alguns dos trabalhadores estarão envolvidos em tarefas de vigilância e revistas a adeptos nos dias de jogo, regressando noutras ocasiões às bancadas enquanto apoiantes do Benfica. Segundo as notícias divulgadas, esta sobreposição terá contribuído para momentos de tensão, incluindo situações envolvendo adeptos de clubes rivais. Não foram, contudo, divulgados publicamente todos os detalhes dos episódios referidos.
Fundados a 4 de março de 1992, os No Name Boys nasceram de uma cisão no seio dos Diabos Vermelhos e tornaram-se um dos principais grupos organizados de apoio ao Benfica. A claque ocupa habitualmente setores da bancada Sul do Estádio da Luz e acompanha a equipa em jogos nacionais e internacionais.
O grupo não está registado oficialmente nos termos aplicáveis aos grupos organizados de adeptos. A questão da legalização tem sido motivo de debate, nomeadamente devido às exigências legais relativas à identificação dos membros e às condições de apoio às claques.
Antigo dirigente encarnado defende uma profunda mudança na organização do Clube e considera que a ambição europeia exige muito mais
15 Out 2026 | 10:55 |
O Benfica continua a viver demasiado preso às urgências do futebol, na perspetiva de Fernando Tavares, que defende uma reflexão profunda sobre o futuro da instituição. Para o antigo dirigente, a ambição de competir regularmente com a elite europeia exige mudanças que vão muito além dos resultados da equipa principal.
F. Tavares: " O Benfica não pode continuar a ser gerido ao sabor do futebol"
"O Benfica não pode continuar a ser gerido domingo a domingo ao sabor dos resultados da sua equipa de futebol", escreveu, no jornal Record, considerando que o desafio é também "estrutural, organizacional e empresarial".
Uma das propostas centrais passa pela reorganização da Benfica SAD e pela eventual recompra de parte das participações dispersas em mercado. "O Benfica deve estudar a possibilidade de recomprar parte das participações e ações dispersas em mercado, reforçando a sua capacidade de influência e reorganizando a estrutura de capital em função de uma visão estratégica de longo prazo", defendeu.
F. Tavares: "O Benfica beneficiaria de uma revisão global dos fluxos financeiros internos"
O antigo vice-presidente considera igualmente importante simplificar o universo empresarial do Grupo Benfica, eliminando estruturas redundantes e aumentando a transparência, defendendo ainda uma revisão dos fluxos financeiros internos, a regularização da dívida entre o Clube e a SAD e uma avaliação independente do Estádio da Luz - que tem novo espaço de luxo - , para que os ativos reflitam adequadamente o seu valor. "O Benfica beneficiaria de uma revisão global dos fluxos financeiros internos, assegurando que receitas, custos, ativos e responsabilidades estão alinhados com a realidade operacional de cada entidade", sustenta.
Na sua conclusão, Fernando Tavares deixa uma das mensagens mais fortes do texto sobre o caminho que considera necessário para as águias. "O Benfica passou as últimas duas décadas a profissionalizar a sua atividade desportiva. É tempo de profissionalizar a arquitetura que suporta essa atividade... A elite europeia não se alcança apenas através do talento desportivo. Conquista-se, sobretudo, através da qualidade das estruturas que sustentam esse talento", rematou.
Psicólogo defende que Benfica tem um papel fundamental para o bem-estar de Lisboa
09 Out 2026 | 12:57