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Clube
09 Set 2024 | 11:34 |
Entre várias explicações, o Relatório e Contas esclareceu os valores das transferências de Gianluca Prestianni e Benjamín Rollheiser para o Benfica. Os extremos custaram aos encarnados 8,7 milhões e 9,5 milhões, respetivamente.
Estes números constam a "aquisição dos referidos direitos, os encargos com serviços de intermediação, os encargos com o mecanismo de solidariedade e o efeito da atualização financeira, tendo em consideração os planos de pagamento estipulados". É de referir que ainda existem outros detalhes em ambos os negócios.
Relativamente a Benjamín Rollheiser, o Estudiantes terá direito a receber 10% do valor de uma futura transferência do extremo argentino. Já Prestianni, o Vélez tem direito a 15% do montante de uma futura venda do craque.
É importante destacar que este Relatório e Contas explica, também, os jogadores que foram contratados no verão passado, já depois do exercício financeiro anterior ter terminado. Portanto, os casos de Arthur Cabral, Marcos Leonardo, David Jurásek e Anatoliy Trubin foram incluídos no presente exercício financeiro.
Sendo assim, o Benfica investiu cerca de 38 milhões de euros nos dois avançados canarinhos, mais 14,1 milhões pelo lateral-esquerdo e ainda 11,5 milhões de euros pelo guardião ucraniano, sendo que o Shakhtar Donetsk terá direito a receber 40% do valor de uma mais-valia de uma futura venda.
Vale destacar que, no caso de Jurásek, o lateral contrato ao Slavia de Praga, que não convenceu a estrutura encarnada, consta, mais à frente no Relatório e Contas, na parte das saídas. Isto porque o jogador cumpre a segunda temporada de empréstimo no Hoffheimen. Os valores desse negócio são explicados, assim como os pormenores definidos entre os alemães e as águias.
Emblema verde e branco está avaliado em 250 milhões de euros, depois de registar um crescimento de cerca de 35% no último ano
21 Ago 2026 | 15:00 |
O Sporting ultrapassou o Benfica e tornou-se o clube português com a marca mais valiosa, segundo os dados do relatório Football 50 2026, elaborado pela consultora Brand Finance. Os leões estão avaliados em 250 milhões de euros, depois de registarem um crescimento de 35% no último ano, passando para a frente das águias, que também valorizaram, mas ficaram nos 219 milhões de euros.
O Porto aparece no terceiro lugar entre os emblemas portugueses, com uma avaliação de 192 milhões de euros, correspondente a uma subida de 7%. No entanto, os dragões podem reclamar outro estatuto: apesar de valerem menos financeiramente do que Sporting e Benfica, continuam a ser considerados a marca portuguesa de clubes mais forte, sendo reconhecidos por 95% dos adeptos a nível internacional.
André Bernardo, administrador da SAD e vice-presidente leonino, explicou a estratégia seguida pelos leões: "Partimos para isto de forma a tornar visível algo que não mudou desde 1906: uma identidade que expressa com mais fidelidade quem somos e, a partir daí, a amplifica globalmente. O Sporting foi fundado em torno da formação do ser humano, tendo o desporto como método e não como fim. Chamamos a isso o lema: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória. A 1 de julho completámos 120 anos desse lema a ser passado de geração em geração. Por isso, a questão nunca foi "o que deveríamos ser?", mas sim "o que é que sempre fomos e como fazemos da marca o seu reflexo mais verdadeiro?" A resposta foi um sistema de cinco pontos cardinais: emblema, coroa, leão, listas e porta 10-A, cada um carregando a sua própria simbologia, trabalhando agora em simbiose como uma só identidade".
O relatório mostra, assim, uma evolução significativa dos três grandes portugueses. O Sporting foi o que mais cresceu e chegou aos 250 milhões de euros, ocupando o 19.º lugar a nível mundial, enquanto o Benfica - que está perto de contratar João Palhinha - aparece logo atrás na corrida. Já o Porto, apesar dos 192 milhões de valor de marca, mantém a liderança portuguesa no indicador de força da marca.
A nível internacional, o topo continua entregue ao Real Madrid, que mantém o estatuto de clube com a marca mais valiosa do mundo, avaliada em 2,4 mil milhões de euros. O Barcelona surge na segunda posição, com um valor de 2 mil milhões, fechando um pódio muito distante dos valores apresentados pelos três grandes do futebol português.
Iniciativa das águias ganhou uma nova dimensão e prepara-se para chegar ao centro do debate político, depois de ultrapassar o número de assinaturas
19 Ago 2026 | 11:14 |
A petição apresentada pelo Benfica contra o modelo de centralização dos direitos televisivos do futebol profissional ganhou força nos últimos dias e já ultrapassou o número de assinaturas necessário para ser discutida em Plenário da Assembleia da República. A iniciativa foi apresentada a 8 de agosto e pretende colocar em causa a forma como está prevista a comercialização centralizada dos direitos audiovisuais.
À data desta terça-feira, petição intitulada "Pela suspensão e revisão do Modelo de Comercialização Centralizada dos Direitos Audiovisuais" contava com 7.684 assinaturas, ultrapassando as 7.500. Rui Costa, presidente do Benfica, surge como primeiro signatário da iniciativa, que pretende agora levar o tema para uma discussão no Parlamento.
A petição está disponível para subscrição desde 10 de agosto e continuará aberta durante mais 50 dias no site da Assembleia da República (28 de setembro). O objetivo definido pelos encarnados passa pela suspensão da implementação do atual modelo de centralização dos direitos audiovisuais do futebol profissional, até que seja realizada uma avaliação técnica, económica e jurídica independente.
Além da suspensão, o Clube pretende também que sejam revistas as soluções atualmente previstas para o processo. A posição foi apresentada pelo clube através de um comunicado divulgado a 10 de agosto, no qual foi explicada a intenção de promover uma análise independente antes da implementação do modelo.
A discussão em Plenário poderá ainda abrir diferentes possibilidades no plano institucional. Segundo a informação disponibilizada pela Assembleia da República, a apreciação de uma petição pode resultar na comunicação ao ministro competente para eventual medida legislativa ou administrativa, na remessa do processo ao Procurador-Geral da República, Polícia Judiciária ou Provedor de Justiça, na iniciativa de um inquérito parlamentar ou até na apresentação de um projeto de lei ou de resolução sobre a matéria.
Antigo responsável encarnado recuperou um tema que está a gerar discussão e deixou fortes críticas à estratégia seguida pelo Clube
12 Ago 2026 | 15:00 |
João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, lançou duras críticas à petição apresentada pelo Clube na Assembleia da República para travar ou rever o processo de centralização dos direitos televisivos do futebol português. O ex responsável encarnado considerou que a iniciativa surge demasiado tarde e assume sobretudo um caráter político e propagandístico.
J. Gabriel: Há mais de cinco anos que se sabe"
"Há mais de cinco anos que se sabe que a centralização dos direitos televisivos vai avançar. A lei é de 2021, o calendário é conhecido e a época de 2028/29 nunca esteve escondida de ninguém", escreveu numa publicação no LinkedIn.
As críticas à atual liderança foram particularmente fortes quando apontou diretamente aquilo que considera ter sido uma ausência de intervenção durante os últimos anos. "Esta direção teve cinco anos para estudar, negociar, propor, influenciar e, sobretudo, liderar. O Benfica não o fez, e agora, só agora, descobre a Assembleia da República na tentativa de suspender um processo que durante cinco anos ignorou", afirmou.
J. Gabriel: " É uma peça de propaganda"
João Gabriel classificou mesmo a iniciativa como uma ação essencialmente comunicacional. "É por tudo isto que esta petição é, acima de tudo, uma peça de propaganda. O Benfica tem razão em vários dos problemas que identifica; o que não pode é transformar quatro anos de ausência de liderança numa súbita demonstração de combate", pode ler-se.
O antigo diretor de comunicação também dirigiu críticas a Pedro Proença - novamente - , presidente da Federação Portuguesa de Futebol, pela forma como considera que o debate sobre a centralização foi conduzido. "Pedro Proença contaminou, desde o início, o debate sobre a centralização a uma discussão sobre distribuição de dinheiro, quando a questão central deveria sempre ter sido a reforma dos quadros competitivos. É legítimo que o Benfica esteja preocupado. O que não é legítimo é fingir que descobriu o problema em 2026", concluiu.
Veja a publicação de João Gabriel: