Receba as principais notícias do Glorioso 1904 no seu WhatsApp!
Clube
26 Fev 2025 | 02:00 |
Os últimos dias do futebol português têm sido marcados por constantes trocas de acusações entre os três grandes - Benfica, Sporting e Porto -, depois da arbitragem polémica no encontro entre os leões, de Rui Borges, e o AVS. O Glorioso 1904 esteve à conversa com Tiago Godinho, que abordou toda esta temática, face ao comunicado do Clube da Luz em reação ao que aconteceu na Vila das Aves.
O conhecido Benfiquista destacou o facto do VAR estar, novamente, em causa, num primeiro momento, tendo em conta toda a polémica que correu ao redor das imagens disponibilizadas dos lances de golo do emblema de Alvalade. "A credibilidade do protocolo do VAR mais uma vez colocada em causa, seja pelas imagens e linhas disponibilizadas, seja pelas decisões que só publicação do áudio entre vídeo árbitro e árbitro, de todos os jogos e não daqueles que a Liga decide, um dia vão permitir esclarecer este tipo de situações", afirmou Tiago Godinho, em declarações exclusivas ao nosso Jornal.
Relativamente ao comunicado do Benfica, que foi lançado logo após o encontro entre o Sporting e o AVS, no domingo, 23 de fevereiro, o comentador do Glorioso 1904 não hesitou em 'aplaudir' a reação natural, na sua opinião, embora tardia: "Os constantes ataques de dirigentes/treinadores adversários, fizeram com que fosse natural a reação do Sport Lisboa e Benfica, que para muitos adeptos peca por tardia".
Reação de Frederico Varandas
"O presidente do Sporting é um agente desportivo com muitos anos de experiência, deste os seus tempos do Vitória de Setúbal, portanto, além do aumento da influência nos principais órgãos de decisão, assumido pelo próprio como um objetivo, é regular que quando os resultados não são consentâneos com as suas aspirações, tente pressionar as arbitragens", acusou, num primeiro momento, Tiago Godinho.
Tiago Godinho: É regular que quando os resultados não são consentâneos com as suas aspirações, [Frederico Varandas] tente pressionar as arbitragens
Recorde-se que, Frederico Varandas, na tomada de posse de Pedro Proença, como o novo presidente da Federação Portuguesa de Futebol, reagiu ao comunicado do Benfica, afirmando, até, que "é o modo normal do nosso rival: atirar areia para os olhos das pessoas e achar que todos são estúpidos". O dirigente leonino declarou, inclusive, que a preocupação do Clube da Luz e até mesmo do Porto surge pela possibilidade do Sporting conquistar o título nacional, na presente temporada.
Tiago Godinho: Cabe aos responsáveis do Sport Lisboa e Benfica continuarem atentos e defenderem sempre que for necessário os interesses do Clube
Ainda sobre este tema, Tiago Godinho deixa, então, um conselho à Direção de Rui Costa. "Cabe aos responsáveis do Sport Lisboa e Benfica continuarem atentos e defenderem sempre que for necessário os interesses do Clube que representam", apontou o conhecido adepto do Clube, em declarações ao Glorioso 1904.
Momento insólito entre Rui Costa e Frederico Varandas
Já depois do comunicado oficial do Benfica e da reação do líder máximo do Sporting, existiu um outro momento, que gerou muita polémica. A assistir à tomada de posse de Pedro Proença, Rui Costa e Frederico Varandas foram apanhados aos risos, o que criou muitas críticas ao dirigente dos encarnados. Tiago Godinho, em conversa exclusiva com o nosso Jornal, deixou a sua análise ao momento insólito.
Tiago Godinho: É evidente que quando os clubes passam os dias a trocar acusações, ser um pouco estranho assistir a tamanha cumplicidade
"A liderança de instituições com a grandeza de Sport Lisboa e Benfica e Sporting exige responsabilidade e saber manter canais de comunicações com todos os adversários, apesar disso é evidente que quando os clubes passam os dias a trocar acusações, ser um pouco estranho assistir a tamanha cumplicidade", afirmou, inicialmente, o Benfiquista.
"É desejável que a mesma possa ser criada, com relações de cooperação para melhorar o desporto em Portugal, em particular o futebol, mas isso exige que possam ser evitadas trocas de acusações desnecessárias, e nesse caso o Sporting nos últimos tempos é muito lesto em fazê-lo", completou Tiago Godinho, em conversa com o Glorioso 1904.
Iniciativa das águias ganhou uma nova dimensão e prepara-se para chegar ao centro do debate político, depois de ultrapassar o número de assinaturas
19 Ago 2026 | 11:14 |
A petição apresentada pelo Benfica contra o modelo de centralização dos direitos televisivos do futebol profissional ganhou força nos últimos dias e já ultrapassou o número de assinaturas necessário para ser discutida em Plenário da Assembleia da República. A iniciativa foi apresentada a 8 de agosto e pretende colocar em causa a forma como está prevista a comercialização centralizada dos direitos audiovisuais.
À data desta terça-feira, petição intitulada "Pela suspensão e revisão do Modelo de Comercialização Centralizada dos Direitos Audiovisuais" contava com 7.684 assinaturas, ultrapassando as 7.500. Rui Costa, presidente do Benfica, surge como primeiro signatário da iniciativa, que pretende agora levar o tema para uma discussão no Parlamento.
A petição está disponível para subscrição desde 10 de agosto e continuará aberta durante mais 50 dias no site da Assembleia da República (28 de setembro). O objetivo definido pelos encarnados passa pela suspensão da implementação do atual modelo de centralização dos direitos audiovisuais do futebol profissional, até que seja realizada uma avaliação técnica, económica e jurídica independente.
Além da suspensão, o Clube pretende também que sejam revistas as soluções atualmente previstas para o processo. A posição foi apresentada pelo clube através de um comunicado divulgado a 10 de agosto, no qual foi explicada a intenção de promover uma análise independente antes da implementação do modelo.
A discussão em Plenário poderá ainda abrir diferentes possibilidades no plano institucional. Segundo a informação disponibilizada pela Assembleia da República, a apreciação de uma petição pode resultar na comunicação ao ministro competente para eventual medida legislativa ou administrativa, na remessa do processo ao Procurador-Geral da República, Polícia Judiciária ou Provedor de Justiça, na iniciativa de um inquérito parlamentar ou até na apresentação de um projeto de lei ou de resolução sobre a matéria.
Antigo responsável encarnado recuperou um tema que está a gerar discussão e deixou fortes críticas à estratégia seguida pelo Clube
12 Ago 2026 | 15:00 |
João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, lançou duras críticas à petição apresentada pelo Clube na Assembleia da República para travar ou rever o processo de centralização dos direitos televisivos do futebol português. O ex responsável encarnado considerou que a iniciativa surge demasiado tarde e assume sobretudo um caráter político e propagandístico.
J. Gabriel: Há mais de cinco anos que se sabe"
"Há mais de cinco anos que se sabe que a centralização dos direitos televisivos vai avançar. A lei é de 2021, o calendário é conhecido e a época de 2028/29 nunca esteve escondida de ninguém", escreveu numa publicação no LinkedIn.
As críticas à atual liderança foram particularmente fortes quando apontou diretamente aquilo que considera ter sido uma ausência de intervenção durante os últimos anos. "Esta direção teve cinco anos para estudar, negociar, propor, influenciar e, sobretudo, liderar. O Benfica não o fez, e agora, só agora, descobre a Assembleia da República na tentativa de suspender um processo que durante cinco anos ignorou", afirmou.
J. Gabriel: " É uma peça de propaganda"
João Gabriel classificou mesmo a iniciativa como uma ação essencialmente comunicacional. "É por tudo isto que esta petição é, acima de tudo, uma peça de propaganda. O Benfica tem razão em vários dos problemas que identifica; o que não pode é transformar quatro anos de ausência de liderança numa súbita demonstração de combate", pode ler-se.
O antigo diretor de comunicação também dirigiu críticas a Pedro Proença - novamente - , presidente da Federação Portuguesa de Futebol, pela forma como considera que o debate sobre a centralização foi conduzido. "Pedro Proença contaminou, desde o início, o debate sobre a centralização a uma discussão sobre distribuição de dinheiro, quando a questão central deveria sempre ter sido a reforma dos quadros competitivos. É legítimo que o Benfica esteja preocupado. O que não é legítimo é fingir que descobriu o problema em 2026", concluiu.
Veja a publicação de João Gabriel:
Adversário do atual presidente nas últimas eleições das águias, advogado volta a criticar Presidente das águias e pede fim às desculpas
09 Ago 2026 | 17:04 |
João Diogo Manteigas elevou a exigência antes da estreia do Benfica na Liga Betclic 2026/27. O antigo candidato à presidência das águias às redes sociais para deixar uma mensagem de apoio à equipa, mas aproveitou também para lançar fortes críticas ao percurso recente do Clube e deixar um recado à Direção liderada por Rui Costa.
Manteigas critica Rui Costa, Presidente do Benfica: "chega de desculpas..."
Manteigas não poupou nas palavras e apontou diretamente à falta de títulos nas últimas temporadas: "É tempo de dizer, sem rodeios, que chega de desculpas: vencer apenas um campeonato nas últimas cinco épocas é medíocre. Não conquistar uma Taça de Portugal desde 2017 é indesculpável."
Na mensagem publicada nas redes sociais, defendeu que o Benfica não pode baixar o nível de exigência perante resultados considerados insuficientes. "A exigência do Benfica não pode adaptar-se aos resultados. São os resultados que têm de estar à altura da dimensão, da história e da ambição do clube", escreveu.
A mensagem surge precisamente no dia em que as águias iniciam uma nova caminhada no campeonato, numa temporada em que a pressão por títulos volta a estar em cima da equipa. Manteigas dirigiu ainda a atenção para a liderança do Clube e deixou uma mensagem clara a Rui Costa e à restante direção.
"Defender o Benfica, em qualquer circunstância e sem restrições, é aquilo que esperamos de quem foi legitimamente mandatado pelos associados para essa missão", afirmou. O antigo candidato à presidência considera que cabe à direção criar todas as condições para o sucesso desportivo e, simultaneamente, defender os interesses do Benfica fora das quatro linhas.