Futebol
Atacante com 37 golos no Benfica explica saída da Luz: "Já não era feliz no Clube"
31 Mai 2026 | 12:15
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Futebol
31 Mai 2026 | 17:10 |
Depois de uma temporada de afirmação ao serviço do Benfica, Andreas Schjelderup não poupou elogios a José Mourinho e atribuiu ao treinador português uma parte importante da sua evolução enquanto jogador. O atacante destacou o impacto que o técnico teve no seu desenvolvimento físico, tático e mental ao longo da época.
A. Schjelderup: "Transformou-me num jogador mais forte e maduro"
"Transformou-me num jogador mais forte e maduro. Ajudou-me a dar um grande passo à frente, tanto ofensivamente quanto defensivamente, e a ganhar mais potência no meu jogo para que consiga aguentar os 90 minutos e render durante toda a partida. Sinto que me ajudou muito nesse sentido", afirmou, em entrevista ao diário norueguês VG.
O extremo foi ainda mais longe quando questionado sobre a possibilidade de trabalhar diariamente com uma das figuras mais mediáticas da história do futebol. "É incrivelmente bom. É uma das maiores lendas do futebol de todos os tempos. E poder trabalhar com ele é um sonho. É difícil não ficares fascinado quando olhas para tudo o que ele alcançou", confessou.
A. Schjelderup: "Talvez precisasse de um tempo para me adaptar"
Andreas Schjelderup - aconselhado a sair do Benfica - abordou também as dificuldades sentidas nos primeiros tempos de águia ao peito. O jogador admitiu que o processo de adaptação ao Benfica não foi imediato e que precisou de tempo para encontrar o seu espaço dentro da equipa. "Talvez precisasse de um tempo para me adaptar. Mas depois tornou-se uma questão do dia-a-dia. Consegui soltar-me mais nos treinos e ganhar mais autoconfiança. Foi um processo bem longo, na verdade, mas no fim deu tudo certo", revelou.
O norueguês recordou ainda os momentos menos positivos, quando o tempo de utilização ficou aquém das expectativas. "O facto de teres trabalhado duro por muito tempo e talvez não teres tido tanto tempo de jogo quanto gostarias era entediante. Agora, poder jogar semana após semana tem sido muito bom", concluiu.
Empresário minhoto tem estado ligado a vários dos dossiês mais relevantes do Clube da Luz, mas parceria pode ser quebrada
31 Mai 2026 | 15:35 |
Está a aumentar no Benfica a irritação com Jorge Mendes. Vários elementos que integram a SAD encarnada apontam o dedo ao agente no impasse à volta do comando técnico da equipa principal de futebol. Há mesmo quem defenda categoricamente que Rui Costa devia cobrar mais ao empresário.
Segundo informações do Correio da Manhã, está em causa sobretudo a saída de José Mourinho e a nomeação do seu sucessor. Jorge Mendes é considerado o principal instigador da mudança do Special One para o Real Madrid. Isto quando o trabalho nos bastidores do empresário para promover o setubalense junto dos merengues inviabilizou aquela que era a estratégia dos responsáveis do Benfica: agarrarem-se ao argumento de que Mourinho tinha contrato até junho de 2027 para esperar pelo evoluir da próxima temporada e então, mediante os resultados, prolongar ou não o vínculo.
Só que a entrada em cena do Real Madrid levou Rui Costa a apressar a proposta de renovação, ficando nas mãos de Mourinho. O facto de a saída do técnico não ter sido feita no prazo reduzido previsto também é vista como uma falha ao que tinha sido conversado entre as partes, uma vez mais com a responsabilidade a ser atribuída a Mendes.
Todo o processo da eventual vinda de Marco Silva - negócio que terá caído - para a Luz só aqueceu mais os ânimos nos corredores da SAD. O entendimento da estrutura era que Jorge Mendes teria controlado o técnico do Fulham, só que Marco Silva ainda não deu um sim inequívoco aos encarnados.
Por último, a insatisfação com o agente também está relacionada com António Silva. O empresário não apresentou nenhuma proposta considerada digna pelo defesa central, que continua a recusar as abordagens para renovar o contrato que termina no próximo ano (2027) .
Técnico explicou que situação do extremo estava longe do ideal, mas que tudo acabou por mudar com rendimento ao longo da temporada
31 Mai 2026 | 13:39 |
Stale Solbakken, selecionador da Noruega, revelou que aconselhou Andreas Schjelderup a deixar o Benfica devido à falta de minutos de jogo. O técnico explicou que a situação do extremo estava longe do ideal, mas que tudo acabou por mudar com o rendimento do jogador ao longo da época.
S. Solbakken: "Em janeiro falámos sobre o facto de ele ter de mudar de clube porque o tempo de jogo era mínimo"
"Em janeiro falámos sobre o facto de ele ter de mudar de clube porque o tempo de jogo era mínimo", afirmou no programa 'Vamos ao Mundial', da NRK. No entanto, o selecionador sublinhou que a evolução alterou por completo o cenário, numa altura em que o atleta esteve próximo de rumar ao Club Brugge: "De repente tem uma hipótese contra o Real Madrid, marca e ficou de fora de questão o Benfica vendê-lo".
O próprio Schjelderup reconheceu o impacto da fase mais complicada, marcada por pressão mediática e menor utilização: "Não gostas de ter tanta atenção negativa em ti, especialmente antes de duas das partidas mais importantes da seleção", explicou, recordando o período de novembro de 2025, quando ainda lutava por espaço no plantel encarnado.
Apesar das dificuldades, o extremo valorizou o apoio recebido dentro da seleção norueguesa: "Estou grato pela forma como o Stale Solbakken e os rapazes trataram de mim e apoiaram-me. Quando o pior da tempestade passa, quase te esqueces do que aconteceu. Estás numa bolha na seleção, é um grupo muito bom".
Nesta época, ao serviço do Benfica, Andreas Schjelderup — avaliado em 30 milhões de euros — realizou 43 partidas: 28 na Liga Portugal Betclic, 10 na Liga dos Campeões, quatro na Taça de Portugal e uma na Taça da Liga. Nos 2.548 minutos em que esteve dentro das quatro linhas, registou 10 golos e sete assistências.
Melhores momentos de Andreas Schjelderup:
Prova milionária voltou a encher os cofres dos clubes europeus e o emblema encarnado surge numa posição de destaque financeiro
31 Mai 2026 | 13:23 |
A edição 2025/26 da Liga dos Campeões chegou ao fim com a vitória do Paris Saint-Germain sobre o Arsenal numa final decidida apenas no desempate por grandes penalidades, mas os números financeiros continuam a dominar a análise da competição, com o Benfica incluído.
Segundo os cálculos avançados pelo portal norte-americano The Athletic, apesar de não ter chegado às fases finais da competição, o Glorioso conseguiu ainda assim ultrapassar a barreira dos 50 milhões de euros. Os encarnados ficaram na 20.ª posição do ranking geral, com uma receita total na ordem dos 53,3 milhões de euros, fruto da participação até à fase de playoffs da competição.
O valor coloca o Clube da Luz entre os emblemas mais rentáveis da edição, num cenário em que a consistência na presença europeia continua a ser determinante para o equilíbrio financeiro dos clubes. Vale lembrar que o Clube já tinha ganho 2 milhões por causa de... João Neves.
A conquista do título europeu valeu ao PSG cerca de 146,5 milhões de euros, confirmando o estatuto dos franceses como um dos clubes mais poderosos financeiramente na Europa. Logo atrás surgem os finalistas vencidos, o Arsenal, com cerca de 143,8 milhões de euros encaixados, seguido por gigantes como Bayern Munique, Liverpool, Real Madrid e Manchester City, que completam os primeiros lugares do ranking de receitas da prova milionária.
No fundo da tabela aparece o Kairat Almaty, do Cazaquistão, com 21,4 milhões de euros, evidenciando a enorme diferença entre os clubes mais fortes e os menos experientes nesta nova era de fase de Liga da maior prova de clubes da Europa.