Futebol
Richard Ríos marca, mas médio do Benfica pede... perdão: "Peço desculpa"
17 Mai 2026 | 09:38
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Futebol
28 Mar 2024 | 10:46 |
As bolas paradas são um elemento fundamental do desporto-rei. Nos últimos meses, os livres indiretos laterais têm sido um departamento no qual o Benfica tem estado particularmente debilitado. António Henriques, no jornal A Bola, analisa os números da era Schmidt comparados com os das épocas anteriores e descobre uma tendência interessante.
As águias têm-se mostrado 'pouco perigosas' neste aspeto do jogo que tantas vezes desequilibra duelos renhidos: "A equipa da Luz apenas marcou um golo de livre indireto (!) nas últimas duas Ligas (num total de 60 jogos, 34 de 2022/2023 mais 26 desta temporada), através de João Neves, em Alvalade, na penúltima jornada da época passada, e no lance que estabeleceu o 2-2 final, numa falta cobrada por Aursnes e que depois de três ou quatro carambolas chegou ao pé direito do jovem médio que fez desta forma o seu primeiro golo de águia ao peito".
Os dois únicos golos para além deste na era Schmidt vieram a época passada. "Para lá deste, os encarnados marcaram em Milão ao Inter, nos quartos de final da passada Liga de Campeões (3-3), numa cabeçada de António Silva correspondendo a um cruzamento preciso de Álex Grimaldo. E nesta temporada, o empate caseiro diante do Rangers (2-2) na Liga Europa foi conseguido num autogolo do central Goldson, também num livre lateral cobrado por Di María", relembrou o jornalista.
António Henriques repara que, em quatro das cinco épocas antes do técnico alemão chegar à Luz, o Benfica marcou pelo menos 4 golos neste tipo de lance. As comparações com os rivais não são muito melhores: "Comparando com os números dos três principais rivais desde agosto, verifica-se que todos têm melhor registo que os encarnados, com o Sporting a destacar-se com seis golos apontados de livre indireto — quatro na Liga e dois na Liga Europa, através de Paulinho (2), Coates (2), Gonçalo Inácio e Diomande —, o Porto tem três (Evanilson, Eustáquio e Fábio Cardoso) e o SC Braga soma dois livres indiretos com sucesso através de Banza".
A análise do jornalista acaba com um pedido de melhores resultados no Seixal. "Com um plantel carente de jogadores finalizadores peritos neste tipo de lances — contando até com um Di María exímio a cruzar bolas para a área) — importaria que o laboratório do Seixal começasse finalmente a mostrar resultados", escreveu António Henriques, no diário desportivo A Bola.
Águias voltaram a falhar um dos principais objetivos da temporada e os dados dos últimos anos expõem uma realidade dura na Luz
17 Mai 2026 | 10:51 |
O Benfica voltou a fechar o campeonato longe do título e os números acumulados nas últimas sete temporadas ajudam a explicar a crescente contestação entre os adeptos encarnados. Desde 2019/20, as águias conquistaram apenas um Campeonato Nacional, cenário muito abaixo das expectativas de um Clube habituado a lutar por todos os troféus.
Nesse período, o único campeonato conquistado aconteceu em 2022/23, com Roger Schmidt. Além disso, o Benfica não venceu qualquer Taça de Portugal nas últimas sete épocas, apesar de ter alcançado as finais de 2019/20, 2020/21 e 2024/25, acabando derrotado em todas elas.
Os encarnados somaram ainda três Supertaças - em 2019, 2023 e 2025 - e uma Taça da Liga, conquistada em 2024/25, mas os resultados no campeonato continuam a marcar negativamente o percurso recente do Clube da Luz - que pode ver a saída de José Mourinho.
Outro dado que está a gerar forte impacto prende-se com as classificações finais na Liga. O Benfica terminou no terceiro lugar por três vezes nesse período: em 2020/21 com Jorge Jesus, em 2021/22 sob comando de Nélson Veríssimo e agora em 2025/26 com José Mourinho.
A incapacidade de manter regularidade competitiva e a ausência de títulos de maior peso têm aumentado a pressão sobre a estrutura liderada por Rui Costa, numa altura em que o Benfica enfrenta também um cenário financeiro mais delicado devido à ausência da Liga dos Campeões.
Veja a publicação com esses dados:
Antigo futebolista das águias colocou um ponto final na sua carreira aos 36 anos de idade e, no rescaldo, fez um discurso emotivo no relvado da Amoreira
17 Mai 2026 | 10:45 |
A partida entre o Benfica e o Estoril, além de marcar o encerramento da edição 2025/26 da Liga Portugal Betclic, significou, ao mesmo tempo, a despedida de Pizzi dos relvados. Uma semana depois de anunciar a sua retirada, o médio de 36 anos foi homenageado no Estádio António Coimbra da Mota, onde deixou uma mensagem sentida.
Pizzi: "Foi uma viagem muito bonita, tenho muito orgulho na carreira que construí e que fiz"
"Agradeço a todos os que estão comigo na minha despedida. Agradeço principalmente a toda a minha família, a toda a gente que sempre esteve comigo diariamente nesta luta, aos meus amigos, e a todas as pessoas que estiveram comigo dentro e fora dos estádios", começou por dizer o antigo craque do Benfica.
"Foi uma viagem muito bonita, tenho muito orgulho na carreira que construí e que fiz. Há poucas palavras, mas fui um felizardo por viver tanta coisa boa junto dos meus. Muito obrigado a todos. Foi um prazer enorme", concluiu Pizzi, num breve discurso que o futebolista fez no final do encontro, em pleno relvado do Estádio António Coimbra da Mota.
Recorde-se que o camisola 21 foi titular na equipa de Ian Cathro, tendo jogado até ao minuto 58, altura em que foi substituído por Rafik Guitane. No momento em que Pizzi se deslocava para fora das quatro linhas, o recinto elevou-se numa ovação ao atleta, e os jogadores em campo fizeram questão de prestar uma guarda de honra ao ex-Benfica.
A partida frente ao Clube da Luz marcou assim o final da carreira do médio de 36 anos, um dos nomes mais bem-sucedidos da história recente do Benfica. Entre 2014 e 2021, Pizzi vestiu o Manto Sagrado em 360 jogos oficiais, onde apontou 94 golos e fez 91 assistências. O atleta, que também chegou a envergar a braçadeira de capitão, conquistou 11 títulos de águia ao peito.
No rescaldo do triunfo na Amoreira, elemento importante do plantel encarnado assumiu que existem fortes hipóteses de permanecer na Luz em 2026/27
17 Mai 2026 | 10:24 |
José Mourinho apontou que existe uma probabilidade de 99% de continuar à frente do Benfica. No final do encontro, depois de vencer o Estoril, o treinador português marcou presença na zona de entrevistas rápidas, onde já tinha falado da proposta de renovação e assumiu que existe um forte cenário de continuar na Luz, deixando algumas palavras a Rui Costa.
José Mourinho: "Ninguém obrigava o Benfica a renovar-me o contrato"
"Rui Costa fez um contrato comigo quando eu vim para cá, onde nós concordámos em ter uma cláusula que nos defendia em termos éticos de uma eventual derrota do presidente Rui Costa nas eleições, e eu tenho contrato por mais um ano. Ninguém obrigava o Benfica a renovar-me o contrato", começou por dizer José Mourinho.
"A cláusula dá-me a possibilidade de sair no caso de ser essa a minha decisão. Não tenho absolutamente crítica nenhuma a fazer ao Presidente. Fomos nós que concordámos com este tipo de contrato. De facto, tenho mais um ano de contrato com o Benfica neste momento", acrescentou.
José Mourinho: "Eu acho que, neste momento, é 99% de ficar no Benfica"
"Eu acho que, neste momento, é 99% de ficar no Benfica porque tenho contrato com o Benfica e, para além de ter contrato, tenho uma proposta de renovação que eu ainda não vi, mas que o meu agente disse que era uma excelente proposta. Do lado do Real Madrid ainda não tenho nada, mas nenhum de nós é parvo e o que existe são conversas entre o Jorge, o presidente e a estrutura", concluiu o Special One.
Recorde-se que o Benfica venceu o Estoril por 3-2, fruto dos golos apontados por Richard Ríos, Alexander Bah e Rafa Silva. No entanto, no final das contas, as águias terminaram a Liga Portugal Betclic no terceiro lugar, com 80 pontos, uma vez que o Sporting derrotou o Gil Vicente, assegurando a sua presença na próxima edição da Liga dos Campeões.