Receba as principais notícias do Glorioso 1904 no seu WhatsApp!
Futebol
24 Jul 2023 | 10:15 |
Não Há ‘Luz’ ao Fundo do Túnel
Paulo Bernardo é o caso mais ‘bicudo’ que Rui Costa tem para resolver. À semelhança de outros atletas que se encontram na porta de saída, o médio luso não somou minutos nos duelos frente ao Southampton e Basileia, ficando mesmo de fora do Troféu do Algarve.
Depois de ter sido previsto um futuro brilhante na Luz, o jogador pouco ou nada tem mostrado para conquistar a confiança de Roger Schmidt, algo que não surpreende Nuno Campilho com base no passado recente do atleta.
“Nunca se afirmou na proporção daquilo que prometia, fruto, quiçá, de alguma dificuldade de adaptação a uma maior e mais diferenciada exigência e de algum défice de intensidade que foi acumulando nos jogos em que foi possível vê-lo atuar. De todo o modo, possui boas características para se adaptar ao modelo atual, podendo ser opção para jogar a médio interior, mas padece do mesmo mal que o Tiago Gouveia, que é o facto de existirem várias opções para esses lugares e nem para aqueles que serão aposta para a primeira equipa irão chegar”, explicou o comentador do Glorioso 1904.
Simultaneamente, o jogador recusou ingressar na equipa B do Glorioso, não viajando com a formação orientada por Nélson Veríssimo para o Torneio de Verão, na Póvoa de Varzim. Como tal, é seguro afirmar que Paulo Bernardo está definitivamente na porta de saída do Benfica nesta janela de transferências.
O elevado salário do médio coloca o jovem ‘sujeito’ a um empréstimo, pelo que o estrangeiro é mesmo a opção mais equacionada pelos encarnados, embora o Chaves ainda esteja de olhos postos no médio português. Nesse sentido, as águias terão de assumir parte do ordenado do jogador, à semelhança do que aconteceu na época transata, quando o atleta rumou ao Paços de Ferreira.
Com base nisto, Nuno Campilho não hesita em indicar alguns dos clubes que seriam ideais para o jovem médio relançar a carreira ao mais alto nível.
“Equipas que privilegiem a posse de bola e que lutem por se situar na primeira metade da tabela, como é o caso do Famalicão, do Arouca, do Gil Vicente, ou do Vitória, isto para focar clubes da Primeira Liga. Fora isto, talvez pudesse singrar no futebol holandês, turco, ou grego, em equipas que disputem o título, pois nos Big 5 admito que também corresse o risco de ter poucas oportunidades, ou de lhe calhar uma equipa pouco ambiciosa, o que seria mau para o seu futebol”, revelou.
Em sentido contrário, Bernardo Alegra, Diretor do Glorioso 1904, sai em defesa do jogador de 21 anos: “Paulo Bernardo é um jogador talentoso que se destacou nos escalões jovens e até na equipa B. Há dois anos, jogou 24 jogos na primeira equipa”, relembrou.
“Possivelmente, ainda não está pronto para ser titular, ou até alternativa, num meio-campo do Benfica com muita qualidade. Eventualmente, até pode nunca chegar a esse nível. Fazer a passagem para os seniores é um processo muito exigente e difícil. Sai de um contexto de competição com um grupo pequeno de jogadores com um intervalo de dois anos de idade, para outro em que vai competir contra esses, mas também contra muitos outros mais experientes. Por isso, é boa ideia encontrar o ambiente competitivo certo para que continue o seu processo de adaptação e evolução nesta realidade”, destacou Bernardo Alegra.
Por outro lado, o Benfica não descarta completamente uma transferência em difinitivo, de forma a encontrar colocação para Paulo Bernardo. Perante o cenário atual, Rui Costa poderá recorrer a um sistema de partilha de passes, estratégia que tem sido seguida pela SAD e dado rendimentos, como aconteceu com Jota, que trocou o Celtic pelo Al Ittihad, da Arábia Saudita.
De recordar que Paulo Bernardo – avaliado em 3 milhões de euros – contou com 13 jogos, somando dois golos e duas assistências, na passada temporada.
Talento Nacional à Procura de Oportunidades
Paulo Bernardo não é caso único na Luz. São vários os jovens jogadores formados no Seixal que o Benfica procura apresentar no mercado, com o objetivo de colocar os atletas a rodar noutras equipas, de Primeira Liga, de forma de ganhar experiência.
Ainda assim, caso o empréstimo não se consome, Tiago Gouveia e Martim Neto renovaram contrato com o Clube da Luz recentemente e a sua saída a título definitivo é muito improvável, algo que Nuno Campilho faz questão de realçar.
“Em primeiro lugar considero, efetivamente, tratarem-se de jogadores com grande potencial e, se, em relação ao Martim Neto, não tenho dúvidas em considerar que um empréstimo seria uma boa solução, já em relação ao Tiago Gouveia apresento algumas reservas. Pelo boa época que fez no Estoril e pelas características próximas de um extremo puro que possui (ainda por cima, com golo), julgo que poderia ser-lhe concedida a oportunidade de ficar na equipa principal, até porque tem características que nenhum outro possui”, começou por referir.
“Por outro lado, considerando que o modelo de Roger Schmidt não privilegia extremos puros e o Benfica já dispõe de várias alternativas na frente de ataque, possibilitando diferentes variações dentro do mesmo modelo, é provável que haja muito pouco espaço para um jogador como o Tiago Gouveia, pelo que, com o risco de passar a época com poucos minutos jogados, talvez um empréstimo também seja a melhor solução”, frisou.
Por sua vez, Bernardo Alegra oferece outra perspetiva sobre a aposta em talentos da formação encarnada: “Todos nós gostávamos que o 11 do Benfica fosse formado fundamentalmente por jogadores de formação, mas a verdade é que já é muito bom conseguir, em média, lançar um jogador por ano. O ano passado lançámos dois, o António Silva e o João Neves, numa equipa que foi campeã (com outros 2 jogadores de formação com muitos minutos)”, começou por explicar, prosseguindo.
“Uma equipa que quer ser campeã em Portugal e competitiva na maior competição de clubes do mundo, tem de ser um misto de jogadores experientes, jovens recrutados fruto de um scouting competente e jogadores de formação que entram porque têm uma qualidade excecional. Assim, é de uma enorme improbabilidade estatística conseguir ter essa equipa baseada essencialmente na formação. Para isso, das duas uma, ou essa é a norma do clube e convivemos com anos bons e outros maus, ou vamos fora buscar o talento e competência que precisamos para ter a melhor equipa possível, complementando com os nossos melhores talentos”, completou.
A saída dos jovens é indicativa da profundidade que o plantel de Roger Schmidt possui, sendo bastante difícil para os jogadores conseguirem uma oportunidade entre a equipa principal do Glorioso, apesar do técnico germânico trabalhar bastante com a formação. Ainda assim, pelo menos Martim Neto ainda se vai apresentar a Roger Schmidt como parte do plantel principal, nas sessões de treinos de segunda-feira, dia 24 de julho.
Mercado de Grande Atividade
O Benfica segue, assim, o processo de emagrecimento do plantel, depois de ter partido para Inglaterra e Suíça com 34 jogadores. Entretanto, Henrique Araújo já foi emprestado ao Famalicão, Tiago Dantas está garantido no AZ Alkmaar e estes três também parecem estar fora das contas.
Aliás, trata-se de uma ação necessária, tendo em conta que o mercado dos encarnados tem sido agitado em termos de contratrações. Kokçu, Di María e Jurásek foram três reforços sonantes, sendo o lateral mais caro da história do Glorioso e um médio que custou 25 milhões, mais 5 em bónus. Tratam-se, assim, de movimentações que merecem a aprovação do comenrador do Glorioso 1904.
“Até ver tem sido muito assertiva e quanto baste em relação às necessidades da equipa, no que às contratações diz respeito. Relativamente às dispensas, também se vai fazendo o seu caminho, de forma tranquila, com algumas questões resolvidas e outras em fase de resolução”, rematou.
Corroborando esta perspetiva, Bernardo Alegra vai ainda mais longe na sua avaliação dos negócios envolvendo o Clube da Luz: “Penso que o Benfica conseguiu, até ao dia de hoje, colmatar algumas insuficiência evidentes do plantel (Kokçu e Jurásek) e juntar uma qualidade extra com o Di Maria. Ainda é cedo para avaliar, porque há vários jogadores a com muito mercado e faltam cinco semanas para este fechar. Mas, à semelhança do que aconteceu na época passada, parece-me que está a ser bem trabalhado, com critério e método, ao contrário do circo de entradas e saídas a que assistimos durante em muitos dos anos anteriores”.
Para além disto, o Glorioso tem sido dominador nesta pré-temporada, registando quatro vitórias em quatro jogos. Mais concretamente, a vitória no Torneio do Algarve, resultante dos triunfos diante do Al-Nassr e Celta de vigo (4-1 e 2-0 respetivamente), deixaram boas indicações para o ‘ataque’ ao Bicampeonato.
Os Campeões Nacionais continuam a preparar a entrada na nova época e o jogo com o Porto está aí à porta. Até lá, terá ainda, dois jogos amigáveis, com o Burnley dia 25 e Feyenoord dia 30, em Roterdão.
Jogador não vai continuar a defender emblema das águias; Transferência em definitivo é a opção mais forte em cima da mesa
14 Jun 2026 | 03:00 |
Rodrigo Rêgo está de saída do Benfica e a transferência será em definitivo, sabe o Glorioso 1904. O extremo de 21 anos não entra nas contas da estrutura para a nova temporada e já trabalha na definição do próximo passo da carreira, depois de uma época em que somou minutos na equipa principal e ganhou alguma visibilidade no contexto sénior.
Ao que o nosso Jornal apurou, Rui Costa e a SAD encarnada pretendem, ainda assim, manter uma percentagem do passe do jogador, cenário habitual quando se trata de futebolistas relativamente jovens e com margem de valorização futura. A intenção do Benfica passa por salvaguardar direitos económicos numa eventual venda posterior, acreditando que Rodrigo Rêgo pode continuar a evoluir fora da Luz e gerar retorno financeiro no futuro.
Rodrigo Rêgo chegou ao Benfica em 2022, proveniente do Famalicão, e assinou contrato como uma das apostas da formação encarnada para o setor ofensivo. Internacional jovem por Portugal, o extremo destacou-se inicialmente nos escalões de formação e conseguiu alcançar a equipa B, antes de somar as primeiras aparições pela formação principal.
Apesar dessa evolução, a concorrência nas alas e o planeamento definido para 2026/27 acabaram por afastar o jogador das opções prioritárias. O próprio percurso recente do atleta revela um contexto de adaptação e crescimento gradual, com passagens pelos sub-23 e pela equipa B até chegar ao patamar sénior.
O objetivo do Benfica é agora encontrar uma solução que permita ao jogador ter continuidade competitiva e maior espaço para afirmar-se, sem perder totalmente o controlo sobre um ativo formado no Seixal. A saída deverá avançar nas próximas semanas, com os encarnados a tentarem incluir uma cláusula de percentagem numa futura transferência.
Jogador não ficou satisfeito com a sua primeira partida na competição, mas acredita que os adeptos terão gostado do que viram
13 Jun 2026 | 17:47 |
Amar Dedic mostrou-se algo insatisfeito após o empate da Bósnia frente ao Canadá (1-1), em encontro referente à primeira jornada do Grupo B do Mundial. O lateral-direito do Benfica reconheceu que o resultado não é negativo no contexto da competição, mas não escondeu que o jogo ficou longe de corresponder às suas preferências individuais e ao estilo de futebol que gosta de praticar.
Dedic, do Benfica, sobre estreia da Bósnia no Mundial: "Não houve muito futebol..."
No final da partida, o internacional bósnio fez uma leitura pragmática do encontro, sublinhando a dificuldade do duelo. “Os bósnios podem ficar satisfeitos com o empate num jogo verdadeiramente difícil e intenso”, começou por afirmar, ainda que rapidamente tenha deixado uma nota crítica ao desenrolar da partida. “Não houve muito jogo. Foi mais luta e faltas. Não foi fácil, mas lidámos bem com isso”, acrescentou o lateral de 23 anos.
Dedic destacou ainda a importância do contexto competitivo, realçando o peso de estrear-se num palco como o Mundial. “Foi o primeiro jogo no Mundial, o ambiente foi espetacular, é o maior palco do futebol. O mais importante foi não perdermos”, argumentou o defesa encarnado, que foi obrigado a assumir várias tarefas defensivas ao longo do encontro, longe das dinâmicas ofensivas que caracterizam o seu jogo.
O jogador do Benfica não escondeu, aliás, alguma frustração pessoal com o papel que desempenhou diante do Canadá, deixando claro que preferia um contexto mais favorável ao ataque. “Todos sabem como é o meu jogo. Isso chateou-me um bocadinho. Não houve muito futebol, foi mais correr, lutar e faltas. O individual, porém, não é importante, a equipa está acima de tudo”, referiu, ainda assim em tom de equilíbrio e maturidade.
Por fim, Dedic abordou também a ausência de duas figuras importantes da seleção bósnia, reconhecendo o impacto dessa falta de opções. “Sentimos a falta do Dzeko e do Tabakovic. Quem jogou no lugar deles fez um trabalho muito bom. Lutaram e acredito que jogámos bem. Podemos melhorar e vamos analisar tudo. Espero que esses jogadores importantes voltem o mais depressa possível”, concluiu.
Internacional ucraniano teve momento mágico ao marcar na Champions em duelo que garantiu a classificação das águias para os playoffs
13 Jun 2026 | 17:44 |
Anatoliy Trubin voltou a falar de uma das noites mais marcantes da sua temporada ao serviço do Benfica, com particular destaque para o encontro diante do Real Madrid, que terminou com triunfo encarnado por 4-2, na última jornada da fase de liga da UEFA Champions League, a 28 de janeiro. O guarda-redes ucraniano participou num podcast do antigo internacional Denys Boyko, onde revisitou o golo que marcou aos 90+8 minutos.
Trubin começou por recordar o contexto competitivo da partida e as indicações vindas do banco, num jogo em que o Benfica vencia por 3-2, mas precisava de mais um golo para garantir o apuramento. “O Mourinho disse que não queria ver resultados, queria que jogássemos”, explicou o guardião, sublinhando a exigência tática e emocional de um duelo de elevado grau de dificuldade frente ao conjunto merengue.
Ainda assim, o próprio jogador admitiu que, naquele momento, não tinha total noção do que estava em causa. “Estávamos a ganhar 3-2, já estava a receber a bola no peito, a queimar tempo. Aliviei a bola e toda a gente disse-me ‘Vamos fazer alguma coisa’. Não percebi o que queriam de mim”, revelou Trubin, evidenciando a confusão que marcou os instantes finais do encontro.
A falha de comunicação acabou por gerar tensão dentro de campo e até fora dele, com o guarda-redes a admitir, em tom leve, a reação da estrutura encarnada. “Acho que não tive direito a muitas palavras bonitas (risos)”, ironizou o internacional ucraniano, referindo-se ao momento em que a equipa técnica e colegas tentaram acelerar a tomada de decisão num lance decisivo. A mais curiosa reação foi do Presidente Rui Costa: “Primeiro, toda a gente estava em choque. Depois ele (Rui Costa) disse: 'vês, o treinador queria outro avançado, agora não precisa”.
O desfecho, contudo, acabaria por ser épico. No último lance relevante da partida, o Benfica beneficiou de um livre direto e Trubin foi chamado a subir no terreno. “O Mourinho disse-me para subir e apercebi-me de que precisávamos de mais um golo. Na minha cabeça precisava de dar um passo atrás. Marquei um bom golo”, concluiu.