Nuno Campilho
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11 Fev 2026 | 03:00

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Nuno Campilho

Em causa estão decisões tomadas por Bruno Costa na partida da 21.ª jornada da Liga Portugal Betclic, que terminou com um triunfo do Benfica por 2-1


Comecei por perguntar ao ChatGPT, que me responde qualquer coisa assim (descrição convenientemente adaptada):


No futebol, muitas regras não são preto-no-branco. Há lances em que o árbitro tem de interpretar. Trata-se, então, de uma variação de interpretação. O problema é que o Conselho de Arbitragem nunca comunica claramente quais são as orientações, pelo que entramos no capítulo da incoerência.


Curiosamente, no início de cada época, há orientações técnicas dirigidas aos árbitros para, por exemplo: proteger o jogo ofensivo; punir simulações; e deixar o jogo fluir, mas, quando vamos a ver, nada disto corresponde ao que se passa dentro de campo e o critério desvia-se do padrão esperado.

Acresce que algumas regras do futebol são contraintuitivas. Exemplos típicos: foras de jogo decididos por centímetros pelo VAR; penáltis por toques mínimos; e anulação de golos por detalhes técnicos. Isto vai contra aquilo que se designa como o ‘espírito do jogo’, mas tenta-se explicar com o facto de o árbitro estar, apenas, a aplicar as regras de forma literal.

Depois ainda se acrescenta que cada árbitro tem: um estilo próprio; uma tolerância diferente ao contacto; e uma forma diferente de gerir os jogadores. Ou seja, a uniformidade é proporcional à qualidade da maioria dos árbitros portugueses… igual a zero.

Pode concluir-se, então, que o problema maior não é só o erro humano – que é inevitável – mas, também: uma comunicação fraca das decisões; pouca transparência pública; e a ausência de explicações pedagógicas consistentes.

E porque raio é que tal coisa me ocorreu?

Desde que me conheço na apreciação – mais ou menos – racional do panorama futebolístico português, que apelo ao rejuvenescimento e à renovação da classe de árbitros da primeira categoria o que, diga-se em abono da verdade, até tem sucedido. O problema – que é comum noutras áreas da sociedade – é que vem ‘gente’ nova, mas não sabe fazer nada. E, pior, quando tenta fazer, só faz asneiras e só diz disparates.

É neste nível, na minha opinião, que se encontram o árbitro Bruno Costa e o VAR João Casegas (que, para além de ter um apelido estranho, eu não fazia a mínima ideia de quem era, até ao domingo passado), que decidiram ser protagonistas de mais um filme de terror em pleno estádio da Luz, no Benfica-Alverca, num recital de más decisões e de critérios alienígenas que, a estarem escritos, deve ser em qualquer obra literário ao nível de “Arbitragem para Totós”!

À parte de mais dois ou três cartões amarelos que ficaram por mostrar (da exclusiva responsabilidade do árbitro), ainda tivemos dois lances discutíveis e um indiscutível, passível da marcação de grandes penalidades a favor do Benfica.

Se houvesse critério e nunca fossem marcadas faltas como aquelas que sofreu o Schjelderup e o Rafa, eu ainda me continha, mas aquilo é “mato” sobretudo lá para o outro lado da 2ª circular (marcar uma grande penalidade por alguém ter despenteado o Hjulmand e não assinalar qualquer uma das duas que aqui referi, é a perfeita definição do que são os critérios da arbitragem portuguesa).

A falta sobre o Barreiro, até na Premier Ligue seria penálti indiscutível, só para verem o estado a que isto chegou (e se fosse só de agora).

É como a suposta falta que o Rios cometeu no jogo em Braga e, como se não bastasse a aselhice de já terem sido perdidos 8 pontos em casa, com equipas da cauda da tabela, a que junto mais 2 pontos perdidos em Tondela numa altura em que é PROIBIDO perder pontos, lá ‘voaram’ mais 2 pontos.

Posto isto, onde é que eu quero chegar?

Viram o penálti, claríssimo assinalado ontem a favor do Sporting? Vi algo muito semelhante no jogo da Taça de Portugal, mas parece que a bola ressaltou da perna do Pablo Rosario, para o seu braço, após o cruzamento do Sidny… pois é… tal como ressaltou da barriga do António Silva, para o seu braço, no jogo frente ao Casa Pia, na Luz… Digam lá, então, que não é preciso que me expliquem isto como se eu fosse um miúdo de 4 anos?

Como nem o ChatGPT me ajuda – bem pelo contrário, só contribuiu para aumentar a confusão – eu diria para não se esforçarem muito e até podem explicar-me como seu fosse ainda mais novo, pois, geralmente, as crianças aprendem as cores entre os dois anos e meio e os três anos, começando por distinguir cores vivas: vermelho, verde e amarelo (quem diria!).

Conclusão: os critérios, em Portugal, por parte dos árbitros de futebol, o mais perto que têm de criteriosos, são as cores das camisolas. Diferentes cores, diferentes critérios. Desenganem-se os que pensam que é uma questão de estilo, de tolerância, de diferenciação, de interpretação, ou de cumprimento literal das regras. É, mesmo, uma questão de carácter, ou, como no caso do critério, da falta dele.

A vida é tão simples, não é? Ou, como diria “o outro”, KISS, Keep it Simple and Stupid.

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Nuno Campilho
Nuno Campilho

Alguém me explica como se eu fosse um miúdo de 4 anos?

Em causa estão decisões tomadas por Bruno Costa na partida da 21.ª jornada da Liga Portugal Betclic, que terminou com um triunfo do Benfica por 2-1

11 Fev 2026 | 03:00

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