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Clube
24 Set 2025 | 17:50 |
A Mesa da Assembleia Geral do Benfica emitiu um comunicado onde detalha os procedimentos em relação às eleições no Clube da Luz. Relembrar que está marcada, para o próximo sábado, dia 27 de setembro, uma AG extraordinária, onde os sócios do emblema encarnado vão votar o regulamento das eleições do clube da Luz. Relembrar que Luís Filipe Vieira revelou, recentemente, os planos de expansão para o Benfica Campus.
Leia, em baixo, o comunicado da MAG do Benfica na íntegra:
"O processo eleitoral que se avizinha será, para todos os efeitos, o maior de sempre no nosso Clube, envolvendo, conforme se verá, uma operação de logística sem precedentes no movimento associativo em Portugal. Assim:
1. O processo eleitoral será acompanhado pela Multicert, empresa do grupo SIBS, reconhecida internacionalmente, que implementará, sempre em conjunto com a Mesa e com a sua supervisão, com a participação, após a definição oficial das candidaturas, dos mandatários, os processos necessários à auditabilidade de todo o percurso, desde a conceção até à proclamação dos resultados;
2. O documento de identificação necessário e essencial para a votação será o cartão de sócio do Sport Lisboa e Benfica (em versão física ou digital), que será objeto de leitura digital para verificação da regularidade da situação de sócio, atribuição do número de votos e baixa no caderno eleitoral, acompanhado de documento de identificação válido no país de voto, para identificação complementar;
3. Serão instaladas 108 secções de voto, distribuídas da seguinte forma: 80 em Portugal Continental (78 espalhadas por todos os distritos, 2 em Lisboa/Estádio), 3 nas Regiões Autónomas e 25 no estrangeiro – com o edital de marcação das eleições serão elencados todos os locais de voto;
4. Nessas secções de voto serão instalados 296 postos de identificação, que terão um funcionário da Multicert a operar o sistema, sendo todo o processo de votação (desde a identificação ao depósito em urna) presidido pelo presidente da secção, na presença do secretário e dos delegados das listas, que poderão acompanhar todos os passos, verificando a regularidade do mesmo e apresentando, caso entendam necessário, reclamações junto do presidente da secção – ou da Mesa, por via do mandatário geral;
5. O processo de contagem dos votos ocorrerá nos mesmos moldes, sendo sempre acompanhado pelos delegados das listas, que devem ser parte de, insistimos, todo o processo;
6. O caderno eleitoral é um e será central, com acesso remoto, estando garantidos todos os meios informáticos de redundância, sendo a baixa dos votantes efetivada pela Multicert e, mais uma vez, com a possibilidade de acompanhamento por parte do mandatário de cada lista/candidatura;
7. Relembramos, neste ponto, que as candidaturas devem mandatar um representante com poderes de representação para todo o processo eleitoral, que será o elo preferencial de ligação com a Mesa e que será convocado para estar presente na secção 1 de Lisboa, acompanhando o processo de votação com a Mesa (em Lisboa existirão duas secções, conforme exposto, uma em cada pavilhão do complexo desportivo, sendo que o presidente da Mesa presidirá à primeira secção e o 1.º secretário presidirá à segunda);
8. Tratando-se, quer pelo número de secções, quer pelo número de pessoas envolvidas (contando com mandatários e delegados das listas, cerca de 3000 pessoas em cada volta), do maior processo eleitoral de que há memória, a utilização dos dois pavilhões, sobretudo em dia de jogo, é um elemento essencial para a participação de todos os sócios do Clube;
9. Os Estatutos que entrarão em vigor com a marcação das eleições – aprovados em 2025 – impõem normas claras sobre o ato eleitoral, que não podem ser afastadas, alteradas ou contrariadas por regulamento eleitoral, ou por disposições da Mesa;
10. Quer na escolha do parceiro externo – que, com a sua vasta experiência em certificação de assinaturas, acompanhamento e execução de atos eleitorais e efetivação de processos de identificação à distância, traz um acréscimo de credibilidade ao processo –, quer na imposição de medidas de auditabilidade de todo o sistema, desde a conceção até à proclamação dos vencedores, o processo eleitoral, que se iniciará no próximo dia 1 de outubro, foi desenhado e será executado com a ambição de cumprir o que a nossa massa associativa tanto anseia e merece, ou seja, ser a grande festa da Democracia Benfiquista.
11. Por último, mas não menos importante, relembramos a comunicação do passado dia 14 de setembro, reafirmando a necessidade de os sócios do Sport Lisboa e Benfica verificarem e atualizarem os seus dados, o que pode ser feito na área reservada do site."
Iniciativa das águias ganhou uma nova dimensão e prepara-se para chegar ao centro do debate político, depois de ultrapassar o número de assinaturas
19 Ago 2026 | 11:14 |
A petição apresentada pelo Benfica contra o modelo de centralização dos direitos televisivos do futebol profissional ganhou força nos últimos dias e já ultrapassou o número de assinaturas necessário para ser discutida em Plenário da Assembleia da República. A iniciativa foi apresentada a 8 de agosto e pretende colocar em causa a forma como está prevista a comercialização centralizada dos direitos audiovisuais.
À data desta terça-feira, petição intitulada "Pela suspensão e revisão do Modelo de Comercialização Centralizada dos Direitos Audiovisuais" contava com 7.684 assinaturas, ultrapassando as 7.500. Rui Costa, presidente do Benfica, surge como primeiro signatário da iniciativa, que pretende agora levar o tema para uma discussão no Parlamento.
A petição está disponível para subscrição desde 10 de agosto e continuará aberta durante mais 50 dias no site da Assembleia da República (28 de setembro). O objetivo definido pelos encarnados passa pela suspensão da implementação do atual modelo de centralização dos direitos audiovisuais do futebol profissional, até que seja realizada uma avaliação técnica, económica e jurídica independente.
Além da suspensão, o Clube pretende também que sejam revistas as soluções atualmente previstas para o processo. A posição foi apresentada pelo clube através de um comunicado divulgado a 10 de agosto, no qual foi explicada a intenção de promover uma análise independente antes da implementação do modelo.
A discussão em Plenário poderá ainda abrir diferentes possibilidades no plano institucional. Segundo a informação disponibilizada pela Assembleia da República, a apreciação de uma petição pode resultar na comunicação ao ministro competente para eventual medida legislativa ou administrativa, na remessa do processo ao Procurador-Geral da República, Polícia Judiciária ou Provedor de Justiça, na iniciativa de um inquérito parlamentar ou até na apresentação de um projeto de lei ou de resolução sobre a matéria.
Antigo responsável encarnado recuperou um tema que está a gerar discussão e deixou fortes críticas à estratégia seguida pelo Clube
12 Ago 2026 | 15:00 |
João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, lançou duras críticas à petição apresentada pelo Clube na Assembleia da República para travar ou rever o processo de centralização dos direitos televisivos do futebol português. O ex responsável encarnado considerou que a iniciativa surge demasiado tarde e assume sobretudo um caráter político e propagandístico.
J. Gabriel: Há mais de cinco anos que se sabe"
"Há mais de cinco anos que se sabe que a centralização dos direitos televisivos vai avançar. A lei é de 2021, o calendário é conhecido e a época de 2028/29 nunca esteve escondida de ninguém", escreveu numa publicação no LinkedIn.
As críticas à atual liderança foram particularmente fortes quando apontou diretamente aquilo que considera ter sido uma ausência de intervenção durante os últimos anos. "Esta direção teve cinco anos para estudar, negociar, propor, influenciar e, sobretudo, liderar. O Benfica não o fez, e agora, só agora, descobre a Assembleia da República na tentativa de suspender um processo que durante cinco anos ignorou", afirmou.
J. Gabriel: " É uma peça de propaganda"
João Gabriel classificou mesmo a iniciativa como uma ação essencialmente comunicacional. "É por tudo isto que esta petição é, acima de tudo, uma peça de propaganda. O Benfica tem razão em vários dos problemas que identifica; o que não pode é transformar quatro anos de ausência de liderança numa súbita demonstração de combate", pode ler-se.
O antigo diretor de comunicação também dirigiu críticas a Pedro Proença - novamente - , presidente da Federação Portuguesa de Futebol, pela forma como considera que o debate sobre a centralização foi conduzido. "Pedro Proença contaminou, desde o início, o debate sobre a centralização a uma discussão sobre distribuição de dinheiro, quando a questão central deveria sempre ter sido a reforma dos quadros competitivos. É legítimo que o Benfica esteja preocupado. O que não é legítimo é fingir que descobriu o problema em 2026", concluiu.
Veja a publicação de João Gabriel:
Adversário do atual presidente nas últimas eleições das águias, advogado volta a criticar Presidente das águias e pede fim às desculpas
09 Ago 2026 | 17:04 |
João Diogo Manteigas elevou a exigência antes da estreia do Benfica na Liga Betclic 2026/27. O antigo candidato à presidência das águias às redes sociais para deixar uma mensagem de apoio à equipa, mas aproveitou também para lançar fortes críticas ao percurso recente do Clube e deixar um recado à Direção liderada por Rui Costa.
Manteigas critica Rui Costa, Presidente do Benfica: "chega de desculpas..."
Manteigas não poupou nas palavras e apontou diretamente à falta de títulos nas últimas temporadas: "É tempo de dizer, sem rodeios, que chega de desculpas: vencer apenas um campeonato nas últimas cinco épocas é medíocre. Não conquistar uma Taça de Portugal desde 2017 é indesculpável."
Na mensagem publicada nas redes sociais, defendeu que o Benfica não pode baixar o nível de exigência perante resultados considerados insuficientes. "A exigência do Benfica não pode adaptar-se aos resultados. São os resultados que têm de estar à altura da dimensão, da história e da ambição do clube", escreveu.
A mensagem surge precisamente no dia em que as águias iniciam uma nova caminhada no campeonato, numa temporada em que a pressão por títulos volta a estar em cima da equipa. Manteigas dirigiu ainda a atenção para a liderança do Clube e deixou uma mensagem clara a Rui Costa e à restante direção.
"Defender o Benfica, em qualquer circunstância e sem restrições, é aquilo que esperamos de quem foi legitimamente mandatado pelos associados para essa missão", afirmou. O antigo candidato à presidência considera que cabe à direção criar todas as condições para o sucesso desportivo e, simultaneamente, defender os interesses do Benfica fora das quatro linhas.